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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Dilma (que orgulho do Brasil) decidiu não aceitar o convite de Obama.


A decisão da presidente Dilma Rousseff de não viajar aos EUA, convidada pelo governo americano numa viagem de chefe de estado, na qual seria recepcionada e hospedada na própria Casa Branca, foi a mais acertada. 

A arapongagem cometida pelo governo de Obama ao Brasil, em especial ao governo federal e a Petrobras, foi uma afronta a soberania do nosso país.

Quem Obama pensa que é?

Sobre isso não há mais nada o que dizer.

No entanto, a oposição, a partidária e a midiática, sairá com um discurso pronto contra a decisão do governo brasileiro.

A situação está tão descabida, no que diz respeito a postura da oposição brasileira, que certamente eles já tinham prontas as críticas ao governo Dilma Rousseff, independente da decisão tomada.

Caso a presidente decidisse por aceitar o convite de Obama, diriam que o governo brasileiro é subserviente ao governo americano, acusariam ou insinuariam o governo Dilma Rousseff de querer vender a Petrobras, ou o petróleo do Pré-Sal, aos americanos; ou ainda, diriam ser o governo Dilma Rousseff fraco sem autoridade, uma vergonha nacional.

Como a presidente, decidiu por não aceitar o convite, eles dirão que a diplomacia brasileira é anacrônica, que no passado era motivo de orgulho (principalmente nos governos de fhc), que as atitudes do Brasil está ficando mais parecida com as do Irã, que poderemos perder muito tendo como “inimigos” os americanos.

Preparem os ouvidos. A partir de agora só ouviremos os "formadores de opinião" tratar sobre esse "desastre" da diplomacia brasileira. 

A imprensa está ficando sem munição e só lhe resta agora baixar o nível ainda mais.

Não foi possível diminuir a aprovação do governo, atacando o Mais Médico, apoiando a lambança do diplomata brasileiro que trouxe o Senador ladrão boliviano, criticando (vejam só) o corredor exclusivo de ônibus da cidade de São Paulo, exigindo a prisão de Dirceu ao STF.

Não lhe restam mais nada a fazer, a não ser, como diz o Joaquim Barbosa... Chafurdar.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

“... a diplomacia brasileira era motivo de orgulho...”




Ouvi ontem o Editorial da Band, que, após relacionar os “fracassos” obtidos pelo Brasil por meio do Itamaraty nas negociações e relações com países da América do Sul, Ásia e África nos últimos dez anos, terminou afirmando que “a diplomacia brasileira no passado era motivo de orgulho e hoje é de vergonha”. O âncora do Jornal da Band, Ricardo Boechat, foi quem leu o editorial após repetir o que já havia sido dito (com imagens), na reportagem que antecedeu o editorial.

Primeiro, é preciso saber: era motivo de orgulho, para quem?

A diplomacia brasileira até 2003 se baseava, exclusivamente, em atender interesses do governo americano. A relação bilateral Brasil X EUA chegava a ser mal vista pelos países da América do Sul, pela subserviência deste governo àquele.
 
Votar a favor daquilo que o governo americano defende não é diplomacia.

No passado, o Brasil vivia de costas para seus vizinhos. Nossa relação com eles era meramente mercadológica. Não tínhamos grande interesse, também, em acordos com países africanos ou asiáticos.  Nosso parceiro natural eram os EUA, depois os países da Europa e em seguida o Japão.

O estreitamento de relações com países pobres não era um “bom negócio”.

A partir de 2003, a diplomacia brasileira mudou. Já vivíamos uma década de globalização e não cabiam mais os “saltos altos”. Urgia a necessidade de relacionamento com os países pobres e pequenos.

A partir daí, o governo bateu à porta dos países mais próximos (geograficamente) e dos mais pobres da África e da Ásia. Além da manutenção das relações que já existiam com os chamados países do primeiro mundo, o Brasil voltou-se para os que antes não eram notados pela nossa diplomacia.  Nessa nova fase do Itamaraty, o Brasil ofereceu não apenas o que tinha de melhor em seu mercado, como também estendeu a sua mão num gesto de parceria na solução dos problemas.

Cancelou dívidas dos mais pobres, dando um exemplo de generosidade ao mundo. Assinou contratos de cooperação e ajuda, levando a experiência e tecnologia de empresas estatais nas áreas de agricultura, saúde e assistência social. Avalizou programas, que deram certo no Brasil, para serem copiados por vários países ao redor do mundo. Elevou o nome do Brasil nas instituições internacionais, onde brasileiros têm ocupado, hoje, lugar de destaque nesses organismos. Abriu embaixadas e enviou representação onde antes jamais se imaginava.

O Brasil hoje é palco dos maiores eventos mundiais e isso se deve ao trabalho de nossa diplomacia e toda essa iniciativa de um governo que ousou fazer diferente.

É crível entender que o principal diplomata de um país é sempre o seu presidente. No caso do Brasil, o ex-presidente Lula da Silva foi o agente principal nessa mudança de paradigmas da diplomacia brasileira, dos últimos dez anos. Quando viajava “no seu aerolula”, ele fazia o papel do mascate. Sempre acompanhado de enormes comitivas - entre os tripulantes, Lula levava micro, pequenos e grandes empresários – Lula impulsionou o mercado brasileiro de maneira considerável e consistente.

Só para se ter uma ideia, em 2002 o Brasil exportou 46 bilhões de dólares, enquanto em 2012, dez anos depois, exportou para países do mundo todo mais de 240 bilhões de dólares.

O Brasil não poderia continuar na “aba do chapéu” dos EUA. É vergonhoso para um país ver seu governante viajar ao exterior com pires nas mãos em busca de empréstimos, ou se contentando com tapinhas nas costas, do presidente americano, como se dissesse:  “bom garoto..."

As relações diplomáticas se fazem olho a olho. Assina-se um contrato de respeito mútuo, onde as duas partes resolvem juntas o que é melhor para ambas. 

O Brasil não poderia continuar “falando fino com americanos e grosso com bolivianos”.

Portanto, Band, não é o passado do Itamaraty que eu tenho orgulho.


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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Tremendo erro do "diplomata"


A questão é muito séria, mais séria do que possamos imaginar. O diplomata brasileiro Eduardo Saboia não tinha nenhuma autoridade para fazer o que fez. “Fiz por uma questão humanitária...” Isso é balela! Se o Sr. Saboia desejava fazer ação humanitária, fosse designado para uma das centenas de regiões pobres em todo o Brasil. 

Há famílias inteiras que vivem às margens do rio Capibaribe, aqui em Pernambuco, morando em palafitas.  Isso sim, é viver numa situação subumana.

A figura do senador boliviano, tão forte, corado, sorridente, bem-humorado, retrata realmente o “lastimável” ambiente ao qual vivia. Certamente lhe faltava água e comida ou quem sabe ele era torturado todos os dias, por mais de um ano que ali viveu?

O governo brasileiro errou feio ao creditar a esse “diplomata” uma função de tamanha responsabilidade. Nenhum empresário desse país ou do mundo lhe confiaria algo tão precioso. Sendo eu seu chefe, antes de entregar sua carta de demissão, eu lhe demitiria primeiro. Há certos atos equivocados, cometidos por profissionais, que não se pode ignorar. 

A tomada de iniciativa não pressupõe pôr em risco relações entre dois países.

Afinal, o que é mais  prioritário: a manutenção da relação entre Brasil e Bolívia ou o passeio de barco do senador Molina no lago Paranoá?

A única prova que o “diplomata” brasileiro demonstrou com esse seu ato foi de completo descontrole. Imagina se todo diplomata no mundo resolvesse fazer “ação humanitária” como essa? Certamente desencadeariam a terceira guerra mundial.

Já temos senadores corruptos aqui! Não precisamos que seja trazido mais um e, principalmente, nessas condições!

Provavelmente o senhor Saboia tenha perdido a principal aula da diplomacia mundial: a que tratava do respeito às leis, às regras do jogo, ao governo, ao povo boliviano e à sua constituição.  

Muitos dos que hoje ensaiam discurso de apoio a esse ato inconsequente, fazem-no por não possuir nenhuma legitimidade e por ter uma ideia difusa da relação entre o Brasil e nossos irmãos do sul. Para muitos políticos brasileiros, no mundo só há espaço para relações bilaterais com EUA e Europa.


Fico aqui, com meus botões, imaginando... E se fosse o contrário? O que diriam esses mesmos políticos que apoiam a maior lambança cometida por um “diplomata” brasileiro?  

Pelo jeito, eles decretariam guerra!


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