Em que mundo eu estava que não soube da morte do Bond?
E como se explica essa tristeza?
Por que esse sentimento de luto?
Claro que fui atrás de respostas.
Segundo a psicanálise, sentir o luto por um personagem, especialmente um ícone como o James Bond, é algo que a psicologia explica de forma muito real. Não é "besteira" ou "coisa de quem não tem o que fazer"; o cérebro realmente processa essa perda.
Quem acompanhou o James Bond viu o personagem sofrer, amar, envelhecer e falhar. Para o cérebro, essa "convivência" cria um vínculo de amizade unilateral. Quando ele morre, é como se um amigo distante tivesse partido.
Personagens longos marcam fases da nossa vida. Podemos lembrar quem éramos ou o que estávamos fazendo quando vimos o primeiro filme do 007. A morte do personagem simboliza o fechamento desse capítulo da nossa própria história. É a sensação de que "o tempo passou".
O cinema é feito para nos fazer sentir. No caso do 007, o sacrifício final foi desenhado para ser emocional e, por isso, traz traços que marcam toda uma trajetória. Ele morre para salvar a filha que mal conheceu. O fato de ele nunca mais poder abraçar Madeleine, por causa do envenenamento, é algo que mexe com nossos sentimentos.
O Bond sempre foi o símbolo da invencibilidade. Ele escapou de tanques, de tubarões, raios laser e quedas de aviões. Ver o "imortal" morrer quebra a nossa sensação de segurança e fantasia. É como se a realidade (a morte) tivesse invadido o único lugar onde sabíamos que ele estaria sempre a salvo.
"A função do herói é morrer pelo seu povo para que o mito possa viver para sempre."
Sentir aquele "aperto no peito" na conversa final pelo rádio e na cena dos mísseis chegando e explodindo toda aquela ilha com ele em pé ali, inerte!
Acho que o filme cumpriu o papel de nos conectar com a humanidade do espião.
É isso! 😔
Valeu, Bond!
James Bond!
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