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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Não foi por falta de aviso


Elisabete tem um restaurante na Rua da Imperatriz - Recife. Começou num espaço pequeno, nos fundos de uma galeria, em meados de 2007. Comida boa e barata que logo chegou ao gosto dos recifenses. Em pouco tempo, o negócio se expandiu. Mais e mais pessoas descobriam aquele espaço gastronômico com sabor da terra. Antes pequeno, o restaurante, em menos de um ano, se transformou num enorme espaço de negócio, passou a ser âncora da galeria, agregou valor a novos estabelecimentos como salão de beleza, joalheria, óticas, casa lotérica, entre outras transações comerciais de bens e serviços. Os clientes faziam fila para poder se servir e ocupar uma das cento e tantas mesas disponíveis para quatro pessoas cada uma. Um negócio da China, poderíamos dizer. Mesmo assim, com todo sucesso, Elisabete estava inconformada com o governo petralha. Ela não tinha ideia de que seu sucesso, muito se devia a políticas de inclusão social desse mesmo governo que ela e seus filhos tanto criticavam. O aumento do salário mínimo, a diminuição do desemprego, o aumento do poder de compra do trabalhador, tudo, todas as medidas adotadas pelo Governo Federal de Lula da Silva e DiIma Rousseff convergiam para o sucesso de Elisabete. Em 2013, no auge das manifestações contra os corruptos, que a "grobu" tanto insistia em dizer que era contra o governo do PT, Elisabete chegou a promover uma redução no preço do almoço para os clientes que chegassem vestidos com a camisa "Fora Dilma!". Pois bem! Dilma Rousseff saiu do governo e, graças a pessoas como Elisabete, foi posto em prática o projeto tucano. O projeto do candidato aécio neves, enfim, teria a grande chance de ser vivenciado pelo povo brasileiro. Após um ano do golpe que destituiu a Presidenta honesta e legítima, o restaurante de Elisabete se transformou numa pequena lanchonete. A galeria, antes pomposa e repleta de clientes, hoje está com a maioria das lojas fechadas. O mais triste de tudo é que Elisabete ainda culpa os governos petistas pelo seu fracasso.

Sampaio era um crítico fervoroso da Dilma Rousseff. Foi um dos que engrossaram o coro das manifestações em Boa Viagem - Recife, contra o governo da petista. Aplaudiu, propagou a "dancinha do impintimam" elaborada por jovens alienados com suas caras pintadas de verde e amarelo. Sampaio tinha um filho fazendo intercâmbio no Canadá, no programa Ciência sem Fronteiras. Certa vez conversamos sobre a importância do programa e da grande possibilidade de que nunca seu filho conseguiria estar no Canadá, caso o governo que ele tanto criticava e não media esforços para tirar do poder, não existisse. Ele bradou em alto e bom tom que seu filho havia conseguido tal proeza por mérito próprio, que nenhum governo tinha nada a ver com isso, que ninguém tinha que ser grato aos dois líderes petistas. Uma das primeiras medidas adotadas pelo governo golpista, atingiu em cheio o filho de Sampaio. O ministério da educação mandou voltar para o Brasil, todos os alunos que faziam intercâmbio, a começar pelos que estavam no Canadá. Meses depois, encontrei Sampaio triste e abalado, se dizendo incapaz, sozinho, de dar o futuro educacional que seu filho tanto almeja. Fiquei envergonhado de querer tirar proveito da situação. Na minha cabeça só vinha uma pergunta: onde será que foram parar os "méritos próprios" do filho do Sampaio?

Henrique conseguiu entrar para a universidade graças ao FIES, o Fundo de Financiamento Estudantil, do governo federal, criado pelo governo do esquerdopata, que financia cursos superiores não gratuitos. Henrique se juntou na Universidade com à banda dos que odiavam o PT. Em sua maioria, alunos pobres, de classe média, alguns negros, iludidos pela pregação elitista da meritocracia, destilavam seu veneno nos programas sociais, como cotas, mais médicos, bolsa família; sem perceber ou tentando se enganar, que eles faziam parte do grande grupo de brasileiros assistidos por um enorme manto de apoio governamental jamais visto na história do nosso país. Henrique conseguiu concluir o curso de Farmácia no final de 2016. Mas seu irmão, que havia tentado naquele ano e no ano seguinte o FIES, não teve a mesma sorte porque o governo golpista, que foi ajudado a chegar ao poder graças a jovens alunos como Henrique, reduziu em mais de 30% os investimentos no programa. O FIES, ao invés de aumentar, diminuiu com a chegada do grupo da "grobu" ao poder.

Os nomes das pessoas dessas três histórias são fictícios, mas os fatos são verdadeiros. Essas histórias se confundem com milhares de outras, vividas por brasileiros que, iludidos pela direita e imprensa, destruíram seus próprios sonhos e os sonhos daqueles que mais amam. 

Por pior que seja um governo de esquerda, ainda assim é preferível tê-lo, que sabotá-lo para dar lugar a governos direitistas. 

A direita nunca teve e nunca terá NADA para oferecer de bom ao povo mais pobre. Basta olhar a história. O passado fala muito dos governos de direita. E mostra também que sempre a direita engana parte da população, atacando governos progressistas e usando os alienados midiáticos, os analfabetos políticos e os Pobres de Direita, como massa de manobra. 

Você foi porta-voz dos males que hoje o afligem. Dos males que todos nós, brasileiros, estamos vivendo.

Portanto, assim como Elisabete, Sampaio e Henrique, muitos brasileiros são culpados pelo mal que toma conta do nosso país. A fome está voltando, direitos básicos como saúde e educação estão se extinguindo, reformas escravocratas estão sendo votadas contra o povo, o nosso patrimônio está sendo entregue de graça aos países estrangeiros, estamos nos transformando numa nação pobre, mais subserviente e sem expectativa de futuro. 

Desculpe!
Mas, não foi por falta de aviso.


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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

O que querem a justiça, a mídia e as Forças Armadas?

Grande repercussão teve a declaração de um general do exército sobre as Forças Armadas precisar intervir no comando da nação, caso o poder "judiciário não retire da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos".

Se o motivo para tal fosse o marasmo do judiciário, sua conivência com parte desses envolvidos em ilícitos, a procrastinação, conluio mesmo entre juízes e verdadeiros bandidos, se realmente fosse essa a razão, já haveria motivos de sobra pra essa chamada intervenção militar.

Vejamos:

- procuradoria e justiça do estado de São Paulo não puni, sequer investiga, crimes cometidos por políticos como serra, alckimin e kassab. Crimes de mais de 20 anos estão sendo prescrito, sem que a justiça observe o grande mal que está fazendo ao país, criando grupos inimputáveis.
- há convicção e muitas, mas muitas provas, da participação de aécio em vários crimes. Helicóptero de coca, aeroportos em terreno de tio, grana "a doida" abastecendo rádio da família, Cidade Administrativa, Furnas, assassinatos e muita coisa ainda escondida sobre esse senador pilantra que vai vir a tona qualquer dia. E o stf o que faz? Nada! 
- foi taxativamente declarado que cunha comprou 140 deputados que votavam contra qualquer proposta do governo Dilma, impedindo o país de crescer, de lutar contra a crise, de avançar como Democracia. 
Aqui cabe um parágrafo inteiro sobre esse assunto.
Houve crime de sabotagem. Está claro a configuração de crime contra a pátria. O maior bandido da República, eduardo cunha, juntamente com 1/3 da Câmara, praticaram crime contra o povo brasileiro. Destituíram uma presidenta honesta e eleita democraticamente. Feriram o sufrágio universal. Que mais motivos precisariam para uma intervenção militar, dada a promiscuidade, ociosidade, participação do poder judiciário nessa patifaria toda? Portanto pelo que parece, às Forças Armadas não incomodou nada os ataques sofridos pela Democracia e Constituição brasileira e mais grave, os sofridos pela nossa população, principalmente os mais pobres, os mais humildes. O cunha teve uma vida inteira de corrupção sem que a justiça o impedisse de roubar o erário? O que andou fazendo a justiça nos últimos 30 anos? E todos sabem que o cunha, mesmo "preso" (?), continua a cometer crimes contra Nação. E é importante também constatar o quanto o dória se parece com o cunha.
- temos, pela primeira vez na história, um presidente LADRÃO. Não há mais o que provar sobre o temer. O que isso significa para nosso país? Qual a moral que tem o Brasil em opinar por decisões internacionais? E ainda assim, devemos esperar honradez e atos legítimos do nosso presidente ladrão e sua turma de bandidos? O que se vê é a prática odiosa do conchavo, depoimentos mentirosos, atos governamentais contra o povo, arrocho, soberba e falcidade de um governo ilegítimo. Junto a ele, políticos, juízes e setores da mídia chafurdam protegendo-se mutualmente, onde políticos bandidos favorecem setores da mídia e da justiça que por sua vez os protege, escondendo, falseando e manipulando a opinião pública sobre seus protegidos e parceiros. O que ocorre com a mídia brasileira, o conluio de setores como a "grobo", veja, folha de SP, estadão, com juízes e políticos, é nojento. Só aí mereceria uma intervenção das Forças Armadas. Mas, por que não aconteceu até agora?
- a lava jato que surgiu com o ideal de combate a corrupção, com o passar dos anos se verificou um tremendo fracasso. Contribuiu para aumentar o desemprego, fechar empresas, aumentar a desigualdade e sobremaneira a impunidade. Um juiz altamente DISCRICIONÁRIO, que não segue as leis nem a a Constituição. O que vale são suas convicções. Protege uns e persegue outros. Um juiz partidário que se auto intitulou juiz e acusador. Essa turma da lava jato piorou o que já estava muito ruim. O Brasil hoje não melhorou com a lava jato. Talvez para o alberto youssef e a força tarefa da operação, que aliás, viraram celebridades holliwoodiana.
- o que restou, das Joias da Coroa, da privataria tucana, nos anos do governo fhc, está sendo entregue ao poder estrangeiro em situação ainda pior do que naquela época. Por que os generais ao falar sobre intervenção, falaram só sobre "tirar da vida pública esses elementos"? A Amazônia está sendo entregue. Repito: nós estamos perdendo a Amazônia. O mar verde brasileiro está sendo entregue a empresas internacionais para ser devastado. O aquífero Guarani, o maior manancial subterrâneo de água doce do mundo, está sendo entregue a coca cola e a nestlé. Nosso petróleo está sendo entregue a empresas internacionais, sem guerra. Sem que as Forças Armadas deem um único tiro de canhão.Voltamos ao mapa da fome. Brasileiros estão passando fome. Jovens estudantes voltaram a não ter um futuro. Programas de diminuição da desigualdade estão sendo extintos. 

Meu Deus! Que mais motivos teriam as Forças Armadas para intervir?

Se razões não faltam, só há uma resposta para as indagações dos generais. Eles querem exatamente o que setores da justiça e da mídia querem. Eles querem a não candidatura do Lula. Eles querem a não volta do PT ao poder. Por isso, essa semana houve correria na mídia e na justiça sobre esse assunto. Dilma foi duramente atacada pelo jornal o "grobo" e procuradores de Brasília, Curitiba e Rio Grande do Sul, trabalham incansavelmente em mais seis denúncias contra Lula, que certamente virarão em processos.

Nada que o governo bandido, sindicato de ladrões, está fazendo contra o país e seu povo é motivo para intervenção militar, generais?

Um jogo sórdido que infelizmente, pelo que parece, tem o braço das Forças Armadas, também.     

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

“No tempo certo Deus recolhe os seus melhores frutos”


Quero agradecer aos amigos as palavras de conforto, as ligações recebidas e as mensagens escritas nas redes sociais, os abraços e apertos de mãos, sua solidariedade nesses dois dias mais tristes dos últimos anos. Não há nada mais cruel que perder alguém que amamos. Mesmo ciente de que “o ciclo é inquebrável” como disse um amigo, que todos nós caminhamos para esse fim, a dor da perda sempre será sentida.
À noite, quando se velava o corpo da minha irmã Tonha na igreja onde ela congregava, em Paulista, fui pra casa. Passei a noite inteira questionando a Deus, o porquê(?). 
Minha irmã era uma pessoa boa, Senhor! Dizia eu a Deus. Há mais trinta anos fazia Tua Obra. Era cativa na igreja, participava das atividades cristãs, vivia o evangelho. Dividia seu tempo entre a família (filhos, netos e bisnetos) e a evangelização. Ao partir aos 67 anos, tinha muito ainda para realizar.
Tonha era uma dessas irmãs em Cristo que visita presídios e hospitais. Abraçava, sem medo, doentes enfermos e levava para eles o que tinha e sabia fazer de melhor: a palavra e o amor de Jesus Cristo.
Por mais de 30 anos não se ouvia de sua boca outro assunto, senão o evangelho.
Então por que, Deus?
Como um Técnico tira de campo um dos seus melhores jogadores? Por que um General de Guerra retira da batalha um dos seus melhores soldados?
Seu ministério era belíssimo de ver. Por onde passava "arrebatava" almas para o Senhor. Dava a todos seu próprio testemunho de uma vida difícil, fadigada do fardo pesado antes de seu encontro com Cristo. E de como tudo mudou depois da sua convenção.
Ao longo de anos, dizia eu a Deus, pouquíssimas vezes vi uma entrega tão profunda, de um ser humano a Obra do Senhor. Por que então não lhes desses uma sobre vida?
Lembrei do rei Ezequias, de sua oração a Deus. Do quanto o Senhor foi generoso com Seu servo ao lhe dar mais 15 anos de vida. Um homem justo, temente a Deus, incorruptível, leal, prudente e sobretudo, guardião da Palavra.
Busquei respostas para meus questionamentos. Li todas as mensagens no meu e nos perfis dos filhos e netos de Tonha. E foi numa dessas mensagens que Deus me deu a resposta.

No tempo certo Deus recolhe os seus melhores frutos

Se é isso, Senhor (!), recolhesses um dos seus melhores.
Talvez eu tenha procurado e encontrado a resposta para aquietar o meu coração, que há dois dias está aquebrantado e triste. Talvez, eu precise disso para poder segui caminhando em paz.
Não sei.
O que sei é que continuo acreditando naquilo que ela acreditava e que me dizia todas às vezes que me encontrava. 
Deus é bom, irmãos!
Deus é bom!

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Hoje me perguntaram quem estaria por trás de todo esse desmanche e crise política e social no Brasil.

Há certamente um cabeça pensante, um articulador que organiza as várias frentes que atacam o Brasil internamente. A crise brasileira, acredite, ela é muito mais interna que externa. Os agentes desses ataques a Democracia são pessoas, físicas e jurídicas, brasileiras.
A "grobu" entre outros setores da imprensa, age como o braço midiático dessa ação, manipulando a opinião pública. O moro e a lava jato, juntamente com outros setores da justiça, como o próprio stf, respondem pela legalização dos atos de ataque a Democracia e, portanto, de ataque a Soberania Nacional. E por fim o temer e seu governo de ladrões, colocando em pauta o programa tucano de entrega das joias da coroa e destruição das conquistas sociais centenárias.
Administrar toda essa malha de maldades contra o povo e nosso país, requer um organismo experiente em conflitos mundo afora e sobretudo, sem nenhuma empatia por nações, povos ou governos em nenhuma parte do mundo. Um país que valoriza e solidifica sua democracia e constituição federal, destruindo ou abalando a Democracia e Constituição Federal dos outros países. Um governo capaz de tudo para manter a paz, a liberdade e a segurança de seu próprio povo, ainda que para isso, outros povos tenham que sofrer suas ações e sanções.
Os eua está por trás de todas as crises existentes no mundo, principalmente na América Latina. A grande diferença de nós, brasileiros, para diversos países, inclusive a própria Venezuela, é que eles, os americanos, estão conseguindo tudo que querem sem que aja guerras, protestos ou qualquer tipo de manifestação do povo, contrárias ao desmanche do nosso país.

Os eua encontraram no Brasil os parceiros ideais para seu projeto, que podemos chamar de "brazil colônia".

Até meados de 2014, o Brasil vinha numa crescente melhora, no aspecto social e reconhecidamente respeitado, como nunca antes, em toda parte do mundo. O povo brasileiro estava feliz com suas conquistas. Empresas brasileiras despontavam na África, Ásia, Europa e até mesmo nos eua, como fortes concorrentes em várias áreas. O Présal, o programa do submarino nuclear, o banco do BRINCs, o PAC, os vários programas sociais brasileiros, sua agricultura, pecuária, geração de energia e tantos outros projetos e "joias" do Brasil, chamou atenção do maior e mais forte concorrente do mundo.
Era óbvio que os eua não iria deixar que se levantasse na América mais uma China, uma nova super potência. Com exceção dele próprio, na América deve prevalecer os países subalternos, presos ao fmi e ao banco mundial, sem crescimento tecnológico nem industrias multinacionais, países com índice de desigualdade e desemprego altos e forte presença da pobreza e da fome.
Portanto, tirar o partido responsável pelas mudanças que ocorreram nos 14 anos desde 2003, era uma questão de estratégia de guerra! Precisavam de um crime cometido por Dilma, não importando qual fosse. Uma multa de trânsito, se preciso, seria o motivo para o "impintiman" de uma Presidenta honesta e eleita pelo sufrágio universal. Ocupar o grande líder, Lula, para que ele não tivesse forças nem tempo para liderar uma reação social, foi a tarefa confiada ao moro e sua lava jato. Era necessário abrir contra o petista vários processos. Sítio de Atibaia, Triplex, Acervo da Presidência, Terreno do Instituto Lula... Era preciso deixá-lo sem tempo nem pra respirar. Seres asquerosos e sem escrúpulos, na política, como aécio, cunha e temer, havia aos montes, quase um congresso inteiro, pra ser usado na trama. Um supremo acovardado e vendido. Uma corte com ministros capazes de qualquer omissão ou ataque a Constituição do Brasil por uma palestra numa das Universidades americanas.
De quebra temos ainda uma parcela da elite sedenta por uma cidadania americana, uma burguesia preconceituosa que faz do Brasil um lugar apenas para ganhar dinheiro e esnobar em cima de seu próprio povo. Uma classe empresarial fadada a corrupção e altamente predadora. Somando a tudo isso ainda temos uma imprensa fascista, manipuladora, direitista e totalmente a favor da meritocracia e do Estado mínimo. Além, é claro, do apoio de setores da classe média que se acha rica, os chamados Pobres de Direita, os alienados midiáticos e os analfabetos políticos.
Os americanos sabiam que tinham as pessoas e veículos certos para sua ação contra a Democracia e a Constituição Brasileira. Até mesmo a classe artística, que nos eua é tão aguerrida aos anseios do povo, capaz de distingui maus carateres na política e na justiça, a brasileira, com raríssima exceção, é totalmente burra, alienada e que se deixa comprar por qualquer participação em programas da "grobu".
Estamos com isso, entregando a eles nossos poços de petróleo, a Amazônia, os aquíferos (os dois maiores do mundo), o sistema de energia, a liderança das nossas ações militares, nossos aeroportos, as usinas nucleares. Destruímos 100 anos de tecnologia industrial por meio do fechamento de empresas, matrizes animais estão sendo dizimadas, nosso principal cientista nuclear está preso por vontade do "moro". Reformas que visam retirar direitos sociais e trabalhistas estão sendo votadas. Privatizações e terceirizações. Mais desempregos e o confisco da poupança certamente ocorrerá. Nossos jovens estão sem futuro. Famílias inteiras estão desesperadas por não saber o que comer. A fome, antes erradicada, bate novamente em nossas portas. "Não há" dinheiro do governo para saúde e educação, mas, para comprar deputados e senadores existes milhões. Fala-se em crise, mas, se perdoa bilhões de bancos e empresas do agribusiness.
Quando tudo isso terminar, se terminar (!), o Brasil nunca mais será o mesmo. Nem minha geração, nem a geração de meus filhos e nem a geração dos filhos deles, talvez não seja capaz de reconquistar tudo de volta.
É isso!

terça-feira, 18 de julho de 2017

O Brasil dos anos 90 voltou.


Faz tempo que não via tanta gente desempregada, muitos pedintes e famintos perambulando pelas ruas. Desde o governo de fhc, nos seus dois governos, houve o maior crescimento da desigualdade social no Brasil, com cenas deploráveis que tínhamos como normais. Era comum se deparar com a indulgência no nosso cotidiano. 

A vida, naquele período, era muito difícil pra todos. Principalmente para os mais pobres e sobretudo, para os nordestinos. Famílias inteiras caminhavam pelas BRs, vindos de cidades do interior seguindo para os grandes centros, as grandes cidades, as capitais. Milhares de retirantes fugindo da fome, mesmo sem que houvesse seca. As pessoas, várias vezes ao dia, batiam nas portas pedindo uma ajuda. Mães e pais de família, ainda que envergonhados, expunham seus flagelos em busca de ajuda. 

Mesmo assim, com todo sofrimento do povo, a elite burguesa brasileira se esbaldava, aproveitando a vida no que havia de melhor no país e fora dele. Universidades públicas, aeroportos, fartura em alimentação, vestuário, calçados e laser. Enquanto o povo, pobres marginalizados, se esfacelavam e perdiam sua dignidade, a classe burguesa festejava os grandes êxitos de um governo excludente, que governava para poucos. Na verdade, governava para satisfazer as vontades do governo americano, da “grobu” e da elite predadora que vivia em fazer a ponte aérea “sum palo” a Miami. 

Quanto mais o povo empobrecia, mais os ricaços aumentavam seus lucros e empregados [domésticos]. Muitos deles tinham mais de um empregado doméstico em suas casas. Era "status" para os patrões escravocratas. Esse foi o verdadeiro legado deixado pelo governo fhc, o maior número de indulgentes de todos os tempos. 

Durante oito anos de governo privateiro, o que se ouviu foi o discurso do Estado pesado, um grande elefante que prejudicava o crescimento e a melhoria da nação. Que era preciso “vender” as joias da coroa, para que o Estado pudesse, enfim, governar e executar as mudanças. No entanto, quanto mais se vendia estatais brasileiras [a preço de banana], mais e mais o povo, principalmente os da região norte e nordeste, ficavam mais e mais pobres e miseráveis. A grande bandeira do governo fhc foi a Instabilidade da moeda. O real, ovacionado pela mídia como o passo fundamental para as mudanças, incrivelmente não surtiu o efeito esperado no governo entreguista do fhc. O Brasil caiu num buraco onde somente os ricaços se mantinham de fora da grande bolha de miséria e sofrimento econômico. A corrupção corria solta no Congresso e no governo do príncipe da privataria. Nunca se deixou de investigar tanto no país, como naquele período. Mais de quatro mil processos foram engavetados, sem se quer, ter sido realizado diligências.

De 2003 até 2014, o país experimentou uma onda de crescimento e diminuição da desigualdade social, como nunca antes. Tivemos nesse período desastres ambientais (secas, enchentes, queimadas, pragas, a "grobu", o tucanato...) até mais sérios que os sofridos anteriormente em outros governos. Mesmo assim, o brasileiro se sentiu mais seguro, mais feliz, mais esperançoso. 

A fome, que antes era vista como um  acontecimento natural por muitos, graças ao compromisso do Lula da Silva em fazer com que cada brasileiro tivesse três refeições por dia, desapareceu da nossa porta. Onde estão os retirantes? Cadê os favelados famintos! O flagelo do povo sofrido do nordeste e do norte, enfim, parecia que tinha chegado ao fim. A desigualdade ainda era muito alta, é verdade, mas comparar a distância que existia entre os mais ricos e os mais pobres, nos dez anos de governo de Lula da Silva e Dilma Rousseff, seria uma surpresa para aqueles que odeiam tanto os dois petistas. 

Mas essa diferença, a melhora social, não era apenas percebida nos números dos institutos de pesquisa. Se via nas ruas, nas escolas, nos aeroportos, em casa, por toda parte.

Negros e pobres passaram a melhorar de vida. Conquistaram a casa nova, o carro novo, entupiram os aeroportos em viagens nacionais e até internacionais. Eles invadiram as Universidades e foram a luta para se formarem em Doutores! A política de governo fez ascender milhões de brasileiros a classe média. Uma nova classe trabalhadora surgiu. O Brasil passou a ser observado, não como um coitadinho submisso, mas como um dos atores principais no cenário mundial, tamanha foi sua guinada social.

Um ano após o golpe de 2016, o que vemos é o retorno das mazelas do tempo de fhc. Fome, dívidas, aumento da violência, suicídios, desespero, tristeza e agonia na cara das pessoas. Todos estão temendo o pior. Aqueles que estão empregados temem o desemprego. Os que já estão desempregados, a falta de oportunidades e a perda da dignidade. 

Os principais postos de trabalhos estão fechando. As principais empresas do país, aquelas que empregam o maior número de pessoas, as empresas que são a base de sustentação do emprego no Brasil, estão demitindo e vão demitir ainda mais. Tudo para se adequar a nova realidade: a reforma trabalhista e a terceirização. 

Uma reforma que destrói direitos do trabalhador e que vai trazer grandes transtornos aos brasileiros. 

O golpe de 16 não foi apenas contra o governo petista. Isso já está bem claro!

O objetivo é muito maior que somente “acabar” com o Lula. Na mira dos inimigos do Brasil está a indústria brasileira, as grandes construtoras, os grandes bancos federais, a tecnologia brasileira (principalmente a relacionada ao petróleo, aviação, submarino nuclear), o SUS, a Amazônia, as refinarias, a indústria da carne e as universidades. Nada escapa dos olhos dos agentes destruidores das garantias de empregos e riquezas do nosso país.

O discurso contra corrupção, que muitos do povo propaga, mascara o verdadeiro motivo dessas ações orquestradas por homens e setores que são, muitas vezes, tidos como verdadeiros patriotas, mas são os grandes inimigos do povo brasileiro e do Brasil. 

A turma do moro, parte do stf e do congresso nacional, o governo golpista do temer, a “grobu”, os pobres de direita, os alienados midiáticos, os analfabetos políticos e tantos outros do povo que não imaginam o grande mal que estão fazendo a si mesmo e ao nosso país.

Todos sendo manipulados pela mesma força e organismo internacional que está causando os conflitos internos nos países da América Latina, entre eles o Brasil. 

Que cada um possa tirar suas próprias conclusões.