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sábado, 27 de agosto de 2016

Recife - em quem votar!


Voto em Recife e não estou acompanhando o pleito dos candidatos a prefeito da cidade. Após muitos anos participando quase que ativamente, desisti do debate político da minha cidade ao ver que os problemas, na maioria das vezes, sempre são os mesmos, sem que prefeito nenhum consiga resolvê-los, embora eles - os problemas do Recife - figurem sempre em suas propostas de campanha.

Lixo, comércio informal desorganizado, calçadas esburacadas, ruas escuras, indigentes dormindo em praças e avenidas, famílias inteiras tomando banho nos chafarizes da cidade, fiação elétrica exposta, rio poluído e muita desordem por toda parte.

Recife é uma daquelas cidades do Brasil que, na maioria dos meses, parece não ter prefeito e nem vereador. Os legisladores municipais desaparecem após as eleições, só voltando a ter contato com os recifenses quatro anos depois.

Mas não é sobre os vereadores que pretendo falar. Até porque sobre esse assunto tenho minha opinião  já definida, como mostrei nesse artigo de 5/7/13: 

A minha preocupação é a quem deverei dar meu sagrado voto!

Não sei quantos candidatos estão disputando a prefeitura do Recife. Na foto acima temos seis. O primeiro não sei o nome e nunca vi. Até aqui, ainda não votei em nenhum candidato sobre o qual eu não tenha um mínimo de conhecimento sobre sua vida e seus projetos. De modo que será impossível escolher o primeiro da foto. 

O segundo da foto é o daniel coelho. Político que pertencia ao partido Verde, que mostrava ser um nome promissor na política local, com um discurso conciliador e voltado para as classes mais necessitadas da cidade, mas que decidiu trocar o Verde pelo tucanato. Além de ser do psdb, ainda é um político golpista. Como eu não voto nem em tucanos nem em golpistas, fica descartada qualquer possibilidade de votar no daniel.

O próximo é edilson silva. Tive uma experiência com esse candidato que passo a relatar. Estávamos nós dois certa vez, cada um numa fila do caixa 24 horas da Caixa Econômica do 13 de maio. Quando fui surpreendido com edilson, reclamando de forma agressiva com um senhor idoso que tentava sacar dinheiro, mas com muita dificuldade, não conseguia. A vista cansada, as mãos trêmulas e a idade avançada dificultavam a operação. Não gostei da forma como ele tratou o senhorzinho e deixei isso transparecer no meu semblante. O olhei de forma repreensiva e o candidato, vendo que havia feito besteira, tentou remediar seu comportamento, mas já era tarde. Disse-lhe que esperaria ele me pedir votos nas próximas 300 eleições. O edilson perdeu meu voto naquele dia.

O "poste" do Eduardo Campos, o geraldo júlio, esse certamente eu faria campanha contra. Assim como o atual governador de Pernambuco, geraldo surgiu do nada, apoiado pelo prestígio de um homem público carismático como EC, que o fez vencer para governar uma das principais capitais do país. Prometeu na campanha anterior que iria "arrumar a casa". Recife nunca esteve tão desarrumada como nos quatro anos de seu governo. O meu desejo é que acabe logo esse ano e geraldo saia sem deixar saudades. Que ele desapareça da vida pública da mesma forma como surgiu. Eu diria que, infelizmente, qualquer um, seja de qual partido for, será melhor que o geraldo.

João Paulo, o petista. Por meio das redes sociais e e-mails enviados ao candidato, questionei o auxílio-moradia, se não me engano de cinco mil reais, que ele recebia ou ainda recebe. Auxílio esse que não vemos juízes e nem procuradores serem contra, simplesmente porque todos eles recebem. Primeiro foram os políticos, depois os senhores da justiça e da promotoria. Num país onde o déficit habitacional é tão grande, onde milhares de pobres estão a viver em casebres à beira de estradas, morros e leitos de rios, homens públicos como João Paulo se dão ao luxo de receber auxílio-moradia. O candidato nunca falou a respeito desse assunto. Reconheço que, entre os vários prefeitos que Recife teve nas últimas décadas, João Paulo foi o que mais trabalhou e inovou. Mas não merece meu voto por se achar com direito a receber o auxílio-moradia, ainda que a justiça e os procuradores atestassem que sim. Até porque, juízes e procuradores, tinham claramente a intenção de aprovar o auxílio-moradia da classe política, porque sabiam que ocorreria o efeito cascata e eles próprios seriam os próximos beneficiados.

Por fim, sobrou a filha do krause. Priscila é o que seria a esperança de um governo municipal de qualidade. Ela seria a fiel da balança, não estivesse atrelada a um partido golpista, com nomes como o de agripino, mendonça e caiado. Infelizmente, não dá! Por mais vontade que eu tenha em votar na Priscila krause, sua imagem e seus projetos estão manchados por essa gente porca que faz parte dos democratas.

Torcia muito para que Marília Arraes fosse candidata a prefeita. Ela reúne todos os atributos que admiro em um candidato. É mulher, é de um partido de esquerda e enfrentou todas as críticas ao não compactuar com as decisões do psb, partido de Eduardo Campos, dos atuais governador e prefeito. Marília mostrou que tem fibra e honra. Gosto de gente que "rema contra a maré". Ela seria minha candidata dos sonhos. 

Acho que pela primeira vez chego a uma eleição sem candidato. A esperança é que o primeiro da foto, esse que eu nem sei o nome, consiga me surpreender.

Espero realmente que sim!


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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Recife perdeu a grande chance de se mostrar para o mundo.



Vejam o quanto é complicada a organização política brasileira, principalmente a relação dos poderes executivos (federal, estadual e municipal).

A realidade da relação entre o governador de Pernambuco, prefeito do Recife e Presidente da República, na época da escolha da sede da Copa do Mundo de 2014, era totalmente distante da realidade atual. 

Em 2007 havia uma parceria entre os três representantes do executivo. Em 2014, no ano de realização do evento, o prefeito de Recife é outro, a relação entre os governos estadual e nacional se encontra estremecida, e o que se percebe é que não houve “motivação” dos governos municipal e estadual, na preparação da Capital Pernambucana para Copa do Mundo.

Quando se vai dar uma festa, geralmente os anfitriões costumam limpar a casa, fazer consertos, oferecer o que há de melhor para os visitantes.  Os governos pessebista (do Recife e PE), pelo que parece, colocaram o pé no freio das obras, da preparação e da organização.

Não fossem as ornamentações sobre a Copa postadas nas ruas pela população e as cores verde e amarela das vestimentas e souvenis das lojas, qualquer marciano que descesse na capital pernambucana, não teria como percebê-la uma Sede da Copa do Mundo.

Obras que poderiam/deveriam ter sido entregues antes da Copa, simplesmente tomou um rumo de velocidade de tartaruga. Mas, a má vontade dos gestores locais, está mais evidente quando ao passar pelo centro da cidade não vemos nenhuma bandeirola, nenhum enfeite que expresse estarmos no mês de junho, em pleno período das festas juninas. 

O que se pergunta por aqui é: o prefeito não ornamentou a cidade para o São João para não colori-la de verde e amarelo?  

Recife perdeu a chance de se mostrar para o mundo. Imagino como estaria essa cidade se os gestores locais estivessem unidos com o poder executivo federal? 

Uma cidade cortadas por rios e canais como Recife, um Estado de praias conhecidas no exterior, uma região de rica cultura, de povo festeiro e história tão rica. Eles deveriam ter utilizado melhor essa oportunidade.

Detalhe: no dia 18/06/2014, exatamente no dia em que a cidade do Recife tinha mais turistas, o que se viu no principal corredor de mobilidade da cidade, foram essas cenas:



O canal da Av. Agamenon Magalhães repleto de lixo.

Um conselho: se precisar de uma equipe para organizar uma festa em sua cidade, não chame o prefeito do Recife e sua equipe.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Olhe, reflita e indigne-se!

No domingo dia 03 de novembro, o Jornal do Comércio, trouxe em sua capa a matéria: No Recife, infância perdida na lama e no lixo. O jornal nos inquietou com fotos e imagens que a gente faz questão de acreditar não fazer parte da realidade do nosso país.

A sociedade brasileira, tão autossuficiente, sexta economia do mundo, um dos maiores da agricultura mundial, simplesmente fecha os olhos pra uma realidade ainda muito presente nos nossos dias.



Confesso que não acreditei quando vi as fotos, que por sinal, já são merecedoras de receber o Prêmio Pulitzer, tamanha a importância que ela traduz para todos nós brasileiros.

Uma nação que foi às ruas, que ainda está nas ruas, reivindicando direitos mínimos, como o acesso gratuito ao transporte urbano, melhores condições nas áreas da educação e da saúde, entre outras coisas, se depara com cenas que nos faz repensar sobre o papel das lideranças locais, gerentes públicos mais próximos de nós, no processo de melhoria das condições sociais do nosso povo. 


Mas, nada do que foi alvo das manifestações se assemelha a isso! Não nos damos conta de que há danos sociais muito mais  vexatórios e complexos que os 0,20 centavos de aumento das passagens de ônibus. 


Crianças trabalhando no mais cruel de todos os ofícios, mergulhando num canal poluído de toda qualidade de lixo, para buscar latinhas de alumínio de refrigerante e cerveja.

 
Essa cena lastimável acontecido bem perto de nós. Aqui em Recife – PE, no canal do Arruda, periferia da capital pernambucana. 


Mas, prezados leitores, existe uma razão pra isso está acontecendo.


É que na cidade de Recife não existe conselho tutelar, não tem órgão de apoio a criança, não tem vereadores, não tem prefeito. Em Pernambuco não existe Ministério Público, deputados estaduais e nem governador.


As autoridades fecham os olhos para aquilo que os agride.


O poder público "tem mais o que fazer, do que está preocupado com crianças do canal do Arruda". Afinal, não é pra isso que eles foram eleitos.


É nessas horas, que nos perguntamos: pra que servem, os vereadores das nossas cidades? Qual a função do MP? O que estão fazendo as pessoas que estão à frente das instituições de apoio à criança e a juventude?


A falta de caráter de alguns gestores públicos nos faz sentir vergonha.