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sábado, 11 de outubro de 2014

A metralhadora da mídia apontada pra Dilma.



Dilma ainda está de pé?
Acho surpreendente que a Presidenta continue ainda com chance de vencer a eleição em 26 de outubro. 

Digo isso porque, suportar a metralhadora giratória dos barões da mídia, não é pra qualquer um, não!

Durante 24 horas, diuturnamente, as organizações globo, as organizações abril [veja], o grupo folha, o grupo estadão, os jornais associados... Estão utilizando seus veículos de comunicação, por todas as regiões do país, nos grotões, nas favelas, nos morros, nos asfaltos... Todo esse aparato midiático, tv, rádio, jornal impresso, revista, internet... Ufa! 

Tudo isso contra o governo federal, contra Dilma, contra Lula, contra o PT, contra todos que tentem defender o projeto, as conquistas e das calúnias que são desferidas pelo grandioso aparato dos oposicionistas.

Enganam-se quem acha que o Aécio, é o cara! 

Se essa mesma mídia que ataca Dilma há quase quatro anos, essa mesma mídia que ataca o Lula desde sempre, se essa mesma mídia se transformasse, por um dia apenas, numa mídia imparcial e divulgassem a verdade sobre o seu protegido, se ela publicasse os maus feitos do Aécio, dele restaria apenas pó. Que me desculpem o trocadilho!

Dilma perderá ou ganhará essa peleja, enfrentando um inimigo que ataca com sutileza. 

A mídia conservadora faz com que seu alvo [a população de modo geral] não perceba suas artimanhas. 

Divulga, inflama, deturpa o que for contra Dilma.   

Esconde, apaga, dá explicação sobre o que vier contra Aécio. 

A nossa mídia [infelizmente] faz com que a privatização da Petrobrás tenha adesão do povo. Vai ter gente nas ruas com faixas pedindo a venda da empresa aos investidores estrangeiros. Até mesmo os próprios petroleiros, muitos estão cegos diante do que leem, ouvem e veem na mídia. 

Ela inverte a notícia de tal forma que faz bancários ver com naturalidade o fechamento do BB, da Caixa, do BNDES. 

Ela chega a fazer os alienados acreditar que é bom para o país diminuir o salário dos trabalhados, é bom para o país aumentar a taxa de desemprego, é bom para o país que os alunos das universidades públicas paguem o curso escolhido, é bom para o país que o governo não intervenha no déficit da previdência... 

Se a previdência não tem dinheiro suficiente pra pagar os aposentados, quê que o governo tem com isso, não é mesmo Sr. Armínio Fraga?

Chega agora à memória um caso recente. 

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, criou uma planilha de pagamento do IPTU, na qual quem ganhasse mais, pagaria mais o tributo. Teve regiões da cidade que pagavam o IPTU e com a implantação da nova tabela, passariam a ser isentos do pagamento. Outras regiões tiveram o valor diminuído. 

A mídia paulista caiu em cima de Haddad, de tal forma, que num certo dia, uma multidão estava fazendo passeata contra o novo modelo de cobrança do IPTU.

Sabe quais moradores estavam protestando na Avenida Paulista? 

Justamente os da região que passariam a ser isentos.

Esse é, justamente, o adversário da Dilma. Esse é o inimigo que precisa ser vencido. Aécio, psdb, dem, pps e assemelhados, são apenas os fantoches, o meio que o poder da elite midiática tem pra destruir o Brasil.

Muitos vão achar exagero. Mas, é essa a visão do futuro do país que tenho, caso essas forças de direita retomem ao poder. Não sei o que sobrará!
 

sábado, 2 de agosto de 2014

Alckmin, Haddad e as escolhas da mídia

Reproduzo texto inteligente de Lino Bocchini, da Carta Capital.
Existem verdades que estão bem claras!
Mas, alguns brasileiros alienados não se esforçam para enxergá-las.
Alckmin, Haddad e as escolhas da mídia.
Lino Bocchini

No jargão jornalístico, “setorista” é o repórter que acompanha e escreve exclusivamente sobre algum tema. Quando Gilberto Kassab era prefeito de São Paulo, um conhecido jornal paulista não tinha nenhum setorista de Prefeitura. O que existia –e ainda existe—são repórteres especializados em transportes ou saúde, por exemplo. São profissionais que fazem matérias sobre sua área, seja qual for a instância de poder. Em janeiro de 2013, quando começou o governo Fernando Haddad, o mesmo jornal nomeou três setoristas de Prefeitura. Ou seja: a partir da mudança de comando na cidade, três profissionais deste veículo passaram a se dedicar exclusivamente a cobrir a Prefeitura de São Paulo.

No governo estadual, a realidade é outra. Não há na mídia convencional nenhum jornalista que se dedique exclusivamente a cobrir a administração Geraldo Alckmin (PSDB).

A diferença de tratamento é uma escolha das empresas de comunicação. A direção de cada rádio, jornal, revista ou TV que tem sede em São Paulo ou atua na cidade decidiu noticiar de forma crítica cada movimento da gestão Fernando Haddad (PT) e, em uma atitude oposta, deixar o governador Geraldo Alckmin “livre” ao tratá-lo com menor atenção e rigor editorial.

Essa linha editorial-ideológica dos “grandes” da comunicação explica, em parte, os resultados de pesquisas divulgadas nos últimos dias e que mostram uma má avaliação da gestão de Haddad e a tendência de reeleição em primeiro turno de Alckmin.

E estamos falando de uma gestão que está implantando corredores de ônibus e ciclovias pela cidade toda, implantou um programa inovador de apoio a usuários de crack, está combatendo o uso indiscriminado de Ritalina, aumentou a capacidade de reciclagem de lixo da cidade, garantiu a reabertura do cinema Belas Artes e aprovou um plano diretor elogiado até pelo MTST, entre outras medidas desses últimos 18 meses.

A gestão do petista Fernando Haddad tem seus problemas, claro. Chama a atenção, entretanto, o fato de ser a pior avaliada após um ano e meio de governo desde a de Celso Pitta (1997-2000). Segundo pesquisa Datafolha divulgada no último dia 18 de julho, 47% da população considera a atual gestão municipal “ruim” ou “péssima”, e apenas 15% a aprovam.

Como comparação, a gestão José Serra foi a mais bem aprovada desde que o instituto começou a fazer esse tipo de pesquisa, na gestão Jânio Quadros (1986-1988). O tucano ficou à frente do poder municipal de São Paulo por apenas 13 meses e abandonou o cargo para concorrer ao governo estadual, deixando a prefeitura para Gilberto Kassab. Mesmo seus eleitores têm dificuldade de lembrar qualquer realização de seu breve governo e, mesmo assim, Serra teve sua administração classificada como “ótima” ou “boa” por 56% dos entrevistados.

Agora vejamos o governo estadual. Entre idas e vindas, Alckmin está em seu 9º ano no comando do Palácio dos Bandeirantes. O PSDB está por lá desde 1995. Com duas décadas de partido único, São Paulo é o estado brasileiro com menor alternância de poder dentre os 27 entes da federação.
A gestão de Geraldo Alckmin é aprovada por 46% da população, e suas intenções de voto chegam a 54% no Datafolha. Os números são semelhantes em outros institutos e lhe garantiriam uma folgada vitória no primeiro turno caso a eleição fosse hoje.

Crise inédita de falta de água, violência policial, sensação de insegurança da qual boa parte da população reclama, valor dos pedágios, metrô em marcha lenta, denúncias de corrupção (Alston, Sabesp etc), maior crise financeira da história da USP, presídios e Fundação Casa super lotados, Santa Casa quase fechando as portas… nada “cola” no governador, parece ser tudo culpa de um genérico “poder público”.

Esses assuntos estão no noticiário, mas com muito menos frequência e de outra forma do que no caso de eventuais problemas da gestão Haddad, e raramente associados ao nome do governador. Pelo noticiário, a impressão que se têm é que a falta de água é um problema divino, e há quem acredite que a crise da Santa Casa ou a lentidão do metrô “é culpa da Dilma”. Perceba a diferença entre os títulos “Falta de planejamento do Estado causa falta de água” e “Falta de planejamento de Alckmin causa falta de água”. Como já disse Paulo Francis, “jornalismo é uma questão de ênfase”.

Um amigo não petista e eleitor de Marina costuma dizer que “os problemas do governo do Estado só vão ser noticiados se o Padilha ganhar”. A ironia traz um fundo de verdade. Alguém acredita que, em caso de vitória do petista Alexandre Padilha, o Palácio dos Bandeirantes seguirá sem um único jornalista especialmente destacado para vigiá-lo?

Não há problema algum nessa postura da mídia. Cada veículo tem suas preferências políticas e posições bem definidas. É assim no mundo todo. O que varia é o grau de transparência e honestidade com o leitor. O problema é que a imprensa brasileira, e particularmente a paulista, não reflete a diversidade de ideias encontrada na sociedade. Ela segue uma lógica editorial que contempla apenas uma parcela da população.

Os veículos em geral escondem suas intenções por detrás de um verniz de uma suposta imparcialidade que ainda ludibria boa parte dos leitores. Se todos jogassem limpo e revelassem suas posições, como acontece, por exemplo, na mídia dos Estados Unidos e da França, pelo menos o jogo ficaria mais honesto e o leitor não compraria gato por lebre.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Operação Braços Abertos – Haddad deixa a imprensa impactada.


No final da manhã de ontem, quando foi iniciado a retirada dos viciados de drogas no centro de São Paulo, busquei informações sobre o fato, nos principais sites da Grande Imprensa e pra minha surpresa, naquele momento não havia cobertura da notícia.

Os profissionais da notícia estavam presentes, mas, os barões da mídia não permitiram a divulgação. 

A imprensa brasileira se acovardou! Não houve destaque da notícia nos sites do g1, folha, estadão e veja. 


O site da folha de SP, impossibilitada de escrever qualquer nota sobre o programa (o que eles diriam?), se limitou a expor imagens da retirada dos viciados, destruição dos barracos e limpeza das áreas ocupadas.

Mais de 300 brasileiros dormiram ontem numa cama de hotel, após muitos anos vivendo nas ruas.
 
No site da revista de fofocas veja, o programa que visa reintegrar viciados na sociedade dando-lhes condições de reaver sua dignidade, foi classificada como o “Bolsa Crack”, mostrando uma visão deturpada dos fatos. 

Mas, o que leva esses setores da imprensa a não dar ênfase a notícia? Por que a imprensa não divulgar uma notícia espetacular como essa?


Afinal, a prefeitura de São Paulo está conseguindo retirar uma população marginalizada do centro, sem usar a força do cassetete, bombas de efeito moral ou bala de borracha.

Se isso não for uma notícia que mereça primeira página, letras grandes e luminosas nos sites e muitos aplausos, confesso que eu não sei o que seja o chamado furo jornalístico.

Essa que foi a principal notícia do dia de ontem não mereceu nenhum segundo sequer no JN.

O Jornal Nacional (15/01/14) preferiu gastar dez minutos de seu tempo em absolver tucanos ilustres, um a um, do caso Siemens, a divulgar o sucesso da Operação Braços Abertos.


Muitos ainda não conseguiram enxergar que nosso país mudou a partir do momento em que o Estado passou a olhar para seu povo com respeito. Ciente que todos têm direitos.

Cada brasileiro desse país possui direitos independentemente da cor, credo, raça, sexo, endereço, time de futebol, peso, conta bancária, ou seja lá o que for.

A nossa imprensa, omitindo a notícia, em nada aprimora a nossa democracia. A nós, não nos cabe apontar  os seus erros. O que podemos fazer é alertar o seu público para a total manipulação, a qual, estão sendo vitimados.


Haddad provou que muitas vezes o ser humano só precisa que estejamos de Braços Abertos para que eles possam mudar o meio em que vivem a partir deles próprios.

Parabéns, Haddad!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Operação Braços Abertos – Haddad, do PT, inova a política mais uma vez.



Na capital pernambucana, o prefeito Geraldo Júlio “criou” o programa Academia Recife. Na verdade, ele deu uma nova roupagem ao programa criado pelos governos petistas chamado de Academia da Cidade. Esse programa, embora não tenha merecido o valor devido pela imprensa brasileira, foi amplamente utilizado por usuários de cidades administradas por prefeitos petistas e copiado por outros governos. Até hoje, nas Academias da Cidade que ainda não foram trocadas as pinturas [o vermelho do PT pelo azul do PSB], cor do partido do prefeito atual do Recife, ainda é possível identificar qual o partido que foi o precursor desse movimento de academias públicas ao ar livre.

Trago esse fato para exemplificar a diferença entre projetos inovadores criados por gestores públicos e projetos, meramente, de atualização ou modernização do que já existe.

O prefeito Haddad, no Programa Braços Abertos, inovou. 

Ele trouxe uma nova maneira de solucionar um problema social que aflige a maioria das cidades no mundo. É isso que faz uma administração tomar gosto em meio à população. Haddad pode, com essa medida, estar assinando a marca de seu governo: acabar com a cracolândia sem ser necessário usar o braço repressor da polícia.

O projeto Braços Abertos, do governo da cidade de São Paulo, que trata dos usuários de crack, na chamada cracolândia, vai oferecer moradia em hotéis do centro da capital, trabalho, renda, atendimento básico de saúde, formação profissional e um constante acompanhamento com assistentes sociais para promover a reinserção social, inclusive, para restabelecer os laços familiares dessas pessoas. 

Tudo isso pode ser resumidamente chamado de cidadania. O que Haddad está oferecendo a essas pessoas é o resgate da cidadania há muito perdida.

É claro que uma medida como esta traz à tona o pessimismo dos chamados “especialistas”. Principalmente os da mídia e da oposição. Todo o processo inicia-se hoje, mas os críticos já começaram há dias a reproduzir seus pareceres e análises sobre a “ineficácia” do programa.

A imprensa brasileira é daquelas que ouve mil especialistas sobre o assunto. Se apenas um for contra, será essa a opinião que será divulgada.

Setores da elite brasileira, por sua vez, nunca aceitam que o dinheiro público seja empregado em programas que atendam aos pobres. Para uma parcela dos barões desse país, a chamada "Massa Cheirosa", dinheiro público deve ser investido na classe dominante, que detém os meios de produção.
  
Haddad, pelo que parece, ignorando o ceticismo do grupo dos contra, inova mais uma vez a política ao trazer um projeto que mexe com a sociedade, quebrando paradigmas enraizados há décadas.

É claro que nem todos os mais de 300 beneficiários do programa vão conseguir abandonar o vício das drogas. O próprio programa alerta que “não pretende acabar com o vício”. Mas, certamente, muitos desses usuários terão de volta a dignidade perdida. O que faz o homem mudar para melhor são as condições que a sociedade lhe oferece.



Casa, comida e emprego, é o básico que o Estado deve dar à sua população. Afinal, os pobres da cracolândia espalhados por esse país, assim como os ricaços de Copacabana, da Vieira Solto, Boa Viagem ou Higienópolis, também sentem fome e sede, têm vaidades e sonhos.

Portanto, ao invés de ficar jogando pedras no projeto do Haddad, simplesmente porque é do PT, abrace-o. 

Encoraje a prefeitura de São Paulo a ir em frente, buscar parcerias com o comércio e indústria local, que possam empregar parte desse contingente de seres humanos que estão vivendo abaixo do nível tolerável de sobrevivência.

Que os prefeitos de todo o Brasil descubram, com essa iniciativa de Haddad, a importância de ousar. Não vale apenas mudar a cor dos bancos de uma praça ou dos equipamentos de uma academia pública de ginástica.

O administrador municipal que o povo brasileiro quer e precisa é aquele que não tem medo de inovar na política.

É isso!


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Então a Band está, realmente, perseguindo Haddad...



No dia 1º de novembro, publiquei um texto nesse blog relatando minhas impressões sobre a "perseguição" do jornalismo da Band ao prefeito de São Paulo. Ontem, minhas observações sobre o que estava ocorrendo, entre aquele veículo de comunicação e o prefeito Haddad, se confirmaram. 

Em entrevista a blogueiros ontem (16/12/2013), o prefeito de São Paulo fez relatos sobre o assunto, que vão ao encontro do que foi registrado no texto: O aumento do IPTU de São Paulo e a campanha do jornalismo da Band contra o Haddad.  

Leia o texto aqui 👇


Na entrevista, Haddad diz que ficou surpreendido com a perseguição de certo veículo de mídia. Chegou a ligar para o dono da empresa, questionando o porquê de tudo aquilo.

Recebeu como resposta: Dei instruções a todos os veículos de minha propriedade para atacar você de forma sistemática, desde que você aumentou o IPTU.  

Embora Haddad não quisesse dizer o nome do empresário e qual a empresa de mídia, os blogueiros descobriram se tratar do Saad, dono da Band.  

Motivo do ódio: além do prefeito ser do PT, a família Saad é possuidora de muitos imóveis na cidade de São Paulo e teriam que pagar mais de IPTU, caso o aumento passasse.   

O que o jornalismo da Band defendia, principalmente o Boechat e o datena, não era o “absurdo” aumento do IPTU de São Paulo, que iria "prejudicar senhoras idosas, aposentadas e pensionistas do INSS, as quais o que ganham quase não dá para comprar o que comer".  

Na realidade, o que eles defendiam, de maneira vergonhosa, era os bens do patrão. 

Estou muito feliz em saber que estava certo nas minhas observações.

Vale a pena lutar contra a mentira e a manipulação.

Sempre haverá o dia em que a verdade é a que prevalecerá.

Como é bom ver que aquilo no qual você acredita, aquilo que você defende é a pura e única verdade!