A cena da suplente de vereadora escanteada e tratada com desprezo dentro do PL — partido da extrema-direita brasileira — é o retrato mais fiel do que essa legenda de golpistas, fascistas e milicianos representa. Enquanto usam rostos diversos como fachada para conseguir votos durante as campanhas, nos bastidores o que impera é a velha dinâmica excludente dos "machos-alfa" brancos e afortunados, que olham com nojo para quem não pertence à sua bolha de privilégios. Não há espaço real para pretos, pobres ou periféricos em um projeto político que alimenta o preconceito e serve apenas aos interesses de uma elite arcaica e colonizada.
O que mais causa indignação, no entanto, é ver parte das próprias minorias marchando de mãos dadas com quem os despreza e ativamente trabalha para mantê-los subjugados.
É de uma cegueira profunda abraçar figuras como a familícia e sua corja, que destilam ódio contra tudo o que foge ao padrão da casa-grande — seja o pobre, o preto, o trabalhador, o petista ou qualquer um que ouse desafiar a ordem deles.
A turma do rachadinhas, bananinha e chupetinha prova o tempo todo que nos odeia; seja por meio de projetos, discursos, propostas ou entrevistas, estão sempre contra as minorias, deixando claro que esse espaço não é nosso e nos tratando como escória nos corredores do poder enquanto exigem submissão cega.
Será que não chegou a hora de dar um BASTA(!) ✋️, pobre de extrema-direita?
Reconhecer que NÃO cabemos nesse meio e que nenhum discursinho moralista vai esconder a verdadeira face desse partido?
Continuar batendo palmas para essa gente é assinar o próprio atestado de irrelevância e compactuar com a nossa própria opressão. Nós somos a imensa maioria deste país, e a nossa dignidade vale muito mais do que ser usada como degrau por quem nos enxerga apenas com desprezo.
Por fim, vale um bom "bem feito!".
Nós avisamos.

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