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sábado, 2 de agosto de 2014

Alckmin, Haddad e as escolhas da mídia

Reproduzo texto inteligente de Lino Bocchini, da Carta Capital.
Existem verdades que estão bem claras!
Mas, alguns brasileiros alienados não se esforçam para enxergá-las.
Alckmin, Haddad e as escolhas da mídia.
Lino Bocchini

No jargão jornalístico, “setorista” é o repórter que acompanha e escreve exclusivamente sobre algum tema. Quando Gilberto Kassab era prefeito de São Paulo, um conhecido jornal paulista não tinha nenhum setorista de Prefeitura. O que existia –e ainda existe—são repórteres especializados em transportes ou saúde, por exemplo. São profissionais que fazem matérias sobre sua área, seja qual for a instância de poder. Em janeiro de 2013, quando começou o governo Fernando Haddad, o mesmo jornal nomeou três setoristas de Prefeitura. Ou seja: a partir da mudança de comando na cidade, três profissionais deste veículo passaram a se dedicar exclusivamente a cobrir a Prefeitura de São Paulo.

No governo estadual, a realidade é outra. Não há na mídia convencional nenhum jornalista que se dedique exclusivamente a cobrir a administração Geraldo Alckmin (PSDB).

A diferença de tratamento é uma escolha das empresas de comunicação. A direção de cada rádio, jornal, revista ou TV que tem sede em São Paulo ou atua na cidade decidiu noticiar de forma crítica cada movimento da gestão Fernando Haddad (PT) e, em uma atitude oposta, deixar o governador Geraldo Alckmin “livre” ao tratá-lo com menor atenção e rigor editorial.

Essa linha editorial-ideológica dos “grandes” da comunicação explica, em parte, os resultados de pesquisas divulgadas nos últimos dias e que mostram uma má avaliação da gestão de Haddad e a tendência de reeleição em primeiro turno de Alckmin.

E estamos falando de uma gestão que está implantando corredores de ônibus e ciclovias pela cidade toda, implantou um programa inovador de apoio a usuários de crack, está combatendo o uso indiscriminado de Ritalina, aumentou a capacidade de reciclagem de lixo da cidade, garantiu a reabertura do cinema Belas Artes e aprovou um plano diretor elogiado até pelo MTST, entre outras medidas desses últimos 18 meses.

A gestão do petista Fernando Haddad tem seus problemas, claro. Chama a atenção, entretanto, o fato de ser a pior avaliada após um ano e meio de governo desde a de Celso Pitta (1997-2000). Segundo pesquisa Datafolha divulgada no último dia 18 de julho, 47% da população considera a atual gestão municipal “ruim” ou “péssima”, e apenas 15% a aprovam.

Como comparação, a gestão José Serra foi a mais bem aprovada desde que o instituto começou a fazer esse tipo de pesquisa, na gestão Jânio Quadros (1986-1988). O tucano ficou à frente do poder municipal de São Paulo por apenas 13 meses e abandonou o cargo para concorrer ao governo estadual, deixando a prefeitura para Gilberto Kassab. Mesmo seus eleitores têm dificuldade de lembrar qualquer realização de seu breve governo e, mesmo assim, Serra teve sua administração classificada como “ótima” ou “boa” por 56% dos entrevistados.

Agora vejamos o governo estadual. Entre idas e vindas, Alckmin está em seu 9º ano no comando do Palácio dos Bandeirantes. O PSDB está por lá desde 1995. Com duas décadas de partido único, São Paulo é o estado brasileiro com menor alternância de poder dentre os 27 entes da federação.
A gestão de Geraldo Alckmin é aprovada por 46% da população, e suas intenções de voto chegam a 54% no Datafolha. Os números são semelhantes em outros institutos e lhe garantiriam uma folgada vitória no primeiro turno caso a eleição fosse hoje.

Crise inédita de falta de água, violência policial, sensação de insegurança da qual boa parte da população reclama, valor dos pedágios, metrô em marcha lenta, denúncias de corrupção (Alston, Sabesp etc), maior crise financeira da história da USP, presídios e Fundação Casa super lotados, Santa Casa quase fechando as portas… nada “cola” no governador, parece ser tudo culpa de um genérico “poder público”.

Esses assuntos estão no noticiário, mas com muito menos frequência e de outra forma do que no caso de eventuais problemas da gestão Haddad, e raramente associados ao nome do governador. Pelo noticiário, a impressão que se têm é que a falta de água é um problema divino, e há quem acredite que a crise da Santa Casa ou a lentidão do metrô “é culpa da Dilma”. Perceba a diferença entre os títulos “Falta de planejamento do Estado causa falta de água” e “Falta de planejamento de Alckmin causa falta de água”. Como já disse Paulo Francis, “jornalismo é uma questão de ênfase”.

Um amigo não petista e eleitor de Marina costuma dizer que “os problemas do governo do Estado só vão ser noticiados se o Padilha ganhar”. A ironia traz um fundo de verdade. Alguém acredita que, em caso de vitória do petista Alexandre Padilha, o Palácio dos Bandeirantes seguirá sem um único jornalista especialmente destacado para vigiá-lo?

Não há problema algum nessa postura da mídia. Cada veículo tem suas preferências políticas e posições bem definidas. É assim no mundo todo. O que varia é o grau de transparência e honestidade com o leitor. O problema é que a imprensa brasileira, e particularmente a paulista, não reflete a diversidade de ideias encontrada na sociedade. Ela segue uma lógica editorial que contempla apenas uma parcela da população.

Os veículos em geral escondem suas intenções por detrás de um verniz de uma suposta imparcialidade que ainda ludibria boa parte dos leitores. Se todos jogassem limpo e revelassem suas posições, como acontece, por exemplo, na mídia dos Estados Unidos e da França, pelo menos o jogo ficaria mais honesto e o leitor não compraria gato por lebre.

terça-feira, 29 de julho de 2014

O que quer realmente Israel?


Já faz dias que venho tendo vontade de expressar a minha visão sobre o “conflito” entre Israel e os palestinos, que vivem na Faixa de Gaza. Pelo menos é assim que a imprensa local, (digo!) a imprensa burguesa brasileira, trata o caso. 

Como um CONFLITO.

Mas, as imagens que chegam é de um genocídio. 

Um país forte, bélica e tecnologicamente falando, que está exterminando (isso mesmo!) o que vemos é a tentativa do extermínio do povo palestino.

Essa imagem abaixo mostra "soldados" palestinos mortos? 

Na verdade, são crianças de dois, três, cinco anos, barbaramente assassinadas por bombas israelenses. 


Só para se ter uma ideia: no detalhe da foto abaixo, a morte de uma família inteira vítima do bombardeio de Israel na Faixa de Gaza.


A Bíblia nos conta histórias de povos que guerrearam contra os judeus, inclusive sob o consentimento de Deus. Muitos povos foram exterminados por se colocarem no caminho do povo Dele. 

Em 1° Samuel 15:03, Deus manda Saul destruir os Amalequitas.  Diz Samuel a Saul: Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos.

Não vamos nos prender as razões que levaram Deus, a tomar essa decisão. Até porque, Deus é Deus!

Mas há um detalhe em meio a toda essa carnificina em Gaza: o povo de Israel acredita ser o povo escolhido de Deus. E sendo assim, poderão guerrear com qualquer nação, até com o mundo, que na visão deles, sempre vencerão.

Não vamos aqui, no entanto, entrar na questão religiosa e sim nos prender ao tema proposto.

O que Israel deseja, na verdade, é fazer com os palestinos o mesmo que foi feito por Saul contra os amalequitas. Destruir totalmente tudo que tiver vida, principalmente as crianças, para que não cresçam odiando Israel, e as mulheres, para que não engravidem e façam prosperar aquela nação.


benjamin netanyahu, o primeiro-ministro israelense, talvez esteja encarnando o espírito de Saul ou possa estar se vendo como um próprio “deus”. 

Muito difícil de entender essa agressão nos tempos de hoje. Mais difícil ainda é assistir à posição de alguns setores, nacionais e internacionais, sobre o “DIREITO QUE ISRAEL TEM DE SE DEFENDER”.

A revista veja se colocou a favor de Israel.

O cônsul de Israel (o sub, do sub, do sub), no Brasil, brincou com o caso, fazendo gracejos sobre as mortes.

Teve colunistas afirmando que as mortes dos palestinos não passava de marketing.  

O apoio, indireto, dos EUA ao genocídio.

A morosidade da ONU para se posicionar sobre o caso e agir.

A passividade dos organismos internacionais e nacionais dos direitos à VIDA.

Recebi hoje um poema de um amigo, que retrata o sentimento daqueles que estão tristes com tudo que estamos assistindo daqui. Embora saibamos que lá, a realidade é muito pior. Foi esse poema que me fez encontrar tempo (já muito curto) para tratar desse horrível assunto: em pleno século XXI ainda estamos matando nossas crianças e mulheres, e ainda existe quem queira exterminar uma nação inteira.


"Por que as vermos, assim, como alvos apenas de duros sistemas de ódio e opressão?
Clamam por elas as mães com seus gritos. Aves que voam, mesmo ceifadas suas asas no chão, adentrem as luzes dos céus infinitos. Aves crianças, levem as dores de um mundo que morre para as estrelas da imensa amplidão..." (Sergio de Sersank).

Enquanto você ler esse artigo, dezenas de crianças e mulheres palestinas estão sendo brutal e covardemente assassinadas.  

Uma Nação inteira está sendo exterminada. E isso não tem nada a ver com Deus!


quinta-feira, 24 de julho de 2014

Um lindo brasileiro



O Brasil perdeu um dos seus mais notáveis filhos. O nordeste, um dos mais geniais. Pernambuco, uma de suas maiores expressão cultural. 

Ariano era uma verdadeira Cultura Viva.


O povo pernambucano compareceu à última aula do teimoso e extraordinário Ariano Suassuna. Um tipo de brasileiro difícil de se encontrar por aí. De boa conversa, apaixonado pelo Brasil, pelo nordeste e pelas coisas de Pernambuco. Homem de pensamento único. Não se importava de pensar diferente dos outros.

"O povo holandês é muito burro. O Recife fica abaixo do nível do mar. Os portugueses, inteligentemente, construíram Olinda no alto do morro. O imbecil do Maurício de Nassau construiu o Recife do lado do mangue."  

Esbarrei nele outro dia no saguão da Biblioteca Pública Estadual de Pernambuco.  Umas das poucas vezes, na vida, que tive o privilégio de vê-lo pessoalmente. Ali, diante dele, fiquei completamente sem saber como agir. Finalmente disse: bom dia, professor! E ele me respondeu com um largo sorriso.

Ariano é um desses brasileiros que a gente tem como se fosse da família. Que bom que ele deixou material farto para que os nossos filhos e netos possam conhecê-lo. Era, acima de tudo, o mais humilde da literatura nacional. Ria dele mesmo! Dizia conhecer um mentiroso por ser um deles.

"Quero pedir desculpas a vocês por causa da minha voz que é feia, baixa, fraca e rouca." 

Em fevereiro desse ano, assisti uma de suas Aulas Espetáculo, no Santa Isabel. Teatro onde hoje, do lado, está sendo velado o corpo do Professor Ariano.


O Palácio dos Campos das Princesas foi o local escolhido para as despedidas. Logo na porta de entrada estava o cantor Santana, ciceroneando os visitantes. Para os que não conhecem o Santana, é a maior expressão do forró, da atualidade. Após as mortes de Gonzagão e Dominguinhos, Santana passou a ser a voz estuante do forró nordestino. 


No caixão, as bandeiras do Brasil, de Pernambuco e do time do coração. Disse, na fila de acesso ao salão do Palácio: talvez o único defeito dele tenha sido torcer pelo Sport. Recebi o sorriso de vários rubros negros que estavam por perto. Ariano era completamente apaixonado pelo Leão da Praça da Bandeira. 

Na saída do velório do professor Ariano, após me despedir desse grande brasileiro que orgulha a todos que conhecem sua história e obra, sou surpreendido na porta de saída, por mais um grande artista da nossa terra: Abelardo da Hora.

 
Ariano Suassuna conseguiu fazer de seu velório, um encontro da cultura nordestina. Ele fez muitos amigos. Ele nem sabe quantos!

"Que eu não perca a vontade de ter grandes amigos, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas." (ariano suassuna)

 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Eu não acredito no Datafolha.


Tenho acompanhado os índices do instituto de pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial e confesso está surpreendido com o que vem sendo divulgado. O Datafolha é um dos organismos da Folha de São Paulo. O mesmo grupo de mídia que possui laços fortes com políticos da direita. Políticos como Serra, Aécio, Agripino, Kassab, Alckmin, Jarbas Vasconcelos, Roberto Freire e tantos outros. Qualquer um que seja contra os governos petista é bem tratado pela Folha. Portanto, dizer que o Grupo Folha é tucano, não seria nenhum exagero.

A pesquisa Datafolha tem feito Dilma Rousseff patinar nos números, de 36% a 38% dos votos válidos, desde os últimos levantamentos. O candidato do Grupo Folha, o Aécio, tem permanecido sempre com seus 20% e sempre com grandes chances de vencer no segundo turno, conforme os “especialistas” do próprio instituto costumam frisar.

Impressiona a análise dos tais "especialistas" de política. Pra eles, é mais ou menos assim: se houver segundo turno, os votos de Eduardo serão transmitidos para o tucano, assim como, os demais votos nulos e em branco. Simples assim!

Nessa última pesquisa, Eduardo que é entre os três principais candidatos, o menos conhecido pelo povo brasileiro (tem gente em PE que não sabe quem é Eduardo Campos), surge milagrosamente no 2º turno quase em empate técnico com Dilma.

Só faltou o Datafolha colocar no segundo turno Aécio e Eduardo, descartando Dilma Roussef.

Não sei, mas tudo parece muito superficialmente arranjado. Afinal, um jornal que manipula a notícia como a Folha, não usaria do mesmo expediente para burlar os números da pesquisa eleitoral?

Não são os números de Dilma, que estou questionando. Acho até que, diante da pressão midiática que ela tem sido vítima, os 36% são até generosos. Mas, imaginar que 20% da população brasileira deseja o tucano Aécio como presidente do Brasil, é inacreditável!

Voltando um pouco sobre a perseguição da mídia sobre Dilma: se existe algum brasileiro que imagina que a disputa política está entre Dilma e a oposição (Aécio e Eduardo Campos), sofre de aguda crise de alienação midiática. O grande adversário de Dilma, aquele que precisa ser abatido, chama-se mídia conservadora (globo, veja, estadão e folha).

Quase não existiria psdb, dem e pps se não existisse a mídia imperialista. Aécio é apenas uma marionetes dos poderosos midiáticos que querem, a todo custo, acabar com o governo petista e retornar ao poder.

Houve uma longa época nesse país, onde os magnatas da comunicação tinham acesso livre aos bancos de investimentos (BNDES, BB e Caixa), às salas dos Ministros e da Presidência da República. 

Acostumados a obter empréstimos volumosos nos governos e pagar em forma de propaganda Os barões da mídia, viram com ascensão do PT no governo, as portas se fecharem.

Se quiserem empréstimos, entre na fila e contrate pagando em dinheiro vivo com juros e correção monetária, como todo mundo.

A globo e a veja, odeiam o PT por isso!  

Mas, voltando a pesquisa Datafalha, o mais vexatório se encontra nos dados para o governo de São Paulo.

Os tucanos passaram vinte anos governando o maior estado do Brasil. Transformaram o Estado no caos. Mais de 20 bilhões desapareceram do metrô, falta água nas torneiras por não ter havido investimento nos reservatórios estaduais, contratos milionários são assinados com as empresas de mídia (Veja), e mesmo assim o Alckmin tem 54% dos votos válidos?

Vergonhoso, se está havendo direcionamento na pesquisa, como parece, isso é lamentável! Ou caso contrário, os paulistas gostam de sofrer!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

A César o que é de César: Dilma e Lula são os principais responsáveis pelo sucesso da Copa das Copas!



A imprensa nativa é mais manipuladora do que se imagina. De repente, os principais responsáveis pela vinda e extraordinária administração da Copa das Copas, não podem ser apontados como tal, porque a mídia brasileira consegue transformar o resultado excelente, obtido com a Copa do Mundo, em algo negativo para o governo Dilma Rousseff.

Dilma e Lula foram, sim(!), os principais responsáveis pelo sucesso do evento. 

Lula trouxe a Copa para o Brasil. Acreditou desde o início que seria possível realizarmos um evento dessa magnitude e colocar o país no centro do mundo. 

Dilma, por sua vez, colocou a Copa na pauta das ações do governo. Mesmo levando bordoadas e xingamentos, ela abraçou essa maravilhosa ideia, que deu frutos ainda inimagináveis.

Impossível mensurar o bem que a Copa das Copas fez ao Brasil. Só o tempo poderá nos mostrar os frutos dessa que foi a maior jogada institucional de um governo brasileiro. Não se tem na história desse país, nada parecido. 

Agora que chegou o momento de colher os frutos dessa grande iniciativa, Lula e Dilma tem que se esquivar do que fizeram? Nada disso!

Quem trouxe a Copa para o Brasil? Foi o fhc? O aécio? A globo? A veja? 

Nãooooooooooooo.    

Quem administrou as obras? Quem modernizou os aeroportos? Quem construiu os acessos para os Estádios? Foi o merval? A catanhede? O ronaldo ou o galvão?

Foram Dilma e Lula, os culpados! Foram eles que “deram a cara a tapa”. Que não se negaram ou temeram as críticas dos Corvos Midiáticos. Foram eles que receberam as piores agressões já vistas a um estadista. Tudo por acreditar que poderíamos realizar a Melhor de Todas as Copas do Mundo.

Portanto, parabéns aos dois!

Esse país precisa reconhecer quem foram os dois principais responsáveis pelo sucesso da Copa do Mundo.

Não existisse o governo Lula, não existiria a Copa no Brasil. Não existisse o governo Dilma, não existiria a Copas das Copas.

Obrigado Lula! Obrigado Dilma!

E que venha as Olimpíadas.