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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Foto símbolo da idiotice brasileira contra os médicos cubanos



Essa foto será exposta nos livros de história, eternizando a postura imoral, anti-ética e  hipócrita da direita brasileira, em especial, da classe médica burguesa e racista, ao recepcionar os médicos cubanos que chegavam ao Brasil em 2013, para atender uma parcela da sociedade carente de atendimento médico, algumas até, que nunca havia tido contato com médico, antes. 

A foto impressiona mais, porque são jalecos brancos brasileiros que estão a expor seu preconceito, seu sentimento racista e intolerância.

Essa imagem é do estado do Ceará, no Nordeste brasileiro, mas por toda parte do país a receptividade foi dessa forma. Em alguns lugares, até mais agressiva, repugnante e vergonhosa. 

Como será que são recebidos os brasileiros nas Universidades de Cuba?

Diferente do que quis fazer parecer o Conselho Federal de Medicina, o Dr. CFM, no início do Programa Mais Médicos, e o presidente eleito, agora, a medicina de Cuba é um exemplo para o mundo e milhares de profissionais de saúde estão em lá aprendendo seu método humanitário de salvar vidas.

O Conselho Federal de Medicina foi, nos primeiros anos do Programa Mais Médicos, o principal incentivador dos protestos e atos de preconceitos contra os cubanos. Havia médicos de outros países, mas, o Dr. CFM instigava a atacar em especial os cubanos. Se fôssemos definir o caráter do profissional de saúde do Brasil pelo CFM, seria desastroso. Um órgão xenófobo, truculento, preconceituoso e instigador de violência.  

Escrevi vários textos sobre o caso, na época 👇





Não conseguia conceber o porquê as pessoas estivessem incomodadas com um programa importante e necessário. Os cubanos não estavam vindo para o Brasil tomar o lugar dos médicos brasileiros. Eles estavam sendo encaminhados pra locais de difícil acesso, longe dos grandes centros, lugares onde os médicos brasileiros não quiseram clinicar. 

Então por que o medo?

A turma da "grobu" e do aécio, chamavam os cubanos de "escravos comunistas" ou "financiadores de governo ditadores". Eles não enxergavam a importância do programa.

E aí, quando nos deparamos com a realidade brasileira, onde o mesmo médico "dá expediente" em quatro, cinco, sete hospitais ou clínicas, muitas vezes estando em dois ou três lugares, na mesma hora, no mesmo instante. Como eles conseguem??!! Quando a gente percebe um médico brasileiro atender 40, 60 ou até 70 pessoas em uma hora de expediente num posto de saúde da família do bairro da periferia, sem sequer olhar na cara do paciente. Quando a gente sabe do uso de dedos de silicone e maratona de médicos entrando em hospitais, batendo o ponto e saindo as pressas para fazer o mesmo em outro posto de trabalho, aí a gente entende o porquê do medo dos médicos brasileiros.

É provável que nesse final de ano os médicos burgueses desse país, parte da população e o Dr. CFM, tenham motivo de sobra para comemorar. Afinal, após cinco anos, os cubanos, enfim, estarão deixando o país. 

Quem sabe agora essas médicas da foto poderão, sem usar o dedinho de silicone, ocupar as vagas dos cubanos. 

Parabéns aos profissionais de saúde do Brasil. 

É de "sentir orgulho" de vocês.

Gratidão e eterna admiração aos médicos cubanos


Obrigado aos médicos cubanos por virem cuidar do nosso povo. Infelizmente no Brasil existem muitos alienados pobres de direita, incapazes de enxergar a enorme importância da medicina cubana para o mundo e o relevante papel que vocês desempenharam em nossos municípios. 

Outro dia disse a minha filha: se sua formação acadêmica, de alguma forma, não melhorar a vida dos mais pobres, então não valerá a pena seu diploma. 

A Universidade, seja qual for o curso, retira da sociedade o que necessita para sucesso de suas cadeiras. É justo e grato que os universitários, em formação ou já formados, devolva o bem adquirido a comunidade. De preferência a comunidade mais pobre, mais necessitada de apoio e transformação. 

Afinal, não é o saber que transforma? Cuba nos ensina justamente isso!

E então nos deparamos com essa situação vexatória. Enquanto milhares de profissionais da área de saúde, do mundo inteiro, estão indo a Cuba aprender o sistema de humanização da medicina, nós brasileiros expulsamos eles das nossas comunidades. 

Desde o início do Programa Mais Médicos, fomos preconceituosos e mal-educados. Muitos jalecos brancos brasileiros expressaram o seu RACISMO, na chegada deles em nosso país. A recepção em muitos aeroportos, ao invés de ser calorosa, foi preconceituosa e agressiva. Só eles sabem o que passaram nesses cinco anos de Brasil. 

Quem deveria apaziguar os ânimos, foram os que mais incentivaram o ódio contra os cubanos. O Sr. CFM, o conselho federal de medicina, políticos como o ronaldo caiado, que chegou a ir até Miami se reunir com cubanos fascistas, inimigos de Fidel, para tentar promover um levante dos médicos de Cuba, contra o Mais Médicos. 

Isso mesmo! Sabotagem. Tetaram a todo tempo sabotar o programa. O próprio presidente eleito, vem desde 2013 perseguindo os cubanos, duvidando dos seus diplomas e, portanto, da sua capacidade de clinicar. Rotulando-os ora de "comunistas infiltrados", ora de escravos de Fidel. 

Os cubanos sofreram todo tipo de perseguição e preconceito, inclusive por parte de moradores das comunidades. Pessoas simples que não tinham acesso a médico, alienadas e manipuladas pela mídia e por grupos anti-povo, passaram a boicotar o único acesso que tinham ao sistema público de saúde. 

Vários municípios, até a chegada do médico cubano, nunca antes tinha-se avistado um jaleco branco caminhando pelas ruas ou dando plantão no postinho da localidade. Mesmo assim, no início do programa, teve gente que preferisse que eles não tivessem chegado a cidade, tamanha foi a propaganda negativa que setores da sociedade fizeram contra essa iniciativa do governo federal de levar médicos a todas as partes do Brasil. 

Levar médicos!

É triste quando um povo faz escolhas erradas. Quando escolhe seus próprios algozes! 

Enquanto muitos festejam a saída deles, a volta deles para Cuba, milhares de brasileiros, fala-se em 25 milhões, voltarão a depender da própria sorte.

A essa grande massa que teve oportunidade de conhecer o trabalho dos médicos cubanos, fica a gratidão e a admiração.

Relembro agora a carta escrita na chegada deles 👇

Valeu!
Obrigado!
Desculpas!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Todos estão indo pra Cuba



O que move os governos é, sem sombra de dúvida, a economia. Cada um deles está em busca de novos comércios num mundo tão inacreditavelmente pequeno para tanta troca de mercadorias entre parceiros econômicos.

Há muito pouco espaço livre, no mundo, para fazer e fechar negócios. Quando um país tem, de alguma forma, um de seus produtos embargados, logo surgem vários países concorrentes para ocupar o espaço vazio.

Comércio exterior é igualzinho a qualquer tipo de comércio que conhecemos. O comprador sempre quer pagar menos pelo melhor. Se o vendedor não cumpre com os prazos e termos da compra, procura-se logo outro que cumpra.

A China foi, durante décadas, o destino natural da maioria das mercadorias criadas ou produzidas no mundo. 

Afinal, um bilhão e quatrocentos milhões de habitantes chineses consomem todos os dias vários tipos de produtos; seja animal, vegetal, mineral, manufaturado, tecnológico ou qualquer fonte de consumo. Produtos chegam aos milhões na China, que  não consegue produzir internamente a quantidade que a sua população precisa. 

Daí a necessidade de comprar de outros países.

Nos últimos anos, a crise mundial arrefeceu o comércio mundial. A própria China e os EUA, os maiores compradores do mundo, passaram a comprar menos ou, na melhor das hipóteses, passaram a “pechinchar” por melhores preços.

O Brasil, que possui um forte comércio com os grandes países consumidores, decidiu estreitar as relações comerciais com os países vizinhos e principalmente com os países da África. Os governos Lula da Silva e Dilma Rousseff quase priorizaram a relação comercial entre o Brasil e os nossos vizinhos e também com os países africanos. Sem distinção. Ou seja, também com os países mais pobres dessas duas regiões.

Agora a bola da vez, pelo que tem sido verificado, é o país de Fidel. 

Por ironia do destino, todos estão indo para Cuba.

O governo americano se predispôs a analisar o embargo à ilha. Comissões parlamentares dos dois países estão “trocando figurinhas”. Aqui para nós: os americanos não estão fazendo favor nenhum a Cuba. Eles sabem do potencial econômico que Cuba representa para eles e para o mundo.

A federação das indústrias de São Paulo fez seminário com empresas de Cuba, fortalecendo a ideia dos empresários brasileiros investirem na ilha. Sabemos que, quando um empresário brasileiro vem tomar uma decisão dessas, é porque eles sabem que empresários americanos e europeus já decidiram antes.
Empresas britânicas vão investir 400 milhões de dólares em Cuba. O país da rainha elizabete, conservador do jeito que é, investindo em Cuba? A rainha virou comunista da noite para o dia?

O presidente francês, Hollande, está em visita ao país caribenho nesse momento. Mais um europeu "bolivariano" que se rendeu ao país comunista.

A verdade é que o mundo do comércio internacional enxergou em Cuba o novo “el dorado” das oportunidades. 

Cuba pode impulsionar  a balança comercial dos países que porventura conseguirem fechar negócio na Ilha e, sobretudo, e é o que realmente importa para o mercado, aquecer o comércio internacional.

A visão estratégica que o Brasil teve em investir em Cuba foi, digamos(!), "um gol de placa".

A construção do porto de Mariel, a parceria com os médicos cubanos no Programa Mais Médicos, a parceria na área de fármaco, vacinas e etc. O apoio do Brasil a Cuba nesses treze anos de governo petista, foi estrategicamente fundamental para que o Brasil seja um dos países que terá prioridade na abertura de Cuba para mundo.

E mesmo diante das críticas veiculadas na mídia conservadora, o governo brasileiro foi firme no apoio a Cuba.

Se Lula da Silva e Dilma Rousseff fossem dar ouvidos ao que os mervais e doras, catanhedas e jabores, reinaldos e serazades, vociferavam em suas colunas indigestas, o governo teria perdido essa grande oportunidade de abrir novos negócios e melhorar sua balança comercial.

Mais que de repente, nota-se um enorme silêncio da direita brasileira (midiática e partidária), no quesito Cuba.

Nunca foi tão oportuno gritar nos ouvidos dos "coxinhas" e dessa direita "limpinha":

Vai Para Cuba!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Os inimigos do povo, unidos, serão vencidos!


O mais novo "partido político" brasileiro, é mais um trunfo da direita para chegar ao poder central. Falo do Conselho Federal de Medicina (CFM), presidido, ou seria melhor dizer(!!!), de propriedade do médico Roberto D’Ávila. 

Custa acreditar que num “Conselho” onde existem vinte e sete representantes, um de cada estado da federação, todos seus membros tenham o mesmo pensamento desumano, elitista e autoritário, do presidente do órgão. 

O Dr. D’Ávila, se "notabilizou" com a chegada do programa federal do Mais Médico. Sua posição, sempre contrária, o fez ser conhecido no Brasil inteiro. Aliado a setores da sociedade que buscam derrubar o governo de Dilma Rousseff a qualquer preço, o CFM agora, conclama todos os mais de 6000 médicos cubanos a abandonar o Mais Médico e desertar do governo cubano, que segundo o órgão, terão vaga garantida na área administrativa, no Conselho de Medicina.

Um médico cubano, que leva cerca de oito a dez anos para completar sua formação, pensar que eles possam ambicionar por uma proposta desprovida de toda viabilidade possível como esta, seria uma grande burrice. Só mesmo a Ramona Rodriguez! Trocar a função de médico para ser ADM. Só mesmo o Dr. CFM para fazer uma proposta indecorosa como essa!

Mas, há prova de que se trata de ação orquestrada, minuciosamente organizada com objetivos escusos. Como não há nada que possa ficar escondido, descobre-se que o Ronaldo Caiado (DEM) visitou cubanos em Miami (EUA) para “aprender formas e instrumentos para estimular os médicos cubanos que estão no Brasil a pedir refúgio” e certamente, abandonar o Mais Médico. 

Veja que comportamento sórdido! Como uma cascavel, um escorpião, uma ferrugem que vai aos poucos impregnando o Mais Médicos, até que ele seja contaminado por inteiro e acabe.

Perguntas que requerem respostas: é pra isso que o povo de Goiás elegeu o Caiado? Para ele agir contra o povo brasileiro e contra os mais necessitados?

Na verdade, para essas pessoas, pouco importa se não tem médicos nos postos de saúde. O que interessa é derrubar o governo popular e socialista, que aí está.

Enquanto isso, a médica cubana, Ramona Rodriguez, que desertou e abandonou o programa Mais Médico, está se sentindo a cereja do bolo. Mas, na verdade, representa o fantoche que o Dr. CFM e os Democratas precisavam para continuarem em evidência. 

Para Ramona, não bastou que o governo de Cuba tenha investido na sua formação. Ter lhe proporcionado uma das profissões mais caras de se obter.

Não lhe bastou lembrar, que durante todo esse processo de formação, Ramona tivesse assistência financeira e social do governo cubano. Graças, entre outras coisas, aos milhares de médicos que desempenhavam sua função, nos mesmos critérios do Mais Médicos, em vários países do mundo. 

Ramona não entendeu que isso faz parte de um ciclo. Que os profissionais cubanos que estão trabalhando ao redor do mundo, são responsáveis pela formação dos novos estudantes cubanos, em várias áreas de atuação.

Que, assim como ela foi beneficiada, outros milhares de estudantes estão sendo beneficiados nesse momento.

Era só dessa forma, Ramona(!), só assim para se defender do cruel embargo americano. Ou se fazia dessa forma, ou você estaria renegada a não ter profissão nenhuma.

Mas se olharmos bem para as personagens dessa Tragédia Grega (D’Ávila, Ramona e Caiado), embora elas não tenham nada de nobres, todas elas estão passando dos limites da ética e da moral. Só esperamos que, assim como no teatro grego, elas sejam castigadas, ao menos, pelo destino.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O que há em comum entre: Martin Luther King, Oprah Winfrey, Micheline Borges, Black Bloc e médicos cubanos.





















Essa semana o mundo lembrou o discurso memorável de Martin Luther King. O sonho do símbolo dos direitos humanos ainda não foi alcançado, nem nos EUA, nem no Brasil e nem em lugar nenhum no mundo. Em toda parte, por todos os lados, o preconceito contra negros tem sido sentido e expressados de várias formas. Talvez a figura do Luther King e seu discurso não teriam se eternizados não tivesse sido assassinado. 

Se nem nos EUA o preconceito contra negros acabou, imagine nos países pobres do mundo. Na África, por exemplo, tribos inteiras estão sendo dizimadas, principalmente por serem negros. O mundo sabe pouco o que acontece na África contra os negros.

Por aqui, no mundo "civilizado", há poucos dias, a apresentadora americana Oprah Winfrey, foi vítima de preconceito em Zurique, na Suíça. Uma vendedora de uma loja se negou a lhe mostrar uma bolsa, alegando que a peça era muito cara. Dando a impressão que a Oprah não teria condições para compra-la, por ser negra. Segundo a apresentadora, a vendedora explicou que a bolsa era um modelo exclusivo criada para a atriz Jennifer Aniston (branca) e que custava 86 mil reais. Oprah disse que teve vontade de comprar toda a loja ao som do filme Uma Linda Mulher. Oprah tem sua fortuna estimada em quase três bilhões de dólares.

Mas afinal, o que faz as pessoas serem avaliadas pela cor da pele? E o pior: o que faz pessoas acharem que só quem deva ser bem atendido, ou tenha direitos, ou seja, digno de respeito, sejam os brancos?

Talvez possamos responder a essas e outras perguntas analisando o perfil da jornalista Micheline Borges, que num comentário desastrado, esboçou a opinião de muitos outros jornalistas e médicos brasileiros. Aquilo que muitos “formadores de opinião” da grande mídia e representantes de instituições médicas queriam dizer, foi materializado na postagem da jornalista Micheline Borges. 

Dizer que as médicas cubanas tinham "cara de domésticas" e que médico "geralmente tem postura, tem cara de médico, se impõe pela aparência", é de uma falta de conhecimento humano enorme! É preciso saber onde, em que mundo essa jornalista se formou, para tentar entender tanto preconceito. Não é possível que ela tenha adquirido tudo isso sozinha.

Relacionar cor da pele com a profissão da pessoa é algo doentio! 

Médicos, jornalistas, engenheiros, são profissões exercidas por brancos de olhos azuis. Domésticas, porteiros, pedreiros, são profissões exercidas por negros.

Agora mesmo, o Brasil experimenta algo novo na sociedade. O modelo extremista de fazer protestos está sendo vinculado ao grupo Black Bloc, que numa tradução para o português seria o Bloco de Preto. Esse grupo, por enfrentar a polícia, mascarados e de preto, estão recebendo críticas pesadas por parte da sociedade que não aceita o comportamento anárquico. 

Esquecemos muitas vezes, que esses jovens, mascarados de preto, são nossos filhos e netos. E que embora estejam de preto, vejam que ironia, são em sua grande maioria, brancos.

Diante das cenas de preconceitos que estamos assistindo no Brasil, principalmente contra os médicos cubanos, será se, ao invés de Black Bloc, esse grupo chama-se White Bloc, haveria tanta indignação e críticas aos estragos que eles têm provocado na sociedade?

Outra pergunta para reflexão:

Se médicos negros brasileiros fizessem um corredor polonês por onde fosse passar um médico americano branco, e o chamassem de “branquelo” escravo, será que o Ministério Público não entraria com uma ação de crime de xenofobia contra os médicos negros brasileiros?

Heimnnn!!!!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Carta aberta aos médicos estrangeiros que estão chegando ao Brasil


Aos profissionais médicos da Espanha, Argentina, Portugal, Itália, Cuba e demais países que aceitaram o desafio de vir cuidar do nosso povo, obrigado!

Meus sinceros agradecimentos pelos Senhores e Senhoras terem aceitado o chamamento do Governo Federal, para atender uma parcela da população brasileira, que tem enfrentado problemas de saúde, principalmente devido à falta de médicos.

Com o Programa Mais Médicos, o Governo Federal enviou um recado a todos, deixando claro o seu enorme interesse e boa vontade em proporcionar o mínimo de atendimento médico recomendado pela OMS, aos brasileiros, ainda que eles estejam nas mais distantes localidades ou periferias dos grandes centros urbanos, não assistidos ou alcançados pelo sistema de saúde.

Temos ciência, Senhores Doutores e Senhoras Doutoras, que a aversão as suas chegadas ao nosso país, não condiz com o sentimento da grande maioria da população brasileira. Principalmente daqueles que esperam, diuturnamente, pela presença de um profissional de medicina, nos hospitais, postos de saúde, aldeias e nos rincões espalhados por todo o Brasil. 

Muitos que criticam, acreditem, o faz(!), por nunca terem precisado esperar meses e até anos, por um atendimento médico. Infelizmente, no mundo, quanto mais afortunadas são as pessoas, menos elas enxergam as necessidades dos mais pobres. Ainda há muita gente que acredita, fielmente, que só elas têm direitos. Até mesmo, direito a um médico.

O povo brasileiro é ordeiro e gentil. Sabemos receber os visitantes em nossas casas. Qualquer ação adversa a hospitalidade do povo brasileiro, cometida por setores da sociedade, “representantes” de instituições de saúde ou até mesmo, oriundas de profissionais de saúde, não espelha o anseio e a esperança do povo, dos que governa o país e nem mesmo de toda classe médica. 

Estamos, na verdade, ansiosos em ver os resultados desse programa. Durante anos formos testemunha do descaso de gestores e do sofrimento de muitos irmãos brasileiros. Muitos pacientes chegaram a falecer na porta dos hospitais e postos de saúdes, sem que houvesse um único profissional da área que lhes prestasse o último auxílio. Que lhes aliviasse suas últimas dores.

A presença dos Senhores e Senhoras representará um divisor de águas na saúde do povo brasileiro. Mudará paradigmas. Acentuará a discussão sobre o ato médico no SUS e a discussão sobre o que é mais importante nos atendimentos médicos particulares e pelo Sistema Único de Saúde. 

Há quem discuta a falta de condições dos hospitais e postos de saúde, mas, faltam (faltava) também médicos. Principalmente “médicos com coração”. Afinal, de que adiantaria estrutura e condições de trabalho de qualidade sem que nela existisse a presença do profissional de saúde.

O próprio Programa Mais Médicos, na intenção mais ampla de reparar gargalos do processo, não estabelece apenas a contratação de médicos estrangeiros, mas também, a reestruturação, qualificação e reordenamento das estruturas físicas, materiais e equipamentos dos hospitais e postos de saúde. Como se vê, a “Revolução da Saúde para Todos” começará por cada um de vocês.

Como brasileiro e um singelo anfitrião, terei o prazer em visitá-los em seus locais de trabalho e lhes oferecer meu apoio, apreço e, sobretudo, minha gratidão.

Sejam bem vindos!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Os quatro assuntos mais comentados do momento: a arapongagem de Obama, o enterro do plebiscito de Dilma, mais dois anos no curso de medicina e a sonegação da poderosa (e põe poderosa nisso) Globo.



A ação de espionagem realizada pelo governo americano, até mesmo contra seus parceiros mais fiéis, como exemplo Colômbia e Inglaterra, foi sem sombra de dúvidas uma terrível covardia. Por mais que os governos desses países não digam, comprometeu muito as relações diplomáticas. Imaginemos uma amizade entre duas pessoas, de repente uma delas descobre que a outra está vasculhando sua vida, sem levantar suspeitas ou alardes!

Por outro lado, embora não com essa intensidade e grandiosidade, todo mundo espiona todo mundo. Todo país que possua um mínimo de capacidade investigativa busca informações sigilosas sobre seus vizinhos, parceiros e principalmente sobre países adversários, concorrentes ou inimigos. Nesse ponto, países são iguais às pessoas. Os EUA sempre fizeram isso e não vai ser o ato de caráter e coragem  de Edward Snowden que vai impedir que eles continuem a fazer.

E muito dessa paranoia dos americanos com ataques terroristas se deve justamente ao que eles interpretam, espionando todo mundo.

Só para se ter uma ideia, nos EUA, uma criança de cinco anos foi obrigada a sair do avião que iria viajar com os pais, por ser suspeita de ser terrorista. Detalhe: a criança era norte-americana. Outra criança, agora um pouco mais velha, de seis anos, teve de ser revistada por policiais, porque o biscoito que comia na hora do lanche da escola, depois de umas mordidas, ficou num formato de um revólver. Vejam que total descontrole social os americanos estão passando!

Agora, imagina você estar digitando um e-mail para um amigo, aí no seu trabalho ou em casa, e escreve palavras fora do contexto do significado, palavras do tipo: bomba, explosão, terrorismo, dinamite etc. E ser imediatamente alvo de investigação do governo americano!?

Total paranoia!


O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, deixou claro que não há tempo hábil para colocar em prática o plebiscito sobre a reforma política. Na verdade, a decisão de enterrar o plebiscito foi decidida muito antes, desde o dia 02/07/2013, quando a Presidenta Dilma Rousseff sugeriu ao Congresso Nacional o plebiscito. A partir daquela data, a "grobu" decidiu que não haveria a consulta popular. 

As organizações "grobu" são quem faz as regras e toma as decisões nesse país. Ela escalou os políticos de oposição, trouxe seus “especialistas” para defenderem opiniões contrárias às daqueles que apoiavam a consulta. "Não haverá tempo", "o povo não tem discernimento", "o custo do plebiscito é muito alto". Haja motivos! A grobu também aliviou sobre as viagens nos aviões da FAB. Não usou sua máquina de produzir opiniões contra o presidente da Câmara, que tem se portado como um rei, em se tratando de mordomias.

O que existe no Brasil é uma quebra de braços entre o governo do PT e a elite burguesa e conservadora, materializada pela rede "grobu". Talvez, por isso, esse seja o país mais difícil de ser governado. Lula da Silva e Dilma Rousseff são realmente uns guerreiros. Porque governar tendo como adversário político a rede "grobu", é para poucos!

O Congresso Nacional vive assombrado e maravilhado pelo poder da grobu. Tem políticos ali que fazem de tudo para aparecer no JN ou ser capa das revistas Veja e Época. Deputados e senadores (com raríssimas exceções) só buscam entendimento com o povo para se eleger. Uma vez eleito, ele passa a defender os interesses dos ricos, mais ricos e dos muitos ricos.

Não há interesse nenhum em ouvir o povo. "O povo tem de aceitar o que nós decidirmos. E ponto!" É isso o que eles pensam.  


Ouvir um presidente de uma associação médica dizer (em horário nobre) que os dois anos a mais no curso de medicina “não vão adiantar nada”. Um outro representante de médicos usou frases prontas, agressivas contra o governo e o atual ministro da saúde. Repetia, a todo momento, que no Brasil não faltavam médicos e sim CONDIÇÕES de TRABALHO.   

Ao me deparar com esses discursos radicais, quando vejo representantes de trabalhadores atacando mais as pessoas que os "problemas", sem mostrar conteúdo em seus argumentos, passo a desconfiar que essas mesmas pessoas não representam os profissionais que dizem representar e, nesse caso, não estão preocupados com a população brasileira. Mostram, por meio do que dizem, pela forma que dizem, que há interesses particulares em jogo.

Um presidente de uma associação médica dizer que “não adianta nada” aumentar o curso de medicina em mais dois anos, para mim é não ter argumentos para contrastar com o que está sendo proposto.

Desculpe-me pela indiscrição, aos da classe médica, pois eu não sou médico, mas, sou paciente, usuário do serviço dos SUS [tem quem saiba mais sobre a situação do atendimento médico, que um usuário do serviço?].

Portanto, para mim, no Brasil, a formação médica é exclusiva para atender à classe rica. Médico brasileiro, com raras exceções, não se forma para trabalhar em hospitais públicos atendendo pobres. A grande maioria dos médicos faz parte de um singelo grupo elitista que não está “nem aí” para o sofrimento do povo. Basta ver o tempo de consulta que um mesmo médico gasta com pacientes do SUS e seus pacientes atendidos nos consultórios particulares ou da rede privada de saúde". 

Fala-se em condições de trabalho. Quais seriam as condições necessárias para que médicos brasileiros fossem atender nos rincões? 

Talvez os prefeitos dessas cidades tivessem que construir shoppings, clubes sociais, supermercados, campos de golf.

Ainda não estou bem certo que a aversão ao SUS, por médicos brasileiros eletistas, se deva pela “falta de condições”.

Aliás, acredito que não!


Continua o emudecimento das mídias conservadoras, sobre o caso da sonegação da rede "grobu". É vergonhoso o cooperativismo midiático. Nenhum jornal ou revista relatou o caso. Não fossem os "blogs sujos", não teríamos nenhuma informação sobre o mais descarado caso de sonegação já visto no país. Coisa de bandidagem!

Fico imaginando, por outro lado, a pressão exercida por pessoas e órgãos, que estão a serviço da grobu, contra os blogueiros sujos. Os blogs: O Cafezinho, o Tijolaço, o Carta Capital, entre outros, correm um grande risco de serem banidos da rede, responderem processos e até mesmo atentados contra suas vidas.

O poder é muito sujo. Os verdadeiros bandidos farão de tudo para se manterem limpos perante a sociedade. 

E tem muito alienado aceitando isso.


P.S. o termo "blogs sujos" foi cunhado pelo tucano josé serra, para designar os profissionais de imprensa (Mino Carta, Paulo Henrique Amorim, Paulo Nogueira, entre outros feras do jornalismo) como "péssimas fontes de informação".




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