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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Marcelo Pesseghini, o “culpado” sob suspeição


Um garoto de 13 anos matou o pai, policial militar experiente, matou a mãe, que também era uma policial militar experiente. Em seguida matou sua avó e sua tia avó, sem que tenha respingado uma única gota de sangue dos assassinados em suas roupas. Pela manhã, o garoto dirigindo o carro da mãe, foi a escola, naturalmente como se nada tivesse acontecido. Assistiu às aulas como sempre fez e na saída pediu carona ao pai de seu melhor amigo, até sua residência. Entrou naquele cenário macabro e terminou tudo, atirando na própria cabeça.


Essa é a versão da polícia científica do estado de São Paulo. Eu, sinceramente, não acredito!

Ahhhhhhh, mas, existe o depoimento do colega, em que o Marcelo dizia que queria matar seus pais, fugir de casa no carro da mãe e ser um matador de aluguel.

Esse desejo de criança querer matar pai e mãe é mais comum do que muita gente imagina. Qualquer psicólogo pode atestar isso. A criança não tem a exata ideia do que é matar. Uma criança desejar a morte dos pais, por qualquer razão, não representa necessariamente a materialização do ato.

Há, neste caso, mais perguntas não respondidas que respostas. Por exemplo, como o Marcelo dirigiu o carro da mãe até o colégio, por que não houve vestígio de pólvora em suas mãos, a questão de não ter respingado sangue em suas roupas após atirar em quatro pessoas em situação diferente e a mais extravagante das perguntas: como uma criança de 13 anos conseguiu matar quatro pessoas dando-lhe apenas um tiro, em cada uma delas?

Vivi minha vida toda assistindo filmes policiais e na grande maioria das vezes, as provas contra o assassino sempre estava no vestígio de pólvora em suas mãos. Marcelo Pesseghini deveria ser um expert em armas, em crimes, em assassinatos. Um assassino contumaz. Para fazer o que a polícia de São Paulo o acusa de ter feito, Marcelo não poderia ser o Marcelo Pesseghini.

Todos falam bem do Marcelo. Professores, amigos, vizinhos. Não estamos falando de uma pessoa adulta. Estamos falando de uma criança de 13 anos. Um menino que tinha orgulho dos seus pais e que buscava imitar seu herói.

Para os adeptos da ideia de punir os menores de idade com as mesmas leis de adultos, esse crime nos dá uma enorme possibilidade de refletirmos sobre se uma criança de 12, 13 ou 14 anos tem capacidade de responder por seus atos. Supondo que seja verdadeira o diagnóstico policial sobre o Marcelo. Você o julgaria culpado por esse ato insano e não usual para uma criança de 12, 13 ou 14 anos?

Num país em que a vida vale muito pouco, onde se mata por razões banais e se prega a não violência destruindo sonhos, não seria exagero dizer que esse crime, assim como o de Eloá Pimentel, Daniella Perez, Mateus da Costa Meira, Tim Lopes, Suzane von Richthofen, Dorothy Stang, Eliza Samudio e tantos outros, vai nos atormentar por muito tempo.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Uma iniciativa extraordinária – A pernambucana que está fazendo a diferença na África




A estudante de Direito Gabriela Aragão, 23 anos, aceitou fazer intercâmbio em Nairobi, capital do Quênia. Ao invés de procurar se integrar no lado afortunado do país, está exercendo a função de professora de uma escola para 50 crianças, numa favela onde falta quase tudo. 

As condições de vida dos moradores do local são as piores possíveis. Nem a pior favela do grande Recife, se assemelha a pobreza e total esquecimento governamental daquela localidade, entre tantas do continente africano.

Gabriela Aragão escolheu mudar essa situação através da educação dessas crianças e "arregaçou as mangas da camisa" tomando decisões para atingir o objetivo de melhorar a vida dessa comunidade através das crianças dessa escola.

Diante das dificuldades encontradas, a pernambucana decidiu agir.

Criou um blog: http://meusdiasnaafrica.wordpress.com/2013/07/22/agora-com-fotos-no-novo-local-pra-escola/
 
Publicou as fotos. Nelas se tem uma ideia da situação.
A escola falta de tudo. 
As fotos dizem mais que qualquer palavra.


Criou uma campanha de arrecadação de dinheiro para melhorar a escola.

Doações 

Caixa Econômica

Gabriela Aragão Barreto da Cunha
Banco: 104 Agência: 1421
Conta Corrente:1997-6 Contato
Blog: meusdiasnaafrica.wordpress.com
E-mail: gabriela.aragao.bc@gmail.com
Telefone (Brasil): (81) 9537-7300



Gabriela deseja comprar um terreno para construir uma escola nova e também contratar um professor, quem sabe por seis ou doze meses.

São iniciativas assim que devemos apoiar. 




Gabriela Aragão até pode ser apenas uma pessoa, mas, somando comigo e você, seremos três. 

Muitos familiares de Gabriela estão apoiando sua iniciativa. 



Juntos, podemos mudar o mundo!


Parabéns Gabriela, pela iniciativa.

Só a educação muda, verdadeiramente, uma pessoa.