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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Governo tucano comprando a mídia? Isso não é novidade.

Não é necessário muito esforço ou muita inteligência pra perceber que existe uma relação capciosa entre governos tucanos e mídias. Vez ou outra eles deixam escapar os contratos milionários entre aqueles e esses, tudo com dinheiro público. 

O governo do estado de São Paulo, por exemplo, torrou quatro milhões do contribuinte em contratos com a revista veja e os jornais folha e estadão. 

Sabemos, no entanto, que não é apenas os governos tucanos que repassam dinheiro público para as empresas de mídia. Uma verdadeira Bolsa Mídia. 

O que nos faz questionar na verdade é: se todos os governos, seja de direita ou esquerda, repassam verbas milionárias para as empresas de mídia (globo, veja, estadão e folha), por que só os da direita, principalmente os governos tucanos, recebem proteção da imprensa brasileira?  

Você até pode me dizer que a imprensa conservadora desse país é isenta. Mas, você acredita mesmo nisso?

Basta abrir uma revista veja ou época. Aliás, nem precisa abri-la. Basta ver a capa da revista ou do globo, da folha, estadão... Em poucos minutos de leitura, em um desses "veículos de informação" será o suficiente pra perceber a armação. 

É só manipulação contra os que eles "pintaram" como inimigos e bajulação para os que eles consideram como amigos. 

Infelizmente muitos brasileiros só descobrem que estão sendo enganados pela direita (política e midiática), quando apanham de forma animalesca.

É o caso dos professores do Paraná e de São Paulo.

Só após serem massacrados pela polícia de beto richa, os professores do Paraná descobriram quem são, realmente, os inimigos do povo.
 
Agora saiu uma nota do sindicato dos professores do Paraná, testificando aquilo que nós temos criticado nas redes sociais, a farra do dinheiro público pera mídia. O beto (hitler) richa, tirano que governa o estado e mandante do levante de agressão contra os professores, no dia 29/04, tem jorrado dinheiro nos jornais locais. Tudo com o objetivo de esconder suas mazelas, mandos e desmandos. Afinal, é só pra isso que a mídia terrorista serve: manipular o povo.


Segue a nota de repúdio do Sindicato dos Jornalistas do Paraná:

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná condena publicamente o governador Beto Richa pela tentativa de persuasão dos veículos de comunicação do estado e de manipulação da opinião pública por meio da compra de espaços publicitários para responder ao intenso movimento grevista dos servidores estaduais.


Anúncios publicados em alguns impressos ocupando páginas inteiras representam também um contrassenso aos argumentos utilizados pelo governador Beto Richa que defende o “pacotaço” para reduzir gastos. De acordo com relatório do Tribunal de Contas, em 2013 o Governo do Paraná gastou R$ 240 milhões em propaganda, um salto de 668% neste tipo de serviço.


O sindicato entende que o serviço público é feito por trabalhadores e que a qualidade deste serviço está diretamente ligado às condições de vida dos servidores. Nesse sentido, o Sindijor reafirma seu repúdio às medidas que vêm sendo adotados pelo atual governador, apoia o movimento grevista e convoca a sociedade paranaense a se posicionar em defesa da saúde, da educação, da segurança e dos demais serviços públicos.

Um mínimo de senso crítico, ao ter contato com a nossa mídia [terrorista] conservadora, não faria mal nenhum.

Ainda dá pra desalienar-se.

É isso!


terça-feira, 5 de maio de 2015

O cinismo de richa e francischini

A agressão aos professores no dia 29/04 no Paraná, serviu entre outras coisas, para consolidar o fim político de dois cara de paus da política brasileira. O richa e o francischini, entram para os rol dos nomes que precisam ser esquecidos. Não é possível que o povo do Paraná ainda vão eleger qualquer um dos dois, seja a qual cargo público possível. Nem pra vereador... nem pra síndico de condomínio. Esses caras devem ser expulsos da vida pública. Não existe lugar na política pra ditadores e tiranos. O Paraná não é terra de de ninguém ou o reinado de beto hitler e seu bobo da corte o francischini.

Agora, após uma semana do massacre, depois de perceber a ação catastrófica que eles desenvolveram contra os professores, a dupla começa dá sinal de culpar um ao outro. Ou na pior das hipóteses, achar um culpado entre os comandantes militares do Paraná. Todos sabem que o policial militar recebe ordens e executa. Não deveria ser assim... Mas, infelizmente é!

Quem dá as ordens, numa situação como essa, é o secretário de segurança pública, o senhor francischini. Que recebe ordens do governador do estado, o richa.

Aí vem o francischini dizer na imprensa que: "Não tem justificativa. Nós lamentamos, as imagens são terríveis. Nunca imaginávamos que ia acabar nisso", Como assim...

Como o responsável pela segurança de um estado e um governador, coloca todo efetivo militar na rua, com balas de borracha, cães, cassetette e mais sei lá o quê, e não sabe que tudo isso poderia machucar os "desordeiros", os "marginais", os "perigosos" professores?

Onde que numa batalha entre homens com giz e livros conseguiriam vencer um batalhão com armas e cães?

Fui ver a repercussão do cinismo da dupla de tiranos nas redes sociais sobre esse: "Nunca imaginávamos que ia acabar nisso".


- As Professoras e os Professores do Paraná até já estão pedindo desculpas ao Beto Richa e ao Franscichini pelos transtornos causados, mais um pouco vão pedir a canonização dos dois junto ao Papa Francisco para que sejam declarados: uns santos. Toma vergonha na cara Beto Richa!!! Toma vergonha na cara Francischini !!! Vocês são dois criminosos !!!

- Se tem uma coisa que não suporto no PSDB é o fato de serem cínicos, eles fazem as coisas e depois querem empurrar para alguém a culpa , quando a coisa fede. No Paraná é fato, a polícia não fez aquilo porque quis , recebeu ordens, mas agora querem que ela seja a única vilã. Ridículo. Não entendo como depois de Governar o país 8 anos e inúmeros estados e municípios mantendo essa atitude de empurrar a culpa para alguém que não seja eles, mesmo essa culpa sendo deles, a sociedade continua a votar neles e a apoiá-los de forma quase que incondicional. Deveríamos repudiar esse tipo de político e esse tipo de atitude, pois assumir os seus atos e as consequências deles é o mínimo que se espera de um político que quer ser levado a sério e de uma sociedade que quer ser levada a sério.

- Sujeito cara de pau. Manda bater e depois joga a culpa na PM. O mau caratismo é f*da.

- A diferença entre os governos do PT e do PSDB fica clara. Enquanto manifestantes falavam até que a Dilma tinha que morrer e outros absurdos disso para pior, o governo ia às telas da TV e saudavam o direito de livre manifestação e dava alguma satisfação àqueles (mesmo que não mereçam); no estado governado pelo PSDB - uma amostra grátis do que teria sido o país se este tivesse ganhado a eleição - a porrada come solta, lembrando os períodos mais sombrios da repressão militar, nos tempos da ditadura. E são professores, querendo impedir o assalto aos seus fundos de pensão e reivindicando coisinhas básicas como melhores condições de trabalho para que possam educar nossos filhos. Não é playboy fazendo micareta nem lunático pedindo intervenção militar. Vergonha para esse partido e para todos que o apoiam.

- Uma vergonha o que este insano está falando. A ação da polícia foi ordenada por eles sim. Tenho nojo estes caras. Espero que depois dsta os capotando das polícias aprendam e não permitam que sejam manipulados por políticos canalhas. Eu confio na policia, pois mesmo com toda falha estes homens e mulheres estão aí pra nós depende, mas não aceito que estes policias manipulados por líderes corruptos e frouxos agridam a sociedade honesta. Inacreditável como o maravilhoso estado do Paraná está nas mãos de gestores ditadores e covardes.

- A República do Paraná, seja com o rábula Moro, seja com Beto Hitler, é o exemplo perfeito e acabado do que a direita fascista tem a oferecer ao Brasil : autoritarismo, estado quebrado, justiça de exceção. Tudo isto num pacote cheiroso e bem embrulhado com o selo da rede soneGlobo, para o cidadão não se assustar enquanto vê o Jornal Nacional. Na França dizem : Às armas, cidadãos, nós dizemos aqui : Ao Protesto, cidadãos !!!

O povo não vai esquecer de vocês dois, é nunca!


quinta-feira, 30 de abril de 2015

Governo do Paraná: a face do mal


Que profissão dignifica mais o homem? 
Qual delas é responsável pelo equilíbrio das relações sociais?
Quanto devemos a esses profissionais que todos os dias repassam cidadania, sabedoria e educação a humanidade?
O que seria de nós sem eles? 
O que seria do mundo sem eles? 
O que seria do Paraná, sem eles?


Quanto sofre um povo por fazer escolhas erradas?

O Estado do Paraná tem vivido tempos sombrios. Isso é o resultado em legitimar o poder nas mãos de um tirano.


A classe Docente do Estado do governador eleito pelo voto do povo, beto [hitler] richa, está sangrando.

Não existe um Professor no país ou, quiçá, no mundo, que saiba como está sendo tratado os profissionais da Docência do Paraná, que não esteja sentido a dor deles.


Mais doída que as marcas no corpo pela ação dos cassetetes  e a falta de ar nos pulmões das bombas de gás, é a dor da alma. 

Valeu a pena tanto esforço?
A busca por um mundo melhor, o equilíbrio universal, valeu a pena?


A profissão que deveria ser mais valorizada no Paraná.

O profissional que deveria ser mais respeitado, nesse país, está sendo aniquilado por um governo legitimamente eleito pelo sufrágio universal.


Que povo dá poder a um homem para agir contra esse mesmo povo?



Até quando durará a tirania do Paraná?

Como pode o executivo e o legislativo federal, a justiça, os homens de bem desse país, assistir a tudo isso sem se indignar.

De onde virá a voz que vai mudar isso!


Já passou da hora de haver uma intervenção no Estado. O mais rápido possível!

Cessem essa dor.


Tirem esse louco sarcástico do poder o quanto antes. 

Esse governo já deu prova de que não tem condições de dialogar nem com Professores. 


Um governo que não sabe dialogar com a classe Docente do Estado vai saber dialogar com qualquer outra classe profissional?

sábado, 9 de agosto de 2014

"Desisti de ser professor do Estado" - O relato emocionante de um ex-professor de Minas Gerais


Tenho ouvido o discurso do Aécio e, não sei por que, mas sinto que soa falso. Não dá pra acreditar em nada que ele diga. E o pior, é que muito pouco se extrai de Minas Gerais, a partir da mídia. O que realmente aconteceu no governo de Minas nesses últimos dezesseis anos? Quem deveria nos informar, simplesmente, se cala. Está mais do que claro que a imprensa de alcance nacional é conivente com os políticos Demotucanos. Eles são verdadeiros parceiros. A imprensa mineira [pior ainda] dizem que foi comprada e assim não se vê nenhum veículo de comunicação, do Estado, falar mal dos governos de aécio e anastasia. Sabe-se que, os que teimaram a divulgar informes contra o poderoso governo de Minas, são processados. Fala~se de uma justiça mineira e de um ministério público mineiro completamente submisso ao governo.
Daí, atento a saber a verdade sobre Minas, me deparo com essa joia. Um depoimento de um ex professor da rede pública que conseguiu, em pouco tempo, esclarecer muitas dúvidas sobre o tão falado Choque de Gestão, empreendido em Minas pelo presidenciável aécio. 
Vale muito a pena ler e se indignar! É pura emoção. Ninguém conseguiria escrever, da forma que está escrito, se não tivesse sido extraído lá de dentro. Da própria alma.


Desisti de ser professor do Estado
Hoje tive o dia mais triste como professor. Não estou me referindo a nenhuma indisciplina ou necessariamente a baixo rendimento escolar de meus alunos.

Solicitei a minha dispensa na rede pública estadual de minas gerais e fui surpreendido pelos meus alunos.

Como sou muito exigente, muitas vezes coloco fardos pesados sobre meus alunos. Acreditava que a minha saída na transição dos bimestres seria encarada apenas como mais uma das tantas mudanças corriqueiras que ocorrem na escola.

Estava enganado. Fui surpreendido pelo choro mais desolador que já vi em toda a minha vida. Minha maior tristeza foi pensar que eu poderia ser responsável por esse choro.

Jamais pensei que meus  alunos da rede pública estadual de Minas Gerais fossem chorar por minha saída.

Preocupado com o que eu diria para eles como motivo, preferi a verdade. Estou saindo porque não consigo me sustentar na rede pública estadual de Minas Gerais. Como são crianças, muitas não entenderam o que eu queria dizer e me responderam novamente com o choro mais desolador que já vi ou causei em toda a minha vida.

“Professor não nos abandone”!

A criança não entende a opção que nós professores fazemos quando abandonamos a sala de aula. Uma de minhas alunas gritou: “Vou me mudar para a escola onde o senhor vai continuar como professor”. Nessa hora engasguei o choro e me perguntei como poderia ser isso? Se a maioria de nós no Brasil e na rede pública estadual de Minas Gerais  não dispomos de recursos para bancar o ensino privado.

Algumas crianças se puseram na porta e tentavam impedir minha saída, sem palavras e assustado com o choro e
o pedido de que não as “abandonasse”, restou-me recolher na solidão de meu objetivo racional e deixar a sala com crianças chorosas como nunca vi a se despedirem com o olhar que jamais esquecerei, do professor que  não conseguiu se sustentar na rede pública estadual de Minas Gerais.

Eu poderia recolher-me na vaidade, em pensar que sou um bom professor e que vou conseguir o melhor para mim.

Entretanto, sei que hoje a exemplo do que ocorreu comigo, dezenas de outros professores deixaram a rede pública estadual de minas gerais por não conseguirem se sustentar, assim como também dezenas de crianças choraram ao se despedirem de seus professores.

Resta-me na revolta implorar a todos os mineiros e brasileiros que lerem essa carta.

Pelo amor de Deus! Não acreditem na educação faz de conta do governo de minas gerais. O estado faz de conta que remunera seus professores, professores infelizmente fazem de conta que ensinam, alunos fazem de conta que aprendem e atores globais fazem de conta que falam da melhor educação do país.

Da APP Sindicato 29-04-2013
O episódio dessa carta ocorreu no dia 18 de abril de 2013 na escola estadual Barão do Rio Branco em Belo Horizonte. Infelizmente ocorreu também em dezenas de escolas do estado de minas gerais.
Enquanto o governo de minas paga milhares de reais a atores globais para mentirem sobre a educação no horário nobre, nossas crianças choram os seus professores que estão saindo porque não conseguem mais se sustentar no estado.
Prof. Juvenal Lima Gomes  
Ex-professor da rede pública estadual de Minas Gerais Fonte: Revista Fórum | Geledés Instituto de Mulheres Negras

Extraído do site Poços 10

Hoje tive o dia mais triste como professor. Não estou me referindo a nenhuma indisciplina ou necessariamente a baixo rendimento escolar de meus alunos.
Solicitei a minha dispensa na rede pública estadual de minas gerais e fui surpreendido pelos meus alunos.
Como sou muito exigente, muitas vezes coloco fardos pesados sobre meus alunos. Acreditava que a minha saída na transição dos bimestres seria encarada apenas como mais uma das tantas mudanças corriqueiras que ocorrem na escola.
Estava enganado. Fui surpreendido pelo choro mais desolador que já vi em toda a minha vida. Minha maior tristeza foi pensar que eu poderia ser responsável por esse choro.
Jamais pensei que meus  alunos da rede pública estadual de Minas Gerais fossem chorar por minha saída.
Preocupado com o que eu diria para eles como motivo, preferi a verdade. Estou saindo porque não consigo me sustentar na rede pública estadual de Minas Gerais. Como são crianças, muitas não entenderam o que eu queria dizer e me responderam novamente com o choro mais desolador que já vi ou causei em toda a minha vida.
“Professor não nos abandone”!
A criança não entende a opção que nós professores fazemos quando abandonamos a sala de aula. Uma de minhas alunas gritou: “Vou me mudar para a escola onde o senhor vai continuar como professor”. Nessa hora engasguei o choro e me perguntei como poderia ser isso? Se a maioria de nós no Brasil e na rede pública estadual de Minas Gerais  não dispomos de recursos para bancar o ensino privado.
Algumas crianças se puseram na porta e tentavam impedir minha saída, sem palavras e assustado com o choro e
o pedido de que não as “abandonasse”, restou-me recolher na solidão de meu objetivo racional e deixar a sala com crianças chorosas como nunca vi a se despedirem com o olhar que jamais esquecerei, do professor que  não conseguiu se sustentar na rede pública estadual de Minas Gerais.
Eu poderia recolher-me na vaidade, em pensar que sou um bom professor e que vou conseguir o melhor para mim.
Entretanto, sei que hoje a exemplo do que ocorreu comigo, dezenas de outros professores deixaram a rede pública estadual de minas gerais por não conseguirem se sustentar, assim como também dezenas de crianças choraram ao se despedirem de seus professores.
Resta-me na revolta implorar a todos os mineiros e brasileiros que lerem essa carta.
Pelo amor de deus! Não acreditem na educação faz de conta do governo de minas gerais. O estado faz de conta que remunera seus professores, professores infelizmente fazem de conta que ensinam, alunos fazem de conta que aprendem e atores globais fazem de conta que falam da melhor educação do país.
Da APP Sindicato 29-04-2013
O episódio dessa carta ocorreu no dia 18 de abril de 2013 na escola estadual Barão do Rio Branco em Belo Horizonte. Infelizmente ocorreu também em dezenas de escolas do estado de minas gerais.
Enquanto o governo de minas paga milhares de reais a atores globais para mentirem sobre a educação no horário nobre, nossas crianças choram os seus professores que estão saindo porque não conseguem mais se sustentar no estado.
Prof. Juvenal Lima Gomes  
Ex-professor da rede pública estadual de Minas Gerais Fonte: Revista Fórum | Geledés Instituto de Mulheres Negras
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Desisti de ser professor do Estado
O relato de um ex-professor da rede revela algumas das intempéries da educação
Hoje tive o dia mais triste como professor. Não estou me referindo a nenhuma indisciplina ou necessariamente a baixo rendimento escolar de meus alunos.
Solicitei a minha dispensa na rede pública estadual de minas gerais e fui surpreendido pelos meus alunos.
Como sou muito exigente, muitas vezes coloco fardos pesados sobre meus alunos. Acreditava que a minha saída na transição dos bimestres seria encarada apenas como mais uma das tantas mudanças corriqueiras que ocorrem na escola.
Estava enganado. Fui surpreendido pelo choro mais desolador que já vi em toda a minha vida. Minha maior tristeza foi pensar que eu poderia ser responsável por esse choro.
Jamais pensei que meus  alunos da rede pública estadual de Minas Gerais fossem chorar por minha saída.
Preocupado com o que eu diria para eles como motivo, preferi a verdade. Estou saindo porque não consigo me sustentar na rede pública estadual de Minas Gerais. Como são crianças, muitas não entenderam o que eu queria dizer e me responderam novamente com o choro mais desolador que já vi ou causei em toda a minha vida.
“Professor não nos abandone”!
A criança não entende a opção que nós professores fazemos quando abandonamos a sala de aula. Uma de minhas alunas gritou: “Vou me mudar para a escola onde o senhor vai continuar como professor”. Nessa hora engasguei o choro e me perguntei como poderia ser isso? Se a maioria de nós no Brasil e na rede pública estadual de Minas Gerais  não dispomos de recursos para bancar o ensino privado.
Algumas crianças se puseram na porta e tentavam impedir minha saída, sem palavras e assustado com o choro e
o pedido de que não as “abandonasse”, restou-me recolher na solidão de meu objetivo racional e deixar a sala com crianças chorosas como nunca vi a se despedirem com o olhar que jamais esquecerei, do professor que  não conseguiu se sustentar na rede pública estadual de Minas Gerais.
Eu poderia recolher-me na vaidade, em pensar que sou um bom professor e que vou conseguir o melhor para mim.
Entretanto, sei que hoje a exemplo do que ocorreu comigo, dezenas de outros professores deixaram a rede pública estadual de minas gerais por não conseguirem se sustentar, assim como também dezenas de crianças choraram ao se despedirem de seus professores.
Resta-me na revolta implorar a todos os mineiros e brasileiros que lerem essa carta.
Pelo amor de deus! Não acreditem na educação faz de conta do governo de minas gerais. O estado faz de conta que remunera seus professores, professores infelizmente fazem de conta que ensinam, alunos fazem de conta que aprendem e atores globais fazem de conta que falam da melhor educação do país.
Da APP Sindicato 29-04-2013
O episódio dessa carta ocorreu no dia 18 de abril de 2013 na escola estadual Barão do Rio Branco em Belo Horizonte. Infelizmente ocorreu também em dezenas de escolas do estado de minas gerais.
Enquanto o governo de minas paga milhares de reais a atores globais para mentirem sobre a educação no horário nobre, nossas crianças choram os seus professores que estão saindo porque não conseguem mais se sustentar no estado.
Prof. Juvenal Lima Gomes  
Ex-professor da rede pública estadual de Minas Gerais Fonte: Revista Fórum | Geledés Instituto de Mulheres Negras
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