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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O aumento do IPTU de São Paulo e a campanha do jornalismo da Band contra o Haddad.


Passei o mês de outubro assistindo o Jornal da Band criticar o aumento do IPTU da cidade de São Paulo. O âncora do jornal, Boechat, chegou a inflamar a população paulista a sair às ruas, em protesto ao aumento. Nunca mostrava o outro lado da história e nem dava oportunidade para que a prefeitura se explicasse. 

Em nenhum dia, que assisti ao Jornal da Band, não vi a reportagem colocar o microfone a disposição da equipe do Haddad. Na maioria das vezes quem falava era o vereador Andrea Matarazo, do psdb.

Não sou a favor de aumento de impostos, seja ele qual for, mas, a campanha de agressividade do jornal me chamou atenção. 

Desde o início o jornal deixava claro, que o objetivo principal era manipular a informação criando acirramento entre a população e o prefeito. 

Entenda! Para a equipe de jornalismo, o alvo não era a prefeitura, e sim o prefeito. Pelo menos foi isso que ficou claro pra mim.

A emissora já havia se posicionado da mesma forma, com ódio ao petista, sobre a questão da mobilidade. Quando Haddad decidiu pelos corredores exclusivos de ônibus, o datena e o Boechat, caíram em cima dele usando expressões inimagináveis para um repórter.

É papel da imprensa incentivar a violência? Acredito que não!

Nós telespectadores, percebemos a manipulação de um jornal, até porque  o jn da "grobu" faz isso muito bem. Mas, essas pessoas, principalmente o Boechat, foi surpresa!

Ver o Boris Casoy, Neunemne Pinto ou  Jabor atacar violentamente um petista, mostrando total descontrole emocional, não é novidade, mas, outros ainda me surpreende.

Durante a campanha da Band contra o "aumento" do IPTU, algo me chamava atenção: a população não se movia. As poucas entrevistas que os jornalistas faziam eram, de certo modo, verdadeiras armações midiáticas.

Depoimentos de senhoras idosas e aposentadas, se queixando de "não terem condições de pagar esse aumento abusivo." Tudo muito falso e sem argumento. 

Percebia que o jornal apelava muito nas matérias.

Por fim, o aumento do IPTU foi votado pela Câmara Municipal e aprovado. E agora vem à tona as verdades sobre o aumento.

As regiões mais ricas foram as que receberam os maiores aumentos. As regiões mais pobres foram as que tiveram os menores aumentos. Aumentou o número de moradores isentos. Houve áreas em que o IPTU diminuiu ao invés de aumentar.

Só agora tive a certeza das razões que levaram a Band a criticar o novo modelo do IPTU de São Paulo.

Qualquer gestor que decidir mudar as regras do jogo, onde quem deve pagar mais são os pobres e não os ricos, sofrerá perseguição. 

Mas, enfim(!), depois de tanta pressão midiática, a população de São Paulo atendeu aos apelos do jornalismo da Band. Ontem foram às ruas, fechando a Avenida Paulista e caminharam até a casa do prefeito Haddad.  

Eram cerca de 200 pessoas. Certamente não foi o número idealizado pela Band. Pela forma como as matérias foram conduzidas, a Band esperava muito mais manifestantes. Afinal, vivemos tempos tenebrosos, com ataques desmedidos contra pessoas e instituições. 

Mesmo não sendo "A Manifestação", quem sabe a Band não possa comemorar aquilo que tanto almejou durante todo o mês de outubro. Ainda que o protesto contra o novo IPTU de SP, tenha uma força insignificante. 

A liberdade de expressão é muito importante numa democracia. O papel dos meios de comunicação é se manter imparcial. Mostrar a notícia sem viés de preconceito, de escolher lado, de incitar a violência.

A imprensa deve ouvir todos os lados e não esconder a verdade.

O que Haddad fez, foi mudar o sentido do giro da roda.

Agora em São Paulo, quem paga mais o IPTU é quem ganha mais.

É preciso coragem para fazer o que Haddad fez. 




quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Dilma, antenada as vozes das ruas


No final de junho, no finalzinho do calor das manifestações populares, a presidente Dilma Rousseff apresentou cinco pactos que deveriam ser alcançados com a ajuda de todos, principalmente do Congresso Nacional, com o objetivo de responder aos anseios e manifestos dos jovens que saíram as ruas por melhorias nos serviços públicos. 

Os cinco pactos nacionais foram:

1 – Responsabilidade fiscal e controle da inflação
2 – Plebiscito sobre a reforma política
3 – Saúde
4 – Educação
5 – Transporte

Eu mesmo falei aqui, em outro poste, que somente o plebiscito sobre a reforma política já teríamos uma enorme mudança na estrutura governamental do país. E que tudo que havia sido questionado e exigido nas ruas, estava diretamente ligado a um plebiscito. Ouvir o povo é a melhor e mais digna maneira de aperfeiçoar a democracia.

Os oposicionistas, no entanto, sempre com o objetivo de desfazer e desqualificar o que é dito pela nossa presidente, disseram que a Dilma estava fora do eixo, que não tinha entendido o que se passava nas ruas.

Os “Nêumannes”, os que vão direto ao assunto, que se acham “formadores de opinião”, e tudo que dizem é imediatamente absorvido pelos seus seguidores (coitados!), pois bem (!), os Nêumannes” de plantão, disseram não ter visto nenhuma placa pedindo reforma política e nem plebiscito. 

Esses Nêumannes” estão tão limitados em seus mundos de "faz de contas", que não conseguem perceber o que há por trás de, o subentendido, o algo a mais.

Essa semana uma pesquisa do Ibope (Ibope?), encomendada pela OAB, trouxe as seguintes conclusões sobre o que a população deseja:

- 85% dos brasileiros são a favor da reforma política
- 84% querem que as mudanças já entrem em vigor para 2014
- 92% aprovam a reforma política por meio de projeto de lei de iniciativa popular
- 78% da população não aprovam doações de empresas privadas para as campanhas
- 80% defendem limites de gastos para uso em campanhas eleitorais
- 90% São contra ao caixa 2 e pedem penas mais severas

Ou seja, tudo e muito mais que a Presidente Dilma falou no momento da apresentação dos cinco pactos.

E os “Nêumannes”, o que dirão agora?

Quem realmente não estava e nem está sabendo identificar as vozes das ruas?