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sábado, 14 de março de 2015
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Três notícias que são um tapa na cara do povo brasileiro
A primeira notícia trata da questionável acessão das filhas
de dois ministros do STF (Fux e Melo), e trás a tona a certeza de que nesse
país, o sobrenome das pessoas é um dos requisitos mais apreciado pelas
autoridades, quando a questão é favorecimento. As portas se abrem mais fácil, a
estrada percorrida torna-se mais curta, para os filhos dos que possuem Poder,
Dinheiro ou Fama. Fica cada vez mais difícil que pessoas comuns, que não tenham
vínculo com a “realeza”, consigam galgar uma função pública no “topo da pirâmide”,
ou pelo menos no meio dela. O QI (Quem Indica) atrapalha o processo da
meritocracia, tão comentada e valorizada pela elite escravista. Não é por menos, que no Brasil, é visível uma carência de gestão. Aos que possuem menos méritos, com menos capacidade, são dado o posto mais alto das
instituições, com seus altos salários. Não quero questionar a capacidade das
filhas dos ministros, acredito serem extraordinárias profissionais, mas, não
teria gente mais capacitada para assumir a função?
A segunda notícia é sobre os 27 anos de senado do José
Agripino, que ao longo desse tempo só apresentou 20 projetos. Eu fico
imaginando o que os eleitores desse político teriam a dizer sobre isso. A
questão não são apenas os 20 projetos em 27 anos, é o que representa esse
político para o país! Agripino é um dos políticos mais “casca de ferida” que
existe. Um cara que vive sempre de mau humor, criticando, sendo contra a
qualquer projeto a favor do povo brasileiro. Um político que levou seu próprio
partido a falência dos votos, graças a seu discurso derrotista, soberbo, contra
o Brasil. E então eu me pergunto: como o povo do Rio Grande do Norte, o
escolheu para representá-los? Se os
potiguares gostam tanto assim desse senhor, privem o povo brasileiro de sua
presença, seu discurso e “seus” projetos. Elejam-no para prefeito de Natal,
Acari ou Angicos. Deixem-no em uma dessas casas legislativas como vereador. Não tenho nenhuma preocupação dele continuar na política, apenas não deem a
nós brasileiros o pior que vocês tem na política potiguar.
A terceira e a mais importante de todas, por traçar um
paralelo do hoje com o amanhã, trata sobre as organizações Abril,
detentora das revistas Veja e Exame, dos filhos do magnata morto Roberto Cívita,
que tem como “formadores de opinião” o Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes. A Abril está investindo (pesadamente) na área da educação. Somente no Grande Recife, o grupo
adquiriu os colégios Atual e Angro Líder, e anunciaram a compra do colégio Motivo. Isso sim, é preocupante!
terça-feira, 25 de junho de 2013
Oposição, “especialistas” da Globo e os “formadores de opinião”, buscam colocar em Dilma Rousseff, a culpa pela corrupção e a falta de qualidade dos serviços públicos.
No dia em que a oposição ao governo da Presidenta Dilma
Rousseff, concordar com ela, estaremos vivendo um momento utópico (oposição
aqui, representada não só pela classe política dos partidos PSDB, DEM e PPS,
como também pelos barões da imprensa), daí levar em consideração os depoimentos
sobre a medidas adotadas do governo federal, de homens como José Agripino e Roberto Freyre,
ou textos de Arnaldo Jabor e Reinaldo
Azevedo, é assinar um termo de alienação política-midiática. Os dois primeiros,
temem que uma reforma política seja a pá
de cal que falta para extinção dos seus partidos. E os dois últimos, um é da
direita assumido que detesta tudo que esteja relacionado ao partido da Presidenta, e o outro é da extrema direita, o qual já passou do estágio de normalidade. É um "xiita" revoltoso que deve está dando gargalhadas
com toda essa onda de vandalismo que acontece no país.
A insistência em colocar no colo da Dilma, a culpa das
manifestações, tem levado a oposição a uma posição de destaque no cenário nacional.
Ela está fazendo o papel do agente ridículo de todo o processo que está sendo
desencadeado atualmente. Por um lado, os políticos de oposição acusam o governo
federal por todo desserviço público, e se colocam como opção de mudança. Os caras não percebem que eles próprios, também são governo! Seja no Congresso, nas Câmaras de vereadores e deputados. Não enxergam que o povo trouxe a tona, toda sujeira debaixo do tapete dos
três níveis de governos e dos três poderes, principalmente do legislativo.
A imprensa, por
outro lado, indica aos manifestantes qual a pauta de reivindicações, tentando se colocar como indutores do movimento. Incentiva os protestos e mostra ao mundo como o país governado por Dilma Roussefd, está convivendo com uma "revolução social".
"Não venham pra cá senhores turistas, estamos em guerra". Esquece que ela
própria, juntamente com seus “formadores de opinião”, é a razão também dos
protestos. A queima de veículos da imprensa, a agressão sofrida por parte de
jornalista pelos manifestantes, quer dizer
alguma coisa, ou não!
Interessante é perceber que a manifestação só ocorreu, nessa
magnitude, após ser verificado que o Brasil tinha (e tem) condições para oferecer
um atendimento “padrão FIFA” a sua população. Duas análises precisam ser
feitas sobre isso: primeiro sobre as condições de hoje, de um país que há dez
anos penava por empréstimos no FMI e era motivo de gozação em reuniões
internacionais e que agora se mostra preparado para executar eventos como Copa
e Olimpíadas. Segundo, é o esforço adotado para se chegar a um
atendimento de qualidade para população, levando em consideração a falta de compromisso de
agentes públicos para isso.
A Medidas Provisórias (MP) enviadas pelo governo federal que
atendam as necessidades da população, geralmente não são bem aceitas pelos
políticos de oposição. A exemplo, a MP dos portos e da diminuição da tarifa de
energia. Muitos deputados e senadores, colocam como prioridade de seu mandatos,
os interesses particulares em detrimento dos interesses da sociedade. Basta lembrar o caso do Demóstenes Torres. E isso
ocorre, em todas as casas legislativas, a começar pela câmara dos vereadores de
nossas cidades. São tantos os problemas nos bairros que muitas vezes nos
perguntamos: pra que serve os vereadores?
Diferentemente do que estão tentando propagar na
sociedade, a principal voz que veio das ruas, trouxe a certeza que o povo sabe
que a corrupção não é unicamente causada no governo federal. Ela está
entranhada na vida pública por meio de seus agentes públicos. Seja ele
ministro, vereador, atendente de um hospital público, senador ou outra função pública.
Só pra se ter uma ideia, do quanto se desvia de dinheiro
público no Brasil: segundo a OMS, nosso país gasta por pessoa em saúde, por ano,
R$: 1140,00. A OMS destaca que, em uma década, o orçamento do setor no País
cresceu quatro vezes. Em 2000, o governo destinava US$ 107 à saúde de cada
cidadão. Em 2010 passou a US$ 571. Se compararmos com 30 bilhões empregado na
Copa, isso daria R$: 150,00, dividido para cada brasileiro (p/200 milhões de
pessoas). Ou seja, o Brasil vem fazendo quase uma copa do mundo, por mês na
saúde. Agora a grande pergunta: será que essa dinheirama toda, está realmente
sendo aplicada em saúde?
Com a palavra os senhores governadores e prefeitos.
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terça-feira, 18 de junho de 2013
3,20 Não! Bala de borracha, excessos da polícia e dos manifestantes e a instalação do estado de exceção contra o MPL.
Após os confrontos entre manifestantes e policiais,
principalmente em São Paulo, propagaram-se nas redes sociais comentários acusando o Estado
de um comportamento autoritário, com, similaridades ao período pelo qual passou
o país, o chamado período da ditadura (1964 a 1985).
É compreensivo e
justificável que alguém que tenha sofrido uma agressão durante os protestos, diga
isso.
Mas, longe do furacão, com a cabeça fria e sendo apenas um mero espectador
do conflito, nos leva perceber certo exagero, julgar pertinência na
comparação entre esse e aquele fato.
Vivemos hoje no Brasil uma democracia que vai se consolidando ano a
ano. Nada, que ocorreu nos últimos dias, se compara com as atrocidades daquele
período.
A ação repressiva da polícia, com a utilização de armas que disparam
balas de borracha e bombas de gás, agride não só os
manifestantes, mas a toda a sociedade. Ainda assim, é preciso lembrar que na ditadura as balas eram de chumbo e se pagava com a tortura ou morte a participação nos movimentos sociais.
Hoje, o direito de socializar-se é legítimo, e isso nos faz entender, que a ação de repressão da polícia, se deve, é consequência do vandalismo praticado por integrantes, que se infiltram na manifestação para desempenhar o papel radical e intransigente, com o uso de práticas conflituosas.
Esses manifestantes, ou seria melhor chamá-los de vândalos, não têm obrigação pela causa. O objetivo deles é fazer bagunça, enfrentamento com a polícia e atingir o Estado Democrático de Direito.
O caos social, ainda é o paraíso para muita gente.
Longe
de mim tentar justificar os excessos cometidos pelos militares. Comungo com os
que pedem a proibição do uso dessas armas, que tem provocado tanto estrago, principalmente
se atingir áreas vulneráveis do corpo. Mas, é preciso reconhecer que houve
excessos dos dois lados.
É preciso lembrar, que na ditadura, diferentemente de hoje,
as lideranças dos movimentos não eram sequer ouvidas. Ao contrário do que
vivemos hoje, líderes eram cassados como verdadeiros inimigos da pátria. Se
utilizavam métodos de investigação na base da tortura. A vigilância contra os protestantes era intensa
e alcançava até mesmo seus familiares. Muitos foram presos, torturados e
desapareceram.
O período da ditadura foi a pior expressão de liderança exercida
pelo Estado sobre o seu povo.
Não há o que comparar o que foi vivido por muitos
dos nossos irmãos brasileiros e sul-americanos, com as movimentações sociais no
Brasil de agora.
Na ditadura era dado aos contrários, o único direito que ficava à sua
disposição: o de calar-se!
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