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domingo, 28 de agosto de 2016

Silêncio!





cristovam buarque - Extrema Decepção


A política brasileira parece ser o palco do ser abjeto, o mau caráter, dos maus feitores, cretinos, traidores, fascistas, mentirosos e enganadores. Mas, vez em quando um se sobressai. Conseguimos pincelar um honrado entre muitos cafajestes. 

É o exato momento quando encontramos a agulha no palheiro, a laranja boa no meio das podres, aquela farinha que não é do mesmo saco.

O senador cristovam buarque era um desses "milagres" da nossa política. Foi assim, considerado por mim, como um grande brasileiro apaixonado pela Democracia, durante muito tempo. 

Seu discurso, sua postura, sua figura democrática, sua face roseada de paixão pelo Brasil e olhos transmissores de verdades. Acompanhei esse conterrâneo por vários anos da minha vida. Sempre desejoso que ele pudesse vir fazer política aqui, no meu Estado, na minha cidade, no meu bairro. 

Queria ouvir suas ideias e os pensamentos que ele defende, suas queixas e projetos para o Brasil e para educação. 

Acreditava que cristovam jamais seria um daqueles políticos sem o brilho da democracia. Falsos democratas apoiados pela ganância de uma elite fascista, excludente e desumana. 

Ratos! Víboras! 

Mesmo estando entre eles, jamais o cristovam seria um deles, pensava eu. Jamais adotaria o discurso demagógico. Um político probo e acima de tudo justo, jamais sequer, insinuaria condenar uma pessoa honesta. 

Ledo engano! O brilho democrático que parecia existir no cristovam, era pura  enganação. 

Acreditava, piamente, que aquele a quem depositei minha confiança, como a poucos no meio político, jamais desceria ao mesmo nível de um aécio, jucá, cunha, roberto freire, jereissati, agripino e tantos outros falsos moralistas.

Infelizmente não há mais verdades em suas palavras. Sua face já não transmite a paixão democrática. Seu semblante denota uma falsidade jamais percebida. O político que aprendi a admirar, hoje tem um olhar perturbador que não transmite mais confiança. Em seu discurso passou a dizer o mesmo que os falsos democratas e inimigos da Democracia e do Brasil.

Sepulcros caiados! 

O cristovam não conseguiu manter-se diferente entre os iguais. Se deixou igualar-se por aqueles que solapam a Democracia perturbando a paz dos brasileiros. Deixou que interesses pessoais e políticos fossem maiores que a Nação.

O senador conseguiu jogar sua história, outrora tão brilhante, na lata do lixo. Nada pode ele fazer para mudar o sentimento de desprezo e descrédito, hoje sentido por ele.

Nem mesmo se ele absolver uma inocente. 
   

sábado, 27 de agosto de 2016

Recife - em quem votar!


Voto em Recife e não estou acompanhando o pleito dos candidatos a prefeito da cidade. Após muitos anos participando quase que ativamente, desisti do debate político da minha cidade ao ver que os problemas, na maioria das vezes, sempre são os mesmos, sem que prefeito nenhum consiga resolvê-los, embora eles - os problemas do Recife - figurem sempre em suas propostas de campanha.

Lixo, comércio informal desorganizado, calçadas esburacadas, ruas escuras, indigentes dormindo em praças e avenidas, famílias inteiras tomando banho nos chafarizes da cidade, fiação elétrica exposta, rio poluído e muita desordem por toda parte.

Recife é uma daquelas cidades do Brasil que, na maioria dos meses, parece não ter prefeito e nem vereador. Os legisladores municipais desaparecem após as eleições, só voltando a ter contato com os recifenses quatro anos depois.

Mas não é sobre os vereadores que pretendo falar. Até porque sobre esse assunto tenho minha opinião  já definida, como mostrei nesse artigo de 5/7/13: 

A minha preocupação é a quem deverei dar meu sagrado voto!

Não sei quantos candidatos estão disputando a prefeitura do Recife. Na foto acima temos seis. O primeiro não sei o nome e nunca vi. Até aqui, ainda não votei em nenhum candidato sobre o qual eu não tenha um mínimo de conhecimento sobre sua vida e seus projetos. De modo que será impossível escolher o primeiro da foto. 

O segundo da foto é o daniel coelho. Político que pertencia ao partido Verde, que mostrava ser um nome promissor na política local, com um discurso conciliador e voltado para as classes mais necessitadas da cidade, mas que decidiu trocar o Verde pelo tucanato. Além de ser do psdb, ainda é um político golpista. Como eu não voto nem em tucanos nem em golpistas, fica descartada qualquer possibilidade de votar no daniel.

O próximo é edilson silva. Tive uma experiência com esse candidato que passo a relatar. Estávamos nós dois certa vez, cada um numa fila do caixa 24 horas da Caixa Econômica do 13 de maio. Quando fui surpreendido com edilson, reclamando de forma agressiva com um senhor idoso que tentava sacar dinheiro, mas com muita dificuldade, não conseguia. A vista cansada, as mãos trêmulas e a idade avançada dificultavam a operação. Não gostei da forma como ele tratou o senhorzinho e deixei isso transparecer no meu semblante. O olhei de forma repreensiva e o candidato, vendo que havia feito besteira, tentou remediar seu comportamento, mas já era tarde. Disse-lhe que esperaria ele me pedir votos nas próximas 300 eleições. O edilson perdeu meu voto naquele dia.

O "poste" do Eduardo Campos, o geraldo júlio, esse certamente eu faria campanha contra. Assim como o atual governador de Pernambuco, geraldo surgiu do nada, apoiado pelo prestígio de um homem público carismático como EC, que o fez vencer para governar uma das principais capitais do país. Prometeu na campanha anterior que iria "arrumar a casa". Recife nunca esteve tão desarrumada como nos quatro anos de seu governo. O meu desejo é que acabe logo esse ano e geraldo saia sem deixar saudades. Que ele desapareça da vida pública da mesma forma como surgiu. Eu diria que, infelizmente, qualquer um, seja de qual partido for, será melhor que o geraldo.

João Paulo, o petista. Por meio das redes sociais e e-mails enviados ao candidato, questionei o auxílio-moradia, se não me engano de cinco mil reais, que ele recebia ou ainda recebe. Auxílio esse que não vemos juízes e nem procuradores serem contra, simplesmente porque todos eles recebem. Primeiro foram os políticos, depois os senhores da justiça e da promotoria. Num país onde o déficit habitacional é tão grande, onde milhares de pobres estão a viver em casebres à beira de estradas, morros e leitos de rios, homens públicos como João Paulo se dão ao luxo de receber auxílio-moradia. O candidato nunca falou a respeito desse assunto. Reconheço que, entre os vários prefeitos que Recife teve nas últimas décadas, João Paulo foi o que mais trabalhou e inovou. Mas não merece meu voto por se achar com direito a receber o auxílio-moradia, ainda que a justiça e os procuradores atestassem que sim. Até porque, juízes e procuradores, tinham claramente a intenção de aprovar o auxílio-moradia da classe política, porque sabiam que ocorreria o efeito cascata e eles próprios seriam os próximos beneficiados.

Por fim, sobrou a filha do krause. Priscila é o que seria a esperança de um governo municipal de qualidade. Ela seria a fiel da balança, não estivesse atrelada a um partido golpista, com nomes como o de agripino, mendonça e caiado. Infelizmente, não dá! Por mais vontade que eu tenha em votar na Priscila krause, sua imagem e seus projetos estão manchados por essa gente porca que faz parte dos democratas.

Torcia muito para que Marília Arraes fosse candidata a prefeita. Ela reúne todos os atributos que admiro em um candidato. É mulher, é de um partido de esquerda e enfrentou todas as críticas ao não compactuar com as decisões do psb, partido de Eduardo Campos, dos atuais governador e prefeito. Marília mostrou que tem fibra e honra. Gosto de gente que "rema contra a maré". Ela seria minha candidata dos sonhos. 

Acho que pela primeira vez chego a uma eleição sem candidato. A esperança é que o primeiro da foto, esse que eu nem sei o nome, consiga me surpreender.

Espero realmente que sim!


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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Texto nota 10 - eles não têm HONRA.


Carta a personagens imaginários
Álvaro Augusto Ribeiro Costa
Em primeiro lugar, por favor, ninguém pense que estou falando com seres reais, nem se considere ofendido em sua honra. É que, como meros e ocasionais personagens de uma extraordinária farsa que se desenrola num lugar também imaginário, não poderiam ter existência própria nem honra que se lhes pudesse atribuir.
Quem seria o autor de tão assombrosa tragicomédia? É difícil saber, até mesmo porque os atores trocam de papéis a cada momento, numa volúpia que uma única mente, por mais delirantemente criativa, não poderia conceber. De cúmplices ou co-autores de supostos delitos, passam de repente a acusadores, transmudam-se em seguida em juízes ou jurados, sob a fantasia da isenção ou integrando a claque dos que se aplaudem uns aos outros, cada um mais convencido da excelência de suas múltiplas e medíocres representações. Um de cada vez ou em grupos, todos muito cientes dos torpes proveitos que almejam.
Cabe, porém, oportuna advertência. Quando as buscas e apreensões invadirem de surpresa seus lares e as conduções coercitivas os expuserem com ou sem razão à volúpia sádica das multidões insufladas pela mesma mídia que hoje os incensa e amanhã os vilipendiarão, não invoquem a presunção de inocência nem o direito de saber do que são acusados; não peçam que lhes seja assegurado o direito de defesa e do contraditório, nem supliquem pela presença de um juiz imparcial. Mas antes que isso ocorra, não percam tempo nem gastem dinheiro promovendo a operação lava-memória. A História não esquecerá nem apagará o nome de vocês do rol das iniqüidades e das vergonhas. E não adianta fingir que não há golpe; todo mundo já sabe.
Penitencio-me por não haver percebido antes quão distante me acho de vocês. A rotina das chamadas boas maneiras esconde a essência das pessoas. De uma coisa, porém, não tenham medo. Não cuspirei em vocês. Não é que não lhes tenha nojo. Compartilho, quanto a isso, do mesmo sentimento que Ulisses Guimarães pronunciou e prenunciou em relação àqueles a quem se dirigiu em mensagem que as ondas do Atlântico ainda hoje – e com mais força agora – repercutem. Contudo, diante da inominável deterioração moral em que estão mergulhados, o meu cuspe seria inócuo; não lavaria nada.
Devo admitir, entretanto, que me fizeram um grande favor: o de me propiciarem vê-los e ouvi-los como realmente são: preconceituosos, convencidos ou convincentes propagadores do ódio e da mentira. Em suma, cúmplices entusiasmados do que há de pior no lastimável cenário escancarado ao mundo desde a tragicômica encenação do último 17 de abril e na farsa que dali para frente cada vez mais se desenvolveu como uma enxurrada de iniquidades.
Caiu a máscara dessa gente que lhes faz companhia, cujos rostos não conseguem ocultar a mais repugnante feiúra moral. Juntando-se ao painel de mentecaptos que a televisão sem qualquer sombra de pudor ou recato revelou para assombro, vergonha ou riso de brasileiros e outros povos do mundo, vocês estarão para sempre ligados. E dessa memória pegajosa nada os livrará.
Não me digam que estão surpresos com os termos desta carta. Posso até imaginar a cena em que estarão diante de seus queridos familiares, tentando justificar a própria conduta. Por isso, explico: não se pode ser tolerante com o delito e o delinqüente quando o crime é permanente e flagrante. Seria como dialogar com o ladrão que invade a nossa casa, rouba nossa liberdade, se apossa do nosso patrimônio e quer se fazer passar por mera visita, com direito a impor o que chama de ordem. A hipocrisia se mostra com sua mais indecente nudez. Não! O diálogo e a compreensão são naturais e necessários entre pessoas que se respeitam no ambiente democrático; não, entre o predador da democracia e sua presa, entre o ofensor e a vítima. As regras de civilidade, próprias da democracia, não socorrem quem contra elas atenta. Contra esses, todas as formas de resistência são necessárias e legitimas. Não há diálogo possível.
Não importa se o arrombador dos pilares da ordem democrática possa eventualmente se valer de uma maioria parlamentar corrompida e mal-cheirosa ou de juízes parciais e desacreditados.Quando a injustiça e a corrupção se fantasiam de direito e moralidade, a justa indignação e a resistência se tornam obrigação.
Por fim, uma brevíssima oração: que Deus não os perdoe; vocês sabem muito bem o que fazem! Mas os mantenha vivos e com saúde pelo tempo suficiente para a reflexão e o mais avergonhado arrependimento.

sábado, 20 de agosto de 2016

O triplex que NÃO é do Lula


Há quase um ano, o mp, pf, moro e globo, saíram com suspeitas pelos quatro cantos do país, acusando Lula e família de serem donos de um triplex no Guarujá. Como se isso fosse um crime, os algozes do ex-presidente traziam, diuturnamente, a ideia de que Lula deveria ser preso por ser suspeito de ser proprietário do tal triplex.

Desde então, o Lula vem dizendo não ser o dono do imóvel. Passou a ter a responsabilidade de provar que não era dono de algo que o acusavam de ser. A globo, a pf, o moro e o mp, é que na verdade deveriam provar o "crime" do Lula, em ser dono do triplex, uma vez que eles o acusavam. 

Lula disse certa vez: Eu já cansei, eu não tenho que provar que tenho apartamento, quem tem que provar é a imprensa que acusa, o Ministério Público que fala o que eu tenho, a Polícia Federal que falou o que eu tenho, eles que têm que apresentar documento de compra, pagamento de prestação, algum contrato assinado, porque se não tiver, eles terão que me dar de presente um apartamento e uma chácara, aí eu ganharei de graça essas coisas que eles falam que eu tenho.

Mas, por mais que o Lula dissesse que não era dono, seus acusadores afirmavam o contrário. 

Lula chegou a divulgar seus bens na imprensa. 

A ideia era tirar a intenção deles de prosseguir com as denúncias infundadas. Ele próprio compartilhou as provas necessárias para a elucidação do caso. Provas essas que o moro ou a globo, pf ou mp, conseguiriam facilmente. Tudo poderia ser resolvido num cartório de imóveis. Mas a globo e o moro não têm conhecimento disso.

Numa das centenas de vezes que o Lula declarou não ser o dono do imóvel, o site do Instituto Lula, publicou lá atrás, em março de 2016 as seguintes informações:

"Lula entrou e saiu do governo com o mesmo patrimônio imobiliário que tinha antes de ser presidente da República:
- O apartamento onde ele mora em São Bernardo, na avenida Prestes Maia, o mesmo em que ele morava antes de ser presidente, é conhecido por toda a imprensa. 
- Dois apartamentos de 72 m2 na av. Getúlio Vargas, também em São Bernardo.
- O rancho “Los Fubangos”, no distrito de Riacho Grande (São Bernardo), na região da represa Billings."


Cinco meses se passaram desde lá, sem que o moro e a globo não tivessem o mínimo de responsabilidade, de enxergar o contraditório.

Mesmo com todas as provas apresentadas na imprensa, ainda assim, de lá até aqui, o presidente foi escrachado na mídia por ser o "dono" do triplex. Dificilmente houve um dia sequer em que os jornalões não tenham divulgado essa mentira como se verdadeira fosse.

Agora, após quase um ano de insistente perseguição ao Lula, a pf conclui o inquérito do triplex do Guarujá sem citar o nome do Presidente ou de um de seus parentes.

Esse caso bem que poderia servir para algo maior e necessário. Poderíamos, uma vez que Lula expôs seu patrimônio para que todos nós tivéssemos conhecimento, mesmo por meio de erro ou má-fé de seus acusadores, que tal passar um pente-fino nos imóveis dos homens públicos desse país, assim como de seus familiares?

- Quais os imóveis do fhc e seus familiares?
- Quais os imóveis do serra e seus familiares? 
Quais os imóveis do temer, do cunha, do jucá e de seus familiares?
- Quais os imóveis do moro e de seus familiares?
- Quais os imóveis do gilmar, do janor, do aécio e seus familiares?
- Quais os imóveis dos marinhos?

Sabemos quais os imóveis do Lula. 
Sabemos que o triplex do Guarujá não é do Lula.

Agora, é preciso saber o patrimônio dos outros homens públicos. 
   

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