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quinta-feira, 20 de março de 2014

Mais um show de hipocrisia da oposição.

Ontem a oposição subiu no púlpito do Senado Federal, na pessoa do presidente tucano Aécio Neves, para atacar a idoneidade e capacidade administrativa da Presidenta Dilma Rousseff.

Onde você ler oposição, entenda que se referi a tríplice aliança: partidos de direita, imprensa conservadora e elite burguesa.

Num país onde ações no TSE viram armas da oposição contra a Presidenta, por motivo de um vestido vermelho que ela use numa cerimônia, ou uma nota de parabenização aos funcionários públicos ou até mesmo, um aperto de mão e um sorriso estampado numa foto, o caso da refinaria de Pasadena, nos EUA, é um prato cheio. 

Aécio iniciou seu pronunciamento alegando que Dilma foi responsável pelo MAIOR ERRO, quem sabe do mundo, em assinar a autorização da compra da refinaria americana pela Petrobras. 

Aécio é desses políticos frouxos. Bastou à senadora Gleisi Hoffmam aparteá-lo para o senador gaguejar e ficar com aquela cara de paisagem. "Não... Quero deixar claro que não estamos questionando a idoneidade da Presidenta..." Ora senhor senador, por que não diz logo o que os senhores estão querendo!

O senador tucano Aloysio Nunes, como sempre destemperado, nervoso e desleal ao falar de seus opositores, pediu a palavra pra destilar seus adjetivos depreciativos contra a Presidenta Dilma. Um verdadeiro "cavalheiro". Do alto de sua soberba decretou a IRRESPONSABILIDADE da Presidenta do Brasil. 

A compra da refinaria de Pasadena é um caso que vem sendo discutido e investigado pelo Ministério Público, Polícia Federal e organizações internacionais, desde 2006. 

A própria Presidenta já declarou ter sido induzida ao erro ao concordar com a compra. Havia ausência de dados, no documento, que só surgiram depois de assinados.Qual executivo não foi um dia vítima dos erros de seus auxiliares? De forma factual ou não.

Para uma Presidenta autoritária, como é amplamente alardeado pela oposição, Dilma ter reconhecido o erro publicamente, é sem dúvida estranho acreditar nessa pecha de mandatária autoritária.   

Dilma na época em que concordou com a compra da refinaria presidia o conselho da Petrobras. O erro foi do Conselho e não necessariamente, exclusivamente da Dilma Rousseff, como a oposição tem grasnido.

Hoje a oposição trás uma manchete na Folha de SP, onde se ler: "executivos refutam explicação de Dilma no caso Petrobras", mas não trás os nomes dos respectivos executivos na matéria.  

Essa é a chamada imprensa marrom bombom, que publica o que bem entende sem ter que informar suas fontes.

Assim fica fácil fazer oposição (digo!)..., jornalismo. 

Tudo isso até outubro,  ainda vai render muitos votos. Só não se sabe se há tantos alienados midiáticos e oposicionistas no Brasil, a ponto de eleger aqueles que muito pouco ou quase nada fizeram pelo país e pelo seu povo.

Num país onde até o vestido vermelho da Presidenta é motivo para oposição entrar com Ação no TSE, o caso Pasadena deixou a oposição [como é costume dizer no nordeste] feito pinto no lixo.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O isolamento de Dilma?



A presidente Dilma Rousseff tem encontrado problemas na condução dos projetos que precisam ser votados no Congresso Nacional. O estilo duro da presidente leva deputados e senadores, acostumados com práticas antidemocráticas e não muito civilizadas, a não votarem as propostas importantes para melhorar a vida do povo brasileiro. O Congresso há muito tempo, se transformou num enorme balcão de negócios. Dezenas de empresários e lobistas circulam livremente no plenário, tratando de questões estritamente de interesses particulares com os senhores parlamentares.

Ao longo dos anos, verificou-se a falta de compromisso por parte dos parlamentares, no que se refere as necessidades e solicitações do povo. As casas legislativas, de todas as esferas governamentais, investem mais em causas próprias, dos seus membros, apadrinhados e amigos empresários. Só pra se ter uma ideia, segundo a Revista Isto É, dessa semana, o custo mensal de um deputado em 1986 equivalia a 33 salários mínimos. Hoje são precisos 203 salários mínimos mensais, para manter cada parlamentar no Congresso Nacional na “árdua” missão de legislar suas próprias causas.

Há problemas nos poderes executivos e judiciários por todo o país. Mas, os grandes responsáveis pelas mazelas da corrupção no Brasil estão nas casas legislativas.

Acostumados com a política do “toma lá dá cá”, parlamentares tem pressionado a presidenta Dilma, tomando posição contrária as solicitações enviadas pelo executivo. Um exemplo, mais que oportuno lembrar, foi a votação da PEC dos portos. Mesmo sendo uma proposta, dita por vários especialistas, capaz de mudar a caótica situação dos portos brasileiros, melhorando o fluxo de mercadorias, aumentando a capacidade de logística do país, mesmo com todas as vantagens da Proposta de Emenda Constitucional, vários deputados e senadores foram contrários a proposta. Partidos políticos, inteiros, votaram contra.

O caso da redução da conta de luz foi outro momento emblemático na relação entre a presidente e o Congresso Nacional. E que devemos levar em conta nas próximas eleições. Partidos políticos, governadores de estado e parlamentares, foram contra a redução da conta de energia, em decorrência de interesses de contratos celebrados a dez ou quinze anos, com concessionárias de energias, os quais em nada favoreciam o país e o povo brasileiro. 

Pra muitos políticos, interesses de empresários se sobressaem aos interesses dos eleitores, do povo e do Brasil.

Agora estamos diante da negação de alguns partidos e políticos ao projeto “Mais Médicos”. O mesmo discurso proferido contra o ENEM, as Cotas Universitárias, o Bolsa Família, estão sendo novamente inflamados na tribuna do Senado e da Câmara. Políticos que nunca tiveram o incômodo de precisar de um atendimento médico no SUS, nunca precisaram ter que esperar seis meses ou um ano, para ser atendido num posto de saúde ou hospital público, são esses mesmos políticos que se dizem contra a proposta do Mais Médicos. 

Outro assunto que tem sido alvo dos parlamentares é a necessidade da redução dos 39 ministérios de Dilma. Sobre esse assunto eu já escrevi em:


 “... Microempresa, Cidades, Política para as mulheres, Igualdade racial, Pesca e aqüicultura, Desenvolvimento agrário e Aviação civil. Todas elas estão diretamente ligadas a uma parcela da sociedade que fora, durante séculos, excluída dos projetos do Brasil. Todas as novas secretarias estão ligadas a classe pobre que, nos últimos dez anos, ascendeu à classe média...”

Cada país tem o Congresso que merece. No caso do Brasil, a oposição ferrenha ao governo Dilma, está dentro do congresso e principalmente fora dele. Uma parcela significante da imprensa conservadora, faz jus a definição de partido de imprensa golpista (PIG), tão escancaradamente propagado pela blogosfera. 

Como se não bastasse tudo isso, ainda tem o “fogo amigo!”. Há ministros, deputados e senadores da própria base governista, até mesmo do próprio PT, que insistem em fazer pose para as câmeras dessa mesma imprensa, que sofre de dupla personalidade (imprensa e partido político). Essa busca pelo microfone do PIG, travada por muitos parlamentares, faz com que homens públicos se percam ainda mais, se distanciando do objetivo pelo qual foi eleito.

O governador do Rio de Janeiro, por exemplo, está pagando um preço talvez maior do que ele deva, por ter tentado agradar essa mesma imprensa. Sergio Cabral andava muito preocupado sobre “como a imprensa brasileira lhe via”. O resultado é que não há um dia sequer, em que o governador não seja enxovalhado  pela imprensa que ele quis agradar. Quer saber: bem feito!

Político não tem que ficar querendo agradar a imprensa! Não tem que está sendo “pau mandado” de empresário, lobista, bicheiro, bandido, vigarista ou vagabundos “colunistas” de revistas e jornais! Político tem que ficar atento aos clamores das ruas, aos pedidos do povo, as necessidades do país. É nesse ponto, em que Dilma se diferencia da maioria dos políticos em atividade.

Dilma não tem associação com o mal feito, com a corrupção, com o que favoreça mais/apenas os ricos. Dilma, pelo que parece, não está preocupada em agradar a imprensa. O compromisso do governo Dilma é, principalmente, com a diminuição do grande hiato da desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres. Talvez seja por isso, a grande perseguição que ela tem sido vítima e a quebra do compromisso com o povo e com o país, ao qual alguns políticos e até partidos políticos, tem demonstrado.

Um presidente deve ser punido por querer melhorar a vida do seu povo, principalmente, dos mais pobres? 

Essa aliás, é a marca dos anos de governo do PT. Desde a gestão de Lula em 2003, a maioria das PECs, projetos, ações governamentais, tiveram como “pano de fundo” o objetivo claro em atender os mais necessitados. É claro que existe políticos, empresários colunistas, que "não sabem" da existência de pobres no Brasil. Muitos desconhecem essa realidade! Mas, Dilma, não.Pra ela, pelo que demonstra, isso é mais que um compromisso! Esse sentimento de Brasil, a capacidade de entender as necessidades e a empatia com o povo, são traços nítidos da presidente Dilma, que infelizmente não contagia a todos os políticos do Congresso Nacional.    

Fazer o que?

terça-feira, 25 de junho de 2013

Oposição, “especialistas” da Globo e os “formadores de opinião”, buscam colocar em Dilma Rousseff, a culpa pela corrupção e a falta de qualidade dos serviços públicos.



No dia em que a oposição ao governo da Presidenta Dilma Rousseff, concordar com ela, estaremos vivendo um momento utópico (oposição aqui, representada não só pela classe política dos partidos PSDB, DEM e PPS, como também pelos barões da imprensa), daí levar em consideração os depoimentos sobre a medidas adotadas do governo federal,  de homens como José Agripino e Roberto Freyre,  ou textos de Arnaldo Jabor e Reinaldo Azevedo, é assinar um termo de alienação política-midiática. Os dois primeiros, temem que  uma reforma política seja a pá de cal que falta para extinção dos seus partidos. E os dois últimos, um é da direita assumido que detesta tudo que esteja relacionado ao partido da Presidenta, e o outro é da extrema direita, o qual já passou do estágio de normalidade. É um "xiita" revoltoso que deve está dando gargalhadas com toda essa onda de vandalismo que acontece no país. 

A insistência em colocar no colo da Dilma, a culpa das manifestações, tem levado a oposição a uma posição de destaque no cenário nacional. Ela está fazendo o papel do agente ridículo de todo o processo que está sendo desencadeado atualmente. Por um lado, os políticos de oposição acusam o governo federal por todo desserviço público, e se colocam como opção de mudança. Os caras não percebem que eles próprios, também são governo! Seja no Congresso, nas Câmaras de vereadores e deputados. Não enxergam que o povo trouxe a tona, toda sujeira debaixo do tapete dos três níveis de governos e dos três poderes, principalmente do legislativo. 

A imprensa, por outro lado, indica aos manifestantes qual a pauta de reivindicações, tentando se colocar como  indutores do movimento. Incentiva os protestos e mostra ao mundo como o país governado por Dilma Roussefd, está convivendo com uma "revolução social".

"Não venham pra cá senhores turistas, estamos em guerra". Esquece que ela própria, juntamente com seus “formadores de opinião”, é a razão também dos protestos. A queima de veículos da imprensa, a agressão sofrida por parte de jornalista pelos manifestantes, quer dizer alguma coisa, ou não!

Interessante é perceber que a manifestação só ocorreu, nessa magnitude, após ser verificado que o Brasil tinha (e tem) condições para oferecer um atendimento “padrão FIFA” a sua população. Duas análises precisam ser feitas sobre isso: primeiro sobre as condições de hoje, de um país que há dez anos penava por empréstimos no FMI e era motivo de gozação em reuniões internacionais e que agora se mostra preparado para executar eventos como Copa e Olimpíadas. Segundo, é o esforço adotado para se chegar a um atendimento de qualidade para população, levando em consideração a falta de compromisso de agentes públicos para isso. 

A Medidas Provisórias (MP) enviadas pelo governo federal que atendam as necessidades da população, geralmente não são bem aceitas pelos políticos de oposição. A exemplo, a MP dos portos e da diminuição da tarifa de energia. Muitos deputados e senadores, colocam como prioridade de seu mandatos, os interesses particulares em detrimento dos interesses da sociedade. Basta lembrar o caso do Demóstenes Torres. E isso ocorre, em todas as casas legislativas, a começar pela câmara dos vereadores de nossas cidades. São tantos os problemas nos bairros que muitas vezes nos perguntamos: pra que serve os vereadores? 

Diferentemente do que estão tentando propagar na sociedade, a principal voz que veio das ruas, trouxe a certeza que o povo sabe que a corrupção não é unicamente causada no governo federal. Ela está entranhada na vida pública por meio de seus agentes públicos. Seja ele ministro, vereador, atendente de um hospital público, senador ou outra função pública. 

Só pra se ter uma ideia, do quanto se desvia de dinheiro público no Brasil: segundo a OMS, nosso país gasta por pessoa em saúde, por ano, R$: 1140,00. A OMS destaca que, em uma década, o orçamento do setor no País cresceu quatro vezes. Em 2000, o governo destinava US$ 107 à saúde de cada cidadão. Em 2010 passou a US$ 571. Se compararmos com 30 bilhões empregado na Copa, isso daria R$: 150,00, dividido para cada brasileiro (p/200 milhões de pessoas). Ou seja, o Brasil vem fazendo quase uma copa do mundo, por mês na saúde. Agora a grande pergunta: será que essa dinheirama toda, está realmente sendo aplicada em saúde?

Com a palavra os senhores governadores e prefeitos.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Pra que sevem as instituições? E o Congresso Nacional?


As instituições, sejam públicas ou não, existem com o propósito de atender, de uma forma ou de outra, as necessidades do homem. É o indivíduo o centro da sociedade e a razão da existência de todas as instituições. Assim, o Congresso Nacional, se enquadra a esse princípio, ainda mais pelo motivo de seus membros, serem eleitos pelo voto do indivíduo. Então, cabe ao Congresso, atender às necessidades do povo brasileiro, criando/modificando/aperfeiçoando  leis, levando em consideração os anseios da maioria da sociedade. O que for bom para o povo e para sociedade, é dever constitucional do parlamentar reparar e atender. 

Em linhas gerais, os deputados e senadores, só existem (só faz sentido existir), para apreciar/criar/votar leis que melhorem o país para o indivíduo que nele viva ou venha a viver. Portanto, a prioridade dos parlamentares deveria ser o indivíduo, a sociedade, o país e o mundo.

Mas, diante dos últimos acontecimentos no Congresso, sem que haja necessidade de se fazer um estudo mais apurado, se chega a conclusão que deputados e senadores possuem outras prioridades que norteiam o exercício de seus mandatos. Seriam elas: o lobista/empresário, sua imagem na imprensa, o partido político que está filiado, seus familiares, os “laranjas”, sua religião, sua bandeira sexual, entre outras coisas. Depois de sanadas, essas outras prioridades, é que muitos parlamentares irão pensar no indivíduo, na sociedade e no país.

Podemos tirar várias lições das votações das MP dos portos, da redução das contas de energia e do imposto zero para os alimentos. Ao ver os pronunciamentos e as votações, fica claro que muitos deles não estão interessados com os problemas da nação, principalmente aqueles que afligem diretamente os mais necessitados. Cada um, cada qual, estabelece barreiras, com objetivo de atender suas próprias reivindicações ou daqueles que eles “representam”.

Como por exemplo: 

- Tem um grupo que só vota se o executivo liberar a verba para aquela obra superfaturada, localizada em suas bases eleitorais. A construção daquela ponte que nunca sai do papel, a escola técnica municipal, que foi “impossível” ser construída, devido as chuvas/seca, mas, que o dinheiro foi enviado e desapareceu, misteriosamente.
- Tem outro grupo de parlamentares, que só vota se o contrato daquela obra, do seu estado, for contratada com a empresa X.  É que a empresa pertence a um amigo/parente/laranja do deputado/senador.
- Mas, tem outro grupo que defende o empresário “dono” do setor, que tem seu projeto passando por alguma modificação. Se o a MP passar, o empresário milionário poderá perder dinheiro, espaço ou poder. E por mais que defender projetos de empresário, coloque em dificuldade milhares de brasileiros, o sofrimento do povo, pra muitos parlamentares, é o que menos importa!
- Há aqueles que precisam fazer o país emperrar! Para satisfazer interesses partidários ou religiosos. Para defender sua bandeira, alguns preferem frear o crescimento do Brasil fazendo “birra”. – Eu sei que vai ser melhor para o país, mas, eu voto contra!

Discursos inflamados, realizados da tribuna por parlamentares, utilizando palavrório farto, e muitas vezes indecifrável, eles vão expondo suas razões para escolher votar contra aqueles que os elegeram. 

As desculpas são tão bem elaboradas, que muitos conseguem iludir seus eleitores: – Voto contra a redução da conta de energia em 20%, porque acho que o governo poderia dar um desconto maior! Dizia um “nobre” senador. 

Onde, em sã consciência, um eleitor poderia imaginar que o seu candidato, aquele político que ele depositou seu voto de confiança, pudesse ser contra a diminuição da conta de luz! Pois é. Teve, não só políticos, como partidos, votando em bloco inteiramente contra!

A presidenta Dilma Rouseff, diante do desgaste que é  aprovar um projeto (mesmo por meio de MP), que vise valorizar, proteger, favorecer o país e o indivíduo na sociedade em que vive, é classificada pelos falsos representantes do povo e pela imprensa oposicionista, como uma liderança que não sabe fazer articulação. Ela tem a maioria no congresso, dizem eles!

Como se nós não percebêssemos que é a política do “toma lá dá cá”, a qual a Presidenta Dilma, não se rendeu! O que eles chamam de articulação política, entendemos como conchavos, compra de votos, troca de favores, maracutaia. 

O congresso nacional deveria fazer sua parte. Fazer a função a que foi criada. Afinal, pra que existem as instituições?  Do jeito que está o Congresso, se for necessário apelar para que os parlamentares se sensibilizem com as necessidades/importância dos projetos/MP, o executivo contará com o apoio de muito poucos.

Quisera que todo indivíduo atentasse a acompanhar seus representantes no legislativo. Muitos, dos que persistem em enganar a sociedade, usar seu mandato como moeda de troca, já estariam fora da política, há muito tempo!