O resultado das urnas mal foi consolidado e o recado para o campo progressista já é evidente: o processo eleitoral de 2030 começa agora.
Pela primeira vez em décadas, o cenário político brasileiro passará por uma transição histórica ao não contar com o seu maior líder popular e puxador de votos natural, Luiz Inácio Lula da Silva.
Sem o chamado “Efeito Lula” — essa capacidade única de mobilizar multidões e dialogar diretamente com o povo —, o cenário político fica totalmente aberto para novos rumos.
As últimas eleições deixaram claro que a movimentação das ruas e a vitória nas urnas não aconteceram apenas pelo apoio direto ao PT, mas também pela força expressiva do sentimento anti-bostanarista.
No entanto, dependendo do momento, apenas a rejeição ao adversário não será suficiente para sustentar um projeto de país no longo prazo. Com o fim de um ciclo de liderança tão marcante, torna-se urgente construir bases sólidas que vão além do contraponto eleitoral.
Enquanto a esquerda busca caminhos, o campo da direita e da extrema-direita caminha para uma inevitável divisão. Nomes como Ciro Gomes — que tomou novos rumos políticos — e governadores como Efizema tendem a disputar espaços de centro-direita e direita. Ao mesmo tempo, uma disputa acirrada deve acontecer entre figuras da extrema-direita como rachadinhas, tarcísio "netanyahu", pablo lamarçal e chupetinha.
Essa abundância de pré-candidatos e vaidades vai gerar um racha profundo no setor conservador, golpista, fascista e miliciano.
É exatamente nesse cenário de fragmentação do adversário que reside a oportunidade e o dever dos progressistas de enfrentar um grupo político que atua sem limites éticos e morais e que, portanto, exige estratégia antecipada e, acima de tudo, união.
Enquanto o outro lado se divide em disputas egoístas por espaço, o campo progressista precisa marchar junto, sem espaço para vaidades ou divisões internas.
Para que essa união traga resultados, o trabalho de renovação e escolha de nomes viáveis não pode ser deixado para a última hora. Opções como o retorno de Flávio Dino à política partidária surgem como alternativas consistentes devido à sua experiência nos três Poderes.
É preciso cultivar hoje o nome que vai representar essa caminhada e manter a confiança de quem sempre esteve ao nosso lado.
Esperar os prazos oficiais para organizar a casa seria um erro fatal.
Diante de um cenário completamente novo e desafiador, a preparação, o diálogo com as bases e a busca pela unidade devem ser imediatos.
É por isso que o compromisso com o futuro do Brasil não pode adiar nem mais um dia: a eleição de 2030 começa hoje.




