Ao longo da semana, lideranças da extrema-direita ligadas diretamente ao candidato Tariflávio Rachadinhas mobilizaram eleitores a votar no período da manhã, gerando forte expectativa e desconfiança sobre o andamento do pleito, com possíveis ações que prejudicassem o processo de votação.
A extrema-direita, desde a eleição de 2018 e 2022, tem criado episódios graves que atentam contra a democracia e a integridade do processo eleitoral.
Estava claro que a eleição de 2026 não seria diferente. Afinal, o processo eleitoral está lidando com gente de uma extrema-direita sem escrúpulos, sem ética e nem dignidade moral.
Entre os principais problemas causados para beneficiar o candidato golpista, fascista e miliciano, estão as práticas de vandalismo e sabotagem contra as urnas eletrônicas, com episódios em que eleitores utilizaram cola para travar as teclas (especialmente os números 1 e 3), numa tentativa deliberada de inviabilizar a digitação completa dos números do candidato adversário.
Outro caso grave envolve as severas restrições ao transporte público, como a falta e a retenção de frotas de ônibus em capitais, a exemplo de São Paulo e Salvador, o que gerou medidas judiciais da Justiça Eleitoral e prejudicou o deslocamento dos cidadãos até as seções eleitorais.
Também foram registradas dificuldades no deslocamento interregional por meio de restrições em voos de companhias como a Gol, atrapalhando a viagem de eleitores do Sul e Sudeste rumo ao Nordeste para exercerem o direito ao voto.
Somam-se a isso as denúncias de impedimentos e recusa de transporte gratuito legalmente garantido a comunidades indígenas e populações isoladas, além de relatos de motoristas de aplicativo que se recusaram a atender chamados em áreas estratégicas.
Para além das barreiras logísticas, o pleito está sendo atingido por episódios explícitos de violência política, agressões e vandalismo, incluindo ataques a veículos adesivados com símbolos do partido opositor e atos extremistas que culminaram em tragédias, como o assassinato de um engenheiro petista na cidade de Santos por militantes adversários após uma manifestação.
Diante da constatação de que a extrema-direita tem agido com má-fé em sucessivos pleitos presidenciais desde 2018, torna-se indispensável exigir rigor na apuração, revisão dos atos e punição dos responsáveis, inclusive investigando a postura e a omissão de autoridades e forças policiais que falham no dever de neutralidade e fiscalização.

Nenhum comentário:
Postar um comentário