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sábado, 29 de junho de 2013

Tributo a Brayan Yanarico


Brayan Yanarico, um "bolivianinho" de cinco anos, que morava em São Mateus, na zona leste de São Paulo, com seus pais. Um casal boliviano que estava no Brasil há seis meses. Vieram trabalhar numa confecção que funcionava na própria casa onde moravam.

Em meio a tecidos e máquinas de costura, Brayan vivia seu mundo imaginário.

Foi nesse cenário que, na sexta-feira (28/06/2013), a família Yanarico foi surpreendida com seis HOMENS MASCARADOS, agredindo-os sob ameaças de armas de fogo e facas.

Brayan, não entendia o que estava acontecendo. Em suas histórias imaginárias, muitos dos seus heróis usavam máscaras... Mas aqueles "homens"... Por que os agredia?

Brayan, agarrado à mãe querendo protegê-la, sentiu medo dos HOMENS DO MAL.

Crianças nessa idade têm muitos sonhos e medos. Inventam muitas histórias, criam fantasias, amigos e heróis imaginários. Quem sabe Brayan, tenha imaginado que se tratava de seres espaciais, talvez! Não podiam ser homens! A agressão, as coisas que eles diziam, não podiam ser vindas de homens, de seres humanos. Talvez imaginasse que o motivo dos ALIENÍGENAS estarem ali seria por causa dele. Talvez eles quisessem levá-lo! Tirá-lo da companhia de seus pais! O medo de Brayan se transformou num choro.

Um choro doído, angustiante, desesperador.

Um dos SERES do OUTRO PLANETA ficou incomodado com o choro de Brayan.  Apontou sua arma na cabeça de bolivianinho exigindo que sua mãe o fizesse calar. Mas, como fazer o Brayan calar! Como fazer calar uma criança que está vendo sua “nave espacial”, seu “navio”, seu “castelo”, seu mundo sendo invadido por inimigos sanguinários, sem nenhum respeito ao que há de mais sagrado na vida!

Era pela família que Brayan lutava contra seus inimigos imaginários. E como se não bastasse, seus pais e amigos, a tripulação da sua nave, estavam correndo risco, agora!

E o pior, eles ainda estavam tão longe de casa.

Sem que houvesse como calar o choro de Brayan, o HOMEM SEM CORAÇÃO disparou sua arma e o calou para sempre.

Quantos sonhos foram impedidos de serem sonhados?

Quantas estórias e histórias impedidas de serem vividas?

Até onde, Brayan, chegaria?
Talvez quem sabe seria o jogador artilheiro do Independiente ou do Bolivar. Ou um grande empresário da área de confecção, ou talvez presidente da Bolívia?

Presidente de seu país! Quanta honra, Brayan!

Nada mais importa, agora!
Porque o homem mascarado, o homem do mal, o alienígena, o ser do outro planeta, o homem sem coração, que tantas vezes foram personagens das histórias criadas por Brayan Yanarico, colocou um ponto final em sua vida.

Fica aqui nosso adeus e tristeza pela trágica morte de Brayan Yanarico. 😭

segunda-feira, 17 de junho de 2013

3,20 Não!



A moda é fazer protesto!

Seja na praça taksim em Istambul, seja na praça Tahrir no Egito, na Espanha ou em Portugal, em São Paulo ou Rio de Janeiro, não importa! 

Num mundo globalizado, só o que os defensores da causa querem é uma razão para iniciar o seu protesto. 

O motivo até pode parecer pouco ou até mesmo irrisório(!), mas, na verdade, há sempre muito mais por trás de míseros 20 centavos no aumento das passagens.

O que está, realmente “pegando”, é o cansaço que muitas pessoas têm tido ao redor do mundo, pelos debates das causas sociais e pouca ou quase nenhuma mudança. Hoje, existem mais problemas que soluções, e muito menos ainda, autoridades preocupadas em solucioná-los. Isso está gerando ou já gerou, em grande parte dos grandes centros mundiais, uma indignação coletiva.

Eu, por exemplo, estou indignado com muitas coisas! 

Meus 20 centavos de indignação são referentes à corrupção no meu país, à insistência da imprensa brasileira em achar que é um partido político o culpado por tudo de ruim, à questão do lixo nos grandes centros urbanos, à criminalidade e ao sistema prisional brasileiro que não socializa ninguém.  

Estou indignado com a violência contra a mulher, crianças e idosos.

Com a postura de alguns dos ministros do STF, a indiferença às causas sociais por parte de alguns políticos, a música de baixa qualidade tocada nas rádios, os “colunistas” da Grande Imprensa e suas invencionices.

Estou indignado com a PGR que escolhe quem deve ser investigado e julgado, as famílias que moram nas ruas, a quantidade de jovens menores de 18 anos presos, a vulgaridade que está sendo imposta às nossas crianças e adolescentes. 

Estou indignado com o governo americano por bisbilhotar o particular de pessoas na internet, a caça de crianças albinas na África para rituais de matança, a caça de animais na África, no Brasil e no mundo.

Os estupros coletivos na Índia, o trabalho escravo, os povos exterminados no continente africano sem que haja uma ação da ONU.

Estou indignado com as mortes de crianças na Síria.

Vejam quanto custam os meus 20 centavos!

Mesmo assim, é importante dizer: nada justifica quebrar o patrimônio público ou privado por causa dos meus 20 centavos de indignação.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Man In The Mirror – A música de Michael, que é um convite a reflexão para um mundo melhor.



Diante do espelho vestindo seu casaco de inverno, o homem conversa com a sua imagem refletida. Vou fazer uma mudança, diz ele. Uma mudança diferente. Vai ser bom, pois vou fazer diferente! O vento que sopra no meu rosto me faz ver. Em minha mente posso ver que existem crianças nas ruas sem o suficiente para comer. Por que  estou cego fingindo não perceber suas necessidades? O vento me faz ver a indiferença e alma do homem no espelho... É por isso que quero dizer a você, ao homem do espelho. Peço a você que mude seus modos. Mais claro, que isso, eu não posso: se você quer fazer do mundo um lugar melhor, olhe para si mesmo e faça a mudança.

Eu tenho sido vítima de um tipo de amor egoísta! É hora de eu entender que existem pessoas sem casa, sem dinheiro... E eu finjo que eles não estão sozinhos, que não precisam de ajuda... Alguém com o coração partido, um sonho não realizado. Eles seguem rumo ao vento, pois não têm para onde ir. É por isso que converso com ele... Estou conversando com o homem no espelho. Estou pedindo pra que ele mude. É melhor mudar! Você tem que fazer o bem, enquanto tem tempo. Você pode até fechar seu coração, mas, lembrará... Olhe pra si mesmo e faça a mudança. Se quiser mudar o mundo pra melhor, converse com o homem no espelho, peça-o para mudar. Mais claro, que isso eu não posso.