No Brasil, todo santo dia, quinze "machos alfa", defensores da família, "Qristãos" e cidadãos de bem, matam 15 namoradas, esposas, amantes ou companheiras.
Os índices de feminicídio em nosso país são alarmantes e revelam que a violência de gênero atravessa todas as classes sociais, ficando evidente que o rigor das leis e as medidas protetivas não conseguem frear a brutalidade de "ômes" que, sob a máscara de uma 'masculinidade dominante', ignoram a justiça para exercer controle extremo sobre a vida de "SUAS" mulheres.
Isso mesmo! O combustível direto para a escalada da violência doméstica é o sentimento de posse que os "machos alfa" têm sobre "SUAS" mulheres.
Na cabeça desses caras, a namorada ou esposa, a amante ou companheira são para eles "SUA propriedade".
A mulher deixa de ser um indivíduo com desejos e autonomia e qualquer sinal de independência (um emprego novo, uma roupa diferente ou uma opinião divergente) é interpretado como uma ameaça direta à honra do "SEU dono".
A única voz que "a mulher do macho alfa" deve ouvir é a do "SEU proprietário".
Por isso, o isolamento da família, dos amigos, do trabalho e da sociedade.
Quando o sentimento de posse do seu namorado, esposo, amante ou companheiro é abalado, a mulher é agredida e até assassinada dentro do ambiente que deveria ser de compreensão e proteção, cometido por quem utiliza de uma retórica de "ordem" ou "valores" para mascarar comportamentos abusivos e de posse.
A triste realidade é que milhares de mulheres estão vivendo debaixo do mesmo teto e dormindo na mesma cama com o "SEU" assassino e que, a maioria desses feminicídios é o desfecho de um ciclo que não "começou ontem".
Começou com o primeiro puxão de cabelo, o primeiro beliscão no braço, o olhar repressor, o "cale-se(!)", soco, empurrão, humilhação, insulto, isolamento, vigilância e manipulação.
Portanto, abra os olhos!
Proteja-se!
Peça ajuda.
Fuja do "SEU" monstro.
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