Sempre que surge uma proposta para melhorar as condições de vida da classe trabalhadora e das populações mais vulneráveis, políticos da extrema-direita brasileira (a pior extrema-direita do mundo) agem para manipular a própria base que seria beneficiada, induzindo-a a votar ou se posicionar contra os seus próprios interesses.
Essa disputa pelo fim da escala 6x1, por exemplo, expõe uma velha contradição da política brasileira: a luta das forças progressistas para garantir direitos trabalhistas básicos enfrentando a resistência feroz da extrema-direita brasileira que, ironicamente, foi eleita com o voto da própria classe trabalhadora.
É como se estivéssemos vivendo um "Déjà vu" espantoso 😳 e cheio de decepção 😔.
Quando os progressistas trouxeram a proposta da política de valorização real do salário mínimo, que garante que o SM suba acima da inflação, calculada com base no crescimento do PIB do país, esses mesmos políticos que são contra o fim da escala 6x1 argumentaram que o aumento real do salário mínimo quebrava as pequenas empresas, gerava desemprego e inflação.
Quando da discussão da isenção do IR para os de baixa renda, a extrema-direita, por, entre outros motivos, temer a taxação dos super-ricos para compensar a perda de arrecadação da baixa renda, se posicionou contra e manipulou os pobres trabalhadores de extrema-direita para serem contra a proposta.
Os direitos trabalhistas das empregadas domésticas, aprovados em 2013, que garantiu a essa categoria a jornada de 8 horas diárias, pagamento de horas extras, adicional noturno e FGTS obrigatório; a extrema-direita brasileira criticou duramente a medida, afirmando que ela "destruiria empregos" e que o custo para os patrões seria insustentável.
Quanto à manutenção e expansão de programas sociais como o Bolsa-Família, uma conquista dos mais pobres e necessitados do país, o discurso predominante da extrema-direita foi sempre de criminalização. Falsos pastores, apresentadores de programas populares de TV e a extrema-direita política associam os programas sociais à "vadiagem", ao "voto de cabresto" ou ao " a volta do comunismo ao país", "Dinheiro público sendo usado para sustentar quem não quer trabalhar", dizem eles.
As cotas raciais e sociais nas universidades públicas, que funcionam como um elevador social para a classe trabalhadora, são vistas pela extrema-direita como um "racismo reverso" e um redutor da qualidade das universidades. Que o ideal é a "meritocracia pura". Como se o filho do pobre trabalhador brasileiro tivesse as mesmas condições sociais que o filho do empresário rico.
Todos os anos, quando os progressistas defendem o financiamento do SUS e da Educação Pública, os principais pilares de bem-estar social para quem não pode pagar convênios médicos ou escolas particulares, a extrema-direita sai em defesa do teto de gastos e privatização de parte do setor.
Esses políticos da extrema-direita estão sempre contra os mais pobres, mas parte da classe trabalhadora não enxerga.
Para convencer o pobre trabalhador de extrema-direita, idiotizado e facilmente manipulado, a ser contra as pautas defendidas pelo campo progressista que beneficiam a ele próprio, os políticos da extrema-direita (a turma do chupetinha, bananinha e rachadinhas) deslocam geralmente o debate do campo econômico para o campo moral ou ideológico.
Em vez de discutir o impacto financeiro positivo na vida do pobre, argumenta-se que tais medidas geram "dependência do Estado", que "vão quebrar o país" ou que fazem parte de uma "agenda esquerdista" para destruir os valores da sociedade e trazer de volta o "comunismo".
O trabalhador pobre de extrema-direita acredita nas narrativas falsas e sai divulgando na sociedade, como um "papagaio de pirata", o discurso anti-povo, anti-pátria e anti-democracia que as lideranças golpistas, fascistas e milicianas o induziram a propagar contra ele mesmo.
É isso!
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