Apoie o blog por meio do PIX, a chave é: emiltox@outlook.com

Mostrando postagens com marcador vereadores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vereadores. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Uma vergonha as Casas Legislativas desse país.

Um amigo me ligou hoje pela manhã, pedindo que eu assistisse a reportagem do fantástico, sobre uma casa legislativa municipal onde existem, segundo a reportagem, os vereadores mais caros das cidades brasileiras.

A cidade é Boa Vista, Roraima, e os vinte e um vereadores ganham quase 90 mil reais por mês, pra fazer absolutamente nada ou quase nada. 

As sessões da casa legislativa de Boa Vista ocorrem duas vezes na semana e duram duas horas. 

Ou seja, os caras “trabalham”, em média, dezesseis horas por mês e embolsam R$: 90.000,00.

A globo quando quer faz um bom serviço de utilidade pública e de investigação contra os que realmente roubam os cofres públicos.

Mas isso é só quando ela quer!

Sobre a matéria, eu tenho dito sempre: primeiro que o dinheiro que está sendo desviado em todas as casas legislativas desse país é absurda. Seja a casa federal, as estaduais e principalmente as casas legislativas municipais.

Em segundo lugar, já questionei aqui outras vezes: pra quê serve o vereador da sua cidade?

Em julho de 2013 escrevi que, diante da possibilidade de uma Reforma Política, seria oportuno que os congressistas colocassem em discussão, junto a sociedade, o fim dessa função pública.


O rombo nos cofres públicos é menos visível nas falcatruas entre vereadores, ministério público e prefeitos. O que ocorre, em muitos municípios, são verdadeiras quadrilhas roubando dinheiro da merenda escolar, da compra de medicamentos, da construção de casas, de obras importantes para os munícipes.

Se passar um pente fino nas câmaras de vereadores de todo o país, vão encontrar desvio de conduta de vereadores em obras superfaturadas, obras inexistentes embora já pagas, conluio entre vereadores e prefeitos, entre aqueles e deputados estaduais, federais, senadores e toda leva de funcionários públicos.

É no município a base de toda cafajestada dos "HOMENS de BENS" desse país. E põe BENS nisso! Um cara é eleito vereador, entra pra cumprir o mandato "puxando uma cachorrinha", um ou dois anos depois, passa a ser dono de lanchonete, imóveis, carros importados, casa de praia, sítio, milhares de reais em contas bancárias.

"É preciso olhar em volta e perceber que vivemos novos tempos, e a sociedade precisa acompanhar as mudanças. A função de vereador, não faz parte da relação de funções necessárias, fundamentais,  importantes para o ordenamento político. Se transformou numa função arcaica, ultrapassada e sem fundamento!"    

O único fundamento da função de vereador é o enriquecimento deles próprios. Enquanto isso, na nossa casa, que é a cidade onde moramos, falta obras básicas de infraestrutura. Simplesmente porque o vereador esqueceu de exercer sua principal função: fiscalizar o executivo e exigir a conclusão das obras e das leis.

Um registro: parabéns ao Fantástico e a Rede "grobo".
Aprendi algo na vida que jamais lançarei fora de mim: reconhecer os acertos dos outros. Até mesmo da grobo.   

É isso!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Vai começar a farra das licitações do material escolar para os alunos da rede municipal



Todos os anos é a mesma coisa. Prefeitos reclamando das dificuldades com o pagamento do 13º salário aos funcionários públicos municipais. Mas muitos desses prefeitos, em janeiro do próximo ano, irão superfaturar o preço do material escolar dos alunos da rede municipal.

Difícil não imaginar que nesse país de corrupção, sapatos escolares que poderiam custar R$ 10,00 sejam comprados por R$ 50,00 ou R$ 100,00. Uma borracha, daquelas que prendem no lápis e geralmente não custa mais do que R$ 0,20, tenha secretarias de educação municipal comprando por R$ 5,00 ou R$ 10,00 cada uma. 

E olha! Esses produtos de pouco valor, borrachinha, lapiseira, caixinhas de clipes, são justamente os que os sabotadores, mais gostam de superfaturar. Porque não chamam muita a atenção das autoridades. 

Imagina se alguém da fiscalização das contas públicas vai se importar com o preço de borrachinhas escolares. 

Não mesmo!

Um milhão dessas borrachinhas a R$ 10,00 cada uma, no final sobra quanto, para eles? E o mesmo ocorre com lápis, caneta, cadernos e uma infinidade de material escolar. 

Camisas com o logotipo da prefeitura, bem visíveis, são outro material que deixa muito dinheiro para os ladrões. Sabe quanto a prefeitura gastou para contratar os serviços daquela empresa de serigrafia, que por "coincidência" é da filha do prefeito?

Fiquem certos de que tudo será feito para que os alunos do município estejam bem trajados e com seu material escolar completo, e claro (!), os gestores e empresários do setor possam abocanhar dezenas, centenas ou milhares de milhões dos cofres públicos.

As administrações municipais brasileiras se transformaram na principal porta de desvio de dinheiro público. Some-se dinheiro da educação, da saúde, do IPTU, do ISS, de toda parte. Basta ver o que está acontecendo na prefeitura de São Paulo, onde pessoas de confiança de prefeitos que administraram a cidade dilapidaram o que era de todos os paulistanos como se a eles, somente a eles, pertencesse o montante desviado.

Mas isso tem uma razão principal de acontecer! 

Aqueles que deveriam fiscalizar, os órgãos e agentes de fiscalização municipal, simplesmente se associaram aos prefeitos. Basta ver que, na maioria dos municípios, quase não existe oposição. Vereadores se calam diante dos mandos e desmandos do “mandachuva” do município. O MP, por sua vez, vive tão próximo daqueles que deveria fiscalizar que muitas vezes não sabemos qual é a função do Procurador Estadual, Municipal ou Federal. Tem deles que guardam as solicitações de investigação dentro de "Gavetas Profundas", a ponto de se perder lá dentro.

Já fiz essa pergunta aqui e faço novamente: precisamos mesmo de vereadores? E do Ministério Público? 

Nesse emaranhado de funções de agentes fiscalizadores das ações dos prefeitos e seu grupo executivo, o que sobra de verdade é a análise e a balança do povo, que na maioria das vezes é manipulado. Os mesmos que roubam, os mesmos que só aumentam seu próprio patrimônio, os mesmos que enganam a população, os mesmos prefeitos e vereadores retornam nas próximas eleições e se reelegem.

Casos de desvio de conduta de políticos por superfaturamento na compra de material escolar e de limpeza para as escolas têm aos montes na rede. Processos são abertos e, por mais que existam provas contundentes, os culpados vão se livrando de serem processados e de terem que devolver o que foi usurpado do povo.

Interessante é que muitos desses prefeitos e vereadores larápios acusam outros políticos de praticarem as mesmas coisas ou até piores, com a maior cara de pau do mundo. 

Se vestem de ovelhas e enganam a muitos. 

Verdadeiros lobos.

Quanto mais se aproxima o final do ano, mais ocorrem as reuniões entre prefeitos e empresários do setor de material escolar. Muitos desses empresários são levados pela mão, guiados por vereadores, políticos ou homens públicos "honrados". 

Milhões estão em jogo e sendo desviados na compra de borrachinhas e lápis.

Quando vejo um aluno de escola municipal nas ruas, fico imaginando qual o preço pago pelo prefeito pela camisa ou pela mochila? 

Talvez tenha sido tão cara que os pais dos alunos jamais teriam condições de pagar, do seu próprio bolso.

"E depois ainda dizem que prefeitos são ruins!"


Contribua com o nosso trabalho através da chave PIX - banco Santander  👇

emiltonx@gmail.com


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Black Bloc – o Estado não tolera os “diferentes


Essa foi a resposta de um integrante do Black Bloc do Recife, mês passado, quando foi indagado por um repórter do Diário de Pernambuco, sobre a aversão que a sociedade tinha por eles. O repórter foi taxativo: a sociedade tem medo de vocês, ela está contra vocês.

Talvez seja essa áurea de deuses que assola o imaginário dos profissionais de imprensa e faz com que eles generalizem suas análises, quase sempre.


Na verdade, a sociedade brasileira sempre teve dificuldade para atender e entender os “diferentes”. A ferramenta usada contra os protestos, a violência das autoridades de segurança, foi a pior das opções escolhidas pelo Estado, como solução do "problema".

Nós temos um péssimo defeito, criticar sem antes analisar.

O uso desmedido da força, somado a uma classe política fechada ao diálogo e uma imprensa que só enxerga problemas e mazelas no Brasil, trouxe de volta o movimento adormecido, em cada um de nós, conhecido como Anarquismo.  

Reconheçamos! Todos nós temos vontade de fazer o que muitos deles estão fazendo. A diferença entre nós e eles, é que eles não ficam apenas na vontade.

Há várias ramificações anárquicas. A dos jovens brasileiros precisaria ser melhor estudada. Mas, pelo que parece, o Estado quer na verdade é acabar com ela, o quanto antes. E é aí, onde está o perigo. 

Nos últimos dias, governantes, ministérios públicos e justiça, vêm desencadeando ações contra os membros do Black Blocs. Exigência de identificação, proibição do uso de máscaras, proibição de perfis em redes sociais, entre outras medidas proibitivas. Os mesmos que exigem, dos membros dos Black Blocs, fecham os olhos para seus próprios pares, delinquentes. A classe política brasileira é o que se pode chamar de Bandida. 

Classe política Bandida.
Justiça Bandida.
Imprensa Bandida.

Quantos políticos, promotores, juízes, profissional da imprensa desse país, embora com identificação, nome e sobrenome, dinheiro e status, são verdadeiros bandidos?

No Rio de Janeiro, hoje, uma ação da polícia civil prendeu três administradores da página Black Blocs, no Facebook. Em Recife, o presidente da Câmara de vereadores, ordenou o fechamento dos portões e portas do prédio da sede legislativa do município, após a investida de grupo de manifestantes que pediram para conversar com  uma comissão da casa.

Ao invés de dialogar com eles o Estado quer calá-los? 

Imagine a “casa do povo” fechada, justamente, para o povo!



Só falta eu ser preso, pelo Estado perceber que esse texto me coloca próximo deles.

Na página do Black Bloc, eles aconselham seus membros a usar mochilas nas costas, com materiais resistentes dentro. 

“É pra proteger contra os cassetetes. A polícia bate primeiro nas costas”. Diz um dos mascarados.

“Não levem nada cortante. Você não vai ferir ninguém. Só vai se defender e fugir”. Diz um outro anônimo.

Eles se classificam como: os que vão na frente! Preparados para levar “porrada” pelos demais manifestantes. A parte mais difícil, mais “suja”, fica pra eles.

No protesto contra a Globo, em São Paulo, manifestantes levaram esterco de boi para jogar na frente do prédio da emissora. Os Black Blocs chegaram e pegaram, com as próprias mãos, a merda bovina e jogaram no escudo da Globo. Não se contendo ainda, pularam a cerca e destruíram a marca global presa na parede. 

Diferente do que setores da sociedade tem tentado nos fazer acreditar, os Black Blocs, possuem laços de solidariedade. Eles se auxiliam mutuamente, sentimentos valorizados pelo grupo.

Um outro ponto errado de avaliação sobre eles, é o que os classificam como "sem ordem". 

Aliás, a ausência de ordem, o extremismo dos anarquistas, não condiz com a realidade desses jovens do Black Bloc Brasileiro. Pelo menos, ainda não.

Mas o Estado aos poucos com suas ações excludentes, está fortalecendo-os e deixando-os cada vez mais indignados.

Atacá-lo naquilo que ele mais abomina, a coerção, é uma perigosa estratégia.

Como o Estado pode garantir a paz agindo com violência?

O diálogo não seria o caminho ideal?

terça-feira, 6 de agosto de 2013

O incêndio na comunidade do Coque - Recife


Ontem 200 famílias foram surpreendidas com um incêndio em suas casas.

Embora algumas pessoas insistam em chamar de casebres, barracos ou taperas, pra essas 200 famílias, eram seus lares, suas residências, suas moradias.

Seus endereços eram nessas casas que viraram cinzas.

O conceito de patrimônio residencial é muito subjetivo. Há quem imagine que, só quem pode dizer que tem um lar é quem mora na Avenida Boa Viagem ou em Apipucos. Bairros onde moram o prefeito do Recife e o governador de Pernambuco. 

Essas 200 famílias que perderam o seu imóvel residencial, faziam parte de uma estatística cruel. Milhares de famílias pelo Brasil estão construindo suas moradias em lugares de risco.

Encostas de morros e beiras de rios, não são setores adequados para construção de moradias. No Coque, por exemplo, há milhares de famílias que construíram suas residências dentro do rio Capibaribe, ainda que a lei determine uma distância da margem dos rios e lagos.

Se por um lado, o poder público é o responsável pela fiscalização das construções irregulares, por outro, há uma necessidade do pai e da mãe de família de ter um teto para colocar seus filhos. E é aí, justamente, que entra a negligência, falta de responsabilidade e nenhuma empatia para as necessidades dos mais pobres, por parte dos legisladores municipais. 

Eu já me perguntei aqui mesmo, nesse espaço, pra que serve os vereadores de nossas cidades?


Seria demais dizer que há vereadores da cidade do Recife, que sequer sabiam da existência dessa comunidade!

Um povo sofrível, de casas em palafitas, as quais dependem do poder público para suprir suas mais elementares necessidades.  Os vereadores do Recife não se preocuparam com os problemas dessa comunidade e nem de outras que vivem em situação parecidas.

Nisso, os vereadores do Recife são iguais a qualquer outros de qualquer cidade brasileira. Há coisas mais importantes para eles resolverem e debaterem. Eles têm projetos próprios, que atendem a interesses próprios. O povo só é interessante no período eleitoral.

Diante de um incêndio dessas proporções, que no Brasil virou moda, é muito fácil culpar o prefeito da cidade e esquecermos dos vereadores. É devido a  omissão, a falta de vergonha na cara, principalmente dos legisladores municipais, que ocorrem essas tragédias.

Se o poder legislativo municipal não fiscaliza a prefeitura, não apresentam projetos de melhoria das comunidades e não buscam se integrar com os bairros para ter conhecimento dos seus problemas, pergunto outra vez: pra que serve os vereadores desse país?

Quanto poderia ser realizado em proveito das comunidades se extinguíssemos essa função da política?

Para a obtenção de um transporte gratuito, uma saúde de qualidade e a melhora das comunidades pobres desse país, precisamos discutir o fim da função de vereadores.

Eu apoio!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Dar oportunidade aos municípios que obtiveram o pior IDH para que eles possam sair dessa condição vergonhosa.

Com a apresentação do IDH-M de 2013, fica claro que o Brasil mudou muito nos últimos vinte anos e principalmente nos últimos dez anos. Lamentavelmente, entre os 5560 municípios, ainda existem 30 deles que estão muito abaixo da qualidade esperada por todos nós.

É inadmissível que ainda existam cidades com nível "muito abaixo" de IDH-M no Brasil. Nós somos a 6ª economia mundial e não é aceitável brasileiros viverem em situações subumanas. 


É claro que mesmo os municípios considerados “muito alto” de IDH, certamente possuem problemas para serem solucionados. Mas, um município ser classificado como "muito baixo" no índice de desenvolvimento humano, é muito grave. 

Receber o título "os piores municípios brasileiro dos últimos 20 anos", põe em dúvida o trabalho da classe política em geral, mais precisamente a classe política dessas cidades. 


Prefeitos, vereadores, ministério público, os representantes das casas legislativas estaduais e federal, todos são responsáveis pelos problemas dessas cidades. 

Por que os gestores desses municípios deixaram chegar a esse ponto? Alguém precisa responder. 

Entre os municípios considerados melhores e os piores, há uma distância enorme. São Caetano do Sul em São Paulo obteve nota 0, 862, enquanto Melgaço no Pará obteve nota 0, 418. 


Qual a diferença dos políticos de São Caetano do Sul e Melgaço? 



Não dá pra aceitar que seja natural, que a culpa seja apenas econômica. Não é!

Mesmo assim, com todos os problemas de corrupção que existem no Brasil e principalmente nas Câmaras de Vereadores e Prefeituras, olhando o mapa, veremos que a mudança da situação dos municípios, de 1990 a 2000 e daí até 2010 é perceptível. 




Ocorreu um salto de mudança expressivo de 2000 a 2010.



Agora, se quisermos mudar ainda mais as condições dos municípios brasileiros com pior IDH, é preciso que as instituições públicas, tanto as ligadas ao governo federal, quanto as estaduais, onde esses municípios se encontram, passem a priorizar linhas de financiamento e conclusão de projetos estruturadores que venham mudar e proporcionar melhorias na condição de vida daqueles brasileiros. 

Agora, o mais importante é encontrar respostas!


Não é possível que em vinte anos, a grande maioria de municípios tenha alcançado uma melhoria na qualidade de vida e esses 33, da relação logo abaixo, tenham ficado parados no meio do caminho.


Isso tem cheiro de má gestão. Talvez passando um pente fino nas contas dos gestores e de seus familiares, possamos encontrar as respostas. 

Com a esperança de que possamos em 2020 termos, ainda mais, melhores resultados, espero que prefeitos e vereadores, políticos de todas as esferas, possam entender a grandiosidade que é, trabalhar para melhorar as condições de vida do povo.


Melhoramos, mas, podemos melhora mais!