Hoje, 8 de outubro, o Brasil inteiro deveria parar para reverenciar a sua própria alma. É celebrado o Dia do Nordestino, a data que consagra não apenas uma região geográfica, mas a verdadeira força motriz da identidade, da cultura e da consciência política do nosso país.
O Nordeste é rico. É berço de uma cultura imensa, vibrante e original que dita o ritmo, a sonoridade e as cores de ser brasileiro. Da literatura de cordel ao repente, do forró que arrasta o pé à poesia que transborda dos corações simples, o povo nordestino cria, resiste e encanta.
É uma terra que não deve nada a ninguém; ao contrário, carrega o orgulho de ser a raiz mais profunda e autêntica da nossa história.
Mas se há algo que torna o Nordeste absolutamente gigante, é a sua extraordinária consciência política, social e humana.
Enquanto muitos tentam vender a imagem de um povo submisso, a realidade que assombra os desinformados é justamente o oposto: o Nordeste é, sem favor nenhum, a região mais politizada do Brasil.
É um povo que não se deixa enganar, que não é alienado, que enxerga além das aparências e que compreende o peso de cada voto e de cada escolha coletiva.
Não é à toa que a sabedoria nordestina tantas vezes dita os rumos da nação.
É da força desse povo que nasce a certeza de que a democracia se faz com o olhar voltado para quem mais precisa.
Nas urnas, o Nordeste dá lições de cidadania, mostrando que eleição tem propósito, tem lado e tem compromisso com o futuro.
Como diz o ditado popular que ecoa com tanta propriedade: a eleição no Brasil só termina quando o Nordeste decide.
E decide com altivez, com coragem e com a clareza de quem sabe exatamente o que quer para o país.
Infelizmente, essa mesma altivez e esse protagonismo político muitas vezes despertam a ira e o preconceito de quem não compreende (ou não aceita) a força da democracia popular. Não raramente, ataques e expressões de xenofobia surgem disfarçados de críticas políticas, alimentados pelo ressentimento de ver que foi o peso da união nordestina que sustentou o projeto de esperança e reconstrução liderado pelo presidente Lula da Silva.
Porém, nenhuma ofensa raivosa ou tentativa de diminuição apaga o brilho de quem tem história.
Cada tentativa de silenciamento esbarra na muralha da dignidade nordestina.
Hoje, parabéns a cada mulher, a cada homem, a cada jovem dessa terra altaneira. Vocês são o orgulho do Brasil.
Que o 8 de outubro seja celebrado de cabeça erguida, com muito forró e frevo; muito respeito e com a certeza inabalável de que o Nordeste não apenas faz parte do Brasil — o Nordeste é o coração pulsante que mantém o Brasil vivo.
Oxente!




