O distanciamento de certas bolhas políticas e ideológicas tornou-se uma escolha consciente de preservação mental e ética para quem não compactua com discursos de ódio, mentiras e retrocesso social.
A falsa ilusão de superioridade econômica que acomete alguns pequenos comerciantes e empresários revela uma alienação profunda, em que o delírio de riqueza substitui a própria empatia humana.
É lamentável constatar como o fanatismo político cegou parte da sociedade, transformando balcões de negócios em trincheiras de intolerância e submissão cega.
Há oito anos decidi, voluntariamente, riscar do meu mapa de consumo qualquer estabelecimento cujos donos destilam preconceitos e apoiam a barbárie institucionalizada. Afinal, nenhum real meu financia o discurso daqueles que aplaudem a destruição de direitos e a desigualdade social no país.
Essa postura de boicote silencioso não é apenas uma questão de preferência comercial, mas um ato elementar de coerência e dignidade pessoal.
Quem bajula o autoritarismo esperando algum tipo de migalha perdeu não apenas a lucidez, mas também qualquer vestígio de importância para mim.
Prefiro investir meus recursos em pequenos negócios que valorizam a cidadania, o respeito à diversidade e o mínimo de decência democrática.
Cortar esses laços desde 2018 foi um alívio necessário que me permitiu consumir com consciência e manter a paz de espírito intacta.
No fim das contas, a maior lição desse período foi aprender que certas portas que decidimos não cruzar representam, na verdade, um verdadeiro ganho de liberdade.
Portanto, ao empresário "BOSTANARISTA": não precisa se dar ao trabalho de proibir minha entrada no seu estabelecimento.
Desde 2018, faço questão de me manter distante de absolutamente tudo o que a extrema-direita brasileira representa.
É isso!
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