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domingo, 29 de janeiro de 2023

Boate Kiss: há 10 anos eu perguntava...

 


Onde ocorrerá a próxima "tragédia Kiss"?

Todos temos ideia de como essas coisas ocorrem e quais os acontecimentos que levam à ocorrência dessas tragédias. 

No Brasil, quem deveria fiscalizar muitas vezes não fiscaliza, fecha os olhos para os não cumprimentos de normas, após receber um “dinheirinho” por fora ou muitas vezes os profissionais não têm competência para realizar a fiscalização, são facilmente enganados, persuadidos ou até mesmo, ameaçados pelos proprietários dos estabelecimentos. 

Há sempre um político, juiz ou autoridade por trás dos grandes empresários. 

Não há nada que um advogado, um assessor, um empresário inescrupuloso não possa comprar, mesmo que isso venha a prejudicar terceiros. Os contratos, muitas vezes, são o que menos importa. Suas cláusulas? Havia cláusulas naquele contrato? O que importa é "vou me dar bem!" O espaço da boate é para 600 pessoas? Que nada! Coloca duas mil.

Um caso assombroso como este em Santa Maria, fique certo, não há inocentes entre os culpados. 

Cada um deve assumir pelos seus erros! Funcionários públicos, empresários, empregados, músicos,  todos terão que pagar por esse crime. 

Mas, nada que não possa ser ajustável pela justiça brasileira. Vivemos no mundo em que ter Fama, Dinheiro ou Poder, resolve tudo! E se você tem as três coisas, então é rei no país das bananas.

Muitos fiscais dos mais de 5600 municípios desse país, responsáveis pela fiscalização desses e outros estabelecimentos comerciais e industriais, muitas vezes nunca entraram nesses estabelecimentos. Não sabem, sequer, quantas portas, banheiros, saídas de emergência, espaço físico existem. 

É um faz de conta. 

Faço de conta que fiscalizei, tu fazes de conta que estás cumprindo com as determinações, e o Brasil faz de conta que é um país cumpridor das normas básicas.

Agora é fácil discutir o que deveria ter sido discutido antes! 

As instituições brasileiras, públicas e privadas, precisam pensar e agilizar ações preventivas de combate à tragédia. Não podemos esperar que aconteça para só depois agir. 

Situações adversas estão sendo criadas a todo instante nesse país. São casas sendo construídas em cima de antigos lixões, margens de rios ou em encostas; mercadorias-bombas sendo transportadas pelas vias públicas, depósitos irregulares onde se guarda materiais tóxicos em lugar impróprio, ambientes que deveriam caber 100 e estão sendo usados para receber 1000, tudo devido à  ânsia de ganhar muito gastando pouco! 

E as autoridades fecham os olhos e abrem os bolsos para receber a propina que lhes é devida. 

Até quando?


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