É irônico assistir ao ministro andré mendonça, o terrivelmente farsante, empunhar a espada da moralidade no STF com a delicadeza de um elefante em uma loja de cristais.
Enquanto o magistrado atua com fervor seletivo para blindar aliados e desferir golpes contra desafetos, esquece convenientemente que o telhado de vidro da República é coletivo.
Nos surpreende o silêncio ensurdecedor sobre os repasses financeiros que rondam os filhos de medalhões da Corte, como os herdeiros de luiz fux e nunes marques nas tramas ligadas ao empresário daniel vorcaro, além de outras figuras ilustres convenientemente esquecidas pelo radar da nova "justiça divina".
A regra do "ungido" é: esqueçam de investigar o ibaneis rocha e o cláudio castro; foquem no Lulinha.
E assim, o roteiro dessa novela jurídica segue com participações ilustres e criativa amnésia institucional.
O rachadinhas, por exemplo, desfila plácido sob o manto da imunidade informal com seus milhões sob suspeita; do defensor da pátria, chupetinha, são esquecidos os voos no jatinho do bilionário banqueiro vigarista. Afinal, quem nunca emprestou um "bimotor" para dar uma força ao irmãozinho, não é mesmo?
Para o ministro mendonça, o problema nunca foi a corrupção, e sim garantir que o altar da sua jurisdição sirva apenas aos fiéis do próprio credo político.
No fim das contas, o projeto de transformar o Supremo Tribunal Federal na filial de uma teocracia partidarizada vai de vento em popa, desde que os pecados dos amigos fiquem devidamente ocultos sob o tapete da toga.
Resta saber se, com tantas "bênçãos" direcionadas e desvios ignorados, o "ungido" conseguirá convencer o país de que a sua balança não tem pesos, medidas... nem balcão de negócios.
Contribua com o nosso trabalho através da chave PIX - banco Santander 👇
emiltonx@gmail.com




