Voto em Recife e não estou acompanhando o pleito dos candidatos a prefeito da cidade. Após muitos anos participando quase que ativamente, desisti do debate político da minha cidade ao ver que os problemas, na maioria das vezes, sempre são os mesmos, sem que prefeito nenhum consiga resolvê-los, embora eles - os problemas do Recife - figurem sempre em suas propostas de campanha.
Lixo, comércio informal desorganizado, calçadas esburacadas, ruas escuras, indigentes dormindo em praças e avenidas, famílias inteiras tomando banho nos chafarizes da cidade, fiação elétrica exposta, rio poluído e muita desordem por toda parte.
Recife é uma daquelas cidades do Brasil que, na maioria dos meses, parece não ter prefeito e nem vereador. Os legisladores municipais desaparecem após as eleições, só voltando a ter contato com os recifenses quatro anos depois.
Mas não é sobre os vereadores que pretendo falar. Até porque sobre esse assunto tenho minha opinião já definida, como mostrei nesse artigo de 5/7/13:
A minha preocupação é a quem deverei dar meu sagrado voto!
Não sei quantos candidatos estão disputando a prefeitura do Recife. Na foto acima temos seis. O primeiro não sei o nome e nunca vi. Até aqui, ainda não votei em nenhum candidato sobre o qual eu não tenha um mínimo de conhecimento sobre sua vida e seus projetos. De modo que será impossível escolher o primeiro da foto.
O segundo da foto é o daniel coelho. Político que pertencia ao partido Verde, que mostrava ser um nome promissor na política local, com um discurso conciliador e voltado para as classes mais necessitadas da cidade, mas que decidiu trocar o Verde pelo tucanato. Além de ser do psdb, ainda é um político golpista. Como eu não voto nem em tucanos nem em golpistas, fica descartada qualquer possibilidade de votar no daniel.
O próximo é edilson silva. Tive uma experiência com esse candidato que passo a relatar. Estávamos nós dois certa vez, cada um numa fila do caixa 24 horas da Caixa Econômica do 13 de maio. Quando fui surpreendido com edilson, reclamando de forma agressiva com um senhor idoso que tentava sacar dinheiro, mas com muita dificuldade, não conseguia. A vista cansada, as mãos trêmulas e a idade avançada dificultavam a operação. Não gostei da forma como ele tratou o senhorzinho e deixei isso transparecer no meu semblante. O olhei de forma repreensiva e o candidato, vendo que havia feito besteira, tentou remediar seu comportamento, mas já era tarde. Disse-lhe que esperaria ele me pedir votos nas próximas 300 eleições. O edilson perdeu meu voto naquele dia.
O "poste" do Eduardo Campos, o geraldo júlio, esse certamente eu faria campanha contra. Assim como o atual governador de Pernambuco, geraldo surgiu do nada, apoiado pelo prestígio de um homem público carismático como EC, que o fez vencer para governar uma das principais capitais do país. Prometeu na campanha anterior que iria "arrumar a casa". Recife nunca esteve tão desarrumada como nos quatro anos de seu governo. O meu desejo é que acabe logo esse ano e geraldo saia sem deixar saudades. Que ele desapareça da vida pública da mesma forma como surgiu. Eu diria que, infelizmente, qualquer um, seja de qual partido for, será melhor que o geraldo.
João Paulo, o petista. Por meio das redes sociais e e-mails enviados ao candidato, questionei o auxílio-moradia, se não me engano de cinco mil reais, que ele recebia ou ainda recebe. Auxílio esse que não vemos juízes e nem procuradores serem contra, simplesmente porque todos eles recebem. Primeiro foram os políticos, depois os senhores da justiça e da promotoria. Num país onde o déficit habitacional é tão grande, onde milhares de pobres estão a viver em casebres à beira de estradas, morros e leitos de rios, homens públicos como João Paulo se dão ao luxo de receber auxílio-moradia. O candidato nunca falou a respeito desse assunto. Reconheço que, entre os vários prefeitos que Recife teve nas últimas décadas, João Paulo foi o que mais trabalhou e inovou. Mas não merece meu voto por se achar com direito a receber o auxílio-moradia, ainda que a justiça e os procuradores atestassem que sim. Até porque, juízes e procuradores, tinham claramente a intenção de aprovar o auxílio-moradia da classe política, porque sabiam que ocorreria o efeito cascata e eles próprios seriam os próximos beneficiados.
Por fim, sobrou a filha do krause. Priscila é o que seria a esperança de um governo municipal de qualidade. Ela seria a fiel da balança, não estivesse atrelada a um partido golpista, com nomes como o de agripino, mendonça e caiado. Infelizmente, não dá! Por mais vontade que eu tenha em votar na Priscila krause, sua imagem e seus projetos estão manchados por essa gente porca que faz parte dos democratas.
Torcia muito para que Marília Arraes fosse candidata a prefeita. Ela reúne todos os atributos que admiro em um candidato. É mulher, é de um partido de esquerda e enfrentou todas as críticas ao não compactuar com as decisões do psb, partido de Eduardo Campos, dos atuais governador e prefeito. Marília mostrou que tem fibra e honra. Gosto de gente que "rema contra a maré". Ela seria minha candidata dos sonhos.
Acho que pela primeira vez chego a uma eleição sem candidato. A esperança é que o primeiro da foto, esse que eu nem sei o nome, consiga me surpreender.
Espero realmente que sim!
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