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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Os petistas todos presos – que ideia "genial", moro!



Parece até enredo de novela mexicana.

Um juiz a serviço da direita brasileira, realizando um feito jamais imaginado pela classe política, burguesa e midiática. A tentativa de extinção de um partido político, colocando todos os petistas atrás das grades.

É o que parece querer fazer o juiz moro e o elenco de procuradores de peso e bem escalado do ministério público de Curitiba. Estão proporcionando a uma parcela da sociedade a ardilosa sensação de estarmos vivendo um período pior que os vinte e um anos de ditadura. 

O regime político-administrativo no Brasil hoje pode ser qualquer outro, menos democrático. Não é, sequer, ditatorial. É algo novo, jamais visto no mundo.

Um regime que põe todos de um único partido como réus de todos os problemas do país. Ainda que as acusações sejam infundadas, o partido de Fernando Pimentel será o único culpado. 

Ainda que outros partidos políticos, como o seu arqui-inimigo psdb, tenham executado o mesmo procedimento, cometido os mesmos erros, ainda assim, a lei só existirá para punir o partido do Fernando Haddad.

Para extingui-lo, vale-se de todos os artifícios. A direita (partidária, jurídica, midiática e "aburguesada") possui um arsenal consideravelmente perigoso contra o partido do Humberto Costa. 

A classe política oposicionista rechaça qualquer projeto, ato, fala ou gesto dos governos e políticos petistas. Por outro lado, aderem às falácias da mídia contra os membros do partido do Paulo Pimenta.

A direita midiática propaga as mentiras e esconde toda e qualquer atividade dos governos petistas, ainda que sejam exitosas, como se mal fizessem ao povo e à nação.

Bolsa Família é esmola, Cotas nas Universidades são preconceito contra os negros, Ciclovias em São Paulo são desnecessárias, Mais Médicos é escravidão para os cubanos e também "não faltam médicos no Brasil".

Nada escapa da crítica e da perseguição dos golpistas. O vestido vermelho da presidenta ou a guerra dos cabides, não importa! Tudo é matéria contra.

A burguesia afortunada da direita é o braço financeiro dessa enorme engrenagem que vai, dia a dia, triturando os políticos do partido do Paulo Teixeira.

A lista dos convictos pelo fim do partido de Jaques Wagner é enorme. 

A classe política da direita - fhc, aécio, mendonça, sampaio, agripino, freire, caiado, paulinho - toda essa turma é muito fraca pra sozinha vencer na urna o partido do José Dirceu. Sendo assim, contam com o apoio de todos os veículos de manipulação da "grobu", veja, folha, estadão e dos veículos e jornais associados. Estamos falando de uma massa de manobra que conta com jornalistas, colunistas, atrizes e atores, radialistas, comentaristas, revistas, jornais, rádios, Tvs, internet... Ufa! É muita coisa. E por 24 horas por dia. Todos os dias!

A burguesia burra e uma parcela da sociedade alienada e manipulada pela mídia terrorista, vai às ruas gritar o Fora Dilma! Apoiar a terceirização (parece brincadeira), dizer que sonegar imposto não é crime, apoiar a volta da ditadura, a extinção de todos que apoiarem o partido do José Genoíno.

Como se não bastasse todo esse arsenal golpista, ainda se somam a ele elementos da justiça, da polícia federal, do ministério público, do supremo tribunal federal, a banda podre institucional. Ou seja, várias instituições públicas brasileiras são inegavelmente de direita. Vários homens públicos de estatais e órgãos de classe torcem, efusivamente, pelo fim do partido do Jorge Viana.

Mesmo assim, a sanha em destruir o partido do Rui Falcão tem dado em água. Mesmo com toda essa força descomunal à disposição dos golpistas.

Ainda que diuturnamente essa avalanche de hipocrisia fira a democracia com mentiras, invencionismos e ilegalidades de atos contra o partido da Gleisi Hoffmann, ele continua existindo e trabalhando para o crescimento do Brasil.

Após tentativas de encaixar o golpe contra a democracia, sem êxito, eles perceberam que de nada adiantaria somente expulsar Dilma da Presidência. Eles teriam que acabar, de uma vez por todas, com o Partido dos Trabalhadores.

Pra isso tudo vale! Até prender, um a um, os principais líderes da “quadrilha” petista.

moro está fazendo um trabalho “sublime”.

Primeiro Vaccari, depois o Dirceu, em seguida o Falcão... Dilma! Quem sabe? E por fim, o  “gran finale”, Lula!    

Será o fim do PT?

Acho que não!!!





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terça-feira, 14 de abril de 2015

O que fica da frase de Obama sobre Dilma?




Atenção: desconsiderem parte do texto. Principalmente a frase atribuída ao Obama. Não há registro de que ele tenha dito isso. (revisto em 22/04/2015)
 
O presidente da maior potência econômica e bélica do mundo disse algo sobre o governo, Dilma Rousseff, que não foi ouvido na imprensa brasileira. Ou, pelo menos, a mídia brasileira se fez de surda.

"Vejam só o exemplo do Brasil, em combate a corrupção... Precisou-se que uma mulher chegasse ao poder para começar a limpar à corrupção".

Obama não é um presidente qualquer! 

Ele é o Presidente. 

Líder da nação mais rica e poderosa do mundo. Não iria dizer algo assim, tão profundo, se não soubesse o que estaria dizendo.

A maior certeza que podemos tirar do elogio de Obama a Dilma Rousseff, mais diretamente ao seu governo, é que ele não buscou se informar sobre a administração brasileira através da imprensa local.

Obama não leu a veja, o globo, a folha ou o estadão.

Obama não ouviu o merval e jabor na cbn ou a sherazade e o reinaldo na rádio jovem pan.

Obama não assistiu ao jn ou jornal da globo.

A frase de Obama nos chega, como se ele dissesse: eu sei que a imprensa brasileira mente e persegue seu governo, Dilma Rousseff. Minhas fontes de informações (e são muitas) estão sempre em alerta, me trazendo notícias do Brasil. Eu sei que muitos brasileiros estão sendo manipulados pela imprensa do seu país. Eles não mostram seus feitos, deturpam suas palavras e ações. O Brasil é um país maravilhoso, mas seria muito melhor sem essa imprensa medíocre que emburrece seu público.  

Muitos dos que foram às ruas no domingo (12/04), protestar contra Dilma Rousseff, são aficionados pelos EUA. Muitos inclusive possuem cidadania americana e outros estão em busca desse “sonho”.

Os amantes de Miami deveriam considerar, portanto, as palavras do presidente Obama. Afinal, ele é o símbolo atual do país, venerado por esses manifestantes que odeiam a Dilma Rousseff. Que vivem nos mandando para Cuba, nos chamando de comunistas e bolivarianos.

Obama disse exatamente o que nós temos percebido ao longo desses trinta anos de redemocratização. 

Dilma é a presidente que mais enfrentou a corrupção nesse país. Foi necessário, que uma mulher de fibra chegasse à presidência para isso acontecer.

Que outros nomes de peso possam reconhecer isso e externar para o mundo e principalmente para os brasileiros a verdade sobre esse Governo e essa Mulher. Porque, se depender da imprensa local, o povo continuará sendo enganado, manipulado e indo às ruas a favor da terceirização e da sonegação de impostos, contra o financiamento público de campanha, a regulação da mídia e a reforma política.

Percebem! Os que gritam: Fora, Dilma! Estão trocando as reivindicações, bandeiras e lutas necessárias para melhorar a sociedade como um todo.

A mídia brasileira está emburrecendo a parcela da sociedade que hoje se encontra sem controle emocional. Incapaz de enxergar o direito do outro. Incapaz de raciocinar, questionar ou debater civilizadamente.

Obama, de longe, tem conhecimento disso. Muitos aqui, vivendo o dia a dia no Brasil, não se dão conta de que a mídia brasileira é medíocre, mentirosa e está fazendo um mal tremendo ao seu público.

Pelo menos por enquanto! 

Atenção: desconsiderem parte do texto. Principalmente a frase atribuída ao Obama. Não há registro de que ele tenha dito isso. (em 22/04/2015)
  

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Nunca a mídia [imperial] expôs sua manipulação como nos dias atuais.


Já foi dito aqui, por diversas vezes, sobre o perigo que a população brasileira corre na exposição a nossa mídia [imperial]. 

Muitas pessoas que buscam se informar por meio dos veículos de imprensa do Brasil, estão correndo o risco de se transformarem em pessoas menos inteligentes, incoerentes e avessas aos direitos coletivos e individuais.
 
A nossa mídia distorce os fatos. Ela defende seus próprios  interesses com unhas e dentes, nem que pra isso se comporte como um partido político. E em 100% das vezes, seus interesses vão de encontro aos interesses do povo. Principalmente dos mais pobres.

É aquele caso da Fátima Bernardes, anunciando no jn, que rádios "piratas" põem em risco os vôs de aviões. Aí uma pessoa perguntou: e a rádio globo, não?

Claro! Por que só as rádios comunitárias (marginalmente discriminada pela "grobu" como rádios piratas) derrubam avião? 

A nossa mídia [imperial] dá um nó na cabeça de seu público. Se você não tiver um senso crítico, aliena-se!

A mídia escondeu a seca em São Paulo.
A mídia está escondendo o desgoverno de alckmim.
A mídia está escondendo os abusos no governo do Paraná.
A mídia não está dando o mesmo espaço que deu ao Petrolão, para os casos dos sonegadores do HSBC e da operação Zelotes.
A mídia mostra números de manifestantes diferente, dependendo de qual grupo político esteja a frente dos protestos.
A mídia propaga o ódio a um partido político e a um governo.

Por menor que seja a informação, por mais insignificante que seja o fato, a mídia brasileira sempre manipulará em prol de seu grupo político e consequentemente, contra o outro lado.

Ontem nas manifestações “anti-Dilma”, a mídia contabilizou protestos em cidades onde o número de manifestantes foram cinco, quatro, três, dois, e pasmem(!), houve protesto de um único manifestante. Mas, pra mídia, não importa! O que importa é que ontem mais cidades entraram pro mapa contra o governo Dilma Rousseff.

A foto acima diz muito do que foi falado até aqui. Na verdade ela retrata muito bem a nossa mídia [imperial]. Enquanto milhares de professores estão nas ruas, em São Paulo, Pernambuco e Paraná, sem receber atenção da "grobu", veja, folha e estadão, a nossa mídia propaga uma “multidão” contra o governo Dilma, que cabe numa sombra de uma árvore.

De todas as cenas vistas, até aqui, dos protestos de ontem, essa com certeza diz tudo sobre a nossa mídia [imperial].

Dá nojo!

Impressões sobre um político, tiradas de sua página do facebook




Desde sempre fui contrário as opiniões de certos políticos. Entre eles o presidente da Força Sindical, paulinho da força. 

Ele faz parte de um grupo de homens públicos que jamais ganhariam um voto meu. Um cara, que basta olharmos bem dentro de seus olhos, para termos a certeza de que NÃO vale a pena gastar tempo em levá-lo a sério. 

Um embromador de carteirinha que infelizmente tem enganado a muitos, principalmente a muitos trabalhadores ligados ao sindicato.

Após a votação do projeto de terceirização, ao qual o paulinho foi um dos deputados a votar a favor, fiquei curioso em saber quais eram as mensagens de “parabenização” que o “nobre” estaria recebendo em sua página do Facebook. 

Afinal, embora nesse caso pra mim não tenha sido surpresa, um líder sindical apoiar o projeto da terceirização, é de uma COVARDIA sem precedentes, com os trabalhadores que ele supostamente representa,

O paulinho da força provou a todos os filiados da Força Sindical, que não os representa. Que ele representa, na verdade, o patronato. 

O que ele fez e tem feito no congresso é uma inversão de valores. 

É o descumprimento de uma obrigação. 

O deputado sacaneou com a classe trabalhadora como jamais se viu nesse país.

Não foi surpresa ver, em sua página do facebook, muitas mensagens de parabenização, pelo o "extraordinário serviço que ele tem prestado a nação". 

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Mas, há muitas outras mensagens contrárias a sua decisão de apoiar a terceirização. Gente, que graças a Deus, pensa!

Vejamos algumas dessas mensagens:

Hélio Jacinto Pereira Jacinto Pereira Quem estava na manifestação foi contra você e sua turma,todo mundo sabe que sua palavra e uma nota de Três Reais valem a mesma coisa,ou seja NADA ! #AceitaDilmaVez pois você e o Bêbado do Aécio Neves perderam as eleições !!!

Eny Brum Esse Paulinho é outro pilantra.

Lenice Alves Paulinho fala q defende trabalhador e votou a favor da tercerização tudo é lorota nesse pais

Roberto Claro Enquanto alienados vão as ruas sem ao menos saber o porque o Sr deputado vota projetos que retira direitos dos trabalhadores estou muito triste Paulinho pois votar em detrimento a vontade patronal e aliar se com a tucanada

Andre Vieira da Silva Não existe justificativa, você é um incoerente, votou a favor da PL 4330, e não venha com essa balela de garantir direito de 12,7 milhões, sendo que no fim das contas vai diminuir os direitos dos outros 40 milhões de empregados formais, o primeiro passo com essa lei sancionada será uma demissão em massa de empregados formais, pois, os empresários vão contratar terceirizadas pensando em enxugar a folha salarial, e as empresas terceirizadas por sua vez irão contratar novos funcionários que ganharam no mínimo um terço a menos que um formal ganharia, isso de forma genérica, no caso dos bancários as perdas podem chegar a 70% do salário de um bancário formal. Pode ter certeza o povo vai lembrar disso nas próximas eleições e nem venha com esse papo de direito de trabalhadores que você mostrou o quão hipócrita você é, meu pai era um trouxa de te endeusar.

Josenildo De Lima Cordeiro Não entendo como é que sindicalista apoia um projeto desse!Era para ser o contrário, fazer um projeto para acabar com a terceirização, que está provado que prejudica os trabalhadores, pergunte a quem trabalha nelas e pergunte se estão satisfeitos?

Jose Carlos De Lima Lima Muita cara de pau desse partido traíra do Paulinho da farsa sindical votou e defendeu a pl 4330
E agora vem fala fora Dilma !!! Fora Dilma e fora o Solidariedade e todo esses partidos que estão no congresso patronal Zc

Izete M de Almeida E o seu voto para a terceirizacao acabando com os direitos dos trabalhadores. Depois convida os trabalhadores para ir para as ruas. Está um pouco incoerente isso.

E ele ainda tem a cara de pau de mentir sobre o projeto de terceirização, buscando se justificar a uma internauta:  (emilton xavier)

Paulinho da Força Oi, Izete M de Almeida. O projeto de terceirização não acabou com os direitos, na verdade, ele amplia sim os direitos de 12,7 milhões de brasileiros, que hoje são terceirizados. Na nossa avaliação, o projeto talvez até diminua a terceirização, pois cria uma série de obrigações para a empresa que terceiriza.   

Escrotice pouca é bobagem! (emilton xavier)

sábado, 11 de abril de 2015

O discurso de Dilma no Panamá - Um primor!


Essa Mulher, entre todos os outros presidentes dos países da América Latina, muito me orgulha. Sua história e seu compromisso com o Brasil e com os mais pobres, sua postura e tudo o mais que a cercam são dignos de admiração.

Aqueles que irão às ruas amanhã pedir a sua saída, deveriam sentir vergonha por atacar uma Mulher digna!

Olhem bem a sua face, compare seu semblante com o do aécio, do cunha, do bolsonaro, do malafaia, do gilmar, do reinaldo ou de qualquer outro formador de opinião que trabalha, diuturnamente, objetivando derrubá-la. Vocês terão a enorme surpresa de estarem apoiando os protestos errados. Nenhum desses ou outros que estão a apoiar o golpe contra Dilma Rousseff, chega perto da sua honestidade e dignidade.

Precisamos nos unir, sair às ruas contra a terceirização e os 375 deputados que se declararam inimigos do trabalhador. Precisamos ser contra a parcialidade da mídia brasileira, que trata o caso de corrupção da Petrobras de uma forma e esconde o caso das contas do hsbc (operação SwissLeaks) e da operação Zelotes, totalmente de forma diferenciada. Precisamos sair às ruas contra a proteção dada aos governos de direita (alckmim e richa) e aos políticos de partidos de direita pelo ministério público, justiça e imprensa.

Atentem, senhoras e senhores, para a fala da Presidenta Dilma. Vejam a coerência no falar e no fazer!

"A geografia nos legou um só continente, onde vivemos juntos, separados do resto do mundo por dois oceanos. Estamos todos neste mesmo e imenso barco. Cabe a nós levá-lo a porto seguro".

 Discurso de Dilma Rousseff no Panamá. 

Agradeço ao Povo e ao Governo do Panamá, na pessoa do Presidente Juan Carlos Varela, a calorosa acolhida e a eficiente organização desta VII Cúpula das Américas.


Panamá – “ponte do mundo” – é hoje o lugar de reencontro das Américas.

Celebramos, aqui e agora, a iniciativa corajosa dos Presidentes Raúl Castro e Barack Obama de restabelecer relações entre Cuba e Estados Unidos, pondo fim a este último vestígio da Guerra Fria na região. 

Saúdo, igualmente,  Sua Santidade, o Papa Francisco, pela contribuição dada para que essa aproximação se realizasse.

Com o aplauso de todos os líderes presentes neste encontro, os dois Presidentes deram uma primeira prova do quanto se pode avançar quando aceitamos os ensinamentos da História, deixando de lado preconceitos e nocivosantagonismos, que tanto afetaram nossas sociedades.

Estamos seguros que outros passos serão dados, como o fim do anacrônico embargo – que, há mais de cinco décadas, vitima o povo cubano e enfraquece o sistema interamericano. Aí,sim, continuaremos construindo as linhas que pautarão nosso futuro e estaremos sendo contemporâneos de nosso presente.

Amigas e amigos,
Inúmeras oportunidades nascem desse novo ambiente, razão pela qual saúdo o tema escolhido pelo Panamápara esta Cúpula. 

A prosperidade, a equidade e a cooperação são valores muito caros a todos nós e, ao Brasil. Refletem o espírito que deve presidir essa nova etapa das relações hemisféricas.
Desde a Cúpula de Miami, nossos avanços econômicos, sociais e políticos foram notáveis.
Enfrentávamos em 1994 problemas crônicos como a fome, a miséria, o desemprego, causados, em grande medida, por visões e políticas equivocadas que agravavam a exclusãosocial.
Recém-saídos de regimes autoritários, recebemos um legado de recessão, endividamento e concentração de renda. 

Hoje, estamos reunidos em um contexto muito diferente. 

A consolidação da democracia e novos paradigmas políticos inverteram a lógica da ação do Estado, conferindo prioridade ao desenvolvimento sustentável com justiça social.
A América Latina e o Caribe têm agoramenos pobreza, menos fome, menos mortalidade infantil e materna, menos analfabetismo. Aumentamos a expectativa de vida, o Índice de Desenvolvimento Humano e o PIB per capita.

Também temos mais comércio, investimentos, turismo. 
Em meu país, erradicamos a fome, objetivo que parecia inatingível.

Essas conquistas sociais são uma demonstração do vigor democrático e da capacidade de mobilização de nossas sociedades. A afirmação da democracia – em seu sentido mais completo, com participação social – é um patrimônio de grande valor em nossa região. É precisopreservar e ampliar essas conquistas.

Mas não podemos fechar os olhos para a persistência de desigualdades, que ainda afetam, em diferentes graus, a todos os países do hemisfério.

Esse fenômeno não passa despercebido a uma sociedade cada vez mais esclarecida e exigente.
A concentração de renda e de riqueza ainda ameaça a coesão social e o desenvolvimento de nossas economias.

Essa disparidade é ainda maior quando analisada sob os prismas de gênero e raça, em especial no acesso à educação, à renda e ao poder. 

Combater a desigualdade em todas as suas manifestações, no espírito da cooperação que coroa o lema desta VII Cúpula, é o maior desafio das Américas e do mundo no século XXI. 

Esse combate, aqui na nossa América, demonstra também a necessidade de umc rescimento econômico contínuo de nossos países, capaz de assegurar a sustentabilidade da inclusão social.

Esse combate deve estimular uma verdadeira cultura e prática daintegração. A integração comercial e de cadeias produtivas é um dos mecanismos capazes de assegurar que em todos os momentos e, em especial diante de problemas ou crises, possamos sustentaro desenvolvimento.

Nosso hemisfério foi capaz de construir arranjos de integração diversos, concretos e complementares, que ampliaram o diálogo político, o intercâmbio comercial, a realização de investimentos e a integração de cadeias produtivas. 

Já não se pode pensar em temas como comércio, saúde e drogas de maneira local. Já não se pode pensar em democracia, em promoção dos direitos humanos e em políticas econômicas com base em modelos únicos.

Presidentes e Presidentas,
Há tempos, celebramos o fato de que, do Alasca à Terra do Fogo, nossos países vivem em paz uns com os outros. 

Esperamos comemorar, em breve, o fim do mais longo conflito interno nas Américas. 
Saúdo a coragem do povo colombiano, de seus atores políticos e  do Presidente Santos, demonstrada no esforço de  pôr  fim ao ciclo de violência que infelicitou, por décadas, seu país. A opção por uma paz negociada constitui precedente inestimável para a região e para o mundo. 

Celebramos também os avanços na consolidação da paz no Haiti e reafirmamos nosso firme compromisso com a estabilidade democrática, o desenvolvimento e a soberania haitiana. Apoiamos a reconfiguração da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH), tal como determinada pelo Conselho de Segurança. 

O bom momento das relações hemisféricas já não admite medidas unilaterais e políticas de isolamento, em geral contraproducentes e ineficazes. 

Por isso, rechaçamos a adoção de sanções contra a Venezuela.

O atual quadro nesse país irmão pede moderação e aproximação de posições de todas as partes. 
É com esse propósito que a UNASUL trabalha para acompanhar e apoiar o diálogo político entre o governo e a oposição na Venezuela, buscando contribuir para o pleno respeito, por todos, ao Estado democrático de Direito e à Constituição do país. 

Senhoras e senhores,
A cooperação facilita a busca de soluções para problemas comuns a nossos países.
Quatro temas são especialmente relevantes: a segurança, a educação, as migrações e a mudança do clima.
Assegurar o direito humano à segurança para os cidadãos das Américas continua a ser um desafio premente.

Temos de buscar uma cooperação que privilegie um enfoque abrangente e atente para as diversas causas e consequências da violência, conferindo especial atenção aos grupos mais vulneráveis – as mulheres, os jovens, especialmente os negros, os povos originários, e as pessoas discriminadas por sua orientação sexual e identidade de gênero. 

O combate ao tráfico de drogas devecombinar repressão e prevenção.  As pessoas que usam drogas têm direito a uma política de saúde pública integrada e multidisciplinar, baseada em evidências científicas e no respeito aos direitos humanos.

Uma educação inclusiva e de qualidade, em todos os níveis, é indispensável para romper o ciclo de reprodução da desigualdade; para gerar oportunidades e inovação; para democratizar o acesso e a produção do conhecimento, como aponta a Agenda Educativa Interamericana. Essencial, sobretudo, para não sermos apenas produtores de commodities e simentrarmos na economia do conhecimento,baseada na educação de alta qualidade e na  pesquisa científica e tecnológica, como base para a inovação. 

O século XXI requer um novo enfoquesobre migração, que deve ser centrada nos direitos humanos dos migrantes, ser sensível ao crescimento dos fluxos migratórios entre países em desenvolvimento; favorecer o trabalho decente; e prevenir e mitigar os efeitos de desastres socioambientais.

Sigamos no sentido oposto ao da xenofobia e da intolerância, ascendentes em diversas partes do mundo.
A agenda global de mudança do clima também requer avanços.

Com base nos debates realizados em Lima, é fundamental que a próxima Conferência das Partes, em Paris, produza um acordo ambicioso, equilibrado e legalmente vinculante, firmemente ancorado no marco da Convenção do Clima.

O combate à mudança do clima exige equilíbrio entre o crescimento da economia, a diminuição da desigualdade social e a proteção do meio ambiente. O Brasil reafirma seu engajamento nesse tema, refletido em compromissos voluntários audaciosos. Reafirmamos e adotamos as conclusões da Conferência Rio Mais Vinte de que é possível preservar, incluir e crescer .

Caros amigos e amigas,
A VII Cúpula inaugura uma nova era nas relações hemisféricas, na qual poderemos conviver com diferentes visões de mundo, sem receitas rígidas ou imposições. 

É nossa reponsabilidade fazer deste século um período de paz e de desenvolvimento para todos. 
O século XXI tem de resgatar a esperança que um dia marcou nossa região. Região que, como disse Eduardo Galeano:
“(se encuentra) al otro lado de la mar – mágica mar que transfigura destinos – la gran promesa de todos los tiempos.”

A geografia nos legou um só continente, onde vivemos juntos, separados do resto do mundo por dois oceanos. Estamos todos neste mesmo e imenso barco. Cabe a nós levá-lo a porto seguro.

Muito obrigada.

   

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