Apoie o blog por meio do PIX, a chave é: emiltox@outlook.com

quinta-feira, 4 de maio de 2017

O povo parou o Brasil

Duzentas mil pessoas, trabalhadores, desempregados, pais e mães de família, religiosos, pobres, classes médias, empresários, estudantes, aposentados, jovens, crianças, idosos, adultos, todos marcaram um encontro no último dia 28/04 , na Av. Conde da Boa Vista, uma das principais avenidas da cidade, para externar seu descontentamento às reformas e também ao DESgoverno do Fora temer.

Havia gente de todas correntes partidárias. Esquerda, direita, centro, estavam lá até mesmo os sem partido. Sinal de que parte daqueles que vinham apoiando os atos do governo golpista, entendeu que a Greve Geral não era desse ou daquele partido. Era um ato do povo.

Diferente de dezembro de 2016, quando naquela mesma avenida, acontecia o protesto contra a PEC da terceirização. Em determinado trecho surgiu grupos de paneleiros, batendo suas panelas contra uma multidão. Havia naquele evento 100 mil pessoas (talvez) que protestavam contra uma das decisões que esse governo tomou sem consultar os mais interessados, o povo brasileiro. 

Na sexta, dia 28, foi diferente. Muitos daqueles paneleiros caminhavam com a multidão, engrossavam o coro contra as reformas.

Até que enfim, para muitos a “ficha caiu”. Antes, manipulados pelo mbl, vem pra rua e principalmente pela “grobo”, muitos do povo foram iludidos com a garantia de dias melhores. O que se assiste, no entanto, é um tremendo desmantelo da estrutura econômica, financeira e social do povo brasileiro. A desigualdade entre ricos e pobres só aumenta, o desemprego está a bater em nossa porta, a fome voltou a fazer parte da nossa sociedade. 

Há cada dia, esses mesmos que foram enganados pela “grobo”, descobrem o mal que fizeram a si mesmos. Muitos dos batedores de panelas estão vendo suas conquistas, muitas delas adquiridas nos últimos quinze anos, simplesmente desaparecer. A poupança, as finanças, tudo está mudando pra pior. O cenário a nossa volta, mudou. Onde antes havia esperança, hoje há desespero. Os sonhos dos nossos jovens estão incertos. Há dúvidas imensas quanto o futuro. 

Os 200 mil da Boa Vista foi só uma parcela dos milhares de brasileiros que cruzaram os braços na Greve Geral. Nem todos saíram às ruas. Muitos, simplesmente, ficaram em casa com a família. Outros aproveitaram para viajar, visitar parentes, ir a praia. O mais importante é que o Brasil parou. Os grandes corredores de movimentação estavam vazios. Grande maioria das lojas e industrias fecharam as portas. 

Conseguimos parar o Brasil na maior Greve Geral de todos os tempos.

Foi uma aula de Democracia. Cada brasileiro que, de alguma forma, contribuiu com a Greve Geral do dia 28, participou de uma grande aula de patriotismo e democracia.

Fizemos história.

Nós somos a história.

Governo golpista bonzinho


"Não vai haver perdas de direitos, o governo só vai flexibilizar as leis trabalhistas". 

Por exemplo: 

Ao invés de 1 hora, você terá 15 minutos pra almoçar. Como bem disse o presidente da fiesp, "o trabalhador pode comer com uma das mãos e operar a máquina com a outra".

Outra proposta "flexível" é, ao invés de 8 horas de trabalho, serão 12.

Mas o trabalhador não precisa se preocupar, haverá livre negociação entre o empregador e o empregado.

Todos nós trabalhadores, sem a interferência do sindicato e de juízes do trabalho, poderemos negociar por exemplo: a marca da frauda geriátrica que o trabalhador poderá ter que usar, para não ter que ir ao banheiro. 

Ironias a parte, companheiros, pra você que acha tudo isso um exagero, ou você é muito ingénuo ou está pouco se lixando, porque a reforma trabalhista não vai lhe alcançar. 

Com a reforma trabalhista da "grobu", voltaremos aos anos de 1886. Quando trabalhadores morreram por lutar por seus direitos.

Mas, é exagero.

Dirceu, admirável história de um homem inteligente


Até aqui, não se sabe se a justiça ou a imprensa ("grobu") tenham encontrado contas do Zé Dirceu na Suíça ou em qualquer outro país. Não há indícios de provas materiais contra Dirceu. Cheques, gravações em vídeo ou telefônicas que justifiquem sua prisão. 

O seu patrimônio é incompatível com os milhares de milhões que a justiça e a imprensa (grobu) dizem que ele roubou. Se roubou, onde foi parar o dinheiro?! O ZD não tem um triplex ou sítio que possa a justiça e a imprensa (grobu) lhe acusar de ser seu. 

Diferentemente das acusações feitas ao aecio, serra, temer, geddel, jucá, padilha, cunha, cabral e tantos outros homens públicos desse país. Extratos bancários, contas bancárias, depósitos em nome de pessoas próximas realizados no Brasil ou no exterior; o caminho do dinheiro, onde e como foi gasto, farta documentação que comprove o roubo, vídeo e gravações telefônicas; nada disso(!)  conseguiram determinar no caso ZD. 

Por isso, é considerado um caso de exceção por ser Dirceu um preso político. 

Toda essa história de Julgamento de Exceção, ao qual ZD é vítima, se resume e se comprova também no voto de rosa weber, ministra do STF, quando condenou ZD no mensalão: “Não tenho prova cabal contra Dirceu – mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”. 

No futuro, talvez(!), quando nenhum de nós estiver mais aqui, a história irá desvendar esse mistério. Por que a burguesia fascista e a elite escravocrata brasileira temeu tanto Zé Dirceu? 

Os dois tentáculos dessa burguesia fascista, porta-voz da elite escravocrata, Justiça e Imprensa, fizeram um trabalho monstruoso para acabar com a vida (natural, política e pública) de um homem extraordinário, uma mente brilhante que muito poderia contribuir para solucionar os problemas do nosso país. 

José Dirceu é um dos Homens públicos mais inteligentes que tive oportunidade de conhecer, no meu tempo, na minha era. 

Embora fortemente perseguido e combatido,  Zé Dirceu, pelo que parece, está longe de ter acabado. A justiça e a imprensa (grobu), ao invés de enfraquecê-lo, o deixaram mais forte.

Ainda NÃO é o fim da admirável história desse homem inteligente.

Ainda não acabou!

sexta-feira, 28 de abril de 2017

O Brasil parou!

O Brasil parou!

Por mais que o governo diga o contrário, que a “grobo” mostre o contrário, que os “midiotas” propaguem o contrário, a verdade é que o Brasil, hoje, parou!

Após 100 anos, novamente tivemos uma Greve Geral em nosso país. Avenidas e ruas, que geralmente em dias como hoje estariam repletas de gente e carros, estavam completamente vazias. Comércios, industrias, escolas, bancos, tudo fechado. O Brasil deu hoje uma mostra de que juntos, podemos!

Não era objetivo, com a paralisação, querer sensibilizar o governo e seus simpatizantes. Somos cientes da dificuldade que há em mostrar-lhes a razão dos fatos. Estamos lidando com gente muito altiva, soberba, que abominam a ideia de um país pra todos. Na visão deles o que for de bom deve ser privilégio de uns poucos. Sabemos que eles não ligam para nós, o povo. Não se importam pelo que pensamos, buscamos e sonhamos. Pra eles somos apenas uma massa que deve aceitar as determinações do poder.

A paralisação do Brasil hoje, não fará com que eles mudem uma vírgula das propostas de reformas trabalhistas e previdenciárias que estão querendo nos empurrar goela abaixo. Quer saber! Eles até acham que foram muito brandas as mudanças nas tais reformas, impostas ao povo brasileiro.

A classe trabalhadora, os sindicatos, as pastorais religiosas e os grupos sociais desse país são, na visão deles (governo, grobo e midiotas), um problema. Tudo seria muito mais fácil se fossemos todos alienados e socialmente e politicamente analfabetos. Mas, nem todos nós somos inertes, omissos ou cúmplices de atos que ferem a Democracia e o nosso povo.
Provamos a eles que o sentimento de empatia do povo está em alerta. Nós nos importamos com as perdas dos nossos irmãos. Nos preocupa a situação dos trabalhadores dos Correios, da Petrobras, os 14% de desempregados e milhares de jovens alunos que perderam FIES ou tiveram que retornar do exterior porque esse governo acabou com o Ciência sem Fronteira.

Uma grande parcela do nosso povo está abandonada pelo governo golpista. Isso não tem nada a ver com populismo. Tem a ver com dinheiro que deveria ser usado para sanar dificuldades sociais, e que está sendo dado a “grobo”, ao itaú, a oi e tantas outras empresas que apoiaram o Golpe de 2016.

O mais danoso nas medidas do governo golpista apoiado por 4% da população, não é perceptível apenas para os brasileiros de agora. São as futuras gerações que sertão vítima do maior processo excludente jamais visto nesse país. Os filhos de pais que terão de trabalhar a ter morrer, ganhando cada vez menos, sem ter condições de dá um futuro melhor a seus filhos, uma vez que no Brasil a regra é: “estuda quem pode”.

Para aqueles que se portaram de forma indiferente, os que continuam achando que nada disso “tem a ver comigo”, quero lembrar que até juízes do TRT aderiram a Greve Geral, vários Bispos de igrejas católicas e evangélicas e tantas outras classes de trabalhadores. Acho que os omissos, deveriam ligar a luzinha vermelha. É bom não ser o último a perceber o retrocesso que esse governo nos está propondo.

Àqueles que não se deixam enganar pelos golpistas, o dia de hoje foi mais do que um levante contra as arbitrariedades desse governo. Foi a certeza de ter participado de algo grandioso. De poder, no futuro, olhar nos olhos dos nossos netos e dizer-lhe: eu participei da Greve Geral de 28 de Abril de 2017.

Sinto-me orgulhoso junto com todos que contribuíram, de alguma forma, para parar o Brasil no dia de hoje.

E, se for necessário, que venham outras Greves Gerais.


A gente, para, de novo!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 16 de março de 2017

O caso Bruno...


...traz para o debate na sociedade brasileira, um assunto que deveria ser prioridade: o que fazer com os ex-detentos.

A sociedade fecha os olhos para uma realidade que aflige a todos nós. Muitos dos ex-detentos que conseguem a liberdade, depois de pagar sua dívida com a justiça, retornam ao mundo do crime, também(!), por não encontrar apoio da sociedade no processo de reeducação social. 

As portas, todas elas, sejam na iniciativa privada ou do governo, geralmente estão fechadas para essa parcela de cidadão brasileiros.

Não questiono aqui o crime cometido pelo goleiro Bruno, do "Flamengo". Não me cabe julgar aquilo que a própria justiça foi incapaz de esclarecer. O que precisamos entender é que o preso cumpriu, durante um certo período carcerário, aquilo que lei determinou que ele cumprisse. 

O magistrado, Marco Aurélio Melo, não agiu com bondade ou amizade ao criminoso, ao determinar a soltura do Bruno. 

Ele fez o que a lei determina. 

Tenho acompanhado as críticas sobre esse caso nas redes sociais.  Desde a decisão do magistrado, a contratação pelo Boa Esporte e principalmente a relação de empatia que alguns poucos têm dado ao Bruno por meio de pedido de autógrafos e selfies. 

Façamos uma reflexão sobre tudo isso. O que seria do Bruno se não aparecesse quem lhe desse uma oportunidade?

Muitos dirão: isso não me interessa! Ou: eu não tenho nada a ver com isso! E ainda: isso é um problema dele!

Eu discordo que seja um problema dele. E acredito que todos nós temos a ver com isso sim. Por mais que eu odeie o criminoso, é salutar tirá-lo do crime. Pelo bem da minha família, dos meus amigos, da comunidade em que vivo.

Por isso deveria ser de interesse de cada um de nós. 
 
Vivemos o tormento diário da falta de segurança. Temos um sistema carcerário falido, que não disciplina nenhum preso. Ao contrário, perpetua a ação criminosa na pessoa dos detentos. 

Milhares de homens e mulheres que recebem o alvará de soltura, todos os anos, retornam ao crime por não ter encontrado um "Boa Esporte" que lhe dê a mão. 

Nós estamos criando "criaturas" que estão entregando sua vida inteira ao crime.  

Bruno teve sorte, mas muitos outros ex-detentos não! 

E muitos deles depois de baterem em várias portas, sem receber a devida atenção, sem que alguém lhe estendam a mão, voltarão ao mundo do crime. Dessa vez, muito mais voraz!

Antes que me acusem de querer defender assassinos, não comungo atitudes criminosas. Nada justifica tirar a vida de alguém; roubar, matar, enganar ou destruir. O crime, seja ele qual for, não cabe em nenhuma sociedade civilizada. Por outro lado, nós enquanto sociedade, precisamos discutir uma saída para reintegrar os ex detentos nessa mesma sociedade que vivemos. 

Não é apenas uma questão humana, mas uma necessidade para o bem de todos nós.