O pobre de extrema-direita, principalmente o trabalhador assalariado, fazendo campanha e defendendo quem tem projetos contra o povo pobre de agora e das próximas gerações, parece até uma película de ficção.
Em vídeos que circulam por aí, a narrativa da extrema-direita não esconde o plano: acabar com o salário mínimo garantido por lei, extinguir direitos básicos como férias e 13º, e jogar o trabalhador sozinho, sem nenhuma proteção do Estado, para "negociar" de igual para igual com o patrão.
É uma verdadeira piada de mau gosto achar que alguém que ganha o pão com o suor do próprio rosto vai conseguir peitar o dono da empresa para exigir melhores condições.
O resultado dessa lógica desumana nós já conhecemos bem: a lei da selva, em que o mais forte — no caso, quem detém o capital — dita as regras e esmaga quem precisa do emprego para sobreviver.
Enquanto os mais velhos lutam para conseguir se aposentar com o mínimo de dignidade após uma vida inteira de trabalho, a juventude está sendo manipulada para aplaudir a própria exploração, acreditando na ilusão barata de que precarização é sinônimo de "liberdade".
É o clássico caso da barata torcendo pelo inseticida ou do peru votando a favor do Natal.
Acorda, pobre de extrema-direita!
Chega de ingenuidade e de cair no conto do vigário dessa gente que nunca pegou um ônibus lotado às cinco da manhã.
Defender pautas da extrema-direita sendo pobre é assinar o atestado de que você prefere pagar para trabalhar enquanto o empresariado lucra em cima da sua miséria.
Continuar batendo palma para quem quer te escravizar não é sinal de liberdade; é BURRICE!
É síndrome de Estocolmo com carteira assinada.
Afinal, por que se contentar apenas em ser explorado quando você pode fazer campanha de graça para o seu próprio carrasco?
Não é mesmo, pobre de extrema-direita!
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