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terça-feira, 6 de agosto de 2013

O incêndio na comunidade do Coque - Recife


Ontem 200 famílias foram surpreendidas com um incêndio em suas casas.

Embora algumas pessoas insistam em chamar de casebres, barracos ou taperas, pra essas 200 famílias, eram seus lares, suas residências, suas moradias.

Seus endereços eram nessas casas que viraram cinzas.

O conceito de patrimônio residencial é muito subjetivo. Há quem imagine que, só quem pode dizer que tem um lar é quem mora na Avenida Boa Viagem ou em Apipucos. Bairros onde moram o prefeito do Recife e o governador de Pernambuco. 

Essas 200 famílias que perderam o seu imóvel residencial, faziam parte de uma estatística cruel. Milhares de famílias pelo Brasil estão construindo suas moradias em lugares de risco.

Encostas de morros e beiras de rios, não são setores adequados para construção de moradias. No Coque, por exemplo, há milhares de famílias que construíram suas residências dentro do rio Capibaribe, ainda que a lei determine uma distância da margem dos rios e lagos.

Se por um lado, o poder público é o responsável pela fiscalização das construções irregulares, por outro, há uma necessidade do pai e da mãe de família de ter um teto para colocar seus filhos. E é aí, justamente, que entra a negligência, falta de responsabilidade e nenhuma empatia para as necessidades dos mais pobres, por parte dos legisladores municipais. 

Eu já me perguntei aqui mesmo, nesse espaço, pra que serve os vereadores de nossas cidades?


Seria demais dizer que há vereadores da cidade do Recife, que sequer sabiam da existência dessa comunidade!

Um povo sofrível, de casas em palafitas, as quais dependem do poder público para suprir suas mais elementares necessidades.  Os vereadores do Recife não se preocuparam com os problemas dessa comunidade e nem de outras que vivem em situação parecidas.

Nisso, os vereadores do Recife são iguais a qualquer outros de qualquer cidade brasileira. Há coisas mais importantes para eles resolverem e debaterem. Eles têm projetos próprios, que atendem a interesses próprios. O povo só é interessante no período eleitoral.

Diante de um incêndio dessas proporções, que no Brasil virou moda, é muito fácil culpar o prefeito da cidade e esquecermos dos vereadores. É devido a  omissão, a falta de vergonha na cara, principalmente dos legisladores municipais, que ocorrem essas tragédias.

Se o poder legislativo municipal não fiscaliza a prefeitura, não apresentam projetos de melhoria das comunidades e não buscam se integrar com os bairros para ter conhecimento dos seus problemas, pergunto outra vez: pra que serve os vereadores desse país?

Quanto poderia ser realizado em proveito das comunidades se extinguíssemos essa função da política?

Para a obtenção de um transporte gratuito, uma saúde de qualidade e a melhora das comunidades pobres desse país, precisamos discutir o fim da função de vereadores.

Eu apoio!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Até quando o poder público vai manter as empresas de mídias desse país.



O que por si só já seria um abuso, imaginem que, além de os veículos de comunicação, como jornais, rádios e TVs, estarem nas mãos dos familiares de políticos brasileiros, o poder público ainda assina contratos milionários com tais veículos de mídia. 

Não cabe mais, nos tempos atuais, onde a sociedade tem ido às ruas pedir por serviços de qualidade, aceitar que dinheiro público dos governos e de suas estatais, migrem para os cofres de empresas como globo, veja, band, sbt, estadão, folha e suas afiliadas, repetidoras, coirmãs, seja lá como são conhecidas.

Chega de desperdício de tanto dinheiro!

Chega de político ser dono de TV, Rádio ou Jornal!

A classe política, que deveria dar exemplo de honestidade, se coloca no topo da relação de promiscuidade, roubalheira e cafajestada, que assola o país.  

Não podemos aceitar mais isso! 

Urge a necessidade de tornar públicas as empresas de comunicação que estão nas mãos dos políticos e de seus familiares. Seja qual for o modelo, impresso ou de rádio difusão. 

Além, é claro, de criar uma lei que proíba gastos em publicidade, ainda que seja institucional. Os governos deveriam utilizar espaços nas TVs públicas para divulgar suas prestações de contas. 

Repito: nas empresas de comunicação de concessão pública, deveria ser obrigatório um espaço gratuito, determinado, para prestação de contas dos governos, principalmente os municipais, por estarem mais próximos ao povo.

O Brasil não pode continuar a servir os barões da imprensa com dinheiro público. 

Fim dos contratos dos governos com as empresas de mídias, já! 
 

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