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segunda-feira, 12 de março de 2018

"...com o Supremo, com tudo..."


Um país até pode sobreviver mesmo tendo um legislativo completamente criminoso. Ainda que esse país tenha um presidente comprovadamente ladrão, ainda assim é possível existir como país. E se, além de ter um congresso bandido e um presidente ladrão, esse país tiver ainda uma imprensa fascista e golpista, pode mesmo assim ser vista como uma nação democrática. E se, somado a tudo isso, existir uma elite predadora e escravocrata, possivelmente ainda será uma nação. Bem capenga, mas, nação. 

Agora, um país onde sua justiça é corrupta, antidemocrática, anticonstitucional e ainda mais, conivente com os ladrões da república, aí não tem jeito! Esse país perde sua identidade como Nação porque a suprema corte perde o respeito do povo.

Suprema Corte, o órgão que deveria ser motivo de admiração por parte da sociedade. A "última trincheira" do cidadão. O lugar onde se deveria ter a certeza dos fatos. Quem são os verdadeiros culpados? E os inocentes? Lugar de homens e mulheres probos, amantes viscerais das leis, da Democracia e da Constituição. Os Guardiões Constitucionais.

Ao deparar-se com os atos dos ministros da corte, em especial a própria presidentA da casa, carme lúcia, se vê que legalidade não é bem o que importa pra eles e elas. As togas dos ministrinhos estão sujas.

Só pra citar alguns exemplos, porque se formos citar todos, não haveria tempo suficiente para relatar os diversos casos de descasos com a lei: a presidentA do supremozinho recebe o investigado presidente comprovadamente ladrão, gilmar suspende processo contra beto richa, marco aurélio melo arquiva processo contra jucá, fachim arquiva processo contra aécio, rosa webwr arquiva processo contra serra e tantos outros atos de procrastinação usados pelos "deuses" de togas, claramente objetivando salvar a pele de seus protegidos.

A corte máxima do país é uma mentira!

Imoral!

Não merece o meu respeito.

Não tem nada de "última fronteira da sociedade". É, na verdade, um balcão de negócios, onde se negocia desde arquivos, engavetamento ou suspensão de processos como a NÃO VOTAÇÃO DE HABEAS CORPUS. Desde que esse habeas corpus preventivo tenha como beneficiário o Lula, claro. Porque os outros, os amigos da corte, esses sequer são investigados. E quando o são, terão seus processos engavetados, arquivados ou suspensos. 

Habeas corpos na suprema corte desse país, só para médico estuprador, políticos amigos da corte, filhos e parentes de desembargadores, empresários comprovadamente ladrões do dinheiro público, tucanos e amigos da "grobo".

Preto, pobre, puta e petista? Não!

Certa vez um político disse que o stf era um órgão acovardado. Ele foi gentio ao fazer essa declaração. Hoje, após o golpe de 16, onde uma Presidenta honesta foi retirada do poder, sem que esse "supremo" fizesse algo para impedir; após os crimes contra a pátria cometidos por senadores e deputados e também juízes, antes, durante e depois do golpe, sem que o "supremo" agisse, verificamos que o Brasil tem uma suprema corte totalmente marginal. 

E se a alta corte está do jeito que está, o que esperar dos andares de baixo? 

O que dizer da república de Curitiba?

Nada! Não se pode dizer nada.   


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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Estarrecedor!



É estarrecedor tudo isso!

Corrobora com tudo que tem sido comentado nas redes sociais por todos nós, que não nos alienamos, lendo a veja ou assistindo o jn.

Tudo isso é realmente um Golpe, e diferente do que dizem muitos especialistas, é frágil e facilmente perceptível.

A "grobu", como já foi afirmado aqui várias vezes, é quem articula todo o processo Golpista. É ela, por exemplo, quem segura o stf e estica ou encolhe o fio da coleira do moro. O moro até a gente entende. Prêmios e visibilidade na emissora são suficientes para torná-lo o Super Star da justiça. O super ego do juiz de Curitiba tem sido, constantemente, acariciado pelos "jornalistas" do plim-plim. O moro gosta e a grobu sabe, mais do que ninguém, enganar aqueles que ela manipula. 

Mas, e os ministros do supremo? Por que entraram nessa trama criminosa? Dinheiro? Prestígio? Ou terá sido medo! Há muitos comentários nas redes. Falam de gravações de conversas de ministros do stf que estão nas mãos do moro e possivelmente, da grobu. Seria então chantagem da "grobu", da qual os togados estão sendo vítimas?

Difícil saber! Mas, até aqui, o que sabemos é que toda cúpula Golpista ligada ao pmdb, psdb, pps, dem, stf, moro, imprensa, oab e até líderes religiosos de igrejas evangélicas, são todos cientes do crime que cometeram contra a Constituição brasileira e contra a República. No entanto, não encontrando outra saída para limpar essa sujeirada toda, só podem continuar com a farsa. Continuar cometendo o crime como meio de salvar a pele de todos eles.

O "impintimam" de Dilma Rousseff não teve nada a ver com pedaladas nem pedalinhos. Não houve crime de responsabilidade nenhum. Desde o início desse processo Golpista, dizíamos, querem se safar de processos e prisões. A Presidenta Dilma Rousseff era uma pedra no caminho deles. Não compactuou com o fechamento das operações da pf. Dilma precisava ser retirada para que eles, os Golpistas, não fossem descobertos.
 
Esse diálogo entre o jucá e o machado, responde à pergunta CÍNICA enviada por rosa webber a Dilma Rousseff, mandando que a Presidenta justifique o porquê de estar dizendo que o impitmam é, na verdade, um GOLPE. A ministra não só sabe que é um GOLPE, como pode estar envolvida até os cabelos nessa trama sórdida e vergonhosa.

Esse é um momento triste que o nosso país vive. 

Hoje não existe uma instituição pública em que possamos confiar, devido a BANDIDOS que se misturaram a essas instituições. Têm BANDIDOS no stf, no congresso nacional, na imprensa, nas igrejas, nosso país está sendo governado por um bandido, conspirador e espião do governo americano.

Só mesmo o povo pode mudar isso. 

Somente o povo nas ruas pode fazer com que esses BANDIDOS paguem. 

TRECHOS DOS DIÁLOGOS (reproduzido da Folha SP)

SÉRGIO MACHADO - Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima.
ROMERO JUCÁ - Eu ontem fui muito claro. [...] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?
MACHADO - Agora, ele acordou a militância do PT.
JUCÁ - Sim.
MACHADO - Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.
JUCÁ - Eu acho que...
MACHADO - Tem que ter um impeachment.
JUCÁ - Tem que ter impeachment. Não tem saída.
MACHADO - E quem segurar, segura.
JUCÁ - Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.
MACHADO - Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.
JUCÁ - Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.
MACHADO - Odebrecht vai fazer.
JUCÁ - Seletiva, mas vai fazer.
MACHADO - Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que... O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.
[...]
JUCÁ - Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. [...] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra... Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.
[...]
MACHADO - Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].
JUCÁ - Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. 'Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha'. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.
MACHADO - É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.
JUCÁ - Com o Supremo, com tudo.
MACHADO - Com tudo, aí parava tudo.
JUCÁ - É. Delimitava onde está, pronto.
[...]
MACHADO - O Renan [Calheiros] é totalmente 'voador'. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.
JUCÁ - Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.
*
MACHADO - A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado...
JUCÁ - Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com...
MACHADO - Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.
JUCÁ - Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].
MACHADO - Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?
JUCÁ - Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.
[...]
MACHADO - O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.
JUCÁ - Todos, porra. E vão pegando e vão...
MACHADO - [Sussurrando] O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara? [Mudando de assunto] Amigo, eu preciso da sua inteligência.
JUCÁ - Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso. Veja a hora que você quer falar.
MACHADO - Porque se a gente não tiver saída... Porque não tem muito tempo.
JUCÁ - Não, o tempo é emergencial.
MACHADO - É emergencial, então preciso ter uma conversa emergencial com vocês.
JUCÁ - Vá atrás. Eu acho que a gente não pode juntar todo mundo para conversar, viu? [...] Eu acho que você deve procurar o [ex-senador do PMDB José] Sarney, deve falar com o Renan, depois que você falar com os dois, colhe as coisas todas, e aí vamos falar nós dois do que você achou e o que eles ponderaram pra gente conversar.
MACHADO - Acha que não pode ter reunião a três?
JUCÁ - Não pode. Isso de ficar juntando para combinar coisa que não tem nada a ver. Os caras já enxergam outra coisa que não é... Depois a gente conversa os três sem você.
MACHADO - Eu acho o seguinte: se não houver uma solução a curto prazo, o nosso risco é grande.
*
MACHADO - É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma...
JUCÁ - Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.
MACHADO - O Aécio, rapaz... O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB...
JUCÁ - É, a gente viveu tudo.
*
JUCÁ - [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem 'ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca'. Entendeu? Então... Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.
MACHADO - Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]
JUCÁ - Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento...
MACHADO -...E burro [...] Tem que ter uma paz, um...
JUCÁ - Eu acho que tem que ter um pacto.
[...]
MACHADO - Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.
JUCÁ - Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara... Burocrata da... Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça].




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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Dirceu, outra vez preso político.






















Passados os primeiros sete dias da prisão do rebelde José Dirceu, que enfrentou na ditadura o escárnio de um poder excludente, elitizado e discricionário, cabe uma constatação a partir de fatos que ocorreram, nessa primeira semana de cárcere. 

Só para se ter uma ideia de como essa prisão mexeu com a sociedade, centenas de milhares de eleitores, que antes não tinham filiação partidária, tomaram a decisão de se filiar ao Partido dos Trabalhadores. 

A própria imprensa, pelo que parece, percebeu que não vale a pena continuar divulgando informes sobre o líder petista. O jornalismo da Globo, por exemplo, descobriu que, quanto mais propagar matérias sobre Dirceu, mais aumenta o número de simpatizantes e interessados em saber da sua história de luta, a prisão na ditadura e os reais possíveis motivos da condenação atual.

Os “Corvos” grunhiram, após dois dias de cárcere, sobre os “privilégios” que, segundo os “formadores de opinião” da Grande Imprensa, estaria sendo dado aos “políticos presos”. 

Sobre isso é necessário esclarecer um detalhe fundamental: Dirceu não é um preso comum!

E isso não se deve por ele ser “melhor” do que os demais presos ou mereça privilégios. A razão é única: José Dirceu formou-se em Direito, se tornou líder do movimento estudantil, foi preso pela ditadura militar, foi banido do país, viveu clandestinamente no país, participou da fundação do PT, foi deputado estadual, deputado federal, foi Ministro da Casa Civil, entre outras coisas.

Dá para imaginar quantos inimigos, Dirceu contabilizou ao longo desses mais de quarenta e cinco anos de lutas.

Se fôssemos relacionar apenas os nomes das pessoas que odeiam o Dirceu, na imprensa brasileira, teríamos que começar agora e só terminar amanhã, pela manhã.

É claro que isso é um exagero! 
Mas, que muita gente pagaria para vê-lo morto?! Isso sim, não é um exagero.

O que se sabe é que Mandela precisou de vinte sete anos na prisão para mudar a impressão que os sul-africanos, tinham a respeito dele. É verdade que a grande maioria dos brancos, acreditava que ele era um terrorista e a grande maioria dos negros acreditava que ele era um guerreiro. Mas, em ambas as classes sociais, havia os que concordavam com o cárcere de Mandela. Muitos negros, claro, impulsionados, manipulados e alienados pela imprensa sul-africana, na qual os barões eram em sua maioria brancos, aceitavam numa boa a prisão do Mandela.

Mandela não teve a tecnologia da comunicação, que esclarece os fatos, que o Dirceu tem hoje. A internet é a ferramenta que tem sido o meio de suprimento da informação que o povo brasileiro busca. Por isso, esse processo  pós-prisão de Dirceu, que implica em duvidar que ele seja culpado, está só no começo.  

A cada dia que passa, mais e mais pessoas tem feito sua própria análise dos fatos e percebido que a justiça brasileira errou feio ao condená-lo. Por mais que ministros do STF, políticos de oposição e “pensadores” da Grande Imprensa, insistam em dizer que foi justa a condenação, vai ficando claro que não houve nenhuma prova material contra ele. 
 
Só se o Dirceu tivesse poderes sobrenaturais, com capacidade de se comunicar com os demais da “quadrilha” por pensamento ou ser onipresente, onisciente e onipotente. Porque não há uma gravação telefônica, uma fita de vídeo, um bilhete assinado por ele, não há nada! O que há é a acusação de um escroque, um malfadado que o acusa de ser o chefe da quadrilha.

O cinismo do STF é tanto, que ele pode ser representado pelo pronunciamento da Ministra Rosa Weber, quando em seu depoimento condenou Dirceu:

“Não tenho prova cabal contra Dirceu – mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite

Essa semana a Comissão da Verdade Don Helder Câmara, em Pernambuco, trouxe um relato sobre os presos políticos de 1964, que nos faz refletir sobre a condenação de Dirceu, hoje. Por meio do depoimento de alguns torturados políticos, entre eles o artista plástico Abelardo da Hora, se comprovou que a repressão em Pernambuco, no período da ditadura, não se deu apenas por causa dos grupos que lutaram com o uso de armas. 

Antes mesmo do início da luta armada, militantes de esquerda sofrera nos porões da ditadura por causa de suas ideias.

Abelardo da Hora, membro do PCB, chegou a ter uma sentença de morte contra ele na época da repressão, porque o sistema não concordava com o que ele dizia.

Pelo que parece, a repressão aos que militam no campo das ideias, continua bem viva nos tempos de hoje. Essa ditadura em plena Democracia, ainda vai transformar o Dirceu em Mártir. 

Esperem e vejam!