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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Se deixar, a imprensa derruba Fernando Haddad, também.



Haddad é um perigo em potencial, na visão da oposição, tanto a partidária como a midiática. Se deixar, esse “petralha” vai longe. É preciso corta-lhe as asas agora, antes que seja tarde. Essa invenção do Nunca Antes, de renovar os quadros do PT, tem trazido muita dor de cabeça aos opositores. “Se a gente deixar, ele vai chegar a governar o país em 2018 ou 2022”, pensam eles. Desqualificá-lo, colocá-lo no olho do furacão da máfia dos fiscais, relacionar seu nome a tudo que houver de mau, mostrar sempre o lado negativo de seus projetos e de suas propostas. Como pode em tão pouco tempo esse “fedelho” criar mudanças tão significativas na capital paulistana. Primeiro veio o corredor exclusivo para ônibus; depois o aumento escalonado do IPTU, onde paga mais quem recebe mais. E o pior, ele resolve criar uma Controladoria Municipal. Ele ta querendo fazer média.

Pelo incrível que pareça, essa é a leitura que faço do comportamento de setores da oposição midiática e política. Claro que o objetivo é apenas confundir a opinião pública e tentar primeiro escandalizar com o nome e a administração do Fernando Haddad e em segundo, proteger políticos que são, na verdade, parceiros dos barões da mídia.

O que os jornalões estão tentando fazer com seu público é algo jamais visto.

Imaginemos: o Antônio Donato foi articulador e coordenador da campanha de Haddad. Sabia, desde antes de todos, que Haddad iria criar uma Controladoria Municipal para averiguar suspeitas de irregularidades no pagamento do ISS e do IPTU. Mesmo assim, "Donato chamou os suspeitos para trabalhar do seu lado, passou a receber propina do grupo mafioso, deixou-se ser investigado com o grupo de mafiosos e arriscou sua carreira política?"

Gente! Isso é surreal.

O Donato ou é masoquista, ou um psicopata. Ou ele pode ser uma pessoa que queria aparecer e por isso se deixou levar pelas circunstâncias, pois sabia que a Folha, o Globo, o Estadão, a Veja e a Época, iriam publicar páginas inteiras sobre ele.

Impressiona a grande avalanche de informação que a mídia passou a divulgar sobre o caso a partir da constatação de que “o braço direito do prefeito Haddad, saiu do governo por estar envolvido na máfia dos fiscais”. Antes não se via tantos rumores. E ainda que pese alguma informação sobre a gestão do Kassab, a mesma mídia que ataca o governo de Haddad, fortuitamente, deixa claro sempre, que “não há nenhuma prova referente à gestão do kassab”.

O zelo, a preocupação, o cuidado de não desabonar a figura do Kassab, é algo visível e risível. Nos dá a certeza de que algo muito escuso existe nessa relação entre alguns políticos e os barões da mídia. Não pode ser apenas a ânsia de "ACABAR" com o PT.

A partir de agora a vida do Donato será minuciosamente esmiuçada pela imprensa brasileira. Tenha certeza, se o Donato roubou algum doce de criancinhas, na época que estava no jardim da infância, a imprensa investigativa brasileira vai descobrir. Quando a imprensa quer, ela descobre tudo. Quando não descobre, ela insinua, inventa, propaga falácias.

Antonio Donato é a bola da vez. 
Ele é o passaporte para a oposição acabar com o Haddad. 
Donato é o Zé Dirceu de Haddad.

Haddad mexeu num vespeiro. 

Um grande vespeiro. 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Kassab e Alckmin, políticos sem saída.



As provas do desvio de conduta, por parte de homens públicos ligados a Kassab e a políticos tucanos, tanto na máfia dos fiscais da cidade de São Paulo quanto no chamado Trensalão, estão claras. 

Embora a imprensa continue sendo generosa na divulgação dos fatos.

Quando as matérias não são divulgadas com o objetivo de justificar os atos dos envolvidos ou tentar abrir espaço para que Kassab e Alckmin possam se explicar e justificar-se, elas vêm atacando aqueles que nada têm a ver com o caso.

























Mais uma vez, a Folha de São Paulo tenta colocar o prefeito Haddad no meio do lamaçal que se formou com esse problema do desvio de dinheiro do ISS e do IPTU de São Paulo.

Um fato que também tem chamado atenção é a ausência de informações sobre o Propinoduto Tucano. Ontem, Alckmin deixou claro, numa entrevista, que a partir de agora haverá mais agilidade nas entregas das obras do metrô.

A pergunta que não quer calar é: por que só agora será mais rápido?

Será que só depois que o “CARTEL” [como a imprensa faz questão de frisar] acabou, foi que houve condições para “agilizar” as obras?

A única coisa, na verdade, que se sabe, é que quanto mais os tucanos e Kassab tentam se explicar ou encontrar saída, mais eles se complicam.

Kassab, por exemplo, atacou a administração de Haddad, dando prova de total descontrole. Tentar se defender atacando é uma tática antiga, bem conhecida da população. Fernando Haddad não é culpado se técnicos que estão na função, desde a gestão Kassab [como eles próprios dizem em gravação telefônica], terem se beneficiado de um esquema que, embora não seja de vinte anos atrás (como o Trensalão), engordou as contas e o patrimônio de muita gente ligada ao ex-prefeito da capital paulistana. 

O Governo Alckmin, por sua vez, está tentando votar no legislativo estadual um projeto que é a cópia da PEC 37, rejeitada no Congresso Nacional, que retirava do MP o direito de investigação.

A imprensa caiu em cima no mês de junho desse ano, manipulou parte da multidão de jovens que estavam nas ruas em manifestação e editou a campanha: PEC 37 Não! Deixando claro que a ideia da PEC 37 era proteger políticos petistas. 

Eles não imaginavam o que estava por vir.

Agora, quando procuradores do estado de São Paulo ousam investigar o governo tucano, são ameaçados de perder o direito de investigação.

Quando é para investigar políticos do PT, o MP deve ter o poder de investigar. Quando é para investigar políticos tucanos, o MP deve perder o direito de investigação.

Tudo muito oportuno ao gosto do cliente.

E a Grande Imprensa continua fazendo de conta que não é com ela.



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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Um circo chamado: Imprensa Brasileira.













Temos assistido todos os dias capítulos de duas novelas que a imprensa brasileira não gostaria que estivessem sendo transmitidas. 

Pelo menos é o que parece.

Eu falo dos casos de corrupção que tomaram conta de São Paulo, principalmente nos últimos anos. 

O caso do Propinoduto do Metrô, que a imprensa tem insistido em chamar de cartel. E o desvio de dinheiro público do ISS, que auditores fiscais da prefeitura embolsaram durante (pelo que tudo indica) a gestão principalmente de Kassab. Mas a imprensa insiste em culpar o Haddad.

A divulgação de desvio de conduta, cometidos por políticos protegidos pela imprensa brasileira, só acontece em último caso. Quando não há outro meio para remediar, quando fica muito à mostra a superproteção, aí eles divulgam. 

Setores da imprensa brasileira são muito generosos com seus afilhados políticos. E mesmo agora, após não haver mais como “abafar o caso”, a imprensa tenta justificar o erro cometido por eles, mascarando dados e fatos do crime cometido e envolvendo aqueles que nada têm a ver com o "pato".



















A Folha de São Paulo, por exemplo, traz matéria na capa de hoje, dando a informação de que “Prefeito sabia de tudo, diz fiscal preso, em gravação”

Qual prefeito, Folha? 

Num país, como o Brasil, onde a maioria das pessoas não lê jornal, uma manchete dessas leva o leitor apressado, passando pela banca, a imaginar se tratar de Fernando Haddad.

Um outro fato que chamou atenção hoje é a análise do caso feita por um “formador de opinião” da Veja e também da Folha SP, que criou uma "ESTÓRIA" com o intuito de defender Kassab. Para ele, o auditor Ronilson Bezerra poderia saber que estava sendo gravado e simularia um diálogo para incriminar o ex-prefeito. 

É como se diz: cautela e canja de galinha para os meus e para os teus, ferro e fogo!

Os mais de vinte minutos gastos pelo JN para manter a população informada sobre o Mensalão e a cobertura, jamais vista pela mídia, em nada se compara com o que vemos sobre os dois casos de corrupção. O JN faz questão de esclarecer ao povo brasileiro que a corrupção no Estado de São Paulo é cartel. Como se, durante vinte anos, empresas, sem o conhecimento de agentes públicos, tivessem criado esquema que facilitasse suas participações em licitações do metrô. Repito, sem conhecimento dos agentes públicos. Quanto ao caso do ISS da cidade de São Paulo, o principal jornal do país, no final de cada reportagem sobre o assunto, o repórter afirma que "nada há que possa ser ligado à gestão Kassab".

O mais absurdo sobre os dois crimes cometidos por integrantes dos governos Alckmin, Serra, Kassab, veio de um “colunista” do Globo. O cara conseguiu enxergar nos dois casos um embate político entre PT e PSDB nas eleições de 2014, onde os petistas jogaram no ventilador o Propinoduto Tucano e esses, jogarão contra os petistas a fraude do ISS da cidade de São Paulo. Amigo, isso é demais para mim.

Como cego é aquele que não quer enxergar, nesse caso específico, não se trata de cegueira, é mais grave! O problema é de vergonha na cara. Toda essa roubalheira ocorrida nos governos do estado e na capital paulista tem o rastro de gestores públicos, políticos, afeiçoados da Grande Imprensa. 

Por isso essa operação abafa!

Essa tática, de se fazer de não entendido, de interpretar de modo diferente os fatos, de fazer uma “nova leitura” sobre os casos do cotidiano, por parte dessa corja de “pensadores” dessa imprensa ridícula e manipuladora, é que tem levado as empresas de mídias brasileiras ao caos. Mais de 70% dos brasileiros desconfiam das emissoras de TV, enquanto 62% não confiam na imprensa escrita do País. 

Cada vez mais pessoas estão se libertando da alienação midiática que, durante décadas, tem escravizado o povo brasileiro.

Ponto final.       




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