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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Outubro Vermelho.

 


Ficamos atônitos com o avanço da extrema-direita no último domingo. 

Ninguém imaginava que tanta gente mau-caráter, mal-intencionada e guiada pelo ódio, sarcasmo e mentiras, próprias do maligno, pudesse vencer e ser maioria expressiva no Congresso Nacional. 

Mas foi justamente na mesma noite daquele domingo cinzento que nasceu o Outubro Vermelho. 

Jovens universitários de Niterói e Recife saíram às ruas contra o fascismo. 

Uma onda que não para de crescer e já se espalha por mais de 20 cidades brasileiras, ganhando força rumo ao segundo turno em 25 de outubro.

As ruas das principais capitais e cidades do país voltaram a pulsar com a energia mais legítima que temos: a da nossa juventude. 

Do Rio de Janeiro a Recife, passando por universidades e praças, os estudantes dizem em alto e bom som que o Brasil não tem espaço para o retrocesso e para o projeto de destruição encarnado pela extrema-direita.

O Outubro Vermelho é um ponto de virada nesta eleição presidencial. É um grito em defesa da democracia, da soberania, dos direitos sociais e das liberdades. 

A juventude brasileira recusa-se a assistir calada à ameaça fascista que tenta sequestrar o futuro do país.

Em Recife, com a garra do povo nordestino, e no Rio de Janeiro, ecoando a resistência histórica de seus calçadões e morros, as vozes convergem contra a imposição de pautas antidemocráticas. 

É o repúdio frontal à familícia do "metido a ditador" e a tudo o que essa desgraça representa: desmonte institucional, intolerância, autoritarismo e submissão dos interesses nacionais.

O Outubro Vermelho nas ruas é a prova viva de que a esperança é mais forte que o medo.

Quando os estudantes ocupam o espaço público, renovam o pacto de que o Brasil precisa avançar com justiça social, igualdade e soberania, e não com o fantasma do fascismo rondando as instituições.

Das salas de aula para o asfalto, o recado está dado: a juventude não vai recuar. 

O futuro se constrói com luta e com a cor vermelha vibrante da democracia.

E agora: quem vai apoiá-los?

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