"Quem ganha 100 mil por mês conseguiu convencer quem ganha 10 mil por mês de que o problema do Brasil é quem ganha 1.000 reais por mês."
"A maior proeza de quem ganha 100 mil reais por mês foi convencer quem ganha 10 mil de que o verdadeiro culpado pelo atraso do país é quem sobrevive com apenas mil."
"O Brasil é o lugar onde o milionário convenceu o remediado a odiar o miserável. É a engenharia social da elite funcionando a pleno vapor."
"Incrível como quem está no topo conseguiu colocar a classe média contra a base da pirâmide, enquanto continua lucrando com o conflito entre os dois."
Por que o pobre de extrema-direita brasileiro pensa assim?
Há fatores que indicam a razão.
Uma delas é que muita gente não se identifica com a classe a que pertence, mas com a classe que almeja. Ao defender os interesses dos mais ricos, o pobre de extrema-direita sente que já faz parte daquele grupo, mesmo que o saldo bancário diga o contrário. Geralmente, quem ganha 10 mil tem pavor de voltar aos mil. É mais fácil culpar quem está "pesando" no sistema (na visão deles) do que questionar quem está concentrando a riqueza no topo.
De modo que, além do desejo de aspirações e queda social, muitas vezes, o alinhamento não é econômico, mas moral ou religioso. A elite escravocrata e a política "vendem" valores que o cidadão preza e busca incessantemente para a sua vida. Até porque, para os pobres de extrema-direita, é doloroso admitir que está sendo explorado por um sistema que ele defende.
Mais fácil é culpar o pobre trabalhador assalariado ou o beneficiário dos programas sociais do governo.
Pobre de extrema-direita, por que você é assim?
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