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sábado, 29 de dezembro de 2018

O furor por Benjamin Netanyahu no Brasil


Parte da comunidade cristã brasileira está em êxtase com a visita do premier israelense benjamin netanyahu, ao Brasil. Um político considerado corrupto em seu país, chamado de fascista pelas centenas de milhares de mortes de palestinos, muitas delas cruéis, como as cometidas pelos nazistas contra os próprios judeus. 

benjamin netanyahu é, para muitos, um líder sanguinário que está se perpetuando no poder graças a sua politica voraz de expansão do território israelense, numa batalha desigual com a Palestina, apoiado pelos EUA. 

Mas, o que faz cristãos ter grande admiração, reverenciar, um homem como netanyahu?

A razão, pelo incrível que pareça, é bíblico. 

Grande parte da comunidade cristã mundial, e também do Brasil, acredita que a promessa de Deus a Abraão estará próxima de se realizar e Jesus Cristo, enfim, voltará para Reinar a partir de Jerusalém.

Gênesis 12: 3: "Abençoarei os que o abençoarem, e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados". 

Por isso homens que se dizem "de deus" estão em júbilo com essa aproximação dos dois presidentes. Principalmente os malafaias, os macedos, valdemiros, felicianos, magnos maltas e tantos outros "líderes" religiosos, marcam essa data de visita do netanyahu como um marco de bençãos para o Brasil. 

Vejam! Não é a pessoa do netanyahu propriamente dita, mas, a atitude de manter-se próximo à Nação reconhecidamente como o povo de Deus, na visão de parte dos cristãos.

Deuteronômio 11:12, Israel "é uma terra da qual o Senhor, o seu Deus, cuida; os olhos do Senhor, do seu Deus, estão continuamente sobre ela, do início ao fim do ano." 

Por essa leitura e entendimento Bíblico, essa parte da comunidade cristã aceita, ignora e apoia os métodos adotados pelo governo de netanyahu, numa guerra entre judeus e árabes que já causaram muitas mortes de ambos os lados. 

A intolerância de entendimento entre os dois povos remete aos tempos bíblicos. Da mesma forma que de lá se sabe da rejeição dos judeus a Jesus Cristo como seu Rei. 

A visão de que a promessa de Deus a Abraão ainda vai se cumprir, não é unânime na comunidade cristã e nem mesmo todos os judeus são descendentes de Abraão. 

Romanos 9.6 Isto não quer dizer que Deus não cumpriu as promessas que lhes fez. Só algumas pessoas de Israel é que, na verdade, pertencem ao povo de Deus. Só alguns dos descendentes de Abraão é que são verdadeiramente filhos de Abraão. Pois Deus disse a Abraão: “Somente os da família de Isaque serão considerados seu povo”. Isto quer dizer que nem todos os que nascem fisicamente como descendentes de Abraão são realmente filhos de Deus. Os verdadeiros descendentes de Abraão são aqueles que se tornam filhos de Deus por meio da promessa que Deus fez a Abraão. 

Embora eles saibam, os "líderes religiosos" brasileiros, eles, assim como qualquer outro cristão, será aceito como descendente de Abraão, não apenas ou tão somente, se nascer em Israel, mas, todo aquele que aceitar o Senhor Jesus Cristo como filho de Deus. 

É também surpresa imaginar um homem como netanyahu, de coração duro, sem amor ao próximo, nitidamente longe do Espírito Santo, ser considerado um 'enviado de Deus" aqui na terra para criar as condições necessárias para o retorno de Jesus Cristo.

Misericórdia!!!

Visualiza: o "anjo enviado por Deus", netanyahu, vem ao Brasil, é recebido pelo bispo da universal, crivela. Segue em comboio sendo referendado por bispos e pastores políticos. Tem encontro com o presidente eleito, bolsonaro, o chama de mito, diz que o Brasil é a terra da promessa.

Sinceramente(!), vocês têm certeza que Deus está nesse meio? 

Não dá pra enxergar uma veia ideológica entre os dois líderes da extrema direita?

A aproximação entre os dois líderes extremistas não deveria ser motivo para louvação. E sim para preocupação.

Que Deus não nos abandone.  

Que Deus dê entendimento a esses cristãos.

terça-feira, 29 de julho de 2014

O que quer realmente Israel?


Já faz dias que venho tendo vontade de expressar a minha visão sobre o “conflito” entre Israel e os palestinos, que vivem na Faixa de Gaza. Pelo menos é assim que a imprensa local, (digo!) a imprensa burguesa brasileira, trata o caso. 

Como um CONFLITO.

Mas, as imagens que chegam é de um genocídio. 

Um país forte, bélica e tecnologicamente falando, que está exterminando (isso mesmo!) o que vemos é a tentativa do extermínio do povo palestino.

Essa imagem abaixo mostra "soldados" palestinos mortos? 

Na verdade, são crianças de dois, três, cinco anos, barbaramente assassinadas por bombas israelenses. 


Só para se ter uma ideia: no detalhe da foto abaixo, a morte de uma família inteira vítima do bombardeio de Israel na Faixa de Gaza.


A Bíblia nos conta histórias de povos que guerrearam contra os judeus, inclusive sob o consentimento de Deus. Muitos povos foram exterminados por se colocarem no caminho do povo Dele. 

Em 1° Samuel 15:03, Deus manda Saul destruir os Amalequitas.  Diz Samuel a Saul: Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos.

Não vamos nos prender as razões que levaram Deus, a tomar essa decisão. Até porque, Deus é Deus!

Mas há um detalhe em meio a toda essa carnificina em Gaza: o povo de Israel acredita ser o povo escolhido de Deus. E sendo assim, poderão guerrear com qualquer nação, até com o mundo, que na visão deles, sempre vencerão.

Não vamos aqui, no entanto, entrar na questão religiosa e sim nos prender ao tema proposto.

O que Israel deseja, na verdade, é fazer com os palestinos o mesmo que foi feito por Saul contra os amalequitas. Destruir totalmente tudo que tiver vida, principalmente as crianças, para que não cresçam odiando Israel, e as mulheres, para que não engravidem e façam prosperar aquela nação.


benjamin netanyahu, o primeiro-ministro israelense, talvez esteja encarnando o espírito de Saul ou possa estar se vendo como um próprio “deus”. 

Muito difícil de entender essa agressão nos tempos de hoje. Mais difícil ainda é assistir à posição de alguns setores, nacionais e internacionais, sobre o “DIREITO QUE ISRAEL TEM DE SE DEFENDER”.

A revista veja se colocou a favor de Israel.

O cônsul de Israel (o sub, do sub, do sub), no Brasil, brincou com o caso, fazendo gracejos sobre as mortes.

Teve colunistas afirmando que as mortes dos palestinos não passava de marketing.  

O apoio, indireto, dos EUA ao genocídio.

A morosidade da ONU para se posicionar sobre o caso e agir.

A passividade dos organismos internacionais e nacionais dos direitos à VIDA.

Recebi hoje um poema de um amigo, que retrata o sentimento daqueles que estão tristes com tudo que estamos assistindo daqui. Embora saibamos que lá, a realidade é muito pior. Foi esse poema que me fez encontrar tempo (já muito curto) para tratar desse horrível assunto: em pleno século XXI ainda estamos matando nossas crianças e mulheres, e ainda existe quem queira exterminar uma nação inteira.


"Por que as vermos, assim, como alvos apenas de duros sistemas de ódio e opressão?
Clamam por elas as mães com seus gritos. Aves que voam, mesmo ceifadas suas asas no chão, adentrem as luzes dos céus infinitos. Aves crianças, levem as dores de um mundo que morre para as estrelas da imensa amplidão..." (Sergio de Sersank).

Enquanto você ler esse artigo, dezenas de crianças e mulheres palestinas estão sendo brutal e covardemente assassinadas.  

Uma Nação inteira está sendo exterminada. E isso não tem nada a ver com Deus!