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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Então a Band está, realmente, perseguindo Haddad...



No dia 1º de novembro, publiquei um texto nesse blog relatando minhas impressões sobre a "perseguição" do jornalismo da Band ao prefeito de São Paulo. Ontem, minhas observações sobre o que estava ocorrendo, entre aquele veículo de comunicação e o prefeito Haddad, se confirmaram. 

Em entrevista a blogueiros ontem (16/12/2013), o prefeito de São Paulo fez relatos sobre o assunto, que vão ao encontro do que foi registrado no texto: O aumento do IPTU de São Paulo e a campanha do jornalismo da Band contra o Haddad.  

Leia o texto aqui 👇


Na entrevista, Haddad diz que ficou surpreendido com a perseguição de certo veículo de mídia. Chegou a ligar para o dono da empresa, questionando o porquê de tudo aquilo.

Recebeu como resposta: Dei instruções a todos os veículos de minha propriedade para atacar você de forma sistemática, desde que você aumentou o IPTU.  

Embora Haddad não quisesse dizer o nome do empresário e qual a empresa de mídia, os blogueiros descobriram se tratar do Saad, dono da Band.  

Motivo do ódio: além do prefeito ser do PT, a família Saad é possuidora de muitos imóveis na cidade de São Paulo e teriam que pagar mais de IPTU, caso o aumento passasse.   

O que o jornalismo da Band defendia, principalmente o Boechat e o datena, não era o “absurdo” aumento do IPTU de São Paulo, que iria "prejudicar senhoras idosas, aposentadas e pensionistas do INSS, as quais o que ganham quase não dá para comprar o que comer".  

Na realidade, o que eles defendiam, de maneira vergonhosa, era os bens do patrão. 

Estou muito feliz em saber que estava certo nas minhas observações.

Vale a pena lutar contra a mentira e a manipulação.

Sempre haverá o dia em que a verdade é a que prevalecerá.

Como é bom ver que aquilo no qual você acredita, aquilo que você defende é a pura e única verdade!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O resultado do Mensalão Petista, pelo que parece, deixou em dúvida até mesmo os que “aprovaram” as medidas tomadas.



Uma verdade não precisa ser maciçamente divulgada e ratificada a todo momento. A verdade é uma só. A verdade é dita e, pronto! 

Ao contrário da mentira, a verdade não precisa de muita explicação ou análise.

No caso do resultado do Mensalão, surpreende o esforço que “formadores de opinião”, políticos de oposição e até mesmo Ministros do STF têm reiterado diuturnamente a decisão tomada. Pelo jeito, nem eles, que foram ávidos defensores de punição exemplar para os réus, estão seguros do resultado.

“Que vantagem têm os mentirosos? A de não serem acreditados quando dizem a verdade” (Aristóteles)

Algo estranho está ocorrendo entre os que aprovaram a decisão. Não fosse assim, não haveria a necessidade de todos os dias, Ministros do Supremo, como o Marco Aurélio de Mello ou Gilmar Mendes, estarem dando entrevista nas grandes redes de comunicação, ratificando os resultados das penas, informando dados do processo, justificando decisões. Ora! Se realmente o STF tivesse realizado um ato verdadeiro, não precisaria de tanta ratificação.

Vejamos o que disse o Ministro Marco Aurélio sobre o condenado Henrique Pizzolato:

“Precisamos compreender a angústia de quem está condenado. É instinto [natural] à pessoa tentar escapar, principalmente conhecendo as condições desumanas das nossas penitenciárias."

Vejam(!), é verdade que as condições dos presídios brasileiros são desumanas, mas não foi por esse fato, apenas, que o Pizzolato fugiu do país. Ele fugiu para a Itália, com a esperança de que a justiça daquele país pudesse analisar farta documentação que poderia ser usada como prova para atenuar sua pena. Material esse que a justiça brasileira se negou a analisar ou simplesmente ignorou. 

O que chama atenção nesse comentário (sempre muito irônico) do Ministro Marco Aurélio é ele saber das condições das prisões brasileiras e, como Ministro do STF, nada fazer!

Os “colunistas” da Grande Imprensa, por sua vez, estão naquela do morde e assopra. Enquanto um morde, o outro assopra. Enquanto um se compadece da situação do Genoíno, tem outro que acha que ele está se fazendo de “mocinho” na história.

Na verdade, essa turma não está nem aí para o que possa acontecer com o Genoíno. Querem mais é que ele, o Dirceu e outros, se ferrem dentro da cadeia. Tem gente dessa nossa imprensa que acha muito pouco as penas que eles receberam. Para muitos deles, teria que prender e jogar a chave fora. Basta ver o esforço que alguns “pensadores”, porta-vozes da Massa Cheirosa, têm feito para tentar justificar os atos de Joaquim Barbosa. Tem “jornalista”, pelo incrível que pareça, que acredita que as queixas dos integrantes do PT contra os devaneios do Presidente do Supremo se devem ao medo de que ele possa vir a ser candidato. 

É mole!

Aí vem o FHC dizer que “... a Justiça começa a se fazer...” não acho que valha a pena falar desse escroque. Não vale gastar tempo com um ser malfadado.

Mas o que marcou mais, nessa jornada da imprensa, Ministros do STF e políticos de direita, em tentar justificar as decisões da nossa [in]Justiça até aqui, foi sem dúvida a cobertura do jornalismo da Band. 

Um Repórter do Pânico na TV, foi na sexta-feira (15/11) até a Papuda, levar para o Genoíno e Dirceu, um jogo de cartas de baralhos, um cubo mágico, um celular (segundo o repórter era pra eles ligarem para a Dilma e o Lula). E um tubo de creme lubrificante vaginal. 

O que esse reporte fez, representa a materialização do que É a imprensa brasileira. Portanto, esse ato, deve ser analisado com muita parcimônia.

Primeiro: um amigo me ligou e disse que o cara do pânico, não era repórter. Eu disse: como não? Se a Band, dá o microfone da emissora a um cafajeste qualquer, ela assume o risco pelo que ele fizer e disser. Se uma gravação é realizada por esse repórter e a Band divulga, ela assinou embaixo. Ela é responsável. Portanto, aquele “profissional da imprensa brasileira” é repórter da Band.

Segundo: levar celular para preso é crime, amigo! Esse repórter deveria ter sido preso pela PF. Por que repórter não é preso nesse país? Outra coisa: dizer que o celular é pra o preso ligar para Dilma? A Presidente do país? Como, uma empresa que recebe a concessão do governo, coloca seus profissionais de jornalismo para agir dessa forma? Fazendo insinuações, denegrindo a pessoa da presidente do nosso país.

Terceiro: pelo que parece, para o jornalismo da Band, todo preso é sumariamente obrigado a praticar sexo anal, seja de forma ativa ou passiva. 

Vejam aqui ponto chegam às pessoas para justificar um ato mentiroso.

“Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir” (Winston Churchill)



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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

“... a diplomacia brasileira era motivo de orgulho...”




Ouvi ontem o Editorial da Band, que, após relacionar os “fracassos” obtidos pelo Brasil por meio do Itamaraty nas negociações e relações com países da América do Sul, Ásia e África nos últimos dez anos, terminou afirmando que “a diplomacia brasileira no passado era motivo de orgulho e hoje é de vergonha”. O âncora do Jornal da Band, Ricardo Boechat, foi quem leu o editorial após repetir o que já havia sido dito (com imagens), na reportagem que antecedeu o editorial.

Primeiro, é preciso saber: era motivo de orgulho, para quem?

A diplomacia brasileira até 2003 se baseava, exclusivamente, em atender interesses do governo americano. A relação bilateral Brasil X EUA chegava a ser mal vista pelos países da América do Sul, pela subserviência deste governo àquele.
 
Votar a favor daquilo que o governo americano defende não é diplomacia.

No passado, o Brasil vivia de costas para seus vizinhos. Nossa relação com eles era meramente mercadológica. Não tínhamos grande interesse, também, em acordos com países africanos ou asiáticos.  Nosso parceiro natural eram os EUA, depois os países da Europa e em seguida o Japão.

O estreitamento de relações com países pobres não era um “bom negócio”.

A partir de 2003, a diplomacia brasileira mudou. Já vivíamos uma década de globalização e não cabiam mais os “saltos altos”. Urgia a necessidade de relacionamento com os países pobres e pequenos.

A partir daí, o governo bateu à porta dos países mais próximos (geograficamente) e dos mais pobres da África e da Ásia. Além da manutenção das relações que já existiam com os chamados países do primeiro mundo, o Brasil voltou-se para os que antes não eram notados pela nossa diplomacia.  Nessa nova fase do Itamaraty, o Brasil ofereceu não apenas o que tinha de melhor em seu mercado, como também estendeu a sua mão num gesto de parceria na solução dos problemas.

Cancelou dívidas dos mais pobres, dando um exemplo de generosidade ao mundo. Assinou contratos de cooperação e ajuda, levando a experiência e tecnologia de empresas estatais nas áreas de agricultura, saúde e assistência social. Avalizou programas, que deram certo no Brasil, para serem copiados por vários países ao redor do mundo. Elevou o nome do Brasil nas instituições internacionais, onde brasileiros têm ocupado, hoje, lugar de destaque nesses organismos. Abriu embaixadas e enviou representação onde antes jamais se imaginava.

O Brasil hoje é palco dos maiores eventos mundiais e isso se deve ao trabalho de nossa diplomacia e toda essa iniciativa de um governo que ousou fazer diferente.

É crível entender que o principal diplomata de um país é sempre o seu presidente. No caso do Brasil, o ex-presidente Lula da Silva foi o agente principal nessa mudança de paradigmas da diplomacia brasileira, dos últimos dez anos. Quando viajava “no seu aerolula”, ele fazia o papel do mascate. Sempre acompanhado de enormes comitivas - entre os tripulantes, Lula levava micro, pequenos e grandes empresários – Lula impulsionou o mercado brasileiro de maneira considerável e consistente.

Só para se ter uma ideia, em 2002 o Brasil exportou 46 bilhões de dólares, enquanto em 2012, dez anos depois, exportou para países do mundo todo mais de 240 bilhões de dólares.

O Brasil não poderia continuar na “aba do chapéu” dos EUA. É vergonhoso para um país ver seu governante viajar ao exterior com pires nas mãos em busca de empréstimos, ou se contentando com tapinhas nas costas, do presidente americano, como se dissesse:  “bom garoto..."

As relações diplomáticas se fazem olho a olho. Assina-se um contrato de respeito mútuo, onde as duas partes resolvem juntas o que é melhor para ambas. 

O Brasil não poderia continuar “falando fino com americanos e grosso com bolivianos”.

Portanto, Band, não é o passado do Itamaraty que eu tenho orgulho.


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