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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Apoiar golpes usando o dinheiro de Deus


“Trazei todos os dízimos à Casa do Senhor para que haja mantimento na minha Casa diz o Senhor. Mlq. 3.10

Investigações dão conta de que igrejas evangélicas brasileiras estão dando apoio ao golpe que está em curso na Bolívia. Se for realmente verdadeira essa informação, qual seria esse apoio? Um povo verdadeiramente cristão não apoiaria a destituição de um governo legítimo. Pode-se até não gostar do vencedor de uma eleição, mas, financiar sua saída,  e da forma que está sendo cometida no país vizinho, seria algo diabólico. 

O apoio foi só por meio de orações? Muito difícil acreditar nisso! 

Basta vê o perfil dos chamados "líderes" neopetencostais das igrejas do Brasil. São homens "de deus" dados a uma farra com dinheiro sagrado dos dízimos e ofertas. Gente que encabeçam a lista dos grandes afortunados desse país.

Muitos de nós sabemos que, em muitas igrejas, o fascismo se apoderou da mente e do coração desses líderes. O que importa pra eles é tão somente a fama, o poder e o dinheiro. O Noivo da igreja, faz tempo, está sendo proibido de entrar na sua própria casa. 

Jesus Cristo deixou de ser importante pra muitas denominações ditas evangélicas. A pedra fundamental passou a ser os sete pecados capitais: gula, avareza, inveja, ira, soberba, luxuria e a preguiça.

Irmãos cristãos estão sendo levados ao precipício. Apoiando apoiadores de torturadores. Claramente aversos a verdade de Cristo. Presos a mentiras e a novas interpretações dadas as escrituras por aquele que está no mundo somente roubando, matando e destruindo.   

O radicalismo invadiu a igreja. Só se ouve falar em dinheiro e prosperidade. A salvação ficou em terceiro plano. Primeiro é agradar ao pastor messiânico, depois se dá bem financeiramente e só depois, bem depois, vem talvez o Cristo torturado. 

Se ficar realmente provado que lideranças "religiosas" brasileiras estão contribuindo, financeiramente, com a dor de nossos irmãos bolivianos, eles passam então a comprovar a desvinculação da verdadeira função sagrada dos dízimos e ofertas que são levados as igrejas pelos seus membros. 

Sabe-se que muitos desses líderes, ditos religiosos, gastam o dinheiro sagrado para seu bem prazer. Aviões caríssimos, automóveis, apartamentos luxuosos, mulheres, tratamento dentário milionário, uma  verdadeira vida de rei, agora (!), financiar golpes (?), vai muito além do aceitável. 

É cruel!

O dízimo é para mantimento, para avivar a obra, cuidar e melhorar a casa de Deus.
O dízimo é para o sustento daqueles que trabalham pelo evangelho.
O dízimo é para evangelização, compra de bíblias, folhetos e etc.
O dízimo é para atos de misericórdia, ajudar os necessitados. 
O dízimo é para investir na educação religiosa e crescimento cristão.

Deus cobrará caro dos envolvidos, fiquem certos!
Principalmente dos que se deixaram enganar.

Abre os olhos ovelha.
Abre os olhos.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Tremendo erro do "diplomata"


A questão é muito séria, mais séria do que possamos imaginar. O diplomata brasileiro Eduardo Saboia não tinha nenhuma autoridade para fazer o que fez. “Fiz por uma questão humanitária...” Isso é balela! Se o Sr. Saboia desejava fazer ação humanitária, fosse designado para uma das centenas de regiões pobres em todo o Brasil. 

Há famílias inteiras que vivem às margens do rio Capibaribe, aqui em Pernambuco, morando em palafitas.  Isso sim, é viver numa situação subumana.

A figura do senador boliviano, tão forte, corado, sorridente, bem-humorado, retrata realmente o “lastimável” ambiente ao qual vivia. Certamente lhe faltava água e comida ou quem sabe ele era torturado todos os dias, por mais de um ano que ali viveu?

O governo brasileiro errou feio ao creditar a esse “diplomata” uma função de tamanha responsabilidade. Nenhum empresário desse país ou do mundo lhe confiaria algo tão precioso. Sendo eu seu chefe, antes de entregar sua carta de demissão, eu lhe demitiria primeiro. Há certos atos equivocados, cometidos por profissionais, que não se pode ignorar. 

A tomada de iniciativa não pressupõe pôr em risco relações entre dois países.

Afinal, o que é mais  prioritário: a manutenção da relação entre Brasil e Bolívia ou o passeio de barco do senador Molina no lago Paranoá?

A única prova que o “diplomata” brasileiro demonstrou com esse seu ato foi de completo descontrole. Imagina se todo diplomata no mundo resolvesse fazer “ação humanitária” como essa? Certamente desencadeariam a terceira guerra mundial.

Já temos senadores corruptos aqui! Não precisamos que seja trazido mais um e, principalmente, nessas condições!

Provavelmente o senhor Saboia tenha perdido a principal aula da diplomacia mundial: a que tratava do respeito às leis, às regras do jogo, ao governo, ao povo boliviano e à sua constituição.  

Muitos dos que hoje ensaiam discurso de apoio a esse ato inconsequente, fazem-no por não possuir nenhuma legitimidade e por ter uma ideia difusa da relação entre o Brasil e nossos irmãos do sul. Para muitos políticos brasileiros, no mundo só há espaço para relações bilaterais com EUA e Europa.


Fico aqui, com meus botões, imaginando... E se fosse o contrário? O que diriam esses mesmos políticos que apoiam a maior lambança cometida por um “diplomata” brasileiro?  

Pelo jeito, eles decretariam guerra!


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