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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Dilma, antenada as vozes das ruas


No final de junho, no finalzinho do calor das manifestações populares, a presidente Dilma Rousseff apresentou cinco pactos que deveriam ser alcançados com a ajuda de todos, principalmente do Congresso Nacional, com o objetivo de responder aos anseios e manifestos dos jovens que saíram as ruas por melhorias nos serviços públicos. 

Os cinco pactos nacionais foram:

1 – Responsabilidade fiscal e controle da inflação
2 – Plebiscito sobre a reforma política
3 – Saúde
4 – Educação
5 – Transporte

Eu mesmo falei aqui, em outro poste, que somente o plebiscito sobre a reforma política já teríamos uma enorme mudança na estrutura governamental do país. E que tudo que havia sido questionado e exigido nas ruas, estava diretamente ligado a um plebiscito. Ouvir o povo é a melhor e mais digna maneira de aperfeiçoar a democracia.

Os oposicionistas, no entanto, sempre com o objetivo de desfazer e desqualificar o que é dito pela nossa presidente, disseram que a Dilma estava fora do eixo, que não tinha entendido o que se passava nas ruas.

Os “Nêumannes”, os que vão direto ao assunto, que se acham “formadores de opinião”, e tudo que dizem é imediatamente absorvido pelos seus seguidores (coitados!), pois bem (!), os Nêumannes” de plantão, disseram não ter visto nenhuma placa pedindo reforma política e nem plebiscito. 

Esses Nêumannes” estão tão limitados em seus mundos de "faz de contas", que não conseguem perceber o que há por trás de, o subentendido, o algo a mais.

Essa semana uma pesquisa do Ibope (Ibope?), encomendada pela OAB, trouxe as seguintes conclusões sobre o que a população deseja:

- 85% dos brasileiros são a favor da reforma política
- 84% querem que as mudanças já entrem em vigor para 2014
- 92% aprovam a reforma política por meio de projeto de lei de iniciativa popular
- 78% da população não aprovam doações de empresas privadas para as campanhas
- 80% defendem limites de gastos para uso em campanhas eleitorais
- 90% São contra ao caixa 2 e pedem penas mais severas

Ou seja, tudo e muito mais que a Presidente Dilma falou no momento da apresentação dos cinco pactos.

E os “Nêumannes”, o que dirão agora?

Quem realmente não estava e nem está sabendo identificar as vozes das ruas?

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Os quatro assuntos mais comentados do momento: a arapongagem de Obama, o enterro do plebiscito de Dilma, mais dois anos no curso de medicina e a sonegação da poderosa (e põe poderosa nisso) Globo.



A ação de espionagem realizada pelo governo americano, até mesmo contra seus parceiros mais fiéis, como exemplo Colômbia e Inglaterra, foi sem sombra de dúvidas uma terrível covardia. Por mais que os governos desses países não digam, comprometeu muito as relações diplomáticas. Imaginemos uma amizade entre duas pessoas, de repente uma delas descobre que a outra está vasculhando sua vida, sem levantar suspeitas ou alardes!

Por outro lado, embora não com essa intensidade e grandiosidade, todo mundo espiona todo mundo. Todo país que possua um mínimo de capacidade investigativa busca informações sigilosas sobre seus vizinhos, parceiros e principalmente sobre países adversários, concorrentes ou inimigos. Nesse ponto, países são iguais às pessoas. Os EUA sempre fizeram isso e não vai ser o ato de caráter e coragem  de Edward Snowden que vai impedir que eles continuem a fazer.

E muito dessa paranoia dos americanos com ataques terroristas se deve justamente ao que eles interpretam, espionando todo mundo.

Só para se ter uma ideia, nos EUA, uma criança de cinco anos foi obrigada a sair do avião que iria viajar com os pais, por ser suspeita de ser terrorista. Detalhe: a criança era norte-americana. Outra criança, agora um pouco mais velha, de seis anos, teve de ser revistada por policiais, porque o biscoito que comia na hora do lanche da escola, depois de umas mordidas, ficou num formato de um revólver. Vejam que total descontrole social os americanos estão passando!

Agora, imagina você estar digitando um e-mail para um amigo, aí no seu trabalho ou em casa, e escreve palavras fora do contexto do significado, palavras do tipo: bomba, explosão, terrorismo, dinamite etc. E ser imediatamente alvo de investigação do governo americano!?

Total paranoia!


O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, deixou claro que não há tempo hábil para colocar em prática o plebiscito sobre a reforma política. Na verdade, a decisão de enterrar o plebiscito foi decidida muito antes, desde o dia 02/07/2013, quando a Presidenta Dilma Rousseff sugeriu ao Congresso Nacional o plebiscito. A partir daquela data, a "grobu" decidiu que não haveria a consulta popular. 

As organizações "grobu" são quem faz as regras e toma as decisões nesse país. Ela escalou os políticos de oposição, trouxe seus “especialistas” para defenderem opiniões contrárias às daqueles que apoiavam a consulta. "Não haverá tempo", "o povo não tem discernimento", "o custo do plebiscito é muito alto". Haja motivos! A grobu também aliviou sobre as viagens nos aviões da FAB. Não usou sua máquina de produzir opiniões contra o presidente da Câmara, que tem se portado como um rei, em se tratando de mordomias.

O que existe no Brasil é uma quebra de braços entre o governo do PT e a elite burguesa e conservadora, materializada pela rede "grobu". Talvez, por isso, esse seja o país mais difícil de ser governado. Lula da Silva e Dilma Rousseff são realmente uns guerreiros. Porque governar tendo como adversário político a rede "grobu", é para poucos!

O Congresso Nacional vive assombrado e maravilhado pelo poder da grobu. Tem políticos ali que fazem de tudo para aparecer no JN ou ser capa das revistas Veja e Época. Deputados e senadores (com raríssimas exceções) só buscam entendimento com o povo para se eleger. Uma vez eleito, ele passa a defender os interesses dos ricos, mais ricos e dos muitos ricos.

Não há interesse nenhum em ouvir o povo. "O povo tem de aceitar o que nós decidirmos. E ponto!" É isso o que eles pensam.  


Ouvir um presidente de uma associação médica dizer (em horário nobre) que os dois anos a mais no curso de medicina “não vão adiantar nada”. Um outro representante de médicos usou frases prontas, agressivas contra o governo e o atual ministro da saúde. Repetia, a todo momento, que no Brasil não faltavam médicos e sim CONDIÇÕES de TRABALHO.   

Ao me deparar com esses discursos radicais, quando vejo representantes de trabalhadores atacando mais as pessoas que os "problemas", sem mostrar conteúdo em seus argumentos, passo a desconfiar que essas mesmas pessoas não representam os profissionais que dizem representar e, nesse caso, não estão preocupados com a população brasileira. Mostram, por meio do que dizem, pela forma que dizem, que há interesses particulares em jogo.

Um presidente de uma associação médica dizer que “não adianta nada” aumentar o curso de medicina em mais dois anos, para mim é não ter argumentos para contrastar com o que está sendo proposto.

Desculpe-me pela indiscrição, aos da classe médica, pois eu não sou médico, mas, sou paciente, usuário do serviço dos SUS [tem quem saiba mais sobre a situação do atendimento médico, que um usuário do serviço?].

Portanto, para mim, no Brasil, a formação médica é exclusiva para atender à classe rica. Médico brasileiro, com raras exceções, não se forma para trabalhar em hospitais públicos atendendo pobres. A grande maioria dos médicos faz parte de um singelo grupo elitista que não está “nem aí” para o sofrimento do povo. Basta ver o tempo de consulta que um mesmo médico gasta com pacientes do SUS e seus pacientes atendidos nos consultórios particulares ou da rede privada de saúde". 

Fala-se em condições de trabalho. Quais seriam as condições necessárias para que médicos brasileiros fossem atender nos rincões? 

Talvez os prefeitos dessas cidades tivessem que construir shoppings, clubes sociais, supermercados, campos de golf.

Ainda não estou bem certo que a aversão ao SUS, por médicos brasileiros eletistas, se deva pela “falta de condições”.

Aliás, acredito que não!


Continua o emudecimento das mídias conservadoras, sobre o caso da sonegação da rede "grobu". É vergonhoso o cooperativismo midiático. Nenhum jornal ou revista relatou o caso. Não fossem os "blogs sujos", não teríamos nenhuma informação sobre o mais descarado caso de sonegação já visto no país. Coisa de bandidagem!

Fico imaginando, por outro lado, a pressão exercida por pessoas e órgãos, que estão a serviço da grobu, contra os blogueiros sujos. Os blogs: O Cafezinho, o Tijolaço, o Carta Capital, entre outros, correm um grande risco de serem banidos da rede, responderem processos e até mesmo atentados contra suas vidas.

O poder é muito sujo. Os verdadeiros bandidos farão de tudo para se manterem limpos perante a sociedade. 

E tem muito alienado aceitando isso.


P.S. o termo "blogs sujos" foi cunhado pelo tucano josé serra, para designar os profissionais de imprensa (Mino Carta, Paulo Henrique Amorim, Paulo Nogueira, entre outros feras do jornalismo) como "péssimas fontes de informação".




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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Para mim, a principal proposta da Reforma Política, é a extinção da função pública do vereador


Sabemos que isso 👆 é mentira, mas, levando em conta os salários e benefícios que os vereadores embolsam todos os meses, é como se fosse verdade. O Brasil não é o único país do mundo onde existe a função de vereador. É o país onde eles surfam nas mamatas. 

É muito vereador para pouca atividade e importância social. De modo que seria muito oportuno, aproveitar a Reforma Política que se avizinha, e os congressistas colocassem em discussão, junto a sociedade, o fim dessa função pública.

Afinal, quem realmente está tendo vantagens com o trabalho dos vereadores, senão eles próprios, seus familiares, amigos e paus mandados. 

Precisamos discutir a questão: os municípios precisam mesmo dos serviços desenvolvido pelos vereadores? Não haveria, outra forma de conseguir, com mais exatidão, qualidade e menor gastos públicos, as tarefas “desempenhadas” por esses agentes públicos? 

O que se percebe na população, muitas vezes, é que a função de vereador não existe.

Se olharmos bem as cidades, veremos que a maioria delas está em completo abandono. Os vereadores, os representantes diretos dos munícipes, não estão “nem aí” para as demandas sociais e os interesses coletivos. A maioria das Câmaras Legislativas Municipais, se transformou no principal ambiente de corrupção do país. É verba pública desviada que seria utilizada na construção de escolas, asfaltamento de ruas, construção de postos de saúde, verba da merenda, do remédio e para outros fins sociais, que estão sendo negociados nos gabinetes da maioria dos vereadores Brasil afora. A corrupção nesse país começa aqui! Bem próximo de nós. Na casa legislativa municipal.

Se analisarmos bem, o gasto com a manutenção das Câmaras Legislativas Municipais, está acima, muito acima da importância da função para os cidadãos.

Se pudéssemos fazer uma conta rápida, sobre o quanto o país pouparia com o fim dessa classe política, ficaríamos surpresos. 

Senão vejamos:

- O Brasil tem cerca de 5560 municípios.
- Onde em média existem mais de 60.300 vereadores espalhados por todo o país.
- Ganhando em média cada um R$: 10.000,00 (só de salário bruto) – Aqui não está relacionado os “milhões” de benefícios atrelados aos ganhos mensais.  Segundo já foi divulgado na imprensa, muitos dos nossos representantes municipais, os homens que elegemos para sanar os problemas dos nossos bairros, os políticos que deveriam estar mais próximos de nós, recebem em média um milhão de reais por ano.

Mas, continuamos com nossa conta rápida.

- Dez mil reais (valor médio do salário dos vereadores), vezes 60.300 vereadores é igual a R$: 603.000.000,00 no mês.
- No ano teríamos R$: 7.236.000.000,00 (sete BILHÕES)
- Em quatro anos de mandato seria uma economia de R$: 28.944.000.000,00

São quase 29 BILHÕES. 

É muito dinheiro!

Lembrando que isso é o resultado apenas da média de salários em dez mil reais, dos mais de sessenta mil vereadores do país. Se adicionarmos, as verbas, os gastos com assessores, combustível, verbas de paletó, 13º, 14º, 15º, 16º salário, os gastos com luz e água, mais outros benefícios, vai ser uma quantia que será preciso uma calculadora científica para calcular! Dinheiro suficiente para resolver o problema da saúde e da educação. Quem sabe, proporcionar transporte gratuito em todo o Brasil.

É preciso olhar em volta e perceber que vivemos novos tempos, e a sociedade precisa acompanhar as mudanças. A função de vereador, não faz parte da relação de funções necessárias, fundamentais,  importantes para o ordenamento político. Se transformou numa função arcaica, ultrapassada e sem fundamento! 

A sociedade pode caminhar sem a necessidade de Câmaras Municipais e vereadores.  

O Brasil precisa de um novo modelo de administração municipal, onde sejam valorizadas as Associações de Moradores dos Bairros. É mais do que sabido, que prefeitos de qualquer cidade, só conseguem fazer uma excelente administração, quando atendem as necessidades dos bairros, por meio dos seus representantes. É preciso que se crie um mecanismo social em que todo bairro tenha uma associação, que aja estatuto comum a todas, período de mandato de representação e data específica para eleição. Sem haver, é claro, aparelhamento das associações por parte dos prefeitos, nem altos salários ou vantagens pecuniárias aos representantes dos bairros. A função dos representantes dos bairros se daria como a dos representantes dos conselhos tutelares. 

A questão da eliminação da função de vereador é séria e precisa ser discutida pela sociedade. 

Não bastasse o que já foi exposto, há uma questão que nos solta aos olhos, a ausência dos vereadores nos bairros. Após o termino das eleições, eles desaparecem do convívio com seus eleitores e só deverão surgir novamente, nas próximas eleições. Uma relação que só existe a cada quatro anos não é benéfica! E o resultado disso? Basta olhar para as cidades! Como estão as praças e as ruas da sua cidade.

Você deve estar me respondendo: mas, isso ocorre com todo político, seja ele vereador, deputado ou senador? Há, no entanto, uma grande diferença! O político é eleito para estar mais próximo de nós, saber das necessidades que temos, dos problemas que enfrentamos nos nossos bairros, não é o Senador ou o Deputado.

É o vereador! 

Querer reclamar a Presidenta da República, que o carro do lixo não passa na nossa rua ou com o Senador, a manutenção da praça do bairro, seria falta de conhecimento e de inteligência, também!

Chega de vereador!


quarta-feira, 3 de julho de 2013

O que defendo no plebiscito sobre a Reforma Política

A sociedade brasileira terá a oportunidade de mudar a política, por meio do plebiscito (isso se a oposição deixar). Seremos os autores do principal enredo da transformação social brasileira. A política é a base de todo poder social. Ela é quem cria as leis, cria as condições para que as leis sejam executadas e modifica o que não estiver de acordo com os anseios da sociedade.

Lapidar a política através do plebiscito é ter o direito de escolher como queremos que ela nos sirva. Só há um motivo para existir a política, sua servidão ao cidadão.

Portanto, é um privilégio ter a possibilidade de optar, por meio de uma ferramenta de consulta popular, o futuro da política no Brasil.

Acredito até que essa deveria ser uma atividade constante no país. Nós brasileiros deveríamos ser mais requisitados a responder plebiscitos e referendos. Nos EUA, em toda eleição, os americanos são questionados a respeito de vários assuntos por meio da consulta popular, inclusive relacionados a administrações municipais. Na última eleição, por exemplo, um dos assuntos perguntados ao povo americano, foi sobre a legalização da maconha. Após anos de consulta popular, os americanos se tornaram hábeis, práticos em responder as questões apresentadas nos plebiscitos. 

Não há, portanto, “povo sem discernimento”, como setores da imprensa estão tentando justificar sua decisão contrária a realização do plebiscito no Brasil. Todo o povo sabe o que realmente é melhor para ele. Não fosse assim, essa ferramenta que é utilizada por mais de 120 países no mundo, não estaria fazendo a diferença onde está sendo aplicada.

Cada brasileiro tem na ponta da língua sua opinião sobre assuntos que estão, diretamente, ligados a ele.

Como o plebiscito tem força de lei, cabe a cada um de nós escolhermos, optarmos, sobre a questão proposta. Certamente esse é o motivo dos que são contra ao plebiscito. O medo do que o povo decidirá! 

Como cidadão brasileiro e tendo o direito de opinar sobre os assuntos do meu país, segue o que defendo sobre a reforma política.

Pra muitos isso é uma ousadia, pra mim é um direito!

Sou contra o voto obrigatório. Cada eleitor deve ter o direito de optar comparecer ou não a secção eleitoral para votar. A escolha do “não votar” em nada ofenderá o direito cidadão.

Sou a favor ao financiamento público. Exclusivamente público. O financiamento de campanhas políticas bancados por empresários é uma afronta a democracia e pressupõe, meio eficaz para corrupção. Um senador que gasta trinta milhões numa campanha, certamente não vai defender os interesses dos eleitores, mas sim, os interesses do empresário que lhe repassou o dinheiro para sua campanha. Os empresários do ramo de transportes, é um exemplo do quanto nossos políticos estão viciados em receber propina e proporcionar ganhos vultosos para aqueles que lhe oferecem milhões em reais, nas eleições. O que sobra para o povo? Um transporte de péssima qualidade.   
    
    Prefiro votar no candidato que no partido. Não gosto desse negócio de fortalecer partido político. Muitos políticos colocam os interesses do partido em primeiro lugar, quando deveria ser os do povo. Depois, não acredito que no partido XIS, só tenha bandidos ou anjinhos. Tem bons e maus políticos em todos os partidos. Não confio em partidos. 

    Quero, imediatamente, o fim dos suplentes em todas as esferas públicas. O próximo mais votado que não se elegeu, que assuma a vaga.
  
   Apoio o enxugamento do número de partidos. Trinta partidos é muito! Quem não tiver representação na Câmara de Deputados, seja excluído. 

    Defendo as coligações partidárias, desde que geral. Ou seja, a coligação entre dois ou mais partidos, seja igual em todos os municípios, estados e país, durante aquela eleição.

    Quero o fim do voto secreto em todas as votações e todas as casas legislativas. Eu preciso saber em que projeto os políticos estão defendendo ou não. Não basta o discurso, apenas! Não tem como confiar. 

  Fim do cargo de vereadores. Devemos criar um novo modelo administrativo, onde seja valorizado as associações de moradores dos bairros.

    Sou a favor de eleições gerais. No mesmo dia, eleger presidente da república, vereadores, prefeitos, deputados, senadores, todos!  

   Fim da reeleição para presidente da república, com mandatos de cinco anos para todos os agentes políticos.  
'  
  É essa a proposta que eu defenderia caso venha ser perguntado no plebiscito. Isso é consequência da experiência de vida, da forma como eu vejo o mundo e da dor que eu sinto na pele, todos os dias.


terça-feira, 2 de julho de 2013

Estou pronto pra responder o plebiscito sobre a reforma política


Uma campanha contra o plebiscito está sendo inserida no meio da sociedade. Incomodados, os oposicionistas, preferem o referendo. Mas, engana-se quem acredita que a ferramenta de consulta popular, escolhida/sugerida por Dilma Rousseff, seja a razão do incomodo dos oposicionistas. 

Certamente, se Dilma tivesse optado pelo referendo, eles estariam agitando da mesma forma, com o discurso contra. 

Provavelmente diriam: o governo do PT não quer ouvir o povo! 

O que os oposicionistas querem na verdade, é alimentar dentro da sociedade sua opinião contrária a tudo que for defendido pelo governo federal. Seja qual for a tomada de decisão do governo Dilma, haverá negação por parte deles. 

Infelizmente, essa é a estratégia adotada por eles, para chegar ao poder.

E aí, nessa tentativa desastrada de barrar o plebiscito, cabe de tudo um pouco. 

Os presidentes dos quatro partidos da direita brasileira (PSDB, DEM, PPS e PSOL*), por exemplo, defendem sua posição por “acreditar” que a consulta popular por meio do plebiscito, objetiva perpetuar o PT no poder. 

Seria demasiadamente ingenuidade da sociedade, acreditar nessa teoria fantasmagórica!

Imaginemos as seguintes perguntas:

- Você deseja que o financiamento de campanha deva ser financiado pelo:
( ) setor público
( ) setor privado
( ) setor público e privado

- O voto, pra você, deve ser obrigatório?
( ) Sim
( ) Não

- Você prefere votar:
( ) No candidato
( ) No partido

Alguém, em sã consciência, percebe alguma tendência das perguntas, que possa favorecer esse ou aquele partido? Creio que não!

Já a posição contrária do Ministro Gilmar Mendes, se dá no campo da Constituição Federal. Como se sabe, o digníssimo ministro é um “guardião” ardiloso da Carta Magna, e portanto, teme que a Presidenta Dilma, “não saiba” que é atribuição do Congresso Nacional, a prerrogativa de solicitar ao TSE a realização de um plebiscito. O que mais impressiona é que, mesmo estando explicitado na mensagem que a Presidenta enviou ao TSE, "aos cuidados da Ministra Carmem Lúcia, de que é o Congresso, o poder capaz de convocar uma consulta popular..." Mesmo assim, o “intrépido” ministro insiste em fazer outra interpretação.

Já FHC, acha autoritário, por parte do governo, fazer plebiscito (ouvir o povo). 

O ex ministro do STF Ayres Brito, comentarista do JN, acredita que o povo brasileiro não tem “discernimento” para responder as perguntas (nos falta inteligência). 

Os “especialistas” de setores da imprensa, acreditam ser um desperdício de dinheiro público (ouvi o povo). 

Os “formadores de opinião”, ligados a direita brasileira, dizem que a voz das ruas não falava em reforma política, que Dilma não está em sintonia com o clamor das ruas e que só a reforma política, não resolve.

Até pode haver coincidências de ideias, de pensamentos e opiniões. Eu mesmo me surpreendo algumas vezes, quando me deparo com algum comentário ou texto, sobre determinados assuntos, que parecem terem sido escrito por mim, tamanha é a similaridade de ideias e pontos de vistas. Mas, é inaceitável acreditar que essas pessoas nutrem o mesmo ideário, por acaso! 

Não posso me abster de visualizar uma aproximação incomum, entre o que eles pensam, acreditam, defendem e propagam. Não é apenas sobre o plebiscito. Nos últimos 10 anos, 99% de tudo que foi defendido, criado, realizado pelo governo federal, tiveram o “carimbo do contra” dessas pessoas. Definitivamente, isso não é normal!

* O psol, nesse caso, está parecendo um partido de direita.