A questão é muito
séria, mais séria do que possamos imaginar. O diplomata brasileiro Eduardo
Saboia não tinha nenhuma autoridade para fazer o que fez. “Fiz por uma questão
humanitária...” Isso é balela! Se o Sr. Saboia desejava fazer ação
humanitária, fosse designado para uma das centenas de regiões pobres em todo o
Brasil.
Há famílias inteiras que vivem às margens do rio Capibaribe, aqui
em Pernambuco, morando em palafitas. Isso
sim, é viver numa situação subumana.
A figura do senador boliviano, tão forte, corado, sorridente,
bem-humorado, retrata realmente o “lastimável” ambiente ao qual vivia. Certamente
lhe faltava água e comida ou quem sabe ele era torturado todos os dias, por
mais de um ano que ali viveu?
O governo brasileiro errou feio ao creditar a esse “diplomata”
uma função de tamanha responsabilidade. Nenhum empresário desse país ou do
mundo lhe confiaria algo tão precioso. Sendo eu seu
chefe, antes de entregar sua carta de demissão, eu lhe demitiria primeiro. Há
certos atos equivocados, cometidos por profissionais, que não se pode ignorar.
A tomada de iniciativa não pressupõe pôr em risco relações entre dois países.
Afinal, o que é mais prioritário:
a manutenção da relação entre Brasil e Bolívia ou o passeio de barco do senador
Molina no lago Paranoá?
A única prova que o “diplomata” brasileiro demonstrou com esse seu ato foi de completo descontrole. Imagina se todo diplomata no mundo resolvesse
fazer “ação humanitária” como essa? Certamente desencadeariam a terceira guerra
mundial.
Já temos senadores corruptos aqui! Não precisamos
que seja trazido mais um e, principalmente, nessas condições!
Provavelmente o senhor Saboia
tenha perdido a principal aula da diplomacia mundial: a que tratava do respeito
às leis, às regras do jogo, ao governo, ao povo boliviano e à sua constituição.
Muitos dos que hoje ensaiam discurso de apoio a
esse ato inconsequente, fazem-no por não possuir nenhuma legitimidade e por ter
uma ideia difusa da relação entre o Brasil e nossos irmãos do sul. Para muitos
políticos brasileiros, no mundo só há espaço para relações bilaterais com EUA e
Europa.
Fico aqui, com meus botões, imaginando... E se fosse o contrário? O que
diriam esses mesmos políticos que apoiam a maior lambança cometida por um “diplomata”
brasileiro?
Pelo jeito, eles decretariam guerra!
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