Embora eu não possa ficar indiferente a questões importantes
que envolvem a igreja católica, questões que ainda precisam ser debatidas,
resolvidas e muitas delas jamais esquecidas, é preciso que seja dito que o evento da
Jornada Mundial da Juventude realizada no Brasil marcou a todos, pela
grandiosidade, pelo recado que os jovens passaram para o mundo e pelo carisma do Papa
Francisco.
É claro que casos como o período da inquisição ainda estão presentes em nossas
mentes, assim como os casos de abusos sexuais de crianças e adolescentes, mas, findada a Jornada, ficou uma esperança de que bons tempos estão por vir na igreja de Francisco.
Sua aversão à ostentação, à avareza, à luxúria, à vaidade, pode trazer reflexão profunda, não só para os religiosos, mas também para homens públicos e pessoas comuns.
A JMJ, que terminou essa semana no Rio de Janeiro, deixou um
recado aos jovens do mundo inteiro. A necessidade e a importância de eles se
aproximarem de Jesus Cristo, não importando onde e como o jovem se encontra, mas,
sim(!), quando? E essa resposta foi dada por mais de três milhões de fiéis na praia de
Copacabana: os jovens devem se aproximar de Cristo, hoje! Agora! Já!
Impressionou ver que, pelo que foi demonstrado durante a semana, nos eventos da JMJ, havia jovens de um mês de nascido a 100 anos de idade e até mais de cem anos.
Mas, por que é premente fazer essa aproximação com Cristo?
Os jovens da Jornada responderam também a essa pergunta.
Basta
olhar as imagens da Jornada. Os milhares de jovens que enfrentaram as intempéries, os
percalços da organização do evento, o cansaço do corpo, muitos estão longe de casa há meses. Eles não fizeram isso pelo
Papa, mas, sim, por Cristo.
Fizeram por acreditar que só Ele conforta, só Ele salva, só Ele cura,
só Ele nos anima a prosseguir.
Só Jesus
Cristo consegue erguer o mais vil pecador. E esses milhares de peregrinos
descobriram isso.
A mensagem deixada pela Jornada não é nova. Mas, toma força
num mundo repleto de ojeriza, preconceito, maldades, guerras e domínio do homem sobre o homem.
A mensagem da Jornada toma força quando
refletida em cima do número de jovens assassinados, na quantidade de pessoas
com fome e sede, naqueles que vivem nas ruas.
Aproximar-se de Cristo torna-se necessário
para a humanidade quando é dita e processada por mais de três milhões de pessoas
no mesmo lugar e num mundo onde ainda há regiões onde não se pode processar a fé Nele.
No dia da chegada do Papa Francisco, em meio ao
congestionamento em que ele se encontrava, (acho até que foi providencial) publiquei no meu perfil do facebook (Mil
ton):
"Em
meia hora no Brasil, o Papa Francisco já colocou mais pessoas nas ruas do Rio
de Janeiro do que o MPL, os anonymous, PT e o PSDB, juntos.
Um provocador, esse Papa."
Acho que é essa a visão que tenho do Papa Francisco: um
provocador, do bem!
Há muito está faltando na igreja as discussões sobre os
problemas sociais da humanidade. Durante anos, a igreja se calou diante das
injustiças cometidas por governos, sejam democráticos, neoliberais ou ditatoriais.
A igreja não pode se omitir de buscar
solução para conflitos ou problemas ligados diretamente à sociedade.
Principalmente aos mais pobres, jovens e velhos.
Francisco disse para que
veio.
Que o mundo possa ter ouvido o recado dos jovens.
Que o mundo ouça Francisco.
Pelo jeito, ele tem muito a dizer a todos nós.
Fala, Francisco!
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