Nos últimos anos, o debate público brasileiro foi profundamente marcado por uma narrativa recorrente: a de que o país estaria "quebrado" por administrações lideradas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
Contudo, sob o verniz dessa retórica de terra arrasada, operou-se um fenômeno paradoxal e altamente lucrativo. Enquanto o argumento da falência econômica servia para mobilizar bases e justificar os ataques ao governo e às instituições, as lideranças da extrema-direita (os golpistas, fascistas e milicianos) transformaram esse capital político em uma expressiva acumulação de riqueza pessoal.
O grande paradoxo reside no fato de que o discurso de combate à corrupção e de defesa da pátria serviu, na prática, para consolidar uma elite financeira ligada ao populismo de extrema-direita.
Enquanto a população enfrenta vulnerabilidades econômicas reais, acentuadas por crises globais e locais (crises criadas inclusive por eles), figuras proeminentes da extrema-direita viram seus patrimônios multiplicarem-se exponencialmente.
A retórica da crise não apenas desestabiliza as instituições democráticas, como também cria um mercado altamente lucrativo para aqueles que se apresentam como os únicos salvadores da pátria.
Como explicar "um Brasil quebrado" diante da fortuna acumulada de falsos moralistas como chupetinha, bananinha, rachadinhas, entre outros?
Se o Brasil está quebrado, a fortuna dessa gente provém de recursos ilícitos.
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