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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Texto nota 10 - eles não têm HONRA.


Carta a personagens imaginários
Álvaro Augusto Ribeiro Costa
Em primeiro lugar, por favor, ninguém pense que estou falando com seres reais, nem se considere ofendido em sua honra. É que, como meros e ocasionais personagens de uma extraordinária farsa que se desenrola num lugar também imaginário, não poderiam ter existência própria nem honra que se lhes pudesse atribuir.
Quem seria o autor de tão assombrosa tragicomédia? É difícil saber, até mesmo porque os atores trocam de papéis a cada momento, numa volúpia que uma única mente, por mais delirantemente criativa, não poderia conceber. De cúmplices ou co-autores de supostos delitos, passam de repente a acusadores, transmudam-se em seguida em juízes ou jurados, sob a fantasia da isenção ou integrando a claque dos que se aplaudem uns aos outros, cada um mais convencido da excelência de suas múltiplas e medíocres representações. Um de cada vez ou em grupos, todos muito cientes dos torpes proveitos que almejam.
Cabe, porém, oportuna advertência. Quando as buscas e apreensões invadirem de surpresa seus lares e as conduções coercitivas os expuserem com ou sem razão à volúpia sádica das multidões insufladas pela mesma mídia que hoje os incensa e amanhã os vilipendiarão, não invoquem a presunção de inocência nem o direito de saber do que são acusados; não peçam que lhes seja assegurado o direito de defesa e do contraditório, nem supliquem pela presença de um juiz imparcial. Mas antes que isso ocorra, não percam tempo nem gastem dinheiro promovendo a operação lava-memória. A História não esquecerá nem apagará o nome de vocês do rol das iniqüidades e das vergonhas. E não adianta fingir que não há golpe; todo mundo já sabe.
Penitencio-me por não haver percebido antes quão distante me acho de vocês. A rotina das chamadas boas maneiras esconde a essência das pessoas. De uma coisa, porém, não tenham medo. Não cuspirei em vocês. Não é que não lhes tenha nojo. Compartilho, quanto a isso, do mesmo sentimento que Ulisses Guimarães pronunciou e prenunciou em relação àqueles a quem se dirigiu em mensagem que as ondas do Atlântico ainda hoje – e com mais força agora – repercutem. Contudo, diante da inominável deterioração moral em que estão mergulhados, o meu cuspe seria inócuo; não lavaria nada.
Devo admitir, entretanto, que me fizeram um grande favor: o de me propiciarem vê-los e ouvi-los como realmente são: preconceituosos, convencidos ou convincentes propagadores do ódio e da mentira. Em suma, cúmplices entusiasmados do que há de pior no lastimável cenário escancarado ao mundo desde a tragicômica encenação do último 17 de abril e na farsa que dali para frente cada vez mais se desenvolveu como uma enxurrada de iniquidades.
Caiu a máscara dessa gente que lhes faz companhia, cujos rostos não conseguem ocultar a mais repugnante feiúra moral. Juntando-se ao painel de mentecaptos que a televisão sem qualquer sombra de pudor ou recato revelou para assombro, vergonha ou riso de brasileiros e outros povos do mundo, vocês estarão para sempre ligados. E dessa memória pegajosa nada os livrará.
Não me digam que estão surpresos com os termos desta carta. Posso até imaginar a cena em que estarão diante de seus queridos familiares, tentando justificar a própria conduta. Por isso, explico: não se pode ser tolerante com o delito e o delinqüente quando o crime é permanente e flagrante. Seria como dialogar com o ladrão que invade a nossa casa, rouba nossa liberdade, se apossa do nosso patrimônio e quer se fazer passar por mera visita, com direito a impor o que chama de ordem. A hipocrisia se mostra com sua mais indecente nudez. Não! O diálogo e a compreensão são naturais e necessários entre pessoas que se respeitam no ambiente democrático; não, entre o predador da democracia e sua presa, entre o ofensor e a vítima. As regras de civilidade, próprias da democracia, não socorrem quem contra elas atenta. Contra esses, todas as formas de resistência são necessárias e legitimas. Não há diálogo possível.
Não importa se o arrombador dos pilares da ordem democrática possa eventualmente se valer de uma maioria parlamentar corrompida e mal-cheirosa ou de juízes parciais e desacreditados.Quando a injustiça e a corrupção se fantasiam de direito e moralidade, a justa indignação e a resistência se tornam obrigação.
Por fim, uma brevíssima oração: que Deus não os perdoe; vocês sabem muito bem o que fazem! Mas os mantenha vivos e com saúde pelo tempo suficiente para a reflexão e o mais avergonhado arrependimento.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Presidenta Dilma, cumpre a principal promessa da Campanha Eleitoral.




"Vou me empenhar, doa a quem doer. Não vai ficar pedra sobre pedra... Quero todas as questões relativas à [corrupção] e outras investigações às claras”.

Durante a eleição de 2014, a Presidenta Dilma falou, por mais de uma vez, sua intenção de fortalecer os órgãos de fiscalização contra os agentes corruptos, públicos e privados. 

Nunca antes na história desse país se viu uma Polícia Federal tão atuante. O Brasil precisa dá um basta à roubalheira que faz parte das instituições públicas, de uma vez por todas.

É claro que chega a ser uma utopia imaginar um Brasil sem corruptos, corrompidos e corruptores. Sempre existirá o agente público que usará sua função para agir de má fé, roubar, enganar, enriquecer ilicitamente, mas, é necessário que os agentes fiscalizadores, PF, MP, CGU, tenham liberdade para atuar, investigar e pedir a prisão e o ressarcimento dos bens desviados pelos larápios de gravata e de colarinho branco.

Sabemos, é claro, que dentro desses próprios órgãos de controle da função pública, existem funcionários não alinhados com a ética pública. 

Há ainda muita influencia política, financeira e midiática, nesses órgãos. Mas, com o tempo esses agentes serão desmascarados e receberão a punição devida. A balança da justiça brasileira as vezes demora muito. Mas um dia o peso do martelo dará o veredito contra esses, também.

A grande maioria dos que fazem parte desses órgãos de fiscalização, não são um demóstenes torres, um juiz lalau, um geraldo brindeiro ou ainda, um rodrigo de grandis. A maioria não se vende e não estão representando esse ou aquele partido político, esse ou aquele empresário ou banqueiro. 

Têm muitos juízes que não fazem acepção de pessoas. Seja pobre ou rico, magro ou gordo, petista ou psdebista, não importa! O que vale é a lei. O que está em jogo é o cumprimento constitucional. Os que não agem assim serão desmascarados.

Não é porque um empresário afortunado e influente esteja preso na carcerária da Polícia Federal, que qualquer um dos Ministros do STF vá acordar de madrugada para assinar um habeas corpus pra ele. Quanto mais três habeas corpus.

Portanto, prevenir e reprimir o ato corrupto não tem outra forma senão fortalecendo esses órgãos e dando-lhes liberdade para atuarem. 

A defesa da ordem pública e os interesses da sociedade, só poderão está verdadeiramente na ordem do dia, se houver a determinação do poder Central. É a ação, de cima pra baixo, que levará o nosso povo a absolver a prática da defesa do patrimônio público, a exigência da transparência na gestão pública, a importância do controle interno desses órgãos por meio da auditoria pública, da correição, da prevenção e da fiscalização da população. 

Só mesmo um governo aberto e não corrupto teria a coragem de fazer o que a Dilma está fazendo. Que sirva de exemplo para todos os governos e órgão fiscalizadores desse país. De Minas a Pernambuco. De São Paulo ao Paraná.

Parabéns, Presidenta!