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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Mais um texto brilhante


Sou admirador dos textos brilhantes. Sempre que posso, reproduzo aqui alguns que leio. Esse de Pablo Villaça, ganhou meu apreço. O autor foi brilhante em sua análise sobre a situação contemporânea do Brasil e sua imprensa terrorista. Comungo com o autor sobre tudo que ele fala. Eu mesmo tenho tentado, por meio desse espaço, humildemente, mostrar o outro lado da nossa imprensa. O lado que destrói reputações, que persegue os que eles têm como inimigos, que protege os seus apadrinhados; uma imprensa que mancha a imagem de homens e mulheres com o objetivo de proteger interesses próprios. O Brasil tem uma das piores imprensas do mundo. Que se porta como um partido político e que a todos tenta manipular.

Pablo Villaça deu show nesse texto.
Leia! 
Valerá muito a pena! 
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APESAR DA CRISE - Pablo Villaça

Eu fico realmente impressionado ao perceber como os colunistas políticos da grande mídia sentem prazer em pintar o país em cores sombrias: tudo está sempre “terrível”, “desesperador”, “desalentador”. Nunca estivemos “tão mal” ou numa crise “tão grande”.
Em primeiro lugar, é preciso perguntar: estes colunistas não viveram os anos 90?! Mas, mesmo que não tenham vivido e realmente acreditem que “crise” é o que o Brasil enfrenta hoje, outra indagação se faz necessária: não lêem as informações que seus próprios jornais publicam, mesmo que escondidas em pequenas notas no meio dos cadernos?
Vejamos: a safra agrícola é recordista, o setor automobilístico tem imensas filas de espera por produtos, os supermercados seguem aumentando lucros, a estimativa de ganhos da Ambev para 2015 é 14,5% maior do que o de 2014, os aeroportos estão lotados e as cidades turísticas têm atraído número colossal de visitantes. Passem diante dos melhores bares e restaurantes de sua cidade no fim de semana e perceberá que seguem lotados.
Aliás, isto é sintomático: quando um país se encontra realmente em crise econômica, as primeiras indústrias que sofrem são as de entretenimento. Sempre. Famílias com o bolso vazio não gastam com supérfluos – e o entretenimento não consegue competir com a necessidade de economizar para gastos em supermercado, escola, saúde, água, luz, etc.
Portanto, é revelador notar, por exemplo, como os cinemas brasileiros estão tendo seu melhor ano desde 2011. Público recorde. “Apesar da crise”. A venda de livros aumentou 7% no primeiro semestre. “Apesar da crise”.
Uma “crise” que, no entanto, não dissuadiu a China de anunciar investimentos de mais de 60 bilhões no mercado brasileiro – porque, claro, os chineses são conhecidos por investir em maus negócios, certo? Foi isto que os tornou uma potência econômica, afinal de contas. Não?
Se banissem a expressão “apesar da crise” do jornalismo brasileiro, a mídia não teria mais o que publicar. Faça uma rápida pesquisa no Google pela expressão “apesar da crise”: quase 400 mil resultados.
“Apesar da crise, cenário de investimentos no Brasil é promissor para 2015.”
“Cinemas do país têm maior crescimento em 4 anos apesar da crise”
“Apesar da crise, organização da Flip soube driblar os contratempos: mesas estiveram sempre lotadas”
“Apesar da crise, produção de batatas atrai investimentos em Minas”
“Apesar da crise, vendas da Toyota crescem 3% no primeiro semestre”
“Apesar da crise, Riachuelo vai inaugurar mais 40 lojas em 2015″
“Apesar da crise, fabricantes de máquinas agrícolas estão otimistas para 2015″
“Apesar da crise, Rock in Rio conseguiu licenciar 643 produtos – o recorde histórico do festival.”
“Honda tem fila de espera por carros e paga hora extra para produzir mais apesar da crise,”
“16º Exposerra: Apesar da crise, hotéis estão lotados;”
“Apesar da crise, brasileiros pretendem fazer mais viagens internacionais”
“Apesar da crise, Piauí registra crescimento na abertura de empresas”
Apesar da crise. Apesar da crise. Apesar da crise.
A crise que nós vivemos no país é a de falta de caráter do jornalismo brasileiro.
Uma coisa é dizer que o país está em situação maravilhosa, pois não está; outra é inventar um caos que não corresponde à realidade. A verdade, como de hábito, reside no meio do caminho: o país enfrenta problemas sérios, mas está longe de viver “em crise”. E certamente teria mais facilidade para evitá-la caso a mídia em peso não insistisse em semear o pânico na mente da população – o que, aí, sim, tem potencial de provocar uma crise real.
Que é, afinal, o que eles querem. Porque nos momentos de verdadeira crise econômica, os mais abastados permanecem confortáveis – no máximo cortam uma viagem extra à Europa. Já da classe média para baixo, as consequências são devastadoras, criando um quadro no qual, em desespero, a população poderá tender a acreditar que a solução será devolver ao poder aqueles mesmos que encabeçaram a verdadeira crise dos anos 90. Uma “crise” neoliberal que sufocou os miseráveis, mas enriqueceu ainda mais os poderosos.
E quando nos damos conta disso, percebemos por que os colunistas políticos insistem tanto em pintar um retrato tão sombrio do país. Porque estão escrevendo as palavras desejadas pelas corporações que os empregam.
Como eu disse, a crise é de caráter. E, infelizmente, este não é vendido nas prateleiras dos supermercados.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Quem mais está alimentando o fascismo já instalado no Brasil?


Um amigo me chamou a atenção para as caixas de mensagens dos sites da imprensa conservadora. 

Ele se dizia impressionado com os termos e frases caluniosos, difamatórios, preconceituosos e, acima de tudo, terror nazista, que estão sendo permitidos publicar.

O que existe lá, dependendo do que (e de quem) trata a matéria, são diálogos sem nenhum discernimento que demonstram muito mais sobre seus autores, verdadeiros analfabetos políticos cheios de ódio. 

É espantoso perceber a jogada da nossa imprensa terrorista em abrir espaço, para que os da extrema direita publiquem seu veneno contra os opositores dessa mesma imprensa terrorista. 

Porque hoje o que há de mais fácil, nos sites e blogs, é o filtro das mensagens recebidas. Pode-se aceitar ou não um comentário maldoso, com palavras ou insinuações que atacam a honra das pessoas.

A grande imprensa, pelo que se tem notado, permite qualquer comentário, ainda que infrinja todas as regras de conduta, respeito e bom costume.  

Só há um critério: tem que ser contra os opositores da imprensa conservadora.

Em outras palavras, todo comentário será bem aceito, principalmente o que mancha a honra e a vida política de petistas e amigos de petistas.

Curioso, busquei no site do g1 a constatação daquilo que já imaginava. 

As organizações "grobu", a mais importante rede de informação do Brasil, a que detém o chamado padrão "grobu" de jornalismo, a que mais recebe verbas do governo federal, são a principal alimentadora do fascismo no nosso país.

Essa forma de radicalismo político autoritário, que já está instalada por aqui, é cria das organizações grobu.

O que se vê nos comentários das matérias dos seus sites é de gelar a espinha.


Só para citar um exemplo, numa foto em que Dilma Rousseff, segurando seu netinho, desejava um feliz dia dos avós, as organizações grobu permitiram que internautas postassem comentários, como estes:

Cade o Estado Islâmico pra decapitar esses 2 aí?
O cão ploriferando!
Mais uma boquinha pra comer as custa do brasileiro trabalhador
Este garoto ja deve ganhar uma BOLSA MEGA FAMILIA, milhionarinho
Parabéns! Mais uma criança, que terá uma caderneta de poupança bem polpuda, com dinheiro da Petrobras e BNDS!

São centenas de mensagens fascistas e preconceituosas contra Dilma e contra a criança. Muitas até impublicáveis. 

O que nos leva a crer que, se a grobu estiver utilizando filtros em sua caixa de mensagens, qual o teor das que eles não publicam?
  
Em todas as matérias relacionadas aos nomes Dilma, Lula ou qualquer pessoa que tenha alguma relação com o PT, traz na caixa de mensagens comentários altamente infames, fascistas, terroristas, nazistas ou seja lá como queiram classificar.

Sendo assim, as organizações grobu são, sem dúvida, quem mais tem alimentado o movimento fascista no Brasil. 

Isso é constatado por meio do que está sendo permitido publicar nas caixas de mensagens dos sites da grobu.

Essa análise sequer está levando em consideração os diversos blogs de colunistas das organizações "grobu", que proliferam ódio e mentiras todos os dias, nos 365 dias do ano, distribuídos nos milhares de veículos de mídias espalhados por todo o país.

Não é possível que a  grobu não saiba que cedo ou tarde essa onda fascista virará para seu lado. 

Ela própria tem sofrido e irá sofrer muito mais com a intolerância que brota do seio da sociedade. 

Quando isso acontecer, não vai adiantar a grobu escapar de sua responsabilidade. 

Ela está alimentando e fortalecendo a cobra para mordê-la brevemente. 

Te cuida, grobu!


terça-feira, 28 de julho de 2015

Uma das milhares redações do Enem de 2014


Redação do Enem com nota 620 

Ficou entre as 21% melhores redação de 2014.

Transcrição:

Tema: Publicidade infantil em questão no Brasil

É oportuna essa questão em torno desse tema. Nossas crianças têm sido vítimas de conteúdo publicitário anunciado nas mídias, em todas as horas diuturnamente. De roupas a alimentos, viagens a equipamentos eletrônicos, nada foge ao ataque da publicidade contra o público infantil.

Cada vez mais o público infantil tem sido alvo da publicidade. Ela contribui para formação de adultos extremamente consumistas, no mundo onde cada vez mais, se discuti a redução de matérias primas, por meio do consumo consciente.  

A mídia, por sua vez, agradece pelos ganhos adquiridos por meio da publicidade infantil. Esse talvez seja o principal entrave nessa briga contra a veiculação de propagandas direcionada ao grupo infantil. A mídia fará o que for possível para continuar propagando todo tipo de publicidade que possa atingir nossas crianças.

A sociedade terá grande desafio pela frente. Eliminar todo tipo de publicidade infantil de nossas mídias. Não bastam proibir parcialmente, permitindo mensagens que recomendem moderação ou estipular horários para exibição. Tem mesmo é que proibir completamente.

Avaliando a redação

As redações foram avaliadas por dois corretores independentes, que atribuíram uma nota de zero a 200 pontos para cada competência. Uma terceira correção foi feita em caso de discrepância maior do que 100 pontos na soma total das competências ou maior do que 80 pontos em uma ou mais competências. Persistindo a discrepância, o texto foi encaminhado para uma banca especial, formada por três membros, que atribuiu a nota final.

COMPETÊNCIA 1 - Nota: 120.0
Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa

Você atingiu 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.

COMPETÊNCIA 2 - Nota: 140.0
Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das varias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa

Você atingiu 70% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.

COMPETÊNCIA 3 - Nota: 120.0
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

Você atingiu 60% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, mas limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, ou seja, os argumentos estão pouco articulados, além de relacionados de forma pouco consistente ao ponto de vista defendido.

COMPETÊNCIA 4 - Nota: 140.0
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

Você atingiu 70% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.

COMPETÊNCIA 5 - Nota: 100.0
Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Você atingiu 50% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. O participante elabora, de forma mediana, pouco consistente, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.

NOTA FINAL: 620.0

No gráfico abaixo está destacado o grupo em que você se encontra.
Assim, você poderá visualizar o seu desempenho em comparação aos demais participantes do Enem.






sábado, 25 de julho de 2015

Sobre o encontro que Lula deveria ter com fhc


Curto e grosso: Lula não tem nada que falar com fhc.

Qualquer pessoa sabe o que pensa o ex-presidente tucano, em referência a vários tópicos em debate atualmente.

Basta ler seus textos na Folha de SP, as mil e duzentas entrevistas que ele dá a mídia conservadora no mês ou ainda, o conteúdo de suas palestras no Brasil e no exterior.

A cara do fhc é o próprio partido que ele representa. As bandeiras do psdb são as bandeiras defendidas por fhc. 

Chega a ser fácil distinguir o que eles são a favor e contra.

Eles são a favor da diminuição da maioridade penal, do fim do fator previdenciário (embora tenham sido eles que criaram), da terceirização, do aumento de quase 80% nos salários dos funcionários do judiciário (mesmo com toda essa crise), do impitiman de uma Presidenta eleita democraticamente, vender a Petrobras ao capital estrangeiro, da legalização da maconha, dos grupos fascistas que se proliferam na sociedade, de cunha, de moro, de gilmar mendes, de nardes.  

Eles são contra o Mais Médicos, o Bolsa Família (embora exijam a paternidade do projeto devido o sucesso adquirido), a repatriação dos dólares sonegados, o fim do financiamento empresarial para campanhas eleitorais, o aumento real do salário mínimo, a lei de meios.

Vejam! Só pra ficarmos nos assuntos atuais. Não há nada que não saibamos sobre o que pensa e como pensa fhc.

Um outro dado sobre essa possível iniciativa do Lula ter aventado conversar com o fhc, é a forma como a imprensa, o partido e o próprio ex-presidente tucano tem trabalhado esse assunto. Tem gente que diz “É tarde demais para aceno do PT. Nosso diálogo é com a sociedade”. Outros dizem que o Lula quer “se limpar” ao lado do fhc. Há quem diga que “pintou o desespero”. Estão no “beco sem saída”.  

O psdb e seu líder maior nunca dialogaram com a sociedade. O que mais os governos tucanos faz é mandar quebrar o pau em cima da população, como foi feito pelo beto richa contra os professores, no Paraná. Ou ignorar direitos legítimos de trabalhadores, como fez o alckmin contra os professores de SP.

Esse pessoal (fhc, aécio, serra, alckimin, etc), sempre foram representantes da elite burguesa brasileira, da mídia conservadora e da sociedade aristocrática americana e europeia

Eles sempre representaram os plutocratas!

De modo que não vejo razão para Lula ou mesmo o governo Dilma chamar o fhc pra uma conversa.

Cada um deve ficar no seu quadrado e quem deve avaliar quem são aqueles que mais trabalharam pelo país e pelo povo brasileiro, é a sociedade.

A balança social, na maioria das vezes, é justa.

Portanto,  desliguem-se dessa ideia.
    


sexta-feira, 24 de julho de 2015

As escolhas erradas de Pernambuco


O estado de Pernambuco mais parece uma terra sem governo. Desde a chegada do Paulo Câmara, ao Palácio do Campo das Princesas, o estado vem definhando em sua estrutura econômica e administrativa.

Guinado pelo apoio do seu padrinho político, Eduardo Campos, Paulo Câmara venceu a eleição de 2014 ao governo estadual prometendo o “mundo e os fundos”. Uma eleição que estava praticamente perdida, e que devido ao fatídico acidente que vitimou o candidato a presidente da república, fez com que o povo pernambucano escolhesse [maciçamente] o Câmara.

Eduardo já havia conseguido uma proeza inimaginável, na eleição de 2012 para prefeitura do Recife. Conseguiu eleger um “poste”. Assim como Câmara, o atual prefeito do Recife era totalmente desconhecido dos eleitores. Mesmo assim, Geraldo Júlio foi escolhido por Eduardo para vencer uma eleição marcada por brigas entre as várias correntes petistas do estado.

Geraldo Júlio foi eleito dizendo que iria arrumar a casa, que capital pernambucana estava muito suja e que iria organizar o comércio informal.

Pois bem! Após três anos de governo, Recife pode ser considerada uma das cidades mais sujas do país. Por onde se anda se vê lixo espalhados por toda parte. Os canais da cidade são verdadeiros esgotos e depósitos de lixo a céu aberto. O rio Capibaribe continua sendo massacrado pela população que joga no seu leito tudo que não lhe serve mais. O comercio ambulante continua de pior a pior.

A tabelinha Geraldo Júlio e Paulo Câmara, tem levado os pernambucanos a se perguntar: existe governador nesse estado?

Postos de trabalho estão sendo fechados por falta de dinheiro em caixa, obras que deveriam estar prontas para Copa de 2014, ainda estão longe de serem concluídas.

Quem passa pela Avenida Conde da Boa Vista, a principal avenida do Recife, se surpreende com o descaso do governo com o dinheiro público. As estações do BRT foram iniciadas e pelo que parece, estão abandonadas. Só para se ter uma idéia, essa avenida está para capital pernambucana assim como a Av. Paulista está para a cidade de São Paulo. A nossa principal avenida está horrível! Obras inacabadas, ambulantes, lixo e desordem ambiental.

O servidor público, insatisfeito com as administrações [municipal e estadual], não tem outra forma de expressar sua indignação, a não ser fazendo greve e passeata, tumultuando ainda mais o trânsito já caótico da capital.

Dizem por aqui, que os dois “postes” de Eduardo Campos não sabem e não gostam de dialogar com as classes trabalhadoras. Eles não querem saber de problemas.

Pra encurtar a conversa, Geraldo Júlio e Paulo Câmara não fazem um bom governo. Pernambuco e Recife estão sendo muito mal administrados.

Tanto em 2012, na eleição para prefeito, quanto em 2014 na de governador, a imprensa local ajudou muito os candidatos “postes” de Eduardo Campos. Ainda agora, ela está ajudando-os. Os três jornais de maior circulação do estado (Jornal do Comercio, Diário de Pernambuco e Folha de Pernambuco) costumam “pegar leve” quando tratam dos problemas de responsabilidade de Geraldo e do Câmara.

Geraldo Freire, o programa de rádio de maior audiência no estado, por exemplo, sempre trata os problemas de responsabilidade do Governador, como sendo culpa do governo federal. Se falta remédio num dos principais hospitais do estado, caem em cima dos que administram o SUS. Uma vez detectado que a falta de remédios no HOC não foi por falta de verbas federais, aí se muda o discurso e ameniza as falhas cometidas pelo pessoal do governo do estado.   

Isso tem sido uma prática corriqueira. A imprensa colocando “panos quentes” nas diversas arbitrariedades, desgoverno e falta de capacidade administrativa, do prefeito do Recife e do governador do estado de Pernambuco.

Em Pernambuco, o sistema de mobilidade (metrô, ônibus e BRT) tem sofrido barbaridades com as torcidas dos três times de futebol, sport, náutico e santa cruz. Tem uma galera que quebra tudo que encontra pelo caminho, tanto na ida como [principalmente] na volta do estádio.  Paulo Câmara, como governador do estado, é o responsável pela segurança. Mas em nota enviada a população ele simplesmente se negou a prestar essa obrigação.
Na nota divulgada pelo governador, em nenhum momento ele diz que, podem ir ao jogo que EU garantirei a segurança. As recomendações dadas, chegam mais como um alerta: SALVE-SE QUEM PUDER!

Mandar o torcedor ir ao estádio, de táxi, tendo um sistema de metrô que deixa o torcedor a menos de três quilômetros, só por não ter condições de proporcionar segurança, é a prova de total inutilidade governamental.

Há quem diga que Eduardo Campos morreu e levou com ele o manual de administrar Recife e Pernambuco. Não sei! Só espero que Pernambuco não erre mais. Ou que, pelo menos, não erre tanto.