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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O voto do ódio na Argentina


Milhares de argentinos, influenciados pela imprensa e pela burguesia do país, decidiram eleger um contraponto ao governo de esquerda (bolivariano) e elegeram um direitista "lunático" chamado Maurício Macri. O aécio argentino, como está sendo apelidado, venceu devido aos votos de ódio contra os Kirchner.

Os argentinos se decidiram pela direita, com a esperança de manter e melhorar o que conquistaram nos últimos 15 anos, do que apoiar um projeto de governo já conhecido, compartilhado e que deu mais notoriedade a nação, realizando melhorias para o povo e fortalecendo a democracia do país.

Diversas vezes se ouviu nos noticiários, aqui no Brasil, os correspondentes jornalísticos acusando o governo Kirchner de serem ditatoriais. Faziam o mesmo com o Chaves. Fazem com o Maduro, Morales e até mesmo com o Lula. Para a imprensa tradicional, os governos de esquerda latinos, são todos autoritários.

Nem mesmo um mês de governo Macri, o representante e queridinho da burguesia e da imprensa argentina, já se utilizou do poder que a ele foi depositado, dado democraticamente pelo povo argentino, para nomear juízes (da suprema corte) por decreto, rever a lei dos meios de comunicação (para o bem dos magnatas da mídia local), fechou a tv senado, trouxe a política de péssima vizinhança (querendo expulsar a Venezuela do Mercosul), já dá sinais de priorizar as relações com os EUA e já mandou a polícia soltar o sarrafo (sem piedade) nos grupos que ensejarem protestar.

Na Argentina é proibido protestar.

Como se isso fosse possível! Onde o Macri pensa que está governando? No estado de São Paulo! No Paraná!

O resultado de todas essas medidas "populares" do governo recém-eleito pelo povo, causou espanto entre os que lhe confiaram o voto e tem gerado muito protesto pelo país.

Cada ato do Macri, cai como um desagravo ao povo argentino. Muitos dos que, por ódio ao governo Kirchner, votou no Macri estão, veja que ironia (!), protestando contra ele.

Valeu à pena dar um cheque em branco a um político como o Macri? Só pra fazer justiça ao que a imprensa tem propagado e os alienados políticos têm acreditado?

Esse discurso midiático fascista/terrorista de que o país está na beira do abismo, que a corrupção é culpa desse governo ou desse partido, de que é preciso mudar para melhorar, que estamos numa crise sem precedentes... É sempre o mesmo discurso da direita latina.

A história da Argentina se confunde com a nossa história. Precisamos ter muito cuidado com o voto do ódio. Vale escolher qualquer um? Os argentinos sabiam quais eram as intenções do Macri antes de o elegerem. Sabiam que ele é o representante da elite predadora, que esse papo de "meu governo vai priorizar o combate a pobreza e o narcotráfico", isso não cola! 

Governos de direita se preocupar com gente pobre, é utopia.

Governo de direita, na América Latina, combatendo o narcotráfico? 

O erro na urna fará com que os argentinos paguem um preço muito caro. Tudo isso pela não observância do óbvio: governos de direita não gostam de povo, massa, gente e pobre.

Por que o elegeram, então?

Devido ao ódio político que está sendo alimentado pela imprensa fascista/terrorista, que sataniza os governantes de esquerda e transformam os da direita em santos.

Porque os filhos da mídia estão sendo usados contra seu próprio povo. A burguesia argentina, mais uma vez, volta ao poder usando como marionetes os do povo que ela conseguiu alienar. Principalmente a Classe "MERDA" burra! Os Pobres de Direita da Argentina. 

E nós, brasileiros(!), seguiremos o exemplo da Argentina?

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Crise na Venezuela – Revolução social ou golpe? Esse filme nós já vimos.


No período dos grandes golpes militares na região (anos 60), ocorreu exatamente como está acontecendo nos dias atuais: a massa sendo usada como bucha de canhão, para atender aos planos golpistas de setores internos e externos dos países. 

Havia na época os articulistas dos golpes (países como os EUA), que propagavam as más notícias junto ao povo e os “amigos do povo", aqueles que surgem como redentores, salvadores da pátria ou o “mais preparado para governar”. 

Era o grupo PRÓ-GOLPE. 

Igualzinho ao que estamos vivenciando em alguns países no mundo.

Se formos verificar a história recente do Egito, por exemplo, iremos encontrar esses personagens, assim como na Ucrânia, nas manifestações no Brasil e na Venezuela.

O Egito vivia numa ditadura que, pelo que parece, não satisfazia mais os interesses do grupo PRÓ-GOLPE. Sendo assim, o caminho sempre é o mesmo: povo na rua fazendo protesto, quebrando tudo e entoando gritos de "liberdade para todos!". O Egito que era governado por Hosni Mubarak, que foi acusado de ter roubado dinheiro público, passou a ser hostilizado por manifestantes, que pediram sua cabeça numa bandeja. O “povo”, enfim, após meses de confronto com militares, manipulados pelo grupo PRÓ-GOLPE, teve como recompensa a renúncia, a prisão e o julgamento do Mubarak. O Egito saiu da ditadura para a democracia [felizmente!]. Elegeram o presidente Mohammed Morsi, que não era exatamente o que o grupo PRÓ-GOLPE queria. Sendo assim: mais “revolução” social no Egito. Afinal, o povo egípcio já mostrou ser de fácil manipulação. Estados Unidos e Inglaterra adoram esse tipo de povo. Massa de manobra fazendo "revolução social". Sabe aqueles manifestantes que foram às ruas no Brasil com faixas: NÃO À PEC 37, sem sequer saber o que é uma PEC? Pois é! Mesma expertise tanto aqui como no Egito. Sendo assim, impulsionados pela imprensa e por setores da sociedade burguesa egípcia, destituíram Mohammed Morsi do poder. Mais uma vez o grupo PRÓ-GOLPE, venceu. O que o povo não sabia e ainda não sabe, é que desde o início das manifestações, quando ainda era o presidente do Egito Hosni Mubarak, o grupo PRÓ-GOLPE tinha um nome de sua preferência, para governar o país. Era o general Abdel Fattah Al-Sissi. Homem de confiança dos responsáveis pelo movimento golpista. E agora, depois de muito conflito, tudo indica que o Abdel Fattah será finalmente o novo presidente do Egito, com a missão de ser “pau-mandado” dos articulistas do golpe.

O que está acontecendo no Egito é o mesmo que tentaram fazer no Brasil em junho de 2013. É a mesma articulação na Ucrânia e na Venezuela. A própria imprensa aproxima demasiadamente os acontecimentos ucraniano e venezuelano,  numa tentativa de manipular a população de que é a mesma coisa. Ainda que sejam ações distintas, o grupo PRÓ-GOLPE, alimentará seu público como sendo similares e, portanto, se deve tomar as mesmas medidas.

Se o presidente ucraniano foi destituído do poder, por que não acontecer o mesmo na Venezuela? 

E no Brasil!?

Há um forte interesse do grupo PRÓ-GOLPE, em desestabilizar certos governos no mundo. Brasil, Venezuela, Cuba e Argentina são apenas alguns que estão na mira do movimento golpista.

Há, em cada um desses países, um  Abdel Fattah para assumir o governo. O redentor, o salvador da pátria, o “mais preparado para governar” o país.

Para chegar lá, articulistas (governos como EUA, Rússia, Inglaterra, entre outros), os propagadores de más notícias (imprensa conservadora e elitizada) e setores da sociedade (os cubanos de Miami ou a burguesia brasileira), exercem fortemente seu poder de mobilização e manipulação sobre o povo. 

Para isso se propaga que os policiais na Venezuela agrediram de forma descomunal os manifestantes de lá. Mas, a polícia de Geraldo Alckmin em São Paulo, e do Sérgio Cabral no Rio de Janeiro, também. Já morreram doze manifestantes na Venezuela! No Brasil, morreram onze. Mataram uma Miss, lá. Aqui, mataram um cinegrafista.

A imprensa sequer mostra o outro lado da história. Milhares de pessoas estão nas ruas em apoio ao governo, também. Mas, o que interessa são os confrontos daqueles que pedem a renúncia de Nicolás Maduro, para que o salvador da pátria, Leopoldo López, possa governar o país e "trazer paz ao povo" venezuelano. 

Veja! É sempre o mesmo procedimento e as mesmas ações golpistas. A imprensa conservadora da Venezuela está contra o governo, os EUA estão contra a Venezuela, setores da elite burguesa venezuelana estão contra também. Tudo igual! 

Trazendo isso aqui para o Brasil, verificamos o quanto seria oportuno para os que fazem parte do movimento PRÓ-GOLPE, a destituição do governo “Chaves”. Seria uma oportunidade de desqualificar o governo “Lula”. Trazer para dentro do governo de Dilma Rousseff as possíveis mazelas do governo Maduro, questionar as semelhanças, suas proximidades, os acordos e os projetos e parcerias entre os dois governos. 

É preciso ser forte para não cair nas armadilhas do grupo PRÓ-GOLPE. Só sendo da qualidade de um Fidel, um Chaves ou um Lula, para resistir a eles.

O que me deixa curioso é imaginar qual será o Abdel Fattah que os golpistas querem para o Brasil? Há muitos candidatos!

Para terminar, cabe aqui um parágrafo sobre o espaço dado ao Senador Tucano Álvaro Dias ontem no JN, sobre a “omissão” do governo brasileiro sobre a situação na Venezuela. Disse o senador: “O governo brasileiro deveria adotar uma postura altiva de condenação do arbítrio e da prepotência que há na Venezuela... restabelecimento dos direitos humanos que estão sendo violados, inclusive com mortes, além de perseguição a jornalistas, censura, afronta brutal contra a liberdade de imprensa”. Seria cômico, senão trágico, se o senador não tivesse conhecimento do que está acontecendo em Minas Gerais. Existe um Jornalista que está sendo mantido preso por acusar de desvio de dinheiro público, um candidato à presidência, do partido do senador.

Alertai-vos!! 
Cuidai-vos para não serdes enganados!  


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