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sexta-feira, 11 de julho de 2014

A mídia [conservadora] brasileira, alicerçada na galhofa, na cretinice e na escrotice.



Os “formadores de opinião” da grande imprensa estão fazendo corar o rosto de jornalistas consagrados como Alberto Dines, Jânio de Freitas, Mino Carta, PHA, Luis Nassif e outros poucos. Os artigos, do braço midiático da direita brasileira, estão de fazer vergonha a essa classe tão importante de jornalistas do nosso país.

Os “colunistas” da imprensa tucana nunca se dão por vencidos. Aliás, eles nunca perdem. Vivem a tirar proveito das situações, independentemente do que aconteça. Sempre com o intuito em seus artigos de atacar Dilma Rousseff e/ou favorecer os políticos da direita.

Os esforços que os “pensadores” da globo, veja, estadão e folha, têm desprendido para eleger Aécio, tem sido descomunal, vexatório e inacreditavelmente absurdo. Eles chegam a assinar um atestado de ignorância e anti jornalismo, por meio de suas "análises" social e política.

Desde janeiro de 2010, eles vêm bombardeando o Governo Federal. Todos os projetos, as ações governamentais, as decisões tomadas, os discursos e pronunciamentos, até o vestido vermelho da Presidente é motivo de críticas e longos artigos fervorosos do grupo político midiático, que se instalou [fortemente] no Brasil com a redemocratização, embora já galgasse de privilégios durante todo o período do terror da ditadura. Um grupo que se vê como os verdadeiros donos do país colônia, do estado que deve ser submisso, do povo que precisa ser escravizado.

Ao longo dos anos, eles vêm se posicionando contra tudo que se relacione ao Lula, a Dilma e ao PT. Foram contra o Mais Médicos, o Minha Casa Minha Vida, as Cotas, o Programa de Redução da Energia, as Concessões da Petrobras, a posição do governo brasileiro sobre a espionagem americana, a compra dos caças... 

Nada escapou ao olhar pernicioso dos chamados Corvos da Mídia Brasileira. Mais ainda, nada, absolutamente nada de positivo do governo, merece uma linha sequer de incentivo, apoio ou reconhecimento.

Com a Copa do Mundo não foi diferente. 

Primeiro atacaram os gastos com o evento. Incitaram o ódio social nas páginas de seus jornais e revistas. Levando muitos alienados midiáticos a depredar e destruir o patrimônio público e privado. 

Após uma maciça ação de esclarecimento do governo com a sociedade, já que os Corvos apenas manipulavam negativamente os fatos, parte da população que criticava a realização da Copa no Brasil, passaram a enxergar os benefícios. O tão falado legado da Copa, parte dele ainda em construção, finalmente foi sendo notado pelos brasileiros.

Os Corvos então passaram a criticar a demora nas obras da Copa. Diziam que os Estádios não ficariam prontos em tempo, que havia o risco de algum deles vir a baixo, que os aeroportos não suportariam o fluxo de turistas, que haveria falta de luz.

Teve deles que pediu aos turistas internacionais que evitassem virem ao Brasil. Os corvos tinham a “esperança” que o evento viesse a ser um fiasco. Pelo menos, eles torciam e trabalhavam pra isso.

Perplexos com a não concretização de suas profecias catastróficas, eles partiram para apelar naquilo que mais eles acreditam: na incapacidade do povo brasileiro.

Passaram a propagar que não tínhamos condições de sediar a Copa. Éramos incompetentes para realizarmos um evento dessa magnitude. Que o governo deveria repassar o evento para os EUA ou algum país da Europa. Que passaríamos vergonha!

A Copa vai revelar ao mundo nossa incompetência. Disse um dos grandes Corvos Midiáticos.

Em quatro dias de Copa do Mundo, a imprensa internacional publicou o contrário do que os Corvos grunhiram ao longo dos anos. Jornalistas estrangeiros, atletas e turistas ficaram embasbacados com o nosso povo, nossa cultura, nossas paisagens, a organização e nosso jeito. O Brasil havia conquistado o mundo!

A Copa das copas, estigmatizada pela imprensa nativa, caiu nas graças dos melhores correspondentes jornalísticos do planeta. Profissionais de jornalismo, assim como os que citei no início desse artigo, que dignificam a profissão escolhida.

Qualquer profissional que cometa erros e que tenha caráter, ao perceber a falha cometida, imediatamente surge com um pedido de desculpas. Mas, não é assim com os Corvos da Mídia brasileira.

Assim como eles são capazes de deturpar ideias, criar tempestades imaginárias, produzir falácias; são também capazes de se verem certos, mesmo tendo cometido erros graves. Ao invés de repensar suas atitudes, eles repensaram as estratégias de ataque a Dilma.

Os Corvos passaram a acusar a presidente de QUERER SE APOSSAR DO SUCESSO DA COPA. Pra eles, era como se Dilma estivesse querendo levar vantagens sobre o evento. Detalhe: Dilma chegou a não aceitar receber os atletas brasileiros em Brasília dias antes do início da Copa.

Não satisfeitos em acusar Dilma de querer se apossar da Copa, que segundo eles próprios disseram, A COPA PERTENCE AO POVO BRASILEIRO, aproveitaram a derrota [até aqui sem explicação] da seleção brasileira, para fustigar entre seus seguidores a CULPA DE DILMA PELA DERROTA PARA ALEMANHA. 

(desculpas, mas eu tenho que rir kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk)

A última deles, no entanto, extrapolou todo e qualquer senso de racionalidade. 

Os Corvos estão ávidos em propagar a traição de Dilma ao povo brasileiro, pela possibilidade, dela ter que entregar a taça de Campeão da Copa do Mundo ao argentino Leonel Messi. 

Não tem jeito!

Faça Dilma o que fizer, fale Dilma o que falar, os Corvos midiáticos sempre estarão a postos. Prontos para serem contra.

São como escorpiões, essa é a natureza deles.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Aos estudantes de jornalismo: mirem-se no exemplo do Alberto Dines


Existem profissionais que dignificam a profissão que escolheram para sua vida. É fácil identificar, no cenário nacional, nomes que exemplificam muito bem isso. 

Temos o Ariano Suassuna e Luiz Fernando Veríssimo, grandes representantes da literatura. Na música, o Chico Buarque, o Gonzagão, Elis Regina, entre outros "monstros". Nos esportes, o Ayrton Sena, Sócrates, Garrincha... Nas artes, o Chico Anysio, o mestre dos disfarces. E no jornalismo, um nome que é respeitado por muitos e merecedor de admiração  e prestígio é o Jornalista Alberto Dines.

Profissional que vale a pena compartilhar a sua arte. 

Fazer jornalismo não é para todo mundo, não! Tem muita gente fazendo qualquer outra coisa no Brasil, acreditando que está fazendo jornalismo. 

Que os novos e velhos profissionais da imprensa brasileira possam se espelhar nesse grande brasileiro. Para o bem da nossa imprensa.

"Se todos fossem iguais a você..."


Segue a reprodução do seu último texto. Se deleitem.

LEITURAS DE ‘VEJA’ - Novo surto de vale-tudo.

Por Alberto Dines em 18/03/2014 na edição 790 - site Observatório da Notícia.

Na tarde de 12 de abril de 2011, em aula da primeira edição do Curso de Pós-Graduação em Jornalismo, da ESPM-SP, Eurípedes Alcântara, diretor de Redação da Veja, na condição de professor-convidado, declarou, para espanto dos 35 alunos presentes: “Tratamos o governo Lula como um governo de exceção”. Na capa da última edição do semanário (nº 2365, de 19/3/2014), o jornalista ofereceu trepidante exemplo da sua doutrina.

Para comprovar a ilegalidade das regalias de que gozaria o ex-ministro José Dirceu no Complexo da Papuda, Veja cometeu ilegalidade ainda maior. Detentos não podem ser fotografados ou constrangidos, o ato configura abuso de poder, invasão da privacidade e, principalmente, um torpe atentado ao pudor e à ética jornalística. Um bom advogado poderia até incriminar os responsáveis por formação de quadrilha ao confirmar-se que o autor da peça (o editor Rodrigo Rangel) não entrou na penitenciária e alguém pagou uma boa grana aos funcionários pelas fotos e as, digamos, “informações”.

“Exclusivo – José Dirceu, a Vida na Cadeia” não é reportagem, é pura cascata: altas doses de rancor combinadas a igual quantidade de velhacaria em oito páginas artificialmente esticadas e marombadas. As duas únicas fotos de Dirceu (na capa e na abertura), feitas certamente com microcâmera, não comprovam regalia alguma.

Ao contrário: magro, rosto vincado, fortes olheiras, cabelo aparado, de branco como exige o regulamento carcerário, não parece um privilegiado. Se as picanhas, peixadas e hambúrgueres do McDonald’s supostamente servidos ao detento foram reais, Dirceu estaria reluzente, redondo, corado. Um preso em regime semiaberto pode frequentar a biblioteca do presídio, não há crime algum.

Agentes provocadores.

A grande imprensa desta vez não deu cobertura ao semanário como era habitual. Constrangido, o Estado de S.Paulo foi na direção contrária e, já no domingo (16/3), relatava, com chamada na primeira página, as providências das autoridades brasilienses para descobrir os cúmplices do vazamento (ver “Dirceu teria mais regalias na cadeia; DF nega“). Na segunda-feira, na Folha de S.Paulo, Ricardo Melo lavou a alma dos jornalistas que repudiam este jornalismo marrom-escuro (ver “O linchamento de José Dirceu”).

O objetivo da cascata não era linchar Dirceu, o que se pretendia era acirrar os ânimos, insuflar indignações contra uma suposta impunidade, alimentar a agenda dos black-blocks (ou green-blocks?).

Os agitadores e agentes provocadores estão excitadíssimos às vésperas dos 50 anos do golpe militar. O violento quebra-quebra na sexta-feira (14/3), na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) – o maior do gênero na América Latina – não foi provocado pelos caminhoneiros que passariam a pagar pelo estacionamento. Foi obra de profissionais do ramo da agitação política com a inestimável ajuda da PM, que demorou três horas para chegar ao campo de batalha.

As convocações para atos e passeatas destinadas a homenagear o golpe de 1964 não falam na derrubada de Jango, falam em derrotar o PT. Convém lembrar que a rede Ceagesp é, desde 1997, federalizada, ligada ao Ministério da Agricultura.

Num governo de exceção, vale tudo. Também no jornalismo de exceção.
***
Depois de três edições e três turmas de valentes profissionais, o Curso de Pós-Graduação em Jornalismo com Ênfase em Direção Editorial, parceria da Editora Abril com a ESPM, foi suspenso. Na véspera do primeiro aniversário da morte de Roberto Civita, está desativada uma de suas mais lindas façanhas no campo da formação profissional. Não merecia.