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quinta-feira, 11 de julho de 2013

O terrorismo virtual – Cuidado com os fantasmas virtuais


A internet, as redes sociais, os blogs, são ferramentas importantes para interação, aprendizado e exposição de ideias. 

Infelizmente, pessoas têm usado essas ferramentas para agredir, caluniar, persuadir e ameaçar!

Grupos estão se formando com o intuito, principalmente, de fazer calar os que porventura ousem criar textos, fazer comentários, compartilhar informações contrárias ao que esses grupos acreditam ou defendem.

A discussão com conteúdo está ficando cada vez mais difícil.

Os agressores virtuais, torturadores virtuais, fantasmas virtuais, seja lá como queiram chamar, possuem todas as condições que lhes favorecem. Escondem-se por trás de nomes falsos, perfis falsos e e-mails falsos. O anonimato é, sem sombra de dúvida, o principal ingrediente para executar os atos de terror virtual. 

A falta de legislação que tipifique esses atos como crime é outro motivo que está fazendo surgir, com mais frequência, pessoas imbuídas nesse objetivo nefasto. 

E também a falta de delegacias especializadas completa o tripé das condições ideais dos criminosos virtuais.
  
Não trato aqui de crimes de extorsão ou chantagem virtual, o crime ao qual me refiro é algo novo. Tem o objetivo de fazer calar! 

Os autores desses crimes buscam informações nas redes sociais sobre a pessoa que eles querem perseguir. Fotos, endereços, familiares, amigos, toda informação é usada para o cometimento do crime. Em seguida, passam a enviar-lhes e-mails agressivos, comentários difamatórios em sua rede social, envio de mensagens abusivas em seu blog, publicação de textos caluniosos na rede. Tudo isso escondido, em perfis (vejam só) com a foto e o nome de um de seus filhos, marido, esposa, irmão, amigo. Ou ainda eles podem usar fotos de perfis, e-mails com fotos e nome de alguma pessoa pública de quem você não goste ou que você tenha feito alguma crítica contundente. O mínimo de informações que eles tiverem da vítima é o bastante para ser usado contra ela própria. 

Os “fantasmas virtuais”, pelo que parece, criam um arquivo de informações sobre a pessoa que eles irão torturar. Tudo, toda informação que possa ser útil para esse fim, é armazenada. Cada dia é uma investida, um envio de pelo menos uma mensagem que possa lhe tirar o sossego.

- Sabemos onde você mora!
- Pare de falar merda, caso contrário vamos pegar seu filho!
- Filha da puta, cale-se!
- Já mandei que parasse de escrever!
- Você não perde por esperar!

Muitas vezes, eles passam a sensação de que estão bem próximos. Criam uma interrogação na cabeça das vítimas, levando-as a pensar na possibilidade de ser alguém que elas conhecem.

Eles brincam com suas vítimas. 

A pior coisa feita nesses casos é tentar dialogar com os criminosos. Quanto mais a vítima se comunica, mais eles se divertem e vão colhendo mais informações que possam ser usadas contra ela.

Há suspeita de que grupos políticos estejam por trás disso. Mas não acredito que sejam apenas eles.  Muitos perfis do facebook, por exemplo, são criados exclusivamente para enviar às vítimas uma frase nazista, satânica, fascista ou desconexa. 

As redes sociais, os blogs, os sites de informação, estão criando grupos radicais, no que se refere a conceitos, padrões e defesa de bandeiras. As pessoas estão levando muito a sério o que leem, veem e ouvem. Só se importam com o que realmente acreditam. Não há uma preocupação em perceber que nada é exatamente como se mostra, ou como querem nos fazer acreditar. A internet está criando uma sociedade doente. É crescente o número de pessoas que estão ficando intolerantes, incapazes de aceitar uma opinião contrária. 

Mas não é apenas o radicalismo que está levando pessoas a atacar, perseguir, caluniar outras pessoas que nem conhecem. Acredito que dinheiro esteja por trás de tudo isso também. Nos tempos de hoje, faz sentido acreditar que alguém possa estar financiando esses grupos. Contratando e montando estrutura para executar crimes virtuais. 

Pessoas pagas para ficar o dia inteiro criticando postagens, valorizando pessoas ou destruindo a reputação de outras, perseguindo e caluniando.

É lamentável constatar que não é apenas o governo americano e o presidente Obama que estão interessados no que você faz na internet. Tem mais gente! 

E, por experiência própria, caso você esteja sendo perseguido por “fantasmas” na rede, não perca a cabeça. Não tente convencê-lo a parar. Procure uma autoridade. E acredite, você não está sendo o único!  



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