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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Afinal, o que o governo Dilma Rousseff está fazendo, é Concessão ou Privatização?


Tornou comum, quase todos os dias se ouvir nos noticiários brasileiros, informações sobre o processo de “privatização” que o governo Dilma vem realizando.

Portos, segundo setores da imprensa, estão sendo “privatizados”. Aeroportos estão sendo “privatizados”. Rodovias federais estão sendo “privatizados”.

Ainda que a presidente reitere se tratar de um processo de Concessão, setores da imprensa fazem coro ao pensamento da oposição, afirmando e insistindo, a todo o momento, ser na verdade, um processo de privatização.

Mas afinal, o que o governo Dilma está fazendo, é Concessão ou Privatização?
Em meados do ano passado a Ministra do Planejamento, Mirian Belchior, de maneira inteligente, respondeu uma “pegadinha” de um repórter da Grande Imprensa, que insistia em dizer que as “as concessões do governo Dilma, eram na verdade, iguais as privatizações de fhc”. 

Na ocasião a ministra respondeu: “Alugamos o apartamento, é concessão. Vendemos o apartamento, é privatização”. 

A ministra foi categórica ao definir algo, que na verdade, o repórter já sabia. Da mesma forma que os setores de imprensa sabem. Da mesma forma que a oposição (partidária e midiática) sabe. Eles sabem a diferença do que está sendo realizado hoje, no governo Dilma, e o que foi ontem, no governo de fhc. 

O que eles querem é confundir seu público. A imprensa desse país usa seu público como marionetes.

Mas, outra forma de responder a “esse repórter”, seria lhe perguntando: Quando é que a Vale do Rio Doce, privatizada no governo de fhc, voltará a ser do povo brasileiro?

A Vale do Rio Doce foi vendida durante o processo de privatização do governo fhc em 1997. Vendida por 3,3 bilhões de reais, embora seu valor de mercado, na época, fosse de 92 bilhões de reais. A Vale, era a segunda maior empresa brasileira e a maior mineradora do mundo, que dava um lucro líquido anual de 20 bilhões de reais ao povo brasileiro.

Nenhum governo no mundo, consideraria uma empresa estatal, que rende 20 bilhões de reais de lucro anual, como um problema. Mas, o governo de fhc, considerou.

Segundo o livro Privataria Tucana, o mais extraordinário na negociata da venda da Vale, grande parte dos 3,3 bilhões de reais usados para comprá-la, foi financiado pelo BNDES. 

Seria o mesmo que você emprestar o dinheiro para uma pessoa comprar seu apartamento, e essa pessoa pudesse lhe pagar com suaves prestações com o dinheiro do aluguel do imóvel.

Detalhe: a Vale nunca mais retornará a ser do povo brasileiro.

Por outro lado, os “apartamentos” que o governo Dilma tem alugado: portos, aeroportos, estradas federais, concessionárias de energia... Todas essas Concessões tem prazo de retorno ao poder público. Umas em 25 anos, outras em 35 anos... O mais importante a relatar aqui, é que no final do prazo, na data certa do final do contrato de Concessão, o governo, seja qual for o presidente que estiver governando o país, receberá de volta o patrimônio pertencente ao povo brasileiro.

Detalhe: durante o uso do “apartamento alugado”, ou seja, ao longo dos anos em que ocorrer a Concessão, os responsáveis terão que zelar e executar as melhorias contratuais, que são necessárias para atender as expectativas e exigências do proprietário, que nesse caso é o povo brasileiro.

Portanto da próxima vez em que veículos de informação anunciar que o governo Dilma está fazendo privatização, atentem para um detalhe: o veículo de comunicação está propagando notícia errada. 

Em outras palavras: eles estão tentando lhe enganar!

Os “apartamentos” que Dilma está alugando, voltará a ser dos seus verdadeiros donos, terminado os contratos. Muito diferente dos “apartamentos” vendidos no período do governo de fhc. Esses jamais voltarão a ser do povo.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

10 mil visualizações



Aos visitantes do meu blog meu agradecimento pelas 10.000 visualizações obtidas hoje. 

Confesso que não sei o que leva pessoas de todas as partes do mundo a se interessar pelo que escrevo. Talvez seja pelo mesmo motivo pelo qual escrevo: mostrar um novo modo de ver o mundo sem que seja influenciado pelos “formadores de opinião” da imprensa brasileira.

Por não acreditar na imprensa do meu país, decidi escrever minha opinião, sem a pretensão de influenciar outros. A ideia era registrar meu desabafo cotidiano, mesmo ciente que minhas palavras não seriam bem vistas por alguns. 

Martin Luther King, falou certa vez que "não precisamos declarar guerra a ninguém, basta expor nosso ponto de vista". Acho que é bem por aí.

Deixei registrado na página do blog: ainda que eu não concorde com o que você pensa, irei respeitá-lo, portanto, estarei preparado para receber os xingamentos, os quais são jogados sobre àqueles que resolvem enfrentar o mundo, pensando diferente da maioria.

Acredito na capacidade do ser humano em pensar e tomar decisões. Não somos gados. Não precisamos que esse ou aquele “colunista” pense por nós. Podemos, nós mesmos, tirar conclusões sobre tudo o que nos rodeia.

Estou feliz que a cada dia, mais e mais pessoas, descubram meu blog e se identifique com o que está lendo.

Não há nenhum sentimento de soberba quanto à chegada às  10.000 visualizações, mas estou feliz por isso. Principalmente por não ter procurado divulgar o seu conteúdo. Como disse antes, esse é meu espaço para desabafo. Meu diário público. 

Fiquem à vontade para entrar, comentar e compartilhar.

Foram necessários sete meses para alcançar as 10.000 visualizações, espero que leve metade desse tempo para chegar a 20.000.
 
E como eu disse: eu acredito que você tem capacidade de pensar diferente, afinal isso é o que realmente importa.

Valeu! 

Uma história que envergonha a todos nós.



Uma adolescente de 16 anos, indiana, que aqui vamos chamá-la de Abani, nome fictício, uma vez que as autoridades daquele país têm mantido sua identidade e de seus familiares em sigilo, por questão de segurança.

Abani era uma jovem adolescente igual a qualquer outra. Seja da Índia, dos EUA, do Brasil ou de qualquer parte do mundo. 

Ter dezesseis anos de idade é ter toda uma vida de conquistas pela frente. É ser a esperança de construir um mundo melhor.

Em 26 de outubro de 2013, Abani foi brutalmente estuprada, por cerca de sete homens, perto de sua casa na cidade de Madhyagram, 25 km ao norte de Calcutá. Naquele dia, ela sofreu todo tipo de agressão que o um ser humano possa imaginar. Agressões físicas e psicológicas que chegaram a machucar sua alma.

Inocente e sonhadora, Abani acreditava num mundo melhor. Acreditava que os seres humanos possuem capacidade de realizar boas ações e que, ali onde vivia, estava protegida do mal.

Na Índia estupros coletivos são comuns. Bandidos chegam a sequestrar meninas para vendê-las a grupos que participam de estupro coletivo. Num país onde abortos de fetos femininos ocorrem com frequência, assassinatos de recém nascidas é uma prática rotineira e a mulher não recebe o respeito que lhe é devido, que proteção tinha a Abani?

Ela, assim como todas as jovens de sua idade, corre um sério risco. Mas ela não sabia.

Não acreditava que poderia acontecer com ela.

Tratada como uma mercadoria, por muitos, meninas e adolescentes do sexo feminino, sofre o estigma de uma cultura do mal. E o pior de tudo, sem que o resto do mundo tome alguma medida para coibir essa prática danosa que a todos nós envergonha.  
  
Abani, após o estupro foi pra casa. Debilitada por ter sido usada por sete homens durante dois dias, precisou ser levada ao hospital. Temendo pela sua própria vida e de seus familiares, ela se negou a apontar seus agressores. 

Em qualquer sociedade que tenha um mínimo de justiça, autoridades públicas no mínimo se compadecem de caso como esses. Há no ser humano o que chamamos de empatia, essa capacidade de nos colocar no lugar do outro, de sentir suas dores. De buscar soluções para um problema que embora não seja nosso, nos abala e nos entristece.

Pelo que parece, na Índia está longe de florescer esse sentimento nas autoridades daquele país sobre o sofrimento de meninas, adolescentes e mulheres, vítimas do estupro coletivo.

Não bastasse o que sofrera do dia 26 de outubro, quase dois meses depois, em 22 de dezembro de 2013, quando voltava para casa depois de prestar queixas na delegacia, por insistência das autoridades da cidade que alegaram dar-lhe toda a proteção, Abani foi sequestrada por dez homens e novamente estuprada por eles durante parte do dia 22 e 23 de dezembro.

Na tarde do dia 23, Abani foi encontrada com seu corpo completamente queimado e fortes hematomas. Ainda respirando, foi encaminhada ao hospital onde não resistiu e morreu no dia 24 de dezembro.

É nessas horas que nos perguntamos: pra que serve a ONU? Onde estão as instituições de direitos humanos? Até quando teremos que conviver com atos “animais” como esses?

Se algum indiano ler esse texto, me responda: o que eu posso fazer para ajudar mudar isso?

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A mídia brasileira e o governo federal



A mídia brasileira estava passando por grandes problemas financeiros... Sua credibilidade, perante a opinião pública, estava estagnada. Ela precisava de algo novo que pudesse melhorar sua imagem. 

Então pediu ao governo federal que conseguisse que a Copa do Mundo fosse realizada no Brasil. 

O governo disse: - Não... Não vou fazer isso... Você vai aproveitar o evento para me criticar, inventar falácias, propagar que estou usando dinheiro público para construir estádios de futebol, vai incentivar manifestações nas ruas... Repartições públicas serão depredadas, estabelecimentos particulares invadidos e destruídos, pessoas poderão perder a vida...

Querido governo – disse a mídia – Se eu usar o evento para lhe derrubar, estarei prejudicando a mim mesmo. Afinal, meu público não anda muito satisfeito comigo, sou vítima de severas críticas e eu perderia a possibilidade de reconhecimento mundial com a venda dos meus produtos. Ora, que lógica teria isso?

Depois de um momento de reflexão, o governo convencido das argumentações da mídia, concordou em buscar meios para ser o país sede da Copa.

Uma vez escolhido, o governo junto com a iniciativa privada, passou a executar um plano de obras. Construção de estádios, obras de mobilidade, reformas em aeroportos... Arrumar a casa para receber os visitantes em junho de 2014.

A mídia aproveitou e passou a exercer pressão contra o governo. A criticar o gasto de dinheiro público sugerindo a seu público que o governo estaria usando dinheiro de áreas essenciais para sociedade, em estádios de futebol.

A mídia usa todos os meios, principalmente seus “formadores de opinião”, a pedir mais manifestação em 2014, mais quebra-quebra, mais desordem... Contra a realização da Copa do Mundo no Brasil.

O governo perguntou a mídia: - Por que você está fazendo isso? Não vê que nós dois seremos gravemente atingidos? Você disse que não havia lógica em você usar o evento para me derrubar. Por que está fazendo?

É minha natureza - respondeu a mídia brasileira.

Essa é uma adaptação [péssima adaptação por sinal] da fábula: O Escorpião e o sapo. Mas, que poderia exemplificar a posição da mídia brasileira [principalmente], nesse processo de realização da Copa.

De todos os setores de serviços do país, com exceção do hoteleiro, aqueles que mais irão lucrar com a Copa do Mundo são as empresas de mídia, em especial a Rede Globo. A emissora terá uma oportunidade ímpar em sua história, de apresentar todo seu portfólio ao mundo. E num momento em que mais as empresas de mídias estão sofrendo com seu próprio desgaste. 

O que justifica então a campanha da mídia brasileira contra o evento? 

Vários, pra não dizer todos, meios de comunicação da imprensa tradicional, estão pedindo que os brasileiros voltem às ruas em protestos contra o governo e contra a realização da Copa.

Eles, na verdade, tinham certeza que o Brasil não conseguiria, em tempo, realizar um evento do porte de uma Copa do Mundo. Uma vez que quebraram a cara, agora só lhes resta a multidão das ruas.

Ainda que eles próprios venham a ser prejudicados... Ainda que centenas ou milhares de estabelecimentos sejam depredados, saqueados ou destruídos.

- É minha natureza... Diria a mídia brasileira.   

Segue abaixo a verdadeira fábula: O escorpião e o sapo.
 
Um escorpião queria atravessa um rio, mas, não sabia nadar.

E vendo um sapo que nadava rio abaixo e rio acima, pediu-lhe:  

– Me atravessar esse rio agitado em tuas costas?

– Você está louco? Protestou o sapo. – Você me picará enquanto eu estiver nadando, e me afogarei.

– Querido sapo, respondeu o escorpião – se eu fizer isso e você se afogar eu iria junto para o fundo do rio. Ora, que lógica tem isso?

Depois de um momento de reflexão, o sapo convencido pelo escorpião, concordou em proporcionar-lhe um passeio.

– Sobe, disse ele.

O escorpião subiu nas costas do sapo, e ele se foi pela água.
Achando-se no meio do rio, quando o escorpião deu-lhe impiedosa ferroada. Incapacitado pelo ataque, o sapo foi para o fundo, levando consigo seu passageiro. Sem compreender o porquê dele ter feito aquilo, voltou-se para o escorpião, e disse:

– Por que você fez isso... Agora morreremos nós dois... Você disse que não havia lógica em você me picar. Por que o fez?

– Não tem nada que ver com a lógica, respondeu ele. – É simplesmente da minha natureza.


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Mais de 400 mil reais pagos a cláudia leitte no show da virada de ano, pela prefeitura de Jaboatão dos Guararapes - PE.




Passada a ressaca do réveillon, é hora de tratarmos de coisas sérias. Assuntos que mexem com o que é de todos, falo do dinheiro público. É o caso do show da cantora cláudia leitte na festa da virada de ano na cidade de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. 

Foram pagos 425 mil reais pelo show da baiana. Nada contra a cantora, mas a pergunta que precisamos fazer a nossos políticos é: diante de tantos problemas em nossas cidades, será que é prioridade gastar tanto dinheiro com um show?

Jaboatão dos Guararapes enfrenta problemas comuns à maioria dos municípios brasileiros. Na área da saúde, da mobilidade, da educação e tantas outras. Quantas calçadas poderiam ser reformadas com esses 425 mil reais?

Com IDH de 0,717, considerado alto, a prefeitura de Jaboatão não pode se dar o luxo de promover eventos com contratações caríssimas como essa, uma vez que a realidade da maioria da população é totalmente diferente do que diz o Índice de Desenvolvimento Humano do município.

Há pessoas, de alto padrão de vida, que moram nos arranha-céus à beira-mar, mas há também os que vivem em lugares esquecidos pelo poder público. Vielas, favelas, bairros inteiros que faltam serviços mínimos, como iluminação, coleta de lixo e esgotamento sanitário.

Os legisladores precisam resolver esse problema. Essa facilidade que gestores públicos têm em gastar nosso dinheiro com circo é espantosa.

Só para se ter uma ideia: o dinheiro enviado pelo governo federal para amenizar as dores dos que sofrem com as enchentes no sul e sudeste vai ter que passar por um processo burocrático "tão enormemente"  desumano e ineficiente, que os benefícios aos desabrigados só chegarão após um ou dois meses. Enquanto, para shows, gestores públicos desembolsam quantias volumosas e contratam em poucos dias, como se o dinheiro a eles pertencesse.

Provavelmente, o povo de Jaboatão aceitaria a remessa desses 425 mil como donativos aos desabrigados das chuvas. Entre o show de cláudia leitte ou outro artista e ajudar nossos irmãos brasileiros, o que você escolheria?

Toda essa farra com o dinheiro público acontecendo sem que ninguém se incomode. Sem que as instituições de fiscalização do dinheiro público questionem. Sem que a Câmara de Vereadores se pronuncie. Faz tempo que tenho perguntado aqui nesse blog: precisamos mesmo de vereadores? 

Cadê o TCE? 
Cadê o MP?

O povo brasileiro, vez em quando, se confunde com a imprensa brasileira. Ambos não aceitam que um político viaje num avião da FAB para fazer um implante de cabelo, mas acham normal que prefeitos gastem dinheiro que poderia ser utilizado para o bem de todos, em contratos de shows. 

Engana-se quem acha que isso ocorre apenas em Jaboatão.

Infelizmente, são nos momentos de dor e alegria, desastres e festas, em que mais o dinheiro público é usado como se privado fosse.

Gostaria muito de, hoje, no primeiro dia de 2014, trazer uma palavra de otimismo, mas, diante de fatos como esse, fica impossível não se indignar.

Mas a indignação é um sentimento que nos torna vivos e nos dá força para encarar tudo isso. Espero que você também se indigne. Principalmente você que foi ao show de cláudia leitte e nem sequer sabe para onde foi o dinheiro que poderia ter sido investido na escola de seu filho ou naquele posto de saúde do seu bairro.

Parabéns! Você já começa o ano  de 2014 sendo enganado.



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