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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

De que adiantaram os protestos de junho de 2013?



Vem vamos pra rua. Pode vir que a festa é sua. Que o Brasil vai tá gigante. Grande como nunca se viu. Vem vamos com a gente. Vem torcer, bola pra frente. Sai de casa, vem pra rua. Pra maior arquibancada do Brasil

A letra é parte de uma música do Grupo Rappa, criada para embalar um comercial de automóvel, um ano antes da Copa do Mundo.

Logo virou febre e tomou as ruas sendo usada pelos manifestantes durante os protestos de junho de 2013.

Vem pra rua”, gritavam eles.


A partir dos primeiros movimentos, a cada dia aumentava a quantidade de brasileiros gritando “Vem pra rua”, conclamando a todos para invadir as grandes avenidas, ruas e praças.

Tirando os excessos, foi algo bonito de se ver. Desde o movimento “Diretas Já” não se via algo tão grandiosamente social.

Era toda a sociedade dizendo basta!

Todos, ao seu modo, protestando contra o que temos de pior numa nação: políticos corruptos, justiça discricionária e uma imprensa medíocre.

Não era apenas pelos R$: 0,20!


Após mais de um ano daquele ato social brasileiro, jamais visto antes, o que realmente adiantou todos aqueles protestos de junho de 2013?  

Todo aquele movimento culminou exatamente para os dias de hoje. Foi dito mais de uma vez, por várias pessoas: o Brasil não será mais o mesmo daqui por diante, mas, a forma legal de mudar [de verdade] um país, é pelo voto.


Foi pra reeleger o Geraldo Alckmin governador de São Paulo, o Cássio Cunha Lima, na Paraíba... Levar para o legislativo, políticos como: Jarbas Vasconcelos, Heráclito Fortes, Jereissati, José Serra, Sergio Cabral... Que essa multidão foi as ruas?
 
Por pouco o José Roberto Arruda, não venceria a disputa para governo de Brasília.

Escolher políticos como Garotinho, Cesar Maia, Bolsonaro, Caiado, Feliciano... Valha-me Deus!

Estamos a ver presidenciáveis, em campanha, dizendo que se forem eleitos fecharão poços do Pre-sal, revisarão os direitos trabalhistas na CLT, darão independência ao BC, aumentarão o desemprego, diminuirão o salário, eliminarão os projetos sociais... E mesmo assim estão sendo escolhidos por 20% a 30% da população, como sendo o melhor para o Brasil?

Quantos, dos que participaram dos protestos de junho de 2013, escolheram votar em Marina ou em Aécio?
Quantos, dos que gritaram “Vem pra rua”, estão cegos a ponto de entregar as rédeas do país a aventureiros direitistas?

Todos têm o direito de escolher seus representantes, mas depois do levante de junho de 2013, era de se esperar um maior zelo por essas escolhas. Afinal, foram escolhas erradas que levaram a população de São Paulo viver um terrível racionamento de água. Dá pra imaginar, o maior estado da federação, sem água?

Após vinte anos de governos tucanos, só agora, depois da seca que assola o Estado, se verificou que faltou realizar obras estruturadoras de armazenamento de água. Um lapso! Esse talvez seja o mais ardiloso crime social cometido por um governo estadual (governos ininterruptos de um só partido) que se tenha conhecimento.

Não vou aqui falar dos desvios do Metrô. Sem metrô o povo passa, mas, sem água...

E mesmo assim... Mesmo depois de todo aquele barulho das manifestações de junho, políticos que deveriam ser esquecidos da população brasileira, estão gozando o direito de governar por mais quatro anos.
 Por favor! Não inventem de ir pra rua mais não! 

terça-feira, 11 de março de 2014

Cuidado com quem você toma como “aliado”.


A cena política de 2014 traz um fenômeno eleitoral nunca visto antes. É claro que político muda de discurso como se muda de paletó, bastando mudar da situação para oposição ou vice-versa. Críticos ferozes, como Kátia Abreu, Rosalba Ciarlini e ACM Neto, passaram a fazer elogios a Dilma Rousseff, depois da mudança de partido [no caso de Kátia] e do apoio do Planalto aos governos de Salvador e do Rio Grande do Norte.

Não há uma classe mais mutável que a de político. Ministros do governo, por exemplo, que antes propagavam discursos de apoio ao governo petista, ao entregar a pasta para concorrer a uma vaga nas eleições de outubro, passaram a criticar ferozmente a presidência da república. É o caso do ex-ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, que saiu num dia elogiando e no outro já desferia suas críticas.

Mas há algo que tem chamado mais atenção no cenário político. O comportamento do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, tem deixado muita gente boquiaberta pela postura agressiva e, até certo modo, desproporcional e desnecessária, como ele se dirige à Presidenta da República. Os ataques chegam a ser mais que pessoais. É como se o Eduardo Campos estivesse se preparando não para um embate político, mas para uma guerra, com o mais denotativo significado da palavra, onde o principal objetivo seria exterminar o inimigo. Que, nesse caso, pela fúria incontrolada do presidenciável, é a própria Dilma.

Esse comportamento agressivo demonstrado por Eduardo até pode estar sendo absorvido daqueles que o assessoram. Tem lá o Jarbas Vasconcelos, Roberto Freire, Bornhausen, Heráclito Fortes, entre outros. Políticos carrancudos, mal-humorados, detentores de discurso derrotista, que passaram os últimos doze anos a criticar o Brasil e que são, declaradamente, inimigos de Lula da Silva e de Dilma Rousseff, e de tudo que a eles esteja ligado.

E pensar que imaginávamos que seriam as frases prontas e os discursos sem nexo do fhc e do Aécio Neves que fariam a alegria da parcela da sociedade, conhecida como "Coxinhas". Perto das declarações do Eduardo Campos, as dos tucanos são "fichinhas".

Essa frase, por exemplo: "Avisem a Dilma que ela está de aviso prévio", diz mais sobre o novo [ou seria o mesmo] Eduardo Campos e sua trupe do que de qualquer pessoa ou governo que ele tenha tentado atingir. 

Mostrar-se como dono do Brasil, assinando o aviso prévio da Presidenta, desrespeitando a autoridade máxima do país, repetindo um mantra de superioridade que satisfaz apenas a uma parcela da sociedade que, assim como ele, é incapaz de ver as melhorias produzidas pelo governo petista. Melhorias, inclusive, as quais ele está se esbaldando.

Fazer campanha política caçoando da presidenta, utilizando expressões de autoritarismo como se superior a ela fosse, não é o caminho ideal para se vencer a eleição. E o pior, da forma que o Eduardo está sendo “assessorado”, corre um grave risco de criar antipatias com seus próprios eleitores.

Vivemos um novo tempo. Não cabe mais no cenário nacional a prepotência de um Sérgio Cabral, o destempero de um Carlos Sampaio e a soberba de um fhc.

Eduardo deveria rever muito do seu comportamento nesse início de campanha. Mudar alguns assessores [quem sabe?]. Caso contrário, corre o risco de ficar marcado como político desagradável. 

Para quem votou nele duas vezes, como eu, esse é o sentimento que tenho hoje do presidenciável Eduardo Campos: um político desagradável.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Jarbas Vasconcelos decide por não tentar a reeleição para o Senado.




















Essa semana a imprensa pernambucana, se espantou com a decisão de Jarbas Vasconcelos, em abrir mão de tentar a reeleição para o Senado. 

Embora o partido do senador (PMDB) e o próprio governador Eduardo Campos, deixassem que ele próprio resolvesse, Jarbas optou por não ser candidato ao senado federal. Talvez tente uma vaga para a Câmara Federal.

Essa decisão foi, antes de tudo, muito bem pensada e transmite ao eleitorado, a sensação de medo do senador de ter o mesmo destino de tantos outros políticos esquecidos nas urnas. 

Jarbas sabe o que aconteceu com o Marco Maciel  e Roberto Magalhães, por exemplo, que mesmo com uma carreira política invejável [prefeito, governador, senador, vice-presidente da república], simplesmente não conseguiram se eleger embora tivessem um enorme espaço na mídia nacional e principalmente local.

Na sua altivez, Jarbas Vasconcelos provavelmente não avaliou os motivos e razões que estão levando-o a quase um ostracismo em seu reduto político. Incapaz de reconhecer que suas novas bandeiras e algumas questões defendidas por ele no senado vieram de encontro ao que o eleitorado esperava de seu representante.

Jarbas frustrou, de certo modo, alguns de seus eleitores.

Decidiu seguir o mesmo caminho trilhado por outros políticos, contra o projeto do governo Lula da Silva e agora contra o projeto do governo Dilma Rousseff. Muitos dos seus discursos em plenário e votações contrárias a projetos criados com o objetivo de beneficiar os mais pobres, chegou muito mal ao conhecimento dos pernambucanos.

A história mostra que somos um povo que não toleramos os descasos políticos, o discurso falso, a tomada de decisão contrária aos anseios populares. O pernambucano é, acima de tudo, consciente da importância do seu voto.

Na verdade, muitos de nós não estamos satisfeitos com esses últimos anos de representação do senador pernambucano.

Demóstenes Torres, Arthur Virgílio, Heráclito Fortes, Tasso Jereissati, assim como Jarbas, são exemplos de políticos que se esvaíram da política, a partir de seus discursos, de suas ideias, do que acreditavam e ainda acreditam, do ódio ao Lula da Silva, da soberba, da falta muitas vezes de humildade, de não reconhecer virtudes em seus adversários/inimigos políticos, do discurso rasteiro.

Houve dias, assistindo à TV Senado, que me perguntei "o que o senador Jarbas estaria fazendo ali(?)". Sempre carrancudo, mal-humorado, distante do que se espera de um senador da república. Na maioria das vezes que usou o plenário, apresentou um discurso contra os governos do Eduardo Campos, do Lula da Silva e da Dilma Rousseff. 

Fica difícil acreditar num político que discorda sempre.

Não há um governo no mundo, seja ele de qual sistema governamental for, que não tenha falhas. Mas que também não tenha acertos.  

Por isso, por não reconhecer virtudes dos oponentes, há outros políticos que estão na mira dos eleitores esse ano. Acho muito difícil que Álvaro Dias, Mauro Solto, Carlos Sampaio, Sergio Guerra, José Agripino, Ronaldo Caiado, Roberto Freire, entre outros, inclusive o Jarbas Vasconcelos, possam se eleger/reeleger ao Senador da República. Para Deputado Federal ou Estadual, ainda vai, mas para o Senado será difícil.

Dona Sisí, uma senhora de oitenta e cinco anos, costuma dizer: se gosta tanto assim, elege ele para prefeito de tua cidade, não precisa mandá-lo para Brasília! É que ela não perde a transmissão da TV Senado ou da TV Câmara. E para ela, tem certos políticos que não deveriam estar no cenário nacional. Eu também  acho!

Político ser contra ao Mais Médico, a diminuição da conta de energia, as Cotas para Universidade, o Pronatec, o ENEM... É ser contra o povo! E isso custa caro para eles.  

Hoje não se faz mais política como antigamente. Não há nada que possa ser dito por um político que não chegue ao conhecimento do público. Há repercussão em toda ação política, seja ela benéfica ao povo ou não. 

Jarbas tomou a decisão certa. Seria um vexame para sua carreira assim como foi pra outros. Se pudesse dar-lhe um conselho, diria: será que já não está na hora de pendurar as chuteiras?

Quando se percebe não ter mais condições de permanecer ou avançar, é hora de parar!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Refletindo sobre alguns fatos do cotidiano...



1 – Após anos de oposição ao governo de Eduardo, em Pernambuco, o PSDB de Sérgio Guerra, diz que o partido nunca fez oposição ao governo do PSB e “esse negócio de dizer que somos oposição é conversa de babaca”.

Pelo que parece, os demais tucanos de Pernambuco, não gostaram nada dessa ideia de fazer parte do governo de Eduardo. O nome mais forte do partido, no estado, o Daniel Coelho, antes dessa tomada de iniciativa do presidente estadual da legenda, disse que fazia oposição ao governo.
Tremenda saia justa! Guerra, já agia como se fosse o general da banda, quando era presidente nacional dos tucanos. Agora que manda só nos tucanos de Pernambuco...Afinal, o povo quer saber: fazia ou não fazia oposição?

2 – Cacique tucano tem essa mania de querer que as pessoas esqueçam o que eles fizeram ou disseram. Que a nova turma jovem de tucanos possa agir de forma diferente aos caciques. Senão o partido desaparece do mapa!

3 – Comparar José Genoíno a Fernandinho Beira Mar, no episódio da não autorização da transferência do petista para São Paulo, devido a um habeas corpus não autorizado, de transferência do traficante de drogas para o Rio de Janeiro... Foi demais da conta! Esse foi o pior ato cometido por Barbosa desde o início do julgamento da Ação 470.

4 – Enquanto isso o Roberto Jefferson continua comento seu salmão na brasa... 
Quem pode... Pode!

5 – Depois da aliança do PSB de Eduardo, o PMDB de Jarbas, o PPS de freire e o Psdb de Guerra e o Rede de Marina, passa a ser necessário, toda vez que alguém disser ser Socialista, complementar com “de direita” ou “de esquerda”.

6 – E Marina e sua REDE, ainda vão vir com aquele papo de... Pragmatismo político, nova forma de fazer política, aliança vertical, agenda programática... Mesmo depois de sentar com Sergio Guerra, Freire...

7- Após três dias do acidente com Michael Schumacher, ventilaram na imprensa que ex piloto se acidentou ao tentar salvar uma criança que estava esquiando e preste a levar uma queda.
Pelo jeito, não colou!

8 – Esse silêncio de Serra é de arrepiar a espinha...

9 – Será que nenhum presidenciável vai convidar o Gurgel para vice?

10 - Dizem que o Sr.Venceslau, morador do bairro de Jaçanã - SP, estava no centro de São Paulo e depois de tomar umas pingas e não ver o passar das horas, resolveu dormir por ali mesmo. Arrumou umas folhas de papelão e seguiu até a sede do partido do Paulinho da Força.

Entrou no prédio, foi arrumando os papelões, ajeitando uma cama improvisada, quando chegou o segurança do partido que foi logo dizendo: "vai saindo daí agora mesmo... Pegue seus papelões e desapareça!

Venceslau olhou para o segurança e com voz embriagada disse:

Pô... Meu... Voocês (chic) não são o part(chic)tido da soridariedaaade...


Não esqueçam de sorri.
Esse é o ano da gargalhada.
Sorri faz bem a alma e ao corpo.