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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Foto símbolo da idiotice brasileira contra os médicos cubanos



Essa foto será exposta nos livros de história, eternizando a postura imoral, anti-ética e  hipócrita da direita brasileira, em especial, da classe médica burguesa e racista, ao recepcionar os médicos cubanos que chegavam ao Brasil em 2013, para atender uma parcela da sociedade carente de atendimento médico, algumas até, que nunca havia tido contato com médico, antes. 

A foto impressiona mais, porque são jalecos brancos brasileiros que estão a expor seu preconceito, seu sentimento racista e intolerância.

Essa imagem é do estado do Ceará, no Nordeste brasileiro, mas por toda parte do país a receptividade foi dessa forma. Em alguns lugares, até mais agressiva, repugnante e vergonhosa. 

Como será que são recebidos os brasileiros nas Universidades de Cuba?

Diferente do que quis fazer parecer o Conselho Federal de Medicina, o Dr. CFM, no início do Programa Mais Médicos, e o presidente eleito, agora, a medicina de Cuba é um exemplo para o mundo e milhares de profissionais de saúde estão em lá aprendendo seu método humanitário de salvar vidas.

O Conselho Federal de Medicina foi, nos primeiros anos do Programa Mais Médicos, o principal incentivador dos protestos e atos de preconceitos contra os cubanos. Havia médicos de outros países, mas, o Dr. CFM instigava a atacar em especial os cubanos. Se fôssemos definir o caráter do profissional de saúde do Brasil pelo CFM, seria desastroso. Um órgão xenófobo, truculento, preconceituoso e instigador de violência.  

Escrevi vários textos sobre o caso, na época 👇





Não conseguia conceber o porquê as pessoas estivessem incomodadas com um programa importante e necessário. Os cubanos não estavam vindo para o Brasil tomar o lugar dos médicos brasileiros. Eles estavam sendo encaminhados pra locais de difícil acesso, longe dos grandes centros, lugares onde os médicos brasileiros não quiseram clinicar. 

Então por que o medo?

A turma da "grobu" e do aécio, chamavam os cubanos de "escravos comunistas" ou "financiadores de governo ditadores". Eles não enxergavam a importância do programa.

E aí, quando nos deparamos com a realidade brasileira, onde o mesmo médico "dá expediente" em quatro, cinco, sete hospitais ou clínicas, muitas vezes estando em dois ou três lugares, na mesma hora, no mesmo instante. Como eles conseguem??!! Quando a gente percebe um médico brasileiro atender 40, 60 ou até 70 pessoas em uma hora de expediente num posto de saúde da família do bairro da periferia, sem sequer olhar na cara do paciente. Quando a gente sabe do uso de dedos de silicone e maratona de médicos entrando em hospitais, batendo o ponto e saindo as pressas para fazer o mesmo em outro posto de trabalho, aí a gente entende o porquê do medo dos médicos brasileiros.

É provável que nesse final de ano os médicos burgueses desse país, parte da população e o Dr. CFM, tenham motivo de sobra para comemorar. Afinal, após cinco anos, os cubanos, enfim, estarão deixando o país. 

Quem sabe agora essas médicas da foto poderão, sem usar o dedinho de silicone, ocupar as vagas dos cubanos. 

Parabéns aos profissionais de saúde do Brasil. 

É de "sentir orgulho" de vocês.

Gratidão e eterna admiração aos médicos cubanos


Obrigado aos médicos cubanos por virem cuidar do nosso povo. Infelizmente no Brasil existem muitos alienados pobres de direita, incapazes de enxergar a enorme importância da medicina cubana para o mundo e o relevante papel que vocês desempenharam em nossos municípios. 

Outro dia disse a minha filha: se sua formação acadêmica, de alguma forma, não melhorar a vida dos mais pobres, então não valerá a pena seu diploma. 

A Universidade, seja qual for o curso, retira da sociedade o que necessita para sucesso de suas cadeiras. É justo e grato que os universitários, em formação ou já formados, devolva o bem adquirido a comunidade. De preferência a comunidade mais pobre, mais necessitada de apoio e transformação. 

Afinal, não é o saber que transforma? Cuba nos ensina justamente isso!

E então nos deparamos com essa situação vexatória. Enquanto milhares de profissionais da área de saúde, do mundo inteiro, estão indo a Cuba aprender o sistema de humanização da medicina, nós brasileiros expulsamos eles das nossas comunidades. 

Desde o início do Programa Mais Médicos, fomos preconceituosos e mal-educados. Muitos jalecos brancos brasileiros expressaram o seu RACISMO, na chegada deles em nosso país. A recepção em muitos aeroportos, ao invés de ser calorosa, foi preconceituosa e agressiva. Só eles sabem o que passaram nesses cinco anos de Brasil. 

Quem deveria apaziguar os ânimos, foram os que mais incentivaram o ódio contra os cubanos. O Sr. CFM, o conselho federal de medicina, políticos como o ronaldo caiado, que chegou a ir até Miami se reunir com cubanos fascistas, inimigos de Fidel, para tentar promover um levante dos médicos de Cuba, contra o Mais Médicos. 

Isso mesmo! Sabotagem. Tetaram a todo tempo sabotar o programa. O próprio presidente eleito, vem desde 2013 perseguindo os cubanos, duvidando dos seus diplomas e, portanto, da sua capacidade de clinicar. Rotulando-os ora de "comunistas infiltrados", ora de escravos de Fidel. 

Os cubanos sofreram todo tipo de perseguição e preconceito, inclusive por parte de moradores das comunidades. Pessoas simples que não tinham acesso a médico, alienadas e manipuladas pela mídia e por grupos anti-povo, passaram a boicotar o único acesso que tinham ao sistema público de saúde. 

Vários municípios, até a chegada do médico cubano, nunca antes tinha-se avistado um jaleco branco caminhando pelas ruas ou dando plantão no postinho da localidade. Mesmo assim, no início do programa, teve gente que preferisse que eles não tivessem chegado a cidade, tamanha foi a propaganda negativa que setores da sociedade fizeram contra essa iniciativa do governo federal de levar médicos a todas as partes do Brasil. 

Levar médicos!

É triste quando um povo faz escolhas erradas. Quando escolhe seus próprios algozes! 

Enquanto muitos festejam a saída deles, a volta deles para Cuba, milhares de brasileiros, fala-se em 25 milhões, voltarão a depender da própria sorte.

A essa grande massa que teve oportunidade de conhecer o trabalho dos médicos cubanos, fica a gratidão e a admiração.

Relembro agora a carta escrita na chegada deles 👇

Valeu!
Obrigado!
Desculpas!

sábado, 16 de maio de 2015

O ódio ao Mais Médicos, continua.


O ex ministro da saúde e petista, Alexandre Padilha, o responsável pela criação do Programa Mais Médicos, do governo Dilma Rousseff, foi hostilizado ontem por um cidadão raivoso, cheio de ódio e sem nenhum controle mental, em um restaurante em São Paulo. 

O cliente chamou a atenção de todos no local, batendo numa bandeja de prata com uma colher de prata, proferindo um discurso contra o ex ministro. Pedindo palmas "para o homem que torrou UM BILHÃO de reais, dos nossos bolsos, no Programa Mais Médicos".  

Estupidez!
É a única palavra que logo vem a cabeça ao ver o vídeo. 

Vivemos no país livre em que todas as pessoas [repito: TODAS AS PESSOAS] tem o direito de entrar num restaurante e jantar com amigos sem ser afrontado, ridicularizado ou molestado. Isso aqui é uma Democracia.

A sociedade brasileira está vivenciando algo inacreditável. Mais precisamente a sociedade paulistana. 

Padilha criou um programa revolucionário na área da saúde. Levou médicos para regiões brasileiras onde nunca havia chegado organismos de saúde. Travou uma luta descomunal com entidades médicas, mídia, oposição e grupos elitistas, para enfim consolidar um Programa que é exemplo no mundo.


O Brasil hoje é assistido em todas as regiões pelo Serviço Único de Saúde. Não há um município brasileiro que não tenha assistência médica.


E por isso, o Alexandre Padilha é agredido covardemente por pessoas que felizmente não dependem do Mais Médicos e se dão o direito de criticar, pedir o fim do programa e achar que investir UM BILHÃO na saúde do povo é desnecessário.

Fiz um cálculo rápido aqui, se o governo gastou UM BILHÃO, até aqui, com o Mais Médicos, e vem atendendo 63 Milhões da população, isso nos dá um gasto per capita de R$:15,87.

Sinto muito orgulho de está contribuindo com o Programa Mais Médicos com o dinheiro do meu bolso, fruto do meu suor, dos impostos que pago. 

É bem melhor que o meu dinheiro seja gasto com Programas voltados para o povo brasileiro, do quer, ir parar no hsbc da Suíça, ou ajudar empresas de avião falida, como a BRA, por exemplo.

Reproduzo aqui a resposta de Alexandre Padilha, a esse ato animal de mais um algoz da direita brasileira. 

Em vermelho, na cor do PT. Em homenagem ao Padilha, futuro governador de SP.


"Toda vez que uma pessoa que nitidamente nunca passou pela dificuldade de não ter médico no seu bairro, comunidade ou família faz um gesto de ódio ao ‪#‎MaisMédicos‬, fico mais orgulhoso do programa que criei e implantei e de toda luta contra a intolerância, arrogância e descompromisso com os que mais precisam que empreendi quando Ministro da Saúde do Brasil.


Hoje os jornais estamparam mais uma vitória do Mais Médicos. A nova etapa mobilizou apenas médicos brasileiros. Atingimos o universo de mais de 18mil médicos, atendendo mais de 63 milhões de brasileiros que não tinham médico. Isso foi possível por dois motivos. Diferente do desejo de alguns, dos cerca de 14 mil médicos recrutados a partir de 2013 a desistência foi ínfima até 2015. O segundo motivo é que o programa criado pela minha gestão no Ministério da Saúde em 2011 (PROVAB), que garante pontos para o concurso de residência (especialidade) para médicos brasileiros que atendem nas periferias revelou-se um sucesso e, agora, os inscritos em 2015 foram incorporados ao Mais Médicos.

Em junho de 2013, o governo brasileiro iniciou uma longa batalha para aprovar a implantar o programa Mais Médicos. Seu objetivo: levar à saúde para mais perto daqueles que, por não terem plano de saúde, por não poderem pagar por uma consulta particular, não tinham direito ao cuidado e ao acolhimento que só o atendimento médico pode oferecer em um momento de tanta fragilidade como o da dor, o da doença.

Na ânsia de afrontar os que mais precisam, a democracia é desrespeitada. A democracia deve ser exercida para a liberdade. Somos um país democrático também em suas ideias, em seus anseios. O respaldo do Mais Médicos não é dado por mim. É dado pelos brasileiros e brasileiras atendidos pelo programa, que antes ansiavam pela presença de um médico, e por mais de 80% de toda população brasileira.

O último ato de agressão foi inusitado. Hoje fui convidado para um almoço em um restaurante no Itaim Bibi (bairro de classe média alta paulistano) com amigos de infância. São pessoas com quem convivo há mais de 30 anos. Uma amizade que sobrevive a tudo: distâncias e diferenças futebolísticas e políticas. Os respeito, convivo, divirto-me com eles tanto como com as outras amizades, que conquistei ao longo da minha vida profissional em comunidades da periferia e da Amazônia brasileira e na militância política.

Talvez para a repugnância de alguns e dos detratores da intolerância, sim, tenho amigos da elite econômica paulistana e outros tantos tucanos, neoliberais e neoconservadores. Parte disso, pois minha família com muito esforço me garantiu a oportunidade de convivermos mesmas escolas e estudar na USP e na Unicamp. Divergimos em opções de vida, profissionais e na política, mas essas amizades sobrevivem apesar do clima de agressão, desrespeito, ódio e intolerância que alguns buscam aquecer no país e na nossa cidade.

Tudo ocorria normalmente quando de súbito um senhor que já se retirava começou a fazer um discurso, sendo filmado em vídeo pelo seu colega de mesa. Embora tenha buscado chamar a atenção do salão, talvez imaginando que seria solenemente aplaudido, foi absolutamente ignorado pelas dezenas de pessoas durante o seu ato de agressão. Apenas seu colega de mesa o aplaudiu. Após sua retirada, os garçons, as pessoas de outras mesas e o proprietário do estabelecimento prestaram solidariedade a mim. Meus amigos, que divergem das minhas posições políticas, ficaram indignados e certamente terão posições de maior rechaço a qualquer postura de intolerância, falta de educação e agressividade que alguns oposicionistas do Mais Médicos ainda alimentam pelo país. Paradoxalmente, episódios como esse são capazes de despertar cada vez mais as pessoas para que a democracia possa conviver com a diversidade e a diferença.

Já é um desrespeito aos meus direitos individuais alguém imaginar que pode me agredir em público e fazer uso dessa imagem. É um desrespeito ainda maior quando isso envolve direitos individuais dos meus amigos, que ao contrário do que pode-se pensar, não possuem nenhuma vinculação partidária nem política comigo.

Essas agressões não me abalam. Enfrentei alguns colegas de profissão para defender o Mais Médicos. Pelas pessoas beneficiadas pelo programa, venci preconceitos e mentiras. Não é qualquer coisa que me deixa perder o rumo e o foco. Muito menos me faz levantar de uma mesa repleta de amigos. Tão pouco me impressionaria com um agressor e um aplauso solitários de quem não encara um debate democrático e prefere a agressão e a fuga.

No ano passado, percorri todas as regiões do Estado de São Paulo – o que possui a maior elite econômica, o mais rico do país e o que mais pediu por profissionais do Mais Médicos desde a primeira fase até hoje -. Não foram poucos os depoimentos de agradecimento pelo programa. Ter a certeza que o Mais Médicos mudou a vida de milhões de brasileiros é a confirmação de que estamos melhorando a vida das pessoas, principalmente das que mais precisam, cada vez mais. Ainda precisamos fazer muito para melhorar a saúde do país. O Mais Médicos é apenas o primeiro e corajoso passo, dado enquanto fui ministro da Saúde pela presidenta Dilma, para que a saúde brasileira seja universal.

Posso deixar alguns frustrados, mas saibam que agressões como essa não me inibem, não reduzem meu convívio com amigos, sobretudo os não petistas, nem farão com que eu deixe de frequentar qualquer lugar. Sou feliz por ter amigos no Itaim Bibi e no Itaim Paulista e gosto muito de cultivá-los. Tenho muito orgulho de ter criado o Mais Médicos e, como disse, já enfrentei muito mais do que agressor solitário para implantá-lo."

Alexandre Padilha - facebook

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Máfia das próteses – Com a palavra o Dr. CFM



O Conselho Federal de Medicina - Dr. CFM - deve explicações a sociedade sobre o desserviço que tem realizado.

O Dr. CFM é responsável pela fiscalização da função médica. Atribuição que lhe é concedida constitucionalmente. Existe um código de ética médica que deve ser cobrado, aos profissionais de saúde pelo Dr. CFM, mas que, pelo que tudo indica, foi simplesmente ignorado pelos envolvidos na Máfia das Próteses.

Sem a fiscalização do Dr. CFM, os bandidos de jaleco branco continuarão cometendo crimes contra a sociedade. E o pior, se "misturando ao trigo".

Se o órgão responsável pela fiscalização dos atos médicos se mostra incapaz, melhor seria fechar as portas e repassar a responsabilidade para outro organismo público de fiscalização. 

Na verdade, no entanto, a incompetência do Dr. CFM se dá por meio dos gestores do órgão. Mais preocupados em fazer política que exercer sua função, terminam por fechar os olhos para crimes praticados por profissionais da área, em nome de bandeiras partidárias.

Pra mim isso não é só omissão. O Dr. CFM é cúmplice de toda essa roubalheira médica que está assolando o país.

A incompetência  do  Dr. CFM ocorre, principalmente, porque nos últimos tempos, tem mantido uma luta de braço contra o governo federal. Tem realizado campanhas, que são mais eleitoreiras do que de caráter informativo a sociedade.

Escrevi aqui outro dia, que o conselho federal de medicina mais parecia um partido político.

Foi contra o Programa Mais Médico, que trouxe profissionais de medicina estrangeiros para ocupar vagas em localidades, no país, onde médicos brasileiros não aceitavam dar expediente. Periferias, favelas, comunidades indígenas e quilombolas, áreas longe da civilização. Pois bem! Até hoje, mesmo depois do sucesso do programa federal, o Dr. CFM continua sendo contra o Mais Médico. 

O Dr. CFM esteve muito ocupado perseguindo o SUS e o governo federal, para perceber os crimes cometidos pelos seus associados. Crimes esses bem claros, bem diante de seus olhos.

A Máfia das Próteses é apenas um, entre vários crimes cometidos por médicos no Brasil. Seja no sistema particular ou no público. Mas, o Dr. CFM está mais preocupado com os erros médicos do Mais Médico. 

Dedo de silicone para bater cartão de ponto, carga horária de 48 horas por dia efetuada por médicos (como pode?), erros diversos em processos cirúrgicos, ataque a profissionais cubanos entre outras falhas. Nada disso tem a ver com o Dr. CFM.

Em novembro de 2013, o médico cubano Isoel Goméz Molina, foi afastado do Programa Mais Médico por receitar uma dose errada de remédio para uma criança na Bahia. O médico foi, durante semanas, perseguido pela imprensa, por políticos de partidos da direita e por grupos de “médicos” que insuflaram nas redes sociais todo ódio e preconceito que foi possível contra "ele", como se tivesse cometido o pior dos crimes. 


Isoel retornou ao posto que trabalhava depois que a própria mãe do garoto o defendeu e a comunidade se mostrou solidária ao médico cubano. 

Os erros sempre existirão! O que não podemos aceitar são autoridades "fechar os olhos" para os erros de uns, e atacar ferozmente, outros.

Já se sabe que alguns dos profissionais envolvidos na Máfia das Próteses se declararam contra os estrangeiros do Mais Médico. Muitos deles fazem coro ao “desmantelo que se encontra a saúde pública”. 

Culpam o governo pela “ingerência” na saúde. 

Hoje percebemos o quanto esses maus profissionais da área médica são responsáveis pelo caos que se encontra a saúde pública no Brasil.

Pra ficar mais fácil de roubar, eles propagam as mazelas do sistema. Nada presta! A saúde no Brasil é uma Merda! Falta tudo na saúde! Não falta médicos, falta recursos!

Falta é vergonha na cara! Falta é caráter!

São devido a procedimentos antiéticos desses profissionais e da omissão e conluio do Dr. CFM, que infelizmente a saúde brasileira está mal. E vai continuar mal se não forem tomadas providencias. É preciso fazer mudanças de cima pra baixo. Presidir órgãos de fiscalização não é ter direito a se perpetuar no poder nem usar o prestígio da função exercida pra fazer política partidária.

Some-se a Máfia das Próteses, a venda de atestados e laudos médicos, o uso de hospitais do SUS para atendimento de pacientes particulares, o roubo/tráfico de medicamentos, a prescrição de medicamentos não relacionados ao Programa Farmácia Popular.

É muita máfia! E tem muita gente ganhando dinheiro com isso. E pasmem! Sem que o Dr. CFM tenha conhecimento.

Em junho de 2013, o presidente do conselho federal de medicina disse assim sobre a vinda dos médicos estrangeiros para o Brasil:

Estamos protegendo a sociedade. A saúde pública tem condição de superar a falta de médicos em determinadas regiões. Trazer médicos estrangeiros para trabalhar aqui é uma maneira de mascarar a ausência ou a má gestão da saúde pública. O gestor tem de ser responsabilizado pela falta do profissional. Não somos culpados da incompetência administrativa dos gestores e da insuficiência de orçamento na saúde”.

Puro engodo!  

Chega a dar nojo!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Os inimigos do povo, unidos, serão vencidos!


O mais novo "partido político" brasileiro, é mais um trunfo da direita para chegar ao poder central. Falo do Conselho Federal de Medicina (CFM), presidido, ou seria melhor dizer(!!!), de propriedade do médico Roberto D’Ávila. 

Custa acreditar que num “Conselho” onde existem vinte e sete representantes, um de cada estado da federação, todos seus membros tenham o mesmo pensamento desumano, elitista e autoritário, do presidente do órgão. 

O Dr. D’Ávila, se "notabilizou" com a chegada do programa federal do Mais Médico. Sua posição, sempre contrária, o fez ser conhecido no Brasil inteiro. Aliado a setores da sociedade que buscam derrubar o governo de Dilma Rousseff a qualquer preço, o CFM agora, conclama todos os mais de 6000 médicos cubanos a abandonar o Mais Médico e desertar do governo cubano, que segundo o órgão, terão vaga garantida na área administrativa, no Conselho de Medicina.

Um médico cubano, que leva cerca de oito a dez anos para completar sua formação, pensar que eles possam ambicionar por uma proposta desprovida de toda viabilidade possível como esta, seria uma grande burrice. Só mesmo a Ramona Rodriguez! Trocar a função de médico para ser ADM. Só mesmo o Dr. CFM para fazer uma proposta indecorosa como essa!

Mas, há prova de que se trata de ação orquestrada, minuciosamente organizada com objetivos escusos. Como não há nada que possa ficar escondido, descobre-se que o Ronaldo Caiado (DEM) visitou cubanos em Miami (EUA) para “aprender formas e instrumentos para estimular os médicos cubanos que estão no Brasil a pedir refúgio” e certamente, abandonar o Mais Médico. 

Veja que comportamento sórdido! Como uma cascavel, um escorpião, uma ferrugem que vai aos poucos impregnando o Mais Médicos, até que ele seja contaminado por inteiro e acabe.

Perguntas que requerem respostas: é pra isso que o povo de Goiás elegeu o Caiado? Para ele agir contra o povo brasileiro e contra os mais necessitados?

Na verdade, para essas pessoas, pouco importa se não tem médicos nos postos de saúde. O que interessa é derrubar o governo popular e socialista, que aí está.

Enquanto isso, a médica cubana, Ramona Rodriguez, que desertou e abandonou o programa Mais Médico, está se sentindo a cereja do bolo. Mas, na verdade, representa o fantoche que o Dr. CFM e os Democratas precisavam para continuarem em evidência. 

Para Ramona, não bastou que o governo de Cuba tenha investido na sua formação. Ter lhe proporcionado uma das profissões mais caras de se obter.

Não lhe bastou lembrar, que durante todo esse processo de formação, Ramona tivesse assistência financeira e social do governo cubano. Graças, entre outras coisas, aos milhares de médicos que desempenhavam sua função, nos mesmos critérios do Mais Médicos, em vários países do mundo. 

Ramona não entendeu que isso faz parte de um ciclo. Que os profissionais cubanos que estão trabalhando ao redor do mundo, são responsáveis pela formação dos novos estudantes cubanos, em várias áreas de atuação.

Que, assim como ela foi beneficiada, outros milhares de estudantes estão sendo beneficiados nesse momento.

Era só dessa forma, Ramona(!), só assim para se defender do cruel embargo americano. Ou se fazia dessa forma, ou você estaria renegada a não ter profissão nenhuma.

Mas se olharmos bem para as personagens dessa Tragédia Grega (D’Ávila, Ramona e Caiado), embora elas não tenham nada de nobres, todas elas estão passando dos limites da ética e da moral. Só esperamos que, assim como no teatro grego, elas sejam castigadas, ao menos, pelo destino.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

PSDB protocola Projeto de Lei (PL) que transforma o programa Bolsa Família em política de Estado.













Pela primeira vez o PSDB volta atrás e decide aprovar um programa do governo petista. Causou surpresa a iniciativa do partido. Afinal, há dez anos os tucanos vêm sendo contra a toda e qualquer medida tomada pelo governo do PT.

Eles foram contra o ENEM, as Cotas para Universidade, o Mais Médico, a diminuição da conta de energia (vejam só!), a lei dos Portos, ao modelo do Minha Casa Minha Vida, a construção da nova malha ferroviária, a modernização dos portos e aeroportos...

Não importa se o que levou o PSDB a mudar tenha sido o desespero ou se foi um ato de coragem... O que interessa é que o partido acordou! Embora, se tomarmos como ponto de análise, a diminuição nos quadros políticos do partido a cada eleição, certamente percebe-se certo desespero frente à possibilidade de esvaziamento nos próximos anos.

Esse é o resultado de, ao longo de dez anos, os tucanos se preocuparem apenas em criticar e desconstruir os projetos e programas petistas. Esqueceram de criar seus próprios projetos e foram sendo esquecidos pela sociedade.

Infelizmente, a imagem que temos do PSDB é da P36 (Plataforma da Petrobras) afundando em alto mar. Ou as visitas de FHC ao FMI para pedir empréstimos. Ou ainda a entrega do patrimônio público, a preço de banana, como a “venda” da Vale do Rio Doce e do Setor de Telefonia.

Mais atual, a imagem do partido se confunde com a capa dos livros: Privataria Tucana e o Príncipe da Privataria. Ou com a emblemática história da Organização Criminosa, que há vinte anos, vinha desviando dinheiro do Metro de São Paulo, conhecido como Propinoduto ou Trensalão.

Ao apoiar os projetos do Governo Federal, Aécio Neves se distancia da postura “tacanha” de líderes partidários como: José Agripino, Roberto Freire, Jarbas Vasconcelos e do seu próprio correligionário Sérgio Guerra. Todos esses optaram, não só em criticar o Governo do PT, mas se posicionaram como verdadeiras barreiras, no intuito de derrubar, postergar, denigrir, destruir com o Governo. Transmitindo a sociedade, que havia mais do que simplesmente uma ação oposicionista. Demonstravam um ódio de classe.
Qual o resultado desse comportamento senil e autoritário? O DEM e o PPS estão definhando. Por pouco, Sergio Guerra, não levou o PSDB à extinção, com sua intransigência.  E Jarbas, conseguiu afundar o PMDB em Pernambuco. 

Agora, é certo que só o reconhecimento por parte do PSDB, da importância dos programas petista no processo de melhoria e engrandecimento da sociedade brasileira, não basta!

É necessário que o partido levante suas próprias bandeiras, dê início a seus próprios projetos/programas. 

O Aécio poderia, por exemplo, criar um projeto de Regulação da Mídia. Poderia usar, como base, a Lei de Médios instituída pelo Governo da Argentina.

O PSDB precisa defender uma proposta de impacto! Criar uma imagem! Ter a sua marca!

Já pensou ver os caciques tucanos discursar no plenário do Congresso Nacional, “... não podemos mais permitir que a Globo continue com monopólio da comunicação...”

Especificamente sobre a Lei de Meios, uma coisa é certa Aécio Neves: ou o PSDB se apressa em fazer ou aparecerá quem o faça.

Bem provável ser um petista.


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Enfim, o Mais Médicos foi sancionado.



Assistindo ao pronunciamento da Presidente Dilma Rousseff, na cerimônia de sanção do programa Mais Médicos, percebo o quanto é difícil governar esse país. Pelo menos para um governo de esquerda. Nem mesmo a concretização de medidas que possibilitam melhorias para população, são aceitas com menor grau de rejeição e críticas. Há sempre um alarido. Posicionamentos que nos deixa boquiabertos. Por mais comprovadas que seja de interesse público, haverá sempre opiniões contrárias e ações de impedimento.

Foi assim com a diminuição da energia. Quem em sã consciência poderia imaginar que surgiria algum político contrário à proposta de diminuição do preço da conta de energia? Pois bem! Surgiu não só políticos, como partidos políticos, setores da imprensa e até mesmo, pessoas comuns da sociedade. Governos estaduais fincaram o pé e não compartilharam a ideia.

Foi assim com a medida provisória dos portos, que tirava das mãos de “empresários” o monopólio dos portos. Porque não podemos mais deixar nas mãos de poucos, aquilo que deve pertencer a maioria do povo brasileiro. Mesmo sabendo que durante décadas, esses “empresários” que administravam os portos, eram os responsáveis pela burocratização e não modernização do setor, mesmo assim, surgiu políticos, partidos, setores da imprensa e mais uma vez, entidades trabalhistas, pessoas comuns da sociedade, contrários a medida.

Aconteceu ontem, com o Leilão da Bacia de Libra. Várias entidades encaminharam a justiça pedido de cancelamento do leilão. Grupos se reuniram para protestar contra o evento. Houve confronto com policiais, destruição de bens públicos, por parte dos manifestantes, e mais uma vez, muita falta de conhecimento sobre o que estava em jogo. Lá estavam, reunidos contra as medidas que fortalecem o Brasil, políticos, partidos, setores da imprensa, e pessoas comuns da sociedade.

No Mais Médicos, a reação de parte de setores da sociedade contrários ao programa, chamou atenção dos governos. Porque a medida não foi exclusivamente imposta pelo governo federal. Foi uma solicitação dos prefeitos dos mais de 5600 municípios espalhados pelo Brasil. A saúde estava um caos, principalmente pela falta de médicos. Ainda que não tenha nenhuma  condição física, ainda assim, nada é mais importante que a presença de um médico. E por mais que o governo explicasse que o Mais Médico era mais que simplesmente trazer médicos estrangeiros, os críticos em seu radicalismo, não aceitavam o programa.

Mas, o que na verdade está por trás da negação, por parte dos CRMs, CFM, de setores da sociedade, de parte da imprensa, de políticos, de partidos políticos e de pessoas comuns, ao Mais Médicos?

Medo, inveja, falta de conhecimento (alienação) e maldade, muita maldade.

Enfim foi sancionado o Mais Médicos. E a imagem que fica é do médico cubano, Juan, sendo aplaudido de pé, por todos, depois de um justo pedido de desculpas do governo brasileiro pela recepção desastrosa e preconceituosa que ele recebeu de “profissionais” de medicina no Ceará.

Até pode ser difícil para um governo de esquerda governar o Brasil, mas, pelo que parece, não é impossível.